terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os "playboys" do baseado

Ontem foi um dia normal de trabalho para mim. Cheguei cedo à TV, fiz o que tinha que fazer no período da manhã e, no começo da tarde, saí com o cinegrafista para cumprir uma pauta. Era na Vila Olímpica, em Maringá, para falar sobre os Jogos Olímpicos de 2016.
Chegando à Secretaria de Esportes, uma pessoa chega e fala que devíamos fazer uma reportagem para denunciar o tráfico de drogas no local. Eu ouço, respondo e comento a capa do jornal do dia anterior, que tinha o  mesmo enfoque, porém com outro ambiente.
Converso com a minha fonte e vamos, eu e o cinegrafista, colher imagens dos possíveis locais de treinamento de uma ou mais delegações antes e durante as Olimpíadas de 2016. Eis que em um cantinho vemos alguns rapazes suspeitos. O homem que me abordou anteriormente já havia dito que seriam consumidores e possíveis traficantes.
Fico atento a eles enquanto o cinegrafista, com a câmera virada para o lado oposto, faz as imagens. Vamos percorrendo o quarteirão e o grupo aumenta. Alguns jovens bem vestidos, com tênis de marca chegam perto do grupo. Suspeitei: universitários financiando o tráfico de drogas com o dinheiro dos pais.
Enquanto filmávamos as instalações, o grupo sumiu e voltou algumas vezes. O meu entrevistado tinha dito, também, que outras equipes de reportagem espantaram o grupo quando foram cobrir a mesma pauta. Acho que já estão acostumados com a presença da imprensa no local.
Fomos para o outro lado do quarteirão e terminamos a reportagem. Esqueci de citar, mas vimos policiais passando pelo local algumas vezes. Eram dois, com motocicletas.
Aí hoje, vendo o Boletim de Ocorrências de ontem vejo que a equipe de patrulhamento apreendeu, ontem, dois jovens. Eles estavam na Avenida Prudente de Moraes, uma das avenidas que circulam a Vila, com 31 pedras de crack.
A cidade que era sinônimo de segurança, agora, sofre com a violência e o tráfico. Praças, bosques, complexos esportivos estão tomados por usuários e traficantes. A população é refém dessa situação e vítima de uma lei que "defende" usuários. E você, mauricinho filhinho de papai, que compra seu baseado, está financiando isso. E depois fica lamentando o roubo do seu CD player em frente ao prédio.

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