terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Bahia está perdida

Servidor público, até onde eu sei, é um funcionário de uma estatal, que recebe dinheiro do povo para trabalhar. Alguns são concursados, outros não. Os policiais são concursados e passam por provas teóricas e físicas. A saúde física e mental é avaliada para saber se pode ou não haver a contratação.
Contratados, esses agentes trabalharão para garantir a segurança pública. Recebem um salário injusto pelo que desempenham, mas sabiam das condições antes do concurso. Reivindicar melhores salários é válido, mas toda a classe parar para isso, é demais.
Na Bahia, os policiais militares estão em greve. O fato desencadeou uma série de problemas para o estado. Fevereiro é mês de carnaval, muitas pessoas programam as férias para está época e fazem pacotes de turismo, principalmente para o nordeste.
Em algumas reportagens, vi que a segurança do carnaval está garantida. Há possibilidade de os policiais trabalharem nesse período independente de acordos. Enquanto os manifestantes estão parados, o Exército ocupa as ruas baianas para evitar que o índice de homicídios continue subindo. Mas vi também que as agências de viagens já estão no prejuízo. Muitas pessoas cancelaram suas férias em Salvador.
Sou filho de dois funcionários públicos. Nunca fizeram greve, tiveram salários baixos, cumprem seus horários e suas funções. Acho que deveria haver uma cláusula no contrato dos servidores públicos que os proibissem de paralisar os serviços, com punições severas, como o não pagamento dos dias parados ou demissão em massa.
Sei que o governo tem condições de aumentar os salários desses agentes que trabalham com risco à vida. Mas sem os serviços deles, o risco é generalizado. Lá, é um "salve-se quem puder".

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