quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Assunto de volta à pauta

Só falta o aval da presidente para que o sistema de cotas seja obrigatório em todas as universidades públicas. Os senadores aprovaram a reserva de 50% das vagas para alunos de escola pública de baixa renda.
A ideia, no papel, é linda: igualdade de condições para alunos, independente da desigualdade social. Mas como diz o meu ex-professor, a universidade não é algo para todos. Eu explico. Ele diz que a academia deve ser um local apenas para pensadores e que possam contribuir com o futuro de uma nação.
Já ouvi muitas pessoas falando que o governo investe no ensino superior porque essa é a parcela de estudantes que vai às urnas. Enquanto isso, creches, escolas e colégios públicos ficam esquecidos e sem investimento.
Facilitar o acesso de todos à uma cadeira universitária não é a solução do problema da educação básica. Quando chegam à universidade, esses alunos, advindos de um ensino fraco, têm mais dificuldade e não acompanham o resto da turma.
O que acontece, na maioria das vezes, é que essas pessoas desistem da graduação e a vaga não é preenchida. Ou seja, dinheiro público sendo jogado fora. Isso porque o professor é pago para dar aula a um número X de alunos. Mas com os desistentes, sobram cadeiras nas salas.
Acredito num sistema de cotas, mas que esse sistema fosse diferente do que é e será aplicado. Diferente do meu professor, acho que a universidade é para todos, só faltam métodos eficazes de preencher essas vagas sem excluir e diferenciar alunos.

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