terça-feira, 7 de agosto de 2012

É a roupa ou o que?

Antes de começar o post de hoje, quero agradecer aos senadores que votaram, hoje, a PEC dos Jornalistas. Agora, para ser jornalista, só com diploma. Amém.
O que vou comentar aqui provavelmente já aconteceu com muitas pessoas. Nunca pensei que fosse tão constrangedor ser barrado em uma porta giratória de uma agência bancária. No meio de julho, fui até um banco, no centro de Maringá pagar o meu aluguel.
Estava de camiseta sem estampa, calça jeans escura, cinto de lona e um tênis. Até então, nunca tinha sofrido tamanha humilhação. Antes de passar pela porta, coloquei celular e chaves no compartimento. Estava com um óculos na cabeça e a carteira, sem moedas, no bolso.
A porta travou. Voltei e perguntei se o óculos poderia travar a porta e o segurança disse que não. Perguntou onde estava a minha carteira e se nela haviam moedas, não tinha. Fui entrar novamente e travou. Ele perguntou se eu estava com mais algum objeto de metal nos bolsos e eu disse que não.
Então ele viu um pequeno volume no meu bolso e pediu para que eu mostrasse, era apenas um protetor labial. Falei do cinto, ele pediu para eu levantar a camiseta e mostrar. Mostrei. Ele pediu para que eu subisse a barra da calça e mostrar se não estava escondendo nada nos pés. Mostrei.
Nesse instante, algumas pessoas entravam e saíam da agência sem o menor sacrifício. Mulheres com bolsas passavam sem problema. E eu travado. Quando fui fazer mais uma tentativa, um senhor que estava saindo do banco disse: "antes de você tentar passar, deixa eu sair".
Me senti um marginal, porque sei que um controle remoto no bolso desses seguranças destrava a porta. Depois de muito insistir e provar que estava desarmado, entrei na agência. Com certeza, fiquei roxo de vergonha e com muita raiva daquele banco.
Mas, nesta semana, tenho que pagar o aluguel novamente. Posso escolher entre diversas agências desse mesmo banco para pagar a conta, mas vou na mesma em que passei por isso. Agora não sei se vou com a mesma roupa, para testar os seguranças, ou se coloco uma roupa social, também para testá-los e ver se o sistema de segurança daquela agência é por detector de metal ou preconceito.

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