quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Usando o humor

Tinha visto a chamada para o vídeo no Kibe Loco, mas não assisti. Por acaso, cliquei em um link no twitter da Rosana Hermann e caí na postagem dela sobre os vídeos abaixo.
Um grupo de humoristas resolveu criticar o atendimento de uma rede de fast-food. A rede se sentiu mordida e resolveu contratar os mesmo humoristas para se desculpar com os clientes e se promover.
Eu dei muita risada vendo os dois vídeos. Espero que o mesmo aconteça com você.



Abaixo, a resposta da Spoleto.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O "Você Decide" da telona

Nesta semana, participei de um ciclo de palestras sobre convergência midiática. Além desse, outros assuntos foram discutidos, como jornalismo investigativo. O evento foi bastante produtivo e levantou discussões interessantes.
Uma das palestrantes abordou a TV digital e interativa. Como exemplo de interatividade, ela citou o filme "Last Call" e nos apresentou o vídeo abaixo. Achei muito legal a ideia de o próprio espectador escolher o final do filme, mesmo com todos gritando no cinema.
Assista e imagine-se na situação.

domingo, 26 de agosto de 2012

Verdadeiro amor

Quando eu falo que cérebro de publicitário é algo a ser estudado, eu não estou brincando. Dê uma olhada no vídeo abaixo. É a propaganda de um revestimento para telhados. Nada como uma verdadeira história de amor para impulsionar as vendas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A ideia genial

Quando criou a página "Gina Indelicada", provavelmente, o estudante de publicidade Ricck Lopes não tinha ideia da proporção que essa brincadeira tomaria. A página consiste em respostas grosseiras aos usuários que enviam perguntas dos mais variados assuntos.
A página já tem mais de 1 milhão de fãs e ganha mais divulgação com as pessoas que compartilham as grosserias postadas pelo idealizador. Tem gente que diz que os comentários são sem graça, mas alguns me fazem rir mais do que piadas de humoristas da TV.
Tudo estava indo bem até que o presidente da empresa voltou de viagem e foi informado da página. Foi até cogitada a possibilidade de acionar a Justiça para que Lopes fosse punido por utilizar a marca indevidamente. Mas a melhor solução está sendo desenhada. Os empresários vão receber o criador da página para uma conversa.
Nada de processos e ações judiciais. A intenção é unir o útil ao agradável. A administração da Gina sugeriu uma fusão entre a comunicação midiática da empresa e a ideia do estudante. Ou seja, esse é um potencial bem-sucedido na carreira.
Com uma brincadeira que fez no Facebook, o rapaz tem, agora, a oportunidade de ganhar dinheiro fácil. Gina não tinha presença na rede social até então. Novos rumos serão tomados no Marketing da empresa. E, podem apostar, Ricck Lopes será um dos nomes dessa equipe.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Tá difícil pra respirar aí?

Pois é, aqui também. Em muitos estados do País a umidade relativa do ar fica em torno de 20% durante o dia. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 60%. Com o ar tão seco, o corpo humano começa a dar sinais de que está faltando alguma coisa.
Nesse caso, o que falta é água. Com a umidade baixa, os olhos, nariz e a boca ficam ressecados. As crianças e os idosos são os que mais sofrem com isso, mas as demais parcelas da população também apresentam seus sintomas.
O dia inteiro parece que a água que bebemos não é suficiente. No final do dia, quando o sol começa a ficar mais fraco, vê-se uma nuvem de poeira sobre a cidade. Em Maringá, por exemplo, a última chuva significativa caiu no dia 12 de julho.
São quase 45 dias sem uma chuva forte. E a previsão não é animadora. Os meteorologistas estimam, pelo menos, mais uma semana nesse tempo. Para amenizar, algumas pessoas utilizam umidificadores, toalhas molhadas pela casa, baldes e bacias.
Já passamos por invernos secos, mas este está sendo um dos mais rigorosos. Nos postos de saúde, muitas pessoas buscam atendimento por conta das crises alérgicas e dificuldade respiratória.
As dicas para quem sofre bastante nesse tempo são simples e ouvidas em todos os noticiários. Umidificar o ambiente, comer frutas, manter a pele hidratada, evitar exercícios físicos entre as 10h e 17h e, claro, beber muita água.
Vamos resistir firme, que logo chega a primavera e, quem sabe, com ela, um pouco mais de chuva.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A história da Lego

Se você, assim como eu, teve infância e não foi fanático por jogos de vídeo-game, com certeza você brincou de Lego. Pois, abaixo, você pode conferir a história dessa empresa que marcou a vida de muitas pessoas.
O vídeo é longo, mas vale a pena.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sete anos depois... o julgamento

