terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A casa caiu

Na verdade o que caiu não foi a casa, mas sim o navio. Mais de 4 mil passageiros a bordo e o comandante resolve fazer uma gracinha. Eis que um quarto do casco do Costa Concordia se rasga e o transatlântico tomba, ficando com 50% de sua estrutura sob a água gelada do Mar Tirreno.
Era sábado quando minha prima, surpresa, disse: esse navio é da mesma companhia pela qual viajei em 2010. Eis que, mais tarde, descobriria-se que era o próprio navio em que ela passeou pela costa brasileira. E logo a frase: nunca mais.
O acidente na Itália deu início a uma série de reportagens. Uma das que li fala sobre a possível queda nas vendas de passagens para cruzeiros. Os especialistas ouvidos dizem que é praticamente improvável que esse fato influencie nos negócios.
É como dizer que depois dos acidentes com os aviões da Gol e da Tam a venda de passagens aéreas diminuíram. Muito pelo contrário, o mercado nunca esteve tão aquecido. Os telejornais sempre mostram acidentes entre automóveis e ônibus. Sobre aviões e navios, então, são raros.
Ainda credito total confiança nos grandes meios de transporte. Me sinto muito mais seguro em um avião do que dirigindo meu próprio carro na estrada. Esse caso do Costa Concordia é algo muito isolado, causado, provavelmente, por irresponsabilidade de uma pessoa, que foi justamente uma das primeiras a abandonar o barco. Literalmente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário