segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O poder do BBB


Toda edição do Big Brother Brasil eu falo a mesma coisa: Não vou assistir esta coisa tonta! E sempre, mas sempre mesmo, não cumpro combinado comigo mesma e assisto. Mas eu não só assisto, como também torço desesperadamente para alguém, e nunca percebo o motivo pelo qual me levou a fazer isso.
Este reality show, exibido pela Tv Globo, tem um poder de nos seduzir de uma tal forma, que dispensa qualquer explicação. Em milhares de casas, várias pessoas, membros de uma mesma família param para assistir ao BBB. Alguns se apegam mais a alguns participantes, outros por outros. Isso é normal. Agora o BBB, não tem só a habilidade de nos fazer torcer. Este programa faz com que nós, do lado de fora, participemos também da vida de cada uma daquelas pessoas.
Ódio, raiva, simpatia, fraternidade, alegria, emoção, e muitos outros sentimentos, são sentidos por nós aqui de fora também, em relação aos jogadores. Qual o propósito disso? Em sempre me pergunto e chego a mesma resposta: Nenhum! Mas estamos lá, votando e torcendo para que uns saiam e outros permaneçam. Isso chega até a ser engraçado! Isso é o poder no BBB. 

A noite mais longa do ano

Acabou. O horário de verão foi bom enquanto durou. Bom para quem gosta. Para algumas pessoas, como a minha vó, ele vai tarde. Foram 133 dias. Quando foi regulamentado, era para durar 120 dias. Mesmo depois de tanto tempo no calendário brasileiro, muita gente ainda não entende para quê ele serve.
Dizem os órgãos competentes que há certa economia nesse período. Neste ano, calculam que foram economizados cerca de R$ 160 milhões. Esse valor deveria ser abatido na conta de luz dos moradores das regiões que aderem ao horário.
Mas, quer saber, a conta de luz do meu apartamento manteve-se estável. Em vez de economizar energia, acredito que gastei até mais. É nessa época do ano em que a água tem de estar mais gelada, as comidas precisam de mais refrigeração para não estragarem e os ventiladores e aparelhos de ar condicionado funcionam "a todo vapor".
Claro que podemos aproveitar mais o dia nesse período. O calor e o sol até mais tarde fazem com que as pessoas aproveitem o horário para atividades de lazer. Muita gente sai para caminhar depois do trabalho, aproveita e passa no mercado e só depois vai tomar banho.
Mais tempo de sol e menos tempo em casa, tende a diminuir o consumo de luz. Eu adoro ficar em casa com todas as luzes apagadas. Só a TV e o computador já me bastam. Acho que sou meio morcego.
Enfim. O horário de verão volta no terceiro domingo de outubro. Quando menos esperarmos, teremos que adiantar o relógio, novamente. Por enquanto, aproveito para lembrá-los, atrasem os relógios. E preparem-se para as confusões com as horas nos próximos dias. O corpo vai levar um tempinho para se adaptar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Uma pequena vida interrompida


Salve, salve!! Depois de alguns meses, estou de volta. E volto com mil assuntos que estão em pauta, borbulhando na cabeça. Mas a que está me incomodando mais, é a história da pequena Grazielly Almeida Lames, de apenas três anos, que foi morta há uma semana em Bertioga, no litoral paulista, por um Jet Ski, sendo pilotado por um adolescente de apenas 13 anos.
Muitas coisas foram e estão sendo divulgadas pela imprensa de forma geral. A família, indignada, não só pede, como também espera, uma atitude das autoridades. Qual será o desfecho final para este acontecimento? O menor não será punido, mas e os responsáveis por te-lo deixado pilotar um equipamento tão perigoso quanto um carro? E ainda, ajudaram o menor fugir, sem prestar socorro algum. É assim que se educa uma criança? Mostrar e ensinar coisas erradas? Vergonha do meu país, por não saber punir, em minha opinião, pessoas que merecem ser punidas e de brasileiros, por mil e uma atitudes que não podem ser admitidas.
Que o que aconteceu em Bertioga, possa alertar mais cuidados nos litorais e represas que também vivem lotadas de pessoas e de meios de transporte como Jets, lanchas e muitas outras opções. A família de Grazielly e a comunidade esperam uma resposta.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O acidente me lembrou um incidente


