quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tudo parou

Foram só algumas horas, mas suficiente para desnortear muitas pessoas e serviços. A GVT, a TIM e a Vivo ficaram fora do ar por cerca de 5 horas na tarde desta quarta-feira. Eu tinha terminado de voltar do almoço e já não tinha mais celular e nem internet.
Saí do trabalho e fui ao centro da cidade. Lá, as pessoas estavam em frente aos estabelecimentos, sem comunicação. Impressionante como somos dependentes dessas ferramentas.
O motivo da queda de conexão entre as redes de telefonia e banda larga foi justificada pelo rompimento de três cabos de fibra ótica que fazem a ligação dessas redes com o resto do País. Nesse meio tempo, apenas um cabo foi consertado.
Por isso, a conexão da banda larga ainda não está 100% nos três estados do Sul e em São Paulo. Para a telefonia móvel, as ligações ainda estão falhando.
No trabalho, o pessoal estava brincando, falando que era o fim do mundo. A internet que não funcionava e os celulares sem torre deixaram as pessoas desorientadas. Sem e-mail, sem Facebook, sem poder completar uma ligação.
Foram algumas horinhas. Já pensou se fosse um dia inteiro?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Precisa disso mesmo?

Deu o que falar a interferência do repórter do CQC durante a visita de Hillary Clinton ao Brasil, nesta semana.  O humorista Maurício Meireles, com credencial de imprensa, ao lado de muitos outros jornalistas, aproveitou a proximidade com a norte-americana e fez algumas gracinhas.
Os demais repórteres que estavam lá para conseguir uma palavra da secretária de Estado ficaram, no mínimo, frustrados. Nesses eventos, uma frase que a "celebridade" fala para a imprensa pode salvar o trabalho de horas do jornalista.
Aí chega um humorista e estraga tudo. Não sou contra o CQC. Admiro o programa, já fiz alguns texto aqui elogiando o trabalho deles, mas nessas horas eles pecam por excesso. Não acho correto entregar credencial de imprensa para humoristas.
Quer fazer algo sério? Mande um jornalista. Quer brincadeira? Não envie fanfarrões que podem atrapalhar o trabalho das outras emissoras.
Barrar o trabalho dos humoristas não é o canal. Mas existem casos e casos. Não acho que seria o caso de um humorista furar os jornalistas e fazer com que todos perdessem a sonora desejada. Em entrevistas difíceis assim, um repórter ajuda o outro. Segura dois, três microfones, faz uma pergunta ampla e que todos os jornais podem usar.
Claro que a brincadeira do CQC repercutiu no próprio local. Alguns jornalistas levantaram o tom de voz para o humorista, com razão. Na semana que vem, Marcelo Tas deve levantar a discussão do tema, ou jogar para baixo do tapete.
Entrevistar políticos em Brasília para saber se sabem dos projetos em votação é uma coisa. Entregar presentes para visitantes ilustras é outra completamente diferente e, acredito eu, totalmente desnecessária.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tive uma ideia

Hoje foi um dia de protesto, em Maringá. Há pouco tempo a Secretaria de Transportes resolveu criar um corredor exclusivo para ônibus na avenida Morangueira. Onde é estacionamento de carros, na beira da rua, os motoristas foram proibidos de estacionar entre 7h e 9h e entre 17h e 19h.
Claro que os comerciantes reclamaram e foram, levemente, atendidos. O horário de proibição passou a ser entre 7h e 8h30. No final do dia, nada foi alterado.
Nesta quarta-feira, 18, organizaram um protesto e foram às ruas. No caso, à rua. Fecharam as portas dos estabelecimentos e impediram o fluxo de ônibus pelos corredores exclusivos.
Chamaram atenção da imprensa e, possivelmente, das autoridades. Reclamam porque o fluxo de clientes nos estabelecimentos caiu consideravelmente. A funcionária de um açougue contou para a reportagem de O Diário que antes do corredor, ela vendia cerca de 800 espetinhos por dia. Hoje, não passa de 100.
Isso porque não há vagas para estacionar. E quem está com pressa, não vai para as ruas secundárias só para fazer um lanche rápido. Por isso o protesto. Os comerciantes estão perdendo clientes.
Vendo as reportagens e fotos do protesto, pensei: já que vão retirar - espera-se que sim - as espinhas de peixe da avenida Brasil, porque não instalar esse modelo de estacionamento na Morangueira? Assim não atrapalharia o fluxo dos coletivos e menos ainda o negócio dos comerciantes.
Pode ser uma ideia maluca, mas talvez a saída para esse impasse. Será que essa proposta foi levantada? É uma boa, não?

domingo, 15 de abril de 2012

Você apertaria o botão?


Ah se eu fosse o professor...

