domingo, 15 de abril de 2012

Ah se eu fosse o professor...

Nesta semana que passou, fui cobrir um evento aqui em Maringá. Era um circuito de palestras e estava cheio de alunos de Direito. Eu e o cinegrafista ficamos sentados no meio da galera, assistindo às palestras e ouvindo os comentários dos alunos ao lado.
Tudo bem que quando estamos na graduação e, principalmente, no primeiro ano, achamos tudo divertido. Quando já estamos nos últimos anos, não há mais tempo para brincadeiras.
Eis que estávamos no meio de calouros. Para eles, tudo é festa. E digo isso não apenas para os alunos de Direito. Isso acontece em todos os cursos. No primeiro ano, congresso é sinônimo de festa, matar aula, diversão.
Os calouros diziam que estavam no congresso porque ganhariam 30 horas extracurriculares. E, detalhe, pagaram R$ 40 para estarem ali. Na fila de trás, um grupo jogava stop. "Uma fruta com "i"", disse uma das meninas.
O congresso era sobre diversidade sexual e lotou o teatro. Com certeza, se os professores não tivessem "obrigado" os alunos a ir, pessoas realmente interessadas teriam vez e espaço para acompanhar as palestras, que, diga-se de passagem, foram muito boas.
Eu fiquei pensando que, se eu fosse professor, não obrigaria os alunos a ir. Mas, para que a falta fosse compensada, teriam que entregar um artigo sobre cada dia de palestra. Aí sim queria ver quem ficaria conversando durante as palestras.

Um comentário:

  1. Sei bem o porquê desses alunos serem "obrigados' a irem nesses eventos, pois se, ninguém iria e isso seria muito ruim para a escola e para o palestrante.
    Mas entendo seu ponto de vista. Sou professora e estar numa sala de aula com alunos "desinteressados" nos faz sentir...professores...uns verdadeiros PALHAÇOS. Mas como já estou em fim de carreiro, agora vou até o fim.
    Raquel...

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