Que semana foi essa que passou e eu nem vi? Primeiro quero pedir desculpa pelo atraso nas postagens. Como disse na semana passada, estou arrumando minha mudança. Já me instalei no apartamento novo, com direito a internet e TV funcionando.
Desculpas aceitas, vamos ao que interessa. Estava assistindo à programação da RPC TV quando entrou a apresentadora do Jornal Hoje anunciando os destaques da edição que começaria logo mais. A mais "bombástica" anunciava a morte de uma menina em um brinquedo do Hopi Hari.
São muitas as pessoas que já me disseram que se divertiram nesse parque. Eu não fui, mas quando tinha 16 anos fui para o Beto Carrero, em Santa Catarina, com um grupo do colégio em que eu estudava. Era uma turma bem grande.
O brinquedo que causou o acidente no parque de São Paulo é muito parecido com um do parque catarinense. No Hopi Hari é Tour Eiffel, no Beto Carrero existem dois, o elevador e a Big Tower. Todos funcionam no mesmo esquema.
Um conjunto de cadeiras sobe até o pico da torre e despenca em queda livre. Quando fui na Big Tower, era novidade no parque. Quase 100 metros de altura. Fui. Eu e mais três pessoas do grupo. Professores que estavam junto tiravam fotos e filmavam.
Começou a subir. Foi indo, tudo normal até que parou. Fizemos a contagem regressiva: 3, 2, 1. E nada aconteceu. Olhamos para cima e ainda faltava um pouco para atingir o pico. Ficamos lá em cima, parados. De repente, percebemos que todos os brinquedos estavam parados.
Acabou a luz no parque. E nós quatro ficamos lá em cima curtindo o balanço do vendo e morrendo de medo de a trava abrir. Ficamos lá no alto por uns 20 minutos. A proximidade com o mar fazia com que a cadeira balançasse muito. A descida foi a passos de tartaruga. Fazíamos graça dizendo que de fora parecia ser bem mais rápido.
Quando chegamos ao solo, fomos informados que havia acabado a luz e que os freios são magnéticos e independem da energia. O susto foi grande. O pior não aconteceu e, logo, tudo voltou ao normal, mas não voltamos para a Big Tower.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Cada um aproveita como pode

Chegou. Aqueles dias que são muito esperados por muitas pessoas no Brasil está aí. O Carnaval está aí e muita gente que saiu do trabalho na sexta às 18h, só volta na quarta-feira ao meio-dia. Esse é o meu caso. Mas, em vez de ir para clubes e festas de rua, tenho outros "atrativos" para o final de semana.
Enquanto alguns amigos estão se divertindo na farra, estou aqui selecionando os móveis, peças de roupa e eletrodomésticos para levar para o novo apartamento.
As pessoas me falavam que mudança é algo chato de se fazer. Eu discordava, falava que seria muito legal. Tem os pontos positivos e negativos.
O meu guarda-roupa está organizado como nunca esteve. No antigo apartamento, eu usava um guarda-roupa e meio para guardar minhas coisas. Agora, depois da faxina, está sobrando espaço no titular.
Na cozinha nova, vai ficar muito armário vazio. Na geladeira, com a limpeza, sobrou água e vento frio. No apartamento novo, o sofá é um improviso de três colchões.
Tentei ligar a TV e nem o sinal digital da Globo pegou. Pelo menos o rádio funcionou. Hoje vou instalar uma antena "a la gambiarra". Mas a internet ainda está no apartamento antigo. Geladeira, fogão e microondas já foram embora. Adivinha onde estou para fazer este post!
Nessas horas, o fast food é o melhor aliado. Aliás, vou lá comprar meu almoço, porque a tarde vai ser, novamente, de limpeza e organização.
Feliz Carnaval para você.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eu só queria dormir

Foi há duas noites. Os vizinhos da casa da frente extrapolaram os limites da educação e boa convivência. Até eu, que sou bem tolerante, perdi a paciência.
Moro em um prédio em que 50% dos apartamentos são de famílias e a outra metade de universitário. Há um bom tempo não ouço bagunça de vizinhos e nem reclamações. Na mesma rua, existem outros prédios e casas, a maioria de estudantes.
Do outro lado da rua, quatro casas geminadas. Duas de estudantes, duas de famílias. Em uma delas, os rapazes colocaram uma mesa de sinuca na garagem, que fica na beira da rua. Vez ou outra, reúnem-se umas 15 ou 20 pessoas no portão da casa.
Ali, o povo fica tomando cerveja e fumando narguilé e cigarro. Algumas vezes vi um violão e o pessoal cantando junto. Mas nenhuma dessas festinhas me irritou tanto como da noite retrasada.
Eles estavam em uns 6 rapazes jogando sinuca. Já passava da 1h e os rapazes gritavam como primatas. Até que um dos vizinhos se incomodou e foi conversar com eles. Não ouvi toda a fala dele apenas "então boa noite e boa aula".
Eles não pararam e seguiram com a gritaria até as 2h30. Vizinhos de outros prédios gritavam "cala a boca", mas nada adiantava. Provavelmente, esses garotos não tinham que acordar cedo no dia seguinte, mas assim como outros vizinhos, eu tinha.
Chamar a polícia? Acredito que essa medida desviaria o foco do trabalho dos policiais. Descer para conversar? Bom, se um senhor já tentou e não conseguiu, por que um jovem os convenceria a ficar quietos? Triste ver que futuros profissionais não têm o mínimo de respeito com os vizinhos. Se acham donos da razão e não medem suas consequências.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lembra do Lindemberg? Ele voltou!

Um caso que estava esquecido voltou com tudo nesta última semana. Lindembrg foi, com certeza, um dos nomes mais exaustivamente repetidos na mídia nacional no final de 2008. Ele invadiu a casa da ex-namorada Eloá e a fez refém com mais três amigos dela.
O tempo foi passando, a imprensa foi se aproximando e a cobertura do caso foi transmitida ao vivo em algumas emissoras. Chegamos ao ponto de Sônia Abrão, aquela da RedeTV, conversar com o acusado por telefone. Não foi espanto ver que a jornalista foi convocada para depor como testemunha.
O caso daria um ótimo Trabalho de Conclusão de Curso. A cobertura à época e hoje impressionam. Os desdobramentos e as reportagens que surgem agora, durante o julgamento, são inacreditáveis. Até estou começando a entender um pouco a justiça do nosso País.
A mídia tem suas funções nesse processo. A advogada de defesa está fazendo bom uso da "ferramenta". Sempre solta uma frase de efeito ou fala algo que ganha o topo das páginas principais dos portais noticiosos ou um minutinho nos telejornais.
Não sei se depois do julgamento a credibilidade dela continuará a mesma. Nesses dois dias de julgamentos, ela até desacatou a juíza. Para evitar que o juri se comovesse com a emoção da mãe da vítima, a advogada pediu para que a mulher se retirasse do local. Caso contrário, quem sairia seria a defensora.
Ela está fazendo o trabalho dela. A missão dela é livrar Lindemberg. A imprensa está fazendo seu trabalho: cobrir o caso e apresentar o caminhar e o final do julgamento. Acompanharemos, ainda, o desdobramento do julgamento. Particularmente, acredito na condenação do réu.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Uma aula em horário nobre

"É melhor ser bom do que ruim." O Fantástico é o clássico das noites de domingo no meu apartamento. Sempre tem alguma reportagem exclusiva que repercute nos outros telejornais da Globo na segunda-feira. Ou então algum quadro interessante e que vale a pena.
Este é o caso do "O que vi da vida". Nesse quadro, os artistas dão depoimentos sobre o que passaram ou passam. Esta noite foi vez da Ivete Sangalo. Além de sempre ter mostrado que é uma pessoa da massa, simples e que não é arrogante, Ivete sabe divertir seu público. E isso ela comprovou na entrevista que deu ao Fantástico.
Dentre outras coisas, a baiana disse que nunca teve crises de estrelismo. Eu admiro ela por isso. Mesmo tendo milhões de fãs, ela não os despreza e não nega uma foto. Outras celebridades, com muito menos fama que Ivete, fazem doce e evitam falar com fãs e imprensa.
Na hora que ouvi Ivete falando isso, lembrei de pessoas, profissionais, jornalistas. Jornalista que se acha celebridade é pior do que ex-BBB. Claro que isso é mais visível entre quem trabalha na TV. Nas poucas reportagens que fiz até hoje, os colegas que por aí encontrei me trataram como colega e foram simpáticos.
Mas o estrelismo existe e sabemos disso. Quando Ivete fala que é melhor ser bom do que ruim, eu diria: é mais fácil ser simpático do que arrogante. Ela disse que às vezes não segura a piada. Eu prefiro ter o meu lado pessoas que perdem o amigo mas não perdem a piada.
Curtir a vida... Ser feliz só por estar vivo, rolar na areia, se molhar na chuva. Ivete, obrigado por ter aparecido nesta noite de domingo e ter transformado o fim do meu final de semana.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Meu dono de estimação - "Lava roupa todo dia, que agonia"

Nossa fiel escudeira, Lucimara, está de férias. Viajou para a Bahia e estamos tentando manter a casa em ordem, a roupa lavada e passada, todos alimentados, mamis, criança, cachorras, peixe e plantas, e um mínimo de limpeza e frescor entre bem mais de quatro paredes.
As meninas, Lua Maria e Zoe Cristina, não podem ficar sozinhas no apartamento o dia todo. Se ficassem tenho até medo de imaginar os prejuízos: móveis comidos, coisas quebradas, tapetes roídos, e uma fila de vizinhos raivosos na nossa porta. Lua até que é tranquila. Mas, a pequena Zoe é encardidinha. Late com aquela voz estridente que Deus deu aos cães da raça Pinscher. E não para. Simples assim. Eu digo "não" diversas vezes, usando diferentes tons que variam da advertência inicial para o total desespero, e ela não desiste de latir. Desse modo, para mantermos a convivência pacífica com os vizinhos, Lua e Zoe ficam na creche da Quinta dos Bichos, ao lado de casa. Elas gostam. Brincam o dia todinho com outros cães, correm, latem, trocam mordidas, descansam, cochilam e correm mais um pouco. Quando pego as duas pequenas no final da tarde elas estão acabadas e só querem cama, ventinho e água fresca. Nunca dormiram tão bem! Estão mais calmas e até mais comportadas.
De manhã, Lua fica rondando, vai pra lá e pra cá, com aqueles olhos pidões, como se dissesse: "E aí? Hoje não tem passeio? Não tem creche? Quero brincar....me leva, vai?!". Enquanto lavamos a louça do jantar, preparamos o café, colocamos uma máquina de roupa pra bater, dobramos e guardamos a roupa que já secou e que não exige um bom e  quente ferro, as meninas estão por ali, emboladas, brincando, correndo de um sofá para o outro. É uma meia maratona para deixarmos tudo arrumado e ainda sairmos no horário.
Enquanto faço o café, limpo o banheirinho das meninas e dou comida a elas. Cada uma num lugar pra evitar briga. Lua come na cozinha e Zoe, na sala. Alimento o peixinho, coloco água nas plantas.
De repente o leite ferve e derrama. Todos os dias, ele derrama...Todos os dias me lembro da minha pré-adolescência. Lá estou com 12 anos tomando conta do leite que vai ferver, enquanto minha mãe trocava a fralda de meu irmão bebê. E sempre o leite fervia e escorria fogão abaixo. Por mais que eu fixasse minha atenção, meus olhos, naquela leiteira, pimba!! Lá vinha o leite, lá vinha a bronca de minha mãe. E não é incrível que hoje, com 46 anos, eu ainda deixe o leite ferver? Mereço a bronca. Agora da minha mãe interna que não se conforma: como a paspalha da filha chega aos quase 50 anos com os mesmos problemas e defeitos?
Bom, o leite derrama, eu limpo o fogão, e me esqueço um pouco das meninas que já acabaram de comer. Há uma regra muito básica no universo dos cães: se algo entra, algo sai. Elas já comeram, vão para a área de serviço em busca dos jornais/banheiro. Eu estou de costas, limpando o fogão e pensando em minha mãe. Elas não encontram os jornais porque eu tirei tudo e estava passando um pano com desinfetante de laranja quando parei no meio pra salvar o leite. Conclusão: depois de limpar o fogão vou limpar, de novo, a área de serviço. Lua e Zoe não podem esperar por um novo jornal e fazem tudo por ali mesmo. Sem cerimônia. Limpo o banheiro delas pensando que não vai dar tempo de tomar o café que acabei de fazer e prometendo que amanhã vou pra padaria. Mas, hoje já está tudo pronto mesmo, então vou comer bem rápido.
Pronto! Estou alimentada, deixo a louça do café pra ser lavada à noite, aumento um pouco mais a pilha de roupas que precisam ser passadas e fico surpresa como essa pilha cresce! Arrumo minha bolsa, pego os óculos, um livro, fecho todas as janelas porque, apesar do calor que vem fazendo em São Paulo, é certeza de que no final da tarde haverá uma tempestade qualquer. Olho ao meu redor: tudo parece certo, ok, em ordem. Pego minha marmita, a chave, e penso: não dá pra sair assim, com tantas coisas na mão porque vou levar Lua e Zoe para a creche e é um risco segurar marmita, bolsa, livro, chave e ainda as duas guias das meninas. Desisto da marmita. Mas, vou ficar sem almoço? Desisto do livro. Mas vou ler o que durante o almoço? Pego tudo de volta. Nesse instante Lua Maria está latindo animada e aflita porque percebe que eu peguei as guias e ela quer passear, quer passear e quer passear...
Tento colocar a guia vermelha no pescoço da Lua mas a ansiedade dela é tanta que ela se desvia várias vezes e tenho que deixar bolsa, marmita, livro e chave no chão pra poder acertar a guia no pescoço dela. Pronto! Consegui. Agora é a vez da Zoe. Mas cadê a pequena? Quando eu pego as guias, invariavelmente Zoe foge. Vai se esconder. Ela gosta de ficar na creche mas não gosta de ir para lá. Dá pra entender? Paradoxos, como diria minha amiga Josiane Cordeiro.
Saio pela casa chamando: "Zoe, Zoe...cadê você?" Nada debaixo da cama, nada nos banheiros, nada atrás do sofá da sala de tv. "Zoe, anda logo, vamos acabar com essa brincadeira! Eu estou atrasada!!". Nada na cozinha, nada no quarto da Lucimara. "Zoe, agora chega! Pode aparecer já!!!". E lá está ela. Emboladinha entre os panos coloridos que cobrem o sofá. Eu só a encontro com a ajuda de Lua Maria que se cansa de esperar, quer sair, e sabe, pelo cheiro, que a irmã encrenca está ali, escondida, fazendo de conta que é almofada. Tiro Zoe das dobras do sofá, tento colocar a guia nela umas 5 vezes, pelo menos. Ela não deixa, não quer. Me morde. Eu visto uma patinha, ela tira a outra. Eu visto as duas patinhas, ela se vira de barriga pra cima. E eu me vejo como aquele personagem do desenho "Alvim e os Esquilos". Exatamente igualzinho a ele. O empresário estressado gritando: "Zoeeeeeee...".
Ufa! Tudo certo agora? Janelas fechadas, pego a bolsa, a marmita, o livro, os óculos, Lua e Zoe. Cadê a chave? Ai meu pai... a chave... solto tudo de novo. Provavelmente enquanto eu arrumava a guia em Lua Maria, Zoe roubou a chave...ela adora roer meu chaveiro de peixinho vermelho. Saio pela casa e daí não adianta nada gritar: "chaveee"... Lua não entende o que estou procurando e não pode encontrar, pelo cheiro, para mim. Vasculho tudo. As meninas se embolam na sala. Lua está brava com Zoe. Elas estão a uma pata de uma briga. Desisto de procurar o chaveiro. Penso em fazer isso à noite. Decido sair pela sala mesmo, com a chave reserva. Tento sair bem quieta porque o correto é sair com as meninas pela porta da cozinha. Rezo para não dar de cara com a vizinha. Minhas preces são atendidas. Não encontro ninguém. Ufa! Consigo chegar ao elevador de serviço. Mando Lua Maria sentar. Pego Zoe no colo porque já começou o momento "vou latir até seu cérebro explodir". E aperto o botão do elevador. Nada. Ele está parado no térreo. Não se move. Hoje é dia! Começo a ouvir movimentação na cozinha da vizinha. Zoe também. Ela late ainda mais. Eu rezo mais ainda. São Xico de Assis, ajudai que a vizinha não saia agora, que o elevador venha ao décimo quarto andar bem rápido, que a Zoe pare de latir. Nada. O elevador deve estar quebrado. Para ter certeza sobre isso, só voltando ao apartamento. Lá dentro: soltar Lua, soltar Zoe, soltar  bolsa, livro e marmita, e usar o interfone. Mas, um pequeno detalhe. Trocaram o interfone recentemente e há um número de código que eu preciso teclar para falar com o porteiro. Por que não simplificam as coisas, hein? Mais um código pra decorar? Não pode ser o bom e velho zero ou nove que todo mundo já conhece?
Desisto do interfone. Pego as meninas e minhas tranqueiras. Saio mais uma vez. Nada da vizinha. Ouço o som maravilhoso do elevador se movendo. Será que agora vai? Mais uma prece: para que o elevador chegue vazio. Não chega. Não posso entrar com uma cachorra de 3 quilos gritando que vai matar todo mundo e outra cachorra de 13 quilos que não late, não avisa, mas morde. Solto a porta do elevador e espero. Na próxima, quem sabe? Espero. Zoe late. Lua rosna. Os barulhos na cozinha da vizinha aumentam, em muito. Acho que ela está irritada, acho que ela vai escrever uma carta para o síndico. Estou com calor. Estou em pânico. Penso em pedir ajuda, penso no celular e...cadê o celular? Ah, não!! Deixei no quarto. Volta tudo. Voltamos para o apartamento. Não solto nada na sala. Estou morrendo de pressa. Levo as meninas e as tralhas a tiracolo para o quarto. Pego o celular. Saio de novo...O elevador já passou. Chamo mais uma vez. Agora desanimada, cansada, amarrotada. Paro de rezar. Minha mente é um muro em branco. Estou com raiva. Se a vizinha aparecer agora sou capaz de soltar a Zoe nela. Se alguém subir nesse elevador, vou entrar assim mesmo e deixar que Lua experimente a canela de quem se atrever. Mas, para meu alívio, o elevador chega vazio. Descemos. Saio feito um raio do prédio, sem dar bom dia para ninguém.
Chego na creche e meu bom humor começa a voltar. Lá os cães podem latir, podem morder, podem ser cães. Ninguém liga para o barulho de Zoe Cristina, eles a chama de pequenina, são amáveis. Todos amam os beijos de língua de Lua Maria. Entrego as pequenas com confiança. Pronto. Posso ir trabalhar. Checo o celular, há ligações perdidas. Preciso dar retorno. Vejo o dia... dia 10... ah, não! Dia de pagar algumas contas. E cadê as contas? Claro, estão em casa. Lá vou eu... E ainda bem que volto porque nesse vai e volta não me dei conta de que as meninas deixaram dois presentinhos nos jornais, na área de serviço. Vamos limpar, catar jornal molhado e sujo, e passar pano... E, pensando aqui com rodo nas mãos e sentindo o aroma do desinfetante de laranja: cadê minha marmita e meu livro? Ficaram no pet...
Lucimara!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A hora da "recompensa"

Eu teria outros assuntos para comentar hoje. Pensei, pensei e concluí que o melhor a fazer é comentar a importância desta sexta-feira para mim. Hoje, dia 10, é o dia da minha colação de grau. Depois de quatro anos, finalmente, o diploma estará em minhas mãos.
Algumas pessoas estão roendo as unhas de nervosismo, convidaram toda a família e grupo de amigos, e já separaram uma roupa especial. Tá, comprei uma camiseta e minha mãe me deu um sapato para este dia, mas eu não estou nervoso, não convidei toda a família e nem pedi uma faixa de "parabéns".
A solenidade acontece no Parque de Exposições de Maringá e marca o fim de um período muito produtivo. Foram anos de estudo e, claro, muita risada. Em tempos de orkut, eu era adepto da comunidade "eu vou para a aula para dar risada". E tinha dias que eu chegava em casa com dores abdominais de tanto gargalhar.
Mas não foi só isso. Estudei muito e fiz inúmeros trabalhos teóricos e práticos. E como fizemos, não é coleguinhas? Vi há alguns dias uma reportagem que dizia que o curso de Jornalismo foi avaliado pelos alunos como um dos mais fáceis.
Não é difícil. Muita gente ficou pelo caminho, desistiu ou se descobriu em outra profissão. Eu sabia que era isso que eu queria desde os 13 anos. Nunca virei uma noite acordado estudando para prova. Mas somando as horas fazendo os trabalhos prático, já compensa.
Revistas, álbum de fotos, resenhas, artigos, reportagens televisivas, telejornal, programa televisivo, radiojornal, rádio-revista, debates, jornais, agência de notícias, pautas, entrevistas. Isso sem contar os estágios.
É, uma etapa chegou ao fim. Agora começo a andar com as minhas pernas. E aproveito o espaço para parabenizar todos os formandos de 2011, independente de curso e universidade. Parabéns para nós.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A Bahia está perdida

Servidor público, até onde eu sei, é um funcionário de uma estatal, que recebe dinheiro do povo para trabalhar. Alguns são concursados, outros não. Os policiais são concursados e passam por provas teóricas e físicas. A saúde física e mental é avaliada para saber se pode ou não haver a contratação.
Contratados, esses agentes trabalharão para garantir a segurança pública. Recebem um salário injusto pelo que desempenham, mas sabiam das condições antes do concurso. Reivindicar melhores salários é válido, mas toda a classe parar para isso, é demais.
Na Bahia, os policiais militares estão em greve. O fato desencadeou uma série de problemas para o estado. Fevereiro é mês de carnaval, muitas pessoas programam as férias para está época e fazem pacotes de turismo, principalmente para o nordeste.
Em algumas reportagens, vi que a segurança do carnaval está garantida. Há possibilidade de os policiais trabalharem nesse período independente de acordos. Enquanto os manifestantes estão parados, o Exército ocupa as ruas baianas para evitar que o índice de homicídios continue subindo. Mas vi também que as agências de viagens já estão no prejuízo. Muitas pessoas cancelaram suas férias em Salvador.
Sou filho de dois funcionários públicos. Nunca fizeram greve, tiveram salários baixos, cumprem seus horários e suas funções. Acho que deveria haver uma cláusula no contrato dos servidores públicos que os proibissem de paralisar os serviços, com punições severas, como o não pagamento dos dias parados ou demissão em massa.
Sei que o governo tem condições de aumentar os salários desses agentes que trabalham com risco à vida. Mas sem os serviços deles, o risco é generalizado. Lá, é um "salve-se quem puder".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Momento nostalgia

Fazendo uma ronda noturna em alguns blogs, encontrei um post com um vídeo do mesmo autor do que está aí embaixo. Achei muito bom o assunto. "Como ensinar ciência a uma criança de seis anos?" Pois é, parece impossível, mas nada era impossível para Beakman.
Se você, assim como eu, era fã desse programa e sempre sonhou em ter uma carta lida pelo cientista, assista o vídeo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Meu dono de estimação - De volta pra casa

Lua Maria se estica sobre o sofá. Sente alguma coisa cutucando suas orelhas. Ela abre os olhos verdes, com preguiça, e dá de cara com Zoe Cristina. A pequena já acordou e resolveu dar um banho na irmã mais velha.
- Zoe, me deixa dormir, vai?!
- Nada disso... Hora de acordar, hora do banho matinal Lua Maria.
- Zoe, eu tô cansada...
- Quem manda passar o dia todinho correndo atrás de nossos amigos na creche da Quinta dos Bichos? Bem feito que tá cansada. Acorda aí...
- Mas, se eu não passar o dia correndo atrás deles, você quer que eu faça o quê, por exemplo?
- Quero que brinque só comigo, e cuide só de minzinha...
- Hum, hum...
- E quero que me dê colo, que me encha de mimos.
- Zoe, isso não é a sua cara...
- Claro que é. Sou pincher mas sou sensível. Tenho uma alma sensível...
Nesse instante, Lua rola de rir. Zoe Cristina não gosta. Ela se irrita com isso e parte pra cima. Anvança com os dentinhos pra fora contra o pescoço de Lua Maria.
- Zoe, você não aprende mesmo, né? Você já quebrou um dente da frente com essa mania de me atacar. Quando você vai apredner que eu sou muito maior e muito mais forte que você?
- E muito mais chaata também...
- Calma pituquinha...
- Não me chama assim. Só as mamis podem.
- Tá, tá bom. Já aocrdei, já tive ataque de riso e já fui atacada por uma cachorrinha de 3 quilos banguela. O que mais?
- Lua...
- Fala...
- Eu não quero ir pra creche hoje...
- Mas vai. Nós duas vamos. É pro nosso bem. Nossas mamis vão trabalhar. Acabaram as férias. Acabou a moleza. Nosso irmão humano vai pra ecola. E nossa cuidadora Lucimara está de férias. Você queria passar o dia todo sozinha em casa?
- Claro que queria.
- Ah, é? E o que você faria o dia todo aqui?
- Dormiria muito. E depois daria um jeito d eme divertir roendo, estragando, trucidando, acabando com algumas coisas na casa, ué?!
- Vê se cresce, Zoe...
- Vê se creche, Lua... hahahaha... gostou do meu trocadilho?
- Você é boba Zoe...
- Boba é você que ataca as visitas...
- Ah, só eu ataco as visitas, é?
- Eu fico latindo um pouco mas depois eu paro. Você fica quieta e zapt...pega a visita de jeito... Você é do tipo "morde quieta".
- Vou te mostrar quem é que morde quieta...
Lua Maria avança sobre Zoe Cristina. As duas rolam pela cozinha, pela sala e bagunçam todo o sofá. capa pra um lado, almofadas jogadas. Até que as mamis percebem a confusão e botam ordem na casa. É hora de ir pra creche. Elas ganham suas respectivas guias. Lua sai saltitando, feliz da vida. Zoe sai arrastada, choramingando.
Mas, as mamis sabem que ela é "falsinha". Vai chorando mas quando chega na creche se esbalda de brincar.
Quando voltam pra casa no final da tarde estão exaustas de tantas brincadeiras com os amigos pets. Logo se jogam na cama. Quem diria? Lua e Zoe dormindo às oito da noite! Nada como uma boa creche, hein?!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O seu, o meu, o nosso dinheiro

O relógio marcava quase 10h30 quando Sandra Annemberg foi chamada pelos apresentadores do Bem Estar para dar as notícias da manhã. O informativo começou falando de um desvio de medicamentos de hospitais públicos e particulares de São Paulo.
As câmeras flagraram funcionárias roubando esses remédios. Eles custam, em média, R$ 8 mil e eram vendidos por R$ 1,8 mil. Alguns desses remédios são utilizados em tratamentos contra o câncer. O rombo nos cofres públicos chega a R$ 10 milhões, só em 2011. Mas, sabe-se que a quadrilha atuava desde 2009, quando o cabeça do grupo foi preso.
Assustador, não é?
Sim. Mas lendo a notícia no G1 para postar a minha revolta, me perguntei: como que somem R$ 10 milhões dos cofres públicos, em remédios, e ninguém percebe?
Acredito que nesse caso faltou um pouco de controle por parte de algum órgão competente para saber quantos remédios eram entregues a cada hospital e quem os comprava ou retirava. Com a ajuda de funcionários públicos, os criminosos, que foram presos, lucraram nas costas do povo.