Nesta semana que passou, fui cobrir um evento aqui em Maringá. Era um circuito de palestras e estava cheio de alunos de Direito. Eu e o cinegrafista ficamos sentados no meio da galera, assistindo às palestras e ouvindo os comentários dos alunos ao lado.
Tudo bem que quando estamos na graduação e, principalmente, no primeiro ano, achamos tudo divertido. Quando já estamos nos últimos anos, não há mais tempo para brincadeiras.
Eis que estávamos no meio de calouros. Para eles, tudo é festa. E digo isso não apenas para os alunos de Direito. Isso acontece em todos os cursos. No primeiro ano, congresso é sinônimo de festa, matar aula, diversão.
Os calouros diziam que estavam no congresso porque ganhariam 30 horas extracurriculares. E, detalhe, pagaram R$ 40 para estarem ali. Na fila de trás, um grupo jogava stop. "Uma fruta com "i"", disse uma das meninas.
O congresso era sobre diversidade sexual e lotou o teatro. Com certeza, se os professores não tivessem "obrigado" os alunos a ir, pessoas realmente interessadas teriam vez e espaço para acompanhar as palestras, que, diga-se de passagem, foram muito boas.
Eu fiquei pensando que, se eu fosse professor, não obrigaria os alunos a ir. Mas, para que a falta fosse compensada, teriam que entregar um artigo sobre cada dia de palestra. Aí sim queria ver quem ficaria conversando durante as palestras.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mais que um prêmio de Mega Sena

Era domingo de Páscoa, tinha passado o final de semana prolongado com a família e estava voltando para Maringá. Já passava das 19h quando peguei a estrada. Nos primeiros minutos da viagem, o trânsito parecia tranquilo.
Até então, nem parecia que era volta de feriadão. Até que entrei na pista dupla. Sabe aquelas placas que avisam que o pedágio está a 2 quilômetros? A fila de carros estava começando ali. Sempre quando estamos em uma fila, que não é única, parece que a do lado sempre anda mais rápido.
Estava com essa sensação. Até que alguns minutos e músicas depois, passei para a fila ao lado. Nesse meio tempo, já arquitetava esse post. Nunca tinha visto tanto carro naquela estrada.
Realmente, a fila para qual mudei andava mais rápido. Fui indo, paguei o pedágio e escrevendo o texto na minha cabeça.
Sempre vemos reportagens apontando o crescimento na venda de carros, aumento na frota, mais carros emplacados por mês. E ali estava o resultado disso. Muitos e muitos carros passando e deixando, naquela cabine, R$ 5,80.
Multiplique pelo número de carros que passou durante todo o final de semana e teremos, aí, algo parecido com o maior prêmio já pago pela Mega Sena.

sábado, 7 de abril de 2012

Saúde - ou você tem ou você não tem

Nunca fui do tipo de me preocupar muito com a minha saúde. Se estou gripado, espero passar. Para dor de cabeça, água gelada. Para garganta inflamada, menos água gelada. Nariz escorrendo, lenço na mão. Não sou adepto dos comprimidos e xaropes.
Uma dor estranha logo passa. Bateu, doeu, machucou? O tempo se encarrega de curar. Até que uma tontura sem explicação começou a me incomodar. Algumas pessoas mais próximas eram alertadas da minha perda de rumo repentina.
Passou. Mas eu marquei uma consulta com a otorrinolaringologista - especialista que cuida do ouvido, da garganta e do nariz. Fui. Sentei, conversamos e partimos para a análise. Ela avaliou as três partes e nas três encontrou problemas.
Seria cômico se não fosse trágico. 
Primeira pergunta: Felipe, você respira bem? Eu respiro, se isso é respirar bem ou mal, eu não sei. Ela descobriu um desvio de septo. Vou ter de "encarar a faca". 
Garganta: suas cordas vocais estão perfeitas, mas sua amídala está levemente inflamada.
Ouvido: um dos ossinhos está anormal, vou solicitar uma tomografia.
Resumindo: tudo que ela poderia encontrar de errado, ela encontrou. Quanto à tontura, ainda vou fazer os devidos exames. É nessas horas que vemos o quanto é importante dar uma passadinha em um consultório e ver a nossa situação. Claro que o meu diagnóstico não tem nada de muito sério, mas tem muita gente que, assim como eu, não se preocupa com dores e sintomas e deixa o médico para último caso.
Com a internet, o Google vira um médico em casa.  Para qualquer dor, o buscador tem uma resposta. E a minha médica foi tão atenciosa que eu não me arrependo de ter rodado em busca de estacionamento, esperado na sala de espera, ter feito os exames que ela solicitou e nem de ter ficado alguns minutos falando "a", "é" e "i" com a língua para fora da boca e um cano na garganta.
O mau costume de não ir ao médico vem da minha mãe. Já quebrei os dois dedinhos do pé, trombando com a parede. Na primeira vez, ela disse: passa "vick" que não vai nem ficar roxo (risos). Da segunda vez, ela já sabia que não adiantava encher o dedo de pomada. O osso não voltaria ao lugar assim. 
Agora, qualquer sintoma estranho, corro para o pronto atendimento. Ainda mais que inauguraram uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do lado da minha casa. Antes isso do que automedicação, não é?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Desce do muro

A atual situação de algumas obras em Maringá me fez lembrar de uma música do Michel Teló, homônima do título da postagem. "E fica nesse vem, vai, desce do muro". Espinhas de peixe: estacionamento localizado no canteiro central de uma avenida no centro da cidade. No caso, a avenida Brasil.
Fizeram orçamento, pesquisa, avaliaram a viabilidade da obra, abriram licitação, divulgaram a empresa vencedora, estipularam prazo para a execução e decidiram a data de início. De quê adiantou? Nada. O prazo foi prorrogado uma vez e mais outra.
Hoje, o secretário de Obras Públicas divulgou que a obra de uma das avenidas mais movimentadas e congestionadas de Maringá só sai em 2013. Vão esperar passar a campanha política, as eleições e jogar a "bomba" nas mãos da próxima administração.
E fica a população maringaense feita de boba sem saber quando, realmente, alguma coisa vai mudar. Eu tenho as minhas dúvidas se essa obra sai ou não do papel com o novo prefeito. Ele virá com novas ideias e propostas. Seria esse um caso perdido? Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela.