sábado, 7 de abril de 2012

Saúde - ou você tem ou você não tem

Nunca fui do tipo de me preocupar muito com a minha saúde. Se estou gripado, espero passar. Para dor de cabeça, água gelada. Para garganta inflamada, menos água gelada. Nariz escorrendo, lenço na mão. Não sou adepto dos comprimidos e xaropes.
Uma dor estranha logo passa. Bateu, doeu, machucou? O tempo se encarrega de curar. Até que uma tontura sem explicação começou a me incomodar. Algumas pessoas mais próximas eram alertadas da minha perda de rumo repentina.
Passou. Mas eu marquei uma consulta com a otorrinolaringologista - especialista que cuida do ouvido, da garganta e do nariz. Fui. Sentei, conversamos e partimos para a análise. Ela avaliou as três partes e nas três encontrou problemas.
Seria cômico se não fosse trágico. 
Primeira pergunta: Felipe, você respira bem? Eu respiro, se isso é respirar bem ou mal, eu não sei. Ela descobriu um desvio de septo. Vou ter de "encarar a faca". 
Garganta: suas cordas vocais estão perfeitas, mas sua amídala está levemente inflamada.
Ouvido: um dos ossinhos está anormal, vou solicitar uma tomografia.
Resumindo: tudo que ela poderia encontrar de errado, ela encontrou. Quanto à tontura, ainda vou fazer os devidos exames. É nessas horas que vemos o quanto é importante dar uma passadinha em um consultório e ver a nossa situação. Claro que o meu diagnóstico não tem nada de muito sério, mas tem muita gente que, assim como eu, não se preocupa com dores e sintomas e deixa o médico para último caso.
Com a internet, o Google vira um médico em casa.  Para qualquer dor, o buscador tem uma resposta. E a minha médica foi tão atenciosa que eu não me arrependo de ter rodado em busca de estacionamento, esperado na sala de espera, ter feito os exames que ela solicitou e nem de ter ficado alguns minutos falando "a", "é" e "i" com a língua para fora da boca e um cano na garganta.
O mau costume de não ir ao médico vem da minha mãe. Já quebrei os dois dedinhos do pé, trombando com a parede. Na primeira vez, ela disse: passa "vick" que não vai nem ficar roxo (risos). Da segunda vez, ela já sabia que não adiantava encher o dedo de pomada. O osso não voltaria ao lugar assim. 
Agora, qualquer sintoma estranho, corro para o pronto atendimento. Ainda mais que inauguraram uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do lado da minha casa. Antes isso do que automedicação, não é?

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