sexta-feira, 20 de abril de 2012

Precisa disso mesmo?

Deu o que falar a interferência do repórter do CQC durante a visita de Hillary Clinton ao Brasil, nesta semana.  O humorista Maurício Meireles, com credencial de imprensa, ao lado de muitos outros jornalistas, aproveitou a proximidade com a norte-americana e fez algumas gracinhas.
Os demais repórteres que estavam lá para conseguir uma palavra da secretária de Estado ficaram, no mínimo, frustrados. Nesses eventos, uma frase que a "celebridade" fala para a imprensa pode salvar o trabalho de horas do jornalista.
Aí chega um humorista e estraga tudo. Não sou contra o CQC. Admiro o programa, já fiz alguns texto aqui elogiando o trabalho deles, mas nessas horas eles pecam por excesso. Não acho correto entregar credencial de imprensa para humoristas.
Quer fazer algo sério? Mande um jornalista. Quer brincadeira? Não envie fanfarrões que podem atrapalhar o trabalho das outras emissoras.
Barrar o trabalho dos humoristas não é o canal. Mas existem casos e casos. Não acho que seria o caso de um humorista furar os jornalistas e fazer com que todos perdessem a sonora desejada. Em entrevistas difíceis assim, um repórter ajuda o outro. Segura dois, três microfones, faz uma pergunta ampla e que todos os jornais podem usar.
Claro que a brincadeira do CQC repercutiu no próprio local. Alguns jornalistas levantaram o tom de voz para o humorista, com razão. Na semana que vem, Marcelo Tas deve levantar a discussão do tema, ou jogar para baixo do tapete.
Entrevistar políticos em Brasília para saber se sabem dos projetos em votação é uma coisa. Entregar presentes para visitantes ilustras é outra completamente diferente e, acredito eu, totalmente desnecessária.

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