domingo, 25 de março de 2012

Inacreditável - racismo no esporte

Domingo de manhã, geralmente, é um momento em que eu estou curtindo lençóis, travesseiro e colchão. Mas este foi um dia atípico. Acordei cedo, em Maringá, e algum tempo depois partia para Apucarana para almoçar com a família.
Cheguei na cidade natal e estava cedo. Então, sentei no sofá e fiquei assistindo ao Esporte Espetacular, da Rede Globo. Glenda e Tande anunciaram que na volta do intervalo acompanharíamos uma reportagem sobre racismo no esporte.
O assunto foi discutido em mais de dez minutos de reportagem. As histórias de jogadores humilhados em campo ou quadra eram surpreendentes. Impossível ver que em 2012 os torcedores ainda agridem jogadores de times adversários com xingamentos preconceituosos.
Um dos nomes mais comuns ouvidos durante as partidas é "macaco". O trecho da reportagem que mais me marcou foi quando um jogador de vôlei foi agredido verbalmente por uma torcedora do time adversário na hora em que ele estava atacando.
Com o ponto marcado, o jogador ficou procurando na arquibancada a autora dos insultos.
Eu fico inconformado com a ignorância das pessoas humilhando profissionais nos seus locais de trabalho e com xingamentos tão infantis e, ao mesmo tempo, tão feios. Discriminar alguém pela cor da pele é algo tão ultrapassado. Ouvimos e vemos tantas campanhas contra o preconceito, mas parece que alguns ignorantes continuam insistindo no erro.
E não é só no Brasil que isso acontece. Na Rússia, Roberto Carlos foi humilhado enquanto jogava. Na peneira, durante o campeonato russo, um torcedor ofereceu banana para o jogador. Mais tarde, a fruta foi arremessada no campo.
E o pior, os jogadores adversários se xingam em campo. Os ânimos estão à flor da pele e eles não controlam a língua.
Racismo, no Brasil, é um crime inafiançável e pode dar até 5 anos de prisão. As punições existem, mas até hoje nenhum jogador foi punido por racismo. E olha que a lei existe desde 2006.
Impressionante que em um país que mistura tantas raças ainda exista esse tipo de preconceito. A tolerância à diferença deve vir de berço. Se isso não acontece, no mínimo, a pessoa tem de ter consciência e educação para entender porque as pessoas são diferentes uma das outras. Respeitar não custa nada.

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