Apesar de o Marcelo Tas ter me decepcionado muito hoje com um comentário sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista, não vou voltar a esse assunto. Quando ligo a TV para assistir a algum telejornal de nível nacional, já espero o desenrolar de uma história.
O julgamento dos envolvidos no Mensalão está correndo. Ouvi no CQC que os parlamentares estão até tentando impor que a mídia não utilize a palavra "Mensalão" ao se referir ao caso. São tantos envolvidos, tanta coisa para ser julgada que a gente até se perde.
Algumas vezes, vi as reportagens fazendo um resgate da história. Afinal de contas, tudo começou há sete anos. Hoje o processo conta com 37 réus. É muita gente envolvida em desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva... e por aí vai.
Já ouvi alguns comentários que colocam à prova o julgamento. Alguns dos "juízes" do caso são amigos de alguns acusados. Será que não pode acontecer um jogo de interesses e alguns dos acusados saírem impunes? Não sei.
Não é qualquer tribunal que está à frente do julgamento. É o Supremo, que pode acabar ou não com a imagem da Justiça brasileira. Depois de tanta sujeira envolvida nesse escândalo, espero que o resultado disso não seja um prato típico italiano, redondo, repartido em 8 pedaços.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mano, 2014 tá aí

Acabaram os Jogos Olímpicos, os representantes do vôlei, ginástica, judô, natação, boxe e pentatlo fizeram sua parte, mas no futebol, não. Só para lembrar, daqui a um ano, tem Copa das Confederações no Brasil. É uma prévia do que virá a ser a Copa de 2014.
Parecia longe, com tempo para tudo, mas a Copa está batendo na porta. E a seleção brasileira não está pronta. Faltam apenas dois anos e não sabemos quem pode representar nosso País nos jogos. Eu, que não gosto muito de futebol, em 2002, sabia o nome de todos os escalados para a Copa.
E o resultado dessa preparação? O pentacampeonato. Mano Menezes ainda não montou um time. As cobranças já começaram e quando o Brasil perdeu o ouro em Londres, surgiram os rumores da troca de técnico.
Não acredito que, a essa altura do campeonato, a troca de técnico seja uma boa saída. O que está desestabilizado ficaria ainda mais. Outro técnico que está na corda bamba é o Bernardinho. A cobrança sobre o Mano é maior porque estamos no "país do futebol", mas o resultado dos times masculino de vôlei e futebol, nos Jogos Olímpicos, foi o mesmo.
A CBV já disse que o Bernardinho fica, mas a vontade dele é ficar responsável por apenas uma equipe, ou o time feminino da Unilever ou a seleção masculina. Provavelmente, a seleção vai ganhar.
Pois bem, para os próximos Jogos Olímpicos ainda temos quatro anos. No futebol não temos essa folga. Em um ano, o time tem de estar escalado e pronto para levantar a taça em 2014. Ou será mesmo que o país do futebol vai começar a olhar o vôlei com outros olhos?

domingo, 12 de agosto de 2012

E começou o ciclo olímpico para o Brasil!



Após 15 dias de Jogos Olímpicos na capital britânica, muitas conquistas, muita superação, alegrias e decepções, hoje chegou ao fim Londres 2012. Junto com o encerramento do ciclo britânico, deu-se início ao clico olímpico brasileiro. O que parecia distante, agora está muito perto.O presidente da Confederação Olímpica Internacional, pegou as bandeiras do prefeito de Londres durante o encerramento dos jogos e a entregou nas mãos do prefeito da cidade maravilhosa, a qual foi "apresentada" ao final do encerramento com a participação de Marisa Monte, Seu Jorge e do rapper BNegão, que eu nunca havia escutado.O encerramento foi lindo, quase três horas de espetáculo, com a participação de ícones da música inglesa e mundial. Com a TV ligada, fiquei esperando os comentários surgirem na tela do computador, pelo facebook. Batata! Não demorou muito para ver muita gente falando sobre a vergonha que vamos passar aqui no Rio em 2016.Até mesmo o comentarista da Record tirou sarro do Brasil. Realmente não somos um país de primeiro mundo, e acredito que o dinheiro que será investido nas Olimpíadas 2016, mas como a Copa do Mundo em 2014, poderiam ser muito bem gastos com saúde e educação, por exemplo.Mas agora, a única coisa que nos resta e rezar para que o Brasil não faça feio perante milhares de pessoas que virão para nosso país.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Mais uma vez, o vôlei

Lembram do Pan 2011? Lá em Guadalajara, o Brasil teve aproveitamento 100% no vôlei. Nossas equipes voltaram de lá com as quatro medalhas de ouro em disputa - duas no vôlei de praia e duas na quadra. Pois é, e nas Olimpíadas, estamos dando show, novamente.
Com certeza, eu não sou o único a acabar com as unhas no jogo das meninas contra o time russo. Acho que foi o jogo mais angustiante que já assisti. Na praia, já temos um bronze e uma prata, no feminino e masculino, respectivamente.
Na quadra, os dois naipes já estão classificados para a final. Ao analisarmos o histórico das meninas nesta Olimpíada, não dá para acreditar que elas conseguiram essa classificação. Elas passaram da primeira fase com muita dificuldade.
Como dizem os comentaristas, elas cresceram na competição. E já estão com, pelo menos, a prata garantida. Os homens também. Mas para eles não foi tão complicado assim. Nos dois últimos jogos, as vitórias foram folgadas, por 3 sets a zero.
Amanhã é dia de sofrer. Às 14h, as brasileiras enfrentam as atletas dos Estados Unidos. Nem deu tempo de as unhas crescerem. Como fanático por vôlei, estarei sentado no sofá na hora do jogo, torcendo por Fabiana, Sheilla, Dani Lins e companhia.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Assunto de volta à pauta

Só falta o aval da presidente para que o sistema de cotas seja obrigatório em todas as universidades públicas. Os senadores aprovaram a reserva de 50% das vagas para alunos de escola pública de baixa renda.
A ideia, no papel, é linda: igualdade de condições para alunos, independente da desigualdade social. Mas como diz o meu ex-professor, a universidade não é algo para todos. Eu explico. Ele diz que a academia deve ser um local apenas para pensadores e que possam contribuir com o futuro de uma nação.
Já ouvi muitas pessoas falando que o governo investe no ensino superior porque essa é a parcela de estudantes que vai às urnas. Enquanto isso, creches, escolas e colégios públicos ficam esquecidos e sem investimento.
Facilitar o acesso de todos à uma cadeira universitária não é a solução do problema da educação básica. Quando chegam à universidade, esses alunos, advindos de um ensino fraco, têm mais dificuldade e não acompanham o resto da turma.
O que acontece, na maioria das vezes, é que essas pessoas desistem da graduação e a vaga não é preenchida. Ou seja, dinheiro público sendo jogado fora. Isso porque o professor é pago para dar aula a um número X de alunos. Mas com os desistentes, sobram cadeiras nas salas.
Acredito num sistema de cotas, mas que esse sistema fosse diferente do que é e será aplicado. Diferente do meu professor, acho que a universidade é para todos, só faltam métodos eficazes de preencher essas vagas sem excluir e diferenciar alunos.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

É a roupa ou o que?

Antes de começar o post de hoje, quero agradecer aos senadores que votaram, hoje, a PEC dos Jornalistas. Agora, para ser jornalista, só com diploma. Amém.
O que vou comentar aqui provavelmente já aconteceu com muitas pessoas. Nunca pensei que fosse tão constrangedor ser barrado em uma porta giratória de uma agência bancária. No meio de julho, fui até um banco, no centro de Maringá pagar o meu aluguel.
Estava de camiseta sem estampa, calça jeans escura, cinto de lona e um tênis. Até então, nunca tinha sofrido tamanha humilhação. Antes de passar pela porta, coloquei celular e chaves no compartimento. Estava com um óculos na cabeça e a carteira, sem moedas, no bolso.
A porta travou. Voltei e perguntei se o óculos poderia travar a porta e o segurança disse que não. Perguntou onde estava a minha carteira e se nela haviam moedas, não tinha. Fui entrar novamente e travou. Ele perguntou se eu estava com mais algum objeto de metal nos bolsos e eu disse que não.
Então ele viu um pequeno volume no meu bolso e pediu para que eu mostrasse, era apenas um protetor labial. Falei do cinto, ele pediu para eu levantar a camiseta e mostrar. Mostrei. Ele pediu para que eu subisse a barra da calça e mostrar se não estava escondendo nada nos pés. Mostrei.
Nesse instante, algumas pessoas entravam e saíam da agência sem o menor sacrifício. Mulheres com bolsas passavam sem problema. E eu travado. Quando fui fazer mais uma tentativa, um senhor que estava saindo do banco disse: "antes de você tentar passar, deixa eu sair".
Me senti um marginal, porque sei que um controle remoto no bolso desses seguranças destrava a porta. Depois de muito insistir e provar que estava desarmado, entrei na agência. Com certeza, fiquei roxo de vergonha e com muita raiva daquele banco.
Mas, nesta semana, tenho que pagar o aluguel novamente. Posso escolher entre diversas agências desse mesmo banco para pagar a conta, mas vou na mesma em que passei por isso. Agora não sei se vou com a mesma roupa, para testar os seguranças, ou se coloco uma roupa social, também para testá-los e ver se o sistema de segurança daquela agência é por detector de metal ou preconceito.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Do Ídolos (SBT) para a Globo

Fama, Ídolos, Qual é o Seu Talento, Astros e por aí vai... Esses programas têm o propósito de revelar novos talentos, principalmente, da música. O Ídolos surgiu no SBT, em 2006, e teve apenas duas temporadas antes de a Record adquirir os direitos de exibição do reality.
De todos esses programas, poucos cantores se sobressaem e se destacam no cenário musical nacional. Tiaguinho, ex-exaltasamba, é um exemplo de participante do Fama e que realmente alcançou o sucesso. Outra ex-participante do Fama é Marina Elali, que já emplacou música em novelas da Globo. Mas dos outros produtos, poucos cantores se destacaram.
Nesse final de semana, vi a chamada do Altas Horas e fiquei feliz ao ver que uma das atrações seria a dupla Thaeme e Thiago. Thaeme foi a vencedora do Ídolos 2, ainda no SBT, em 2007. Nesse meio tempo, ela ficou sumida. A minha felicidade em ver a Thaeme chegando ao auge da carreira se justifica pelo meu fanatismo pelo Ídolos na época em que ela ainda era caloura.
No meio sertanejo existe um sistema de cantores famosos apadrinharem outros em começo de carreira. Claro que rola um interesse nisso. E Fernando e Sorocaba, além de serem dois cantores, é o nome de uma marca, que revela cantores, produz e os insere na mídia.
Luan Santana é um exemplo claro de um empurrãozinho de F&S. Nesse embalo, entraram Thaeme e Thiago. Os paranaenses já gravaram DVD com participações de cantores famosos, como Gusttavo Lima e Cristiano Araújo. E, nessa semana, chegaram à Globo.
Não à toa, o CD e o DVD da dupla foi gravado pela Som Livre, o que já é um passaporte para os programas da casa. O talento e o carisma dos dois também conta, mas por trás disso tudo tem um trabalho sendo feito que, pelo visto, está dando muito certo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Casa comigo?

Hoje dei risada lendo a coluna do Flávio Ricco. Você já parou pra analisar quantos quadros de namoro ou casamento existem nos programas televisivos? Isso sem contar os programas que surgem exclusivamente com esse propósito.
Record, Globo, SBT e, agora, Band seguem a temática. Um dos quadros mais famosos é o "Vai dar namoro" do programa do Rodrigo Faro, na Record. Lá, jovens de 18 a 30 anos, na maioria das vezes, vão atrás de um namoro.
Outro programa que tem algo parecido, em que as mulheres escolhem o homem com quem querem sair, é o da Eliana, no SBT. Chega a ser bizarra a apresentação dos rapazes, que têm um minuto para provarem que merecem uma chance.
Em breve, a Band vai aparecer com algo novo. É o "Quem quer casar com meu filho?". Nesse programa, pelo que foi apresentado até então, a mãe vai "leiloar" o filho entre as candidatas. E como esquecer o eterno "Em nome do amor"? "É namoro ou amizade?" (risos)
Estranho, numa época em que o casamento fica em segundo plano, esses programas atraírem tantas pessoas. Só não acho contraditório, porque hoje as pessoas são mais carentes. Os namoros são intensos porque a vida social fica em segundo plano. Para suprir essa carência, as pessoas se aventuram em amores platônicos e sofrem por amor. E por que não buscar ajuda em programas televisivos?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Time Brasil ainda está fraco

Para um País que vai sediar os próximos Jogos Olímpicos, o Brasil está com um resultado ruim nas Olimpíadas de Londres. Até esta quinta-feira, o Brasil ocupa a décima oitava posição no ranking de medalhas, com um ouro, uma prata e dois bronzes.
A China é um exemplo de país que cresceu no esporte por ter sido confirmada sede de jogos. Em 2000, em  Sydney, os chineses ficaram em terceiro lugar no quadro de medalhas. Para 2004, cresceu o número de ouros e, em Atenas, seguraram o segundo lugar.
2008 foi o ano do show do país asiático. A China ficou com mais medalhas de ouro do que os Estados Unidos haviam conseguido nas duas olimpíadas anteriores. Ao todo, foram cem medalhas e mais da metade (51) foi de ouro.
Aí você me pergunta como está a "evolução" do Brasil. Evolução mesmo, não sei se existe. Em 2000, ficamos com seis pratas e seis bronzes. Não passamos do 52° lugar. Para 2004, um salto. Com cinco ouros, pulamos para o 16° lugar. Mas como nem tudo são flores, em 2008, caímos para 23°, com apenas três medalhas de ouro.
Claro que ainda temos muitas chances de medalha até o final da competição deste ano. Natação, vôlei, handebol e basquete são alguns exemplos de esportes que ainda estão na briga pela melhor posição no pódio.
Mas estamos longe de ser uma potência olímpica e protagonizar uma importante colocação no ranking. Faltam investimentos desde as categorias de base. Mesmo com o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) fazendo um bom trabalho, por meio das Olimpíadas Escolares e Universitárias, não existem patrocinadores.
Surgem times e equipes, mas sem o apoio financeiro não dão continuidade ao trabalho. A China é um exemplo a ser seguido. Se copiarmos 20% do trabalho deles, acho que poderemos sonhar com mais medalhas e ouvirmos mais vezes o hino nacional tocando nas Olimpíadas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Já dizia Datena, "polícia neles"

MEDO. Esse é o sentimento com que os alunos de alguns colégios de Maringá estão indo para a aula. No trajeto que os adolescentes fazem entre o ponto de ônibus e o portão da escola, o risco é eminente. Marginais estão aproveitando desse momento para cometer os assaltos.
Em entrevista ao PRTV de hoje, o diretor de um colégio da Zona 7 disse que todos os dias existem relatos de alunos que foram assaltados ou agredidos na saída da aula. De acordo com ele, do portão para dentro, a direção pode agir. Dali para fora, a responsabilidade é da Patrulha Escolar.
Ele, infelizmente, está certo. Mas, para espanto de todos, o número: duas equipes para patrulhar 32 escolas de toda a cidade. Aí, entram os conselhos típicos do policial: andar em grupo, não ficar fora da escola, não conversar com estranhos...
Tudo bem que nessa hora toda dica é bem-vinda, principalmente para crianças e adolescentes. Mas só isso não resolve, concordam? Se todos os dias os alunos estão sendo agredidos e assaltados no mesmo colégio, por que não colocar policiais nesses pontos?
Acho que falta um pouco de ação tanto da população para cobrar isso e dos policiais para efetuar. Enquanto isso, os alunos continuam indo para a escola com medo e sem saber se voltarão para casa com os mesmos objetos que levaram para a aula.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Do vestibular ao diploma...

Hoje foi divulgado o resultado do vestibular da Universidade Estadual de Maringá. A UEM foi considerada uma das melhores instituições públicas de ensino superior do País, de acordo com as avaliações do Ministério da Educação.
Mediante isso, esperava-se uma concorrência altíssima nos principais cursos, como Medicina e Arquitetura - o mais concorrido e o segundo mais concorrido desse vestibular. Só para o curso da área da Saúde eram mais de 360 candidatos por vaga.
Lembro da minha época de vestibulando. Eram meses de preparação para dois ou três dias de provas. Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Andei por esses estados fazendo provas em universidades estaduais e federais.
Era uma angústia a espera pelo resultado. Hoje, vi um rapaz comentando no Facebook sobre a alegria que ele sentiu há um ano, quando foi aprovado no vestibular. Disse ele que foi a melhor sensação da vida dele. Olha, fui aprovado em alguns vestibulares, mas discordo do colega.
A melhor sensação da minha vida foi sentida na minha festa de formatura. Lá, estavam as pessoas com quem havia passado os últimos anos da minha vida e os meus amigos e familiares comemorando comigo o final dessa trajetória.
Se você é um dos aprovados no vestibular, fique feliz. Você merece. Mas aposto que quando pegar o diploma, ficará mais feliz ainda.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Caminhoneiros também estão parados

Não são apenas os professores de universidades federais que estão em greve. Os caminhoneiros também estão reivindicando melhores condições de trabalho. A nova lei de trabalho dos caminhoneiros estabelece algumas regras que vão garantir a segurança de quem trafega pelas rodovias do País.
Os policiais fiscalizarão, pelo tacógrafo, se os caminhoneiros estão descansando 11 horas entre um dia de trabalho e outro e se estão rodando 4 horas e parando meia hora para descansar. Porém, para que essa norma seja cumprida, os motoristas exigem que existam pontos para descanso.
Não adianta exigir isso e não oferecer tais condições. Os caminhoneiros estão certos em lutar por pontos de parada. Se não param para descansar, são multados. Se param no meio da estrada, sozinhos, são assaltados. Por fim, perde-se dinheiro de qualquer forma. 
Outra reivindicação dos caminhoneiros é o aumento no valor do frete. Dizem eles que o valor pago pelas empresas mal cobre as despesas com o caminhão. 
Com os trabalhos parados e rodovias impedidas, o efeito cascata foi instaurado. Portos, como o de Paranaguá, estão com filas de navios que não conseguem carregar e descarregar por falta de caminhões para completar a logística.
O País se viu refém da classe. Sem o transporte de cargas, que no Brasil é feito, principalmente, pelas rodovias, os serviços tendem a parar. Em outras greves da classe, faltaram produtos nas gôndulas de supermercados, os navios ficaram travados nos portos. Enfim, um caos.
Concordo com as queixas dos caminhoneiros, mas acho que está mais do que na hora de o governo investir em meios alternativos de transporte de cargas, como ferrovias e hidrovias. Em países de primeiro mundo, isso é uma realidade. Aqui, estamos alguns degraus abaixo. Falta muito para passarmos de "país em desenvolvimento" para "primeiro mundo", pelo menos nesse quesito.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A casa caiu para Tim, Claro e Oi

Tim, Claro e Oi estão proibidas de vender novos números em determinados estados do País. A determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passou a vigorar nesta semana, após inúmeras reclamações de problemas com as operadoras citadas.
Aqui no Paraná, por exemplo, a Tim está proibida de vender novos chips. Das três operadoras que entraram na dança, é justamente a Tim a mais prejudicada. Está proibida de vender novas linhas em 18 estados.
Durante a semana, agentes do Procon, aqui em Maringá, passaram nas lojas da operadora e em lojas que revendem tais produtos. Os fiscais instruíram e fiscalizaram os vendedores.
Hoje, o italiano Franco Bernabè, presidente da Tim, disse que as constantes reclamações dos clientes da operadora foram motivadas pelo crescimento do mercado e pela falta de suporte para o público. Em outras palavras, a operadora se preocupou em conseguir novos usuários e não se ateve à qualidade do serviço.
Quantas vezes você ficou sem sinal quando precisava, perdeu a conexão com a internet na hora de subir aquela foto fantástica no Instagran ou simplesmente não conseguiu enviar aquela mensagem importante? Eu não consigo nem contar quantas vezes passei por tais situações.
Que as operadoras estão sendo prejudicadas, isso é fato. Além de não conseguirem novos clientes, as pessoas, a partir de agora, vão pensar duas vezes antes de migrar ou comprar um número de uma das três operadoras
Espero, do fundo do meu coração, que essa determinação traga melhorias para os clientes dessas operadoras. Quem sabe em futuro não tão distante tenhamos qualidade de sinal e possamos viver "sem fronteiras".  

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Tem cada música esse tal de sertanejo

O sertanejo nunca esteve tão em alta como nos últimos tempos. São infinitas duplas ou cantores em carreira solo que se lançam no mercado com alguma música "estourada". Onde mora o problema? Que a maioria dessas músicas são totalmente sem conteúdo.
O estilo conhecido como sertanejo universitário leva esse nome por embalar festas de universitários e - por pior que possa parecer - por ser feita por universitários. João Bosco e Vinícius e Fernando e Sorocaba são exemplos de cantores graduados e que são sucesso de público em todo o País.
Mas o que acontece é que falta sentido em grande parte das músicas que tocam nas rádios desse segmento. Um refrão fácil de ser decorado, com duplo sentido ou explicitamente pejorativo. Em entrevista a um blogueiro do UOL, Victor Chaver (o Victor da dupla Victor e Leo) afirmou que o termo sertanejo "está lá em cima, a música está lá no chão".
Ele diz mais. Disse que o termo poético que fazia parte do segmento há um tempo, já não é o pontapé inicial na hora de compor uma música. Porém, o cantor lembra que o mercado está atrás de letras fáceis. Essa é a bola da vez.
O irmão Leo também fez um comentário sobre o assunto. Para ele, o momento é de cantores de uma música só. Ou você conhece outra música de João Lucas e Marcelo que não seja "tchu tcha tchá"? Para Leo, o tempo é que vai mostrar quem é verdadeiro nesse mercado e nesse segmento.
Realmente, Victor e Leo são lembrados por possuírem músicas que têm sentido e que, de certa forma, remetem ao meio rural. Não é apenas o ritmo, a letra também. Assim como eles, outros cantores fazem sucesso com esse viés. Já que o tempo vai apagar as modinhas e manter quem realmente sabe nadar nesse mar, vamos esperar para ver quem vai morrer na praia.
Abaixo, um exemplo do estilo de Victor e Leo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A web é um palco

Todo dia, a todo instante, novos astros nascem na internet. São mentes criativas que têm no ciberespaço um lugar para divulgar esse talento. Pode ser um vídeo, uma música, uma foto ou apenas uma frase, divulgados em blog, tumblr, twitter ou em uma página no Facebook.
O Marcelinho, que você confere no vídeo abaixo, é um desses filhos da web. Ele é um fantoche criado por dois humoristas até então desconhecidos do grande público e que ficaram - ou estão ficando - famosos por conta dessa criação.
Para divulgar o trabalho, os criadores precisaram de uma conta no YouTube e uma página no Facebook. E pelo número de visualizações nos vídeos, vê-se que o esforço deles está dando certo. Esforço entre aspas. Eu acho que esses caras mais se divertem com isso do que realmente trabalham (risos).
Escolhi o vídeo mais leve da série para postar aqui. Existem outros mais pesados, que você pode ver aqui.




Aconselho os demais vídeos apenas para maiores de 18 anos. Apesar de os vídeos serem divertidos, são contos eróticos. Então, nada de querer apresentar o Marcelinho para aquele seu sobrinho de 8 anos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

No circo tem palhaço?

Uma pirueta, duas piruetas. Bravo. BRAVO! Sim, hoje vou falar de circo. Algumas vezes, aqui no blog, já falei da minha infância. Tudo para criar inveja nas crianças de hoje (hahaha). Não tinha computador, playstation e as brincadeiras eram na rua de casa.
Mas uma das atrações preferidas dessa fase é o circo. Macacos fazendo coisas incríveis, girafas que cumprimentam o público, elefante jogando água nos palhaços, trapezistas, mágicos etc. Pois, hoje, o circo está diferente.
É proibido ter animais nos circos. Depois de inúmeras denúncias de maus-tratos, essa foi a alternativa para combater a violência aos animais. Aprovo a decisão. Com essa determinação, o circo ganhou atrações em que o personagem principal é o ser humano.
Um exemplo de que o sucesso do circo independe dos animais é o Cirque du Soleil. As pessoas fazem coisas impressionantes, desafiando a gravidade.
Mas, voltando à questão dos animais, ouvi um questionamento interessante. Estava correndo os canais quando parei no Multishow. Felipe Neto (sim, ele tem um programa no Multishow) estava falando sobre esse assunto e levantou a pergunta: a saída dos animais do circo é por conta dos maus-tratos ou pela preguiça por parte de quem deveria fiscalizar?
Em parte, concordo com ele. Se a fiscalização fosse mais eficiente, não haveria violência. Mas o circo ficou tão ou mais interessante da forma como é hoje. Se quero ver animais, vou ao zoológico, onde são bem tratados e vivem em um ambiente que simula o habitat natural. Acho que o circo é o palco de artistas e não de animais.

sábado, 21 de julho de 2012

ATCHIM!

É, a semana foi de frio e de muita gente gripada. Eu fui uma das vítimas. Com repouso e um remédio famoso, logo os sintomas foram amenizados. Chego na casa dos meus pais e encontro minha mãe em situação pior. Nem os "trocentos" remédios que ela comprou resolveram, ainda.
Não por acaso, a preocupação com a Gripe A ainda continua. Essa semana, em Maringá, teve tumultuo nos postos de saúde. Ontem, sexta-feira, teve protesto e fila na frente da Secretaria de Saúde. O Ministério destinou 6 mil doses da vacina para a cidade.
Claro que não foi suficiente para uma cidade com mais de 350 mil habitantes. O governo prometeu enviar mais 400 mil doses para o estado, mas, mais uma vez, não vai dar para vacinar toda a população.
Há três anos, durante a epidemia da H1N1, lembro que a vacina foi destinada a grupos e, aos poucos, grande parcela das pessoas receberam a dose. Inclusive eu.
Será que não está faltando organização por parte do governo federal para controlar a doença e evitar mais mortes? Até então, no Paraná, são 760 casos confirmados e 23 mortes.
Organização para destinar verba para a Saúde. Organização na Saúde para a compra de mais vacinas. Organização para destinar essas vacinas às pessoas que são mais suscetíveis à gripe. Organização na distribuição da vacina nos postos de saúde.
Enquanto nada se resolve, continua a preocupação. O medo de frequentar ambientes fechados, o álcool em gel na bolsa e o receio no primeiro espirro.
Saúde!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Que dia é hoje?

O que? Dia do Amigo? É, e hoje também é comemorado o aniversário da chagada do homem à Lua. E foi por isso que surgiu o Dia do Amigo, sabia?. Um médico argentino enviou cartas para pessoas de diversos países, instituindo este o dia para celebrar a amizade. De acordo com ele, se houver união entre as pessoas, nada é impossível.
Este blog, por exemplo, surgiu a partir de uma amizade. Mas acho que a data, como outras, é mais comercial do que afetiva. Tudo bem que nas redes sociais as felicitações começaram ainda na madrugada, mas o dia ainda não é um marco no calendário. 
Valorizo, sim, as amizades sinceras e aproveito aqui para desejar-lhes um ótimo dia. Quem sabe essa data seja um incentivo a um telefonema para aquele amigo que mora longe ou aquele abraço naquele amigo que você vê todos os dias.
Então, Feliz Dia do Amigo. 

Ah, a imagem é meramente ilustrativa. (rs)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

De volta, com Encontro

Eu sabia que há tempo não postava algo aqui no blog, mas já passou um mês da última postagem. Prometo que, a partir de hoje, vou ser menos relapso. Mas algo me deixou feliz. Mesmo com a falta de frequentes postagens, o número de acessos no blog não caiu. Muito obrigado aos fiéis leitores.
Agora, chega de conversinha mole e vamos ao que interessa. Hoje, acordei cedo e, no meio da manhã, parei para assistir ao Encontro com Fátima Bernardes. Já tinha assistido ao programa, com a visão crítica de um jornalista, mas hoje parei, efetivamente, para refletir.
O programa é bom. Desde que surgiu, piadinhas não faltaram nas redes sociais. As pessoas pedindo a volta da TV Globinho, outros sugerindo a troca de horário do programa, enfim, diversas críticas, nada muito aproveitável.
Foi feito todo um mistério para o que viria. Até que nasceu o quarto filho da jornalista. A equipe do Encontro é ótima. Foram pinçados alguns dos melhores profissionais para trabalhar com a senhora Bonner. O resultado no ibope ainda não é surpreendente, mas, como a própria Globo manifestou, o programa é apenas uma fonte de investimento em um horário que estava "vazio".
Analisando "Encontro", "Na Moral" e "Altas Horas" vê-se que seguem a mesma linha. Plateia, convidados, reportagens nas ruas e um gênio na apresentação. Fátima, assim como Bial, merecia um programa só para ela.
Hoje, vejo uma Fátima que não imaginava que existia. O programa está redondinho. Um assunto vai puxando o outro e a ideia de prender a família, acredito, está começando a funcionar. E, confesso, ver a Fátima Bernardes dançando, hoje, foi visualmente mais agradável do que ver o Fernando Rocha dançando no Bem Estar. Concordam? (rsrs)

sábado, 16 de junho de 2012

Plugue o fone de ouvido

Plugue um fone de ouvidos no seu computador e sinta como se estivesse cortando o cabelo em uma barbearia. É fascinante.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Tourada divertida

Sei que muitos ambientalistas e defensores dos animais desaprovam as touradas clássicas, em que espetam os animais até a morte. Nessa do vídeo abaixo, não vejo problema algum. Claro que o animal deve ficar um pouco estressado, mas é divertido ver o que esses palhaços fazem. Concordam?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Terra de contrastes

Andar por Maringá, enquanto estamos fazendo reportagens, proporciona novas pautas e ideias de postagens aqui para o blog. Esses dias, enquanto íamos, o cinegrafista e eu, para uma pauta, vimos uma carroça. Logo lembrei-me de um trabalho do primeiro ano de faculdade.
Tínhamos que caçar carroceiros em Maringá para fazermos 5 reportagens sobre carroças. Lembro que foi um martírio encontrar carroceiros dispostos a conversar com a equipe. Alguns que andavam pelo centro, eram adolescentes.
Mas, vendo a carroça, na semana passada, comentei com o cinegrafista que Maringá é uma terra de contraste. Ao mesmo tempo em que vemos o carro mais moderno e mais caro na rua, vemos uma carroça caindo aos pedaços, ao lado.
Maringá concentra um grande número de pessoas ricas. Quando passo por algumas ruas da Zona 2, fico bobo vendo o tamanho e a beleza daquelas casas. Quando passo pelos bairros mais afastados, vejo a simplicidade das residências e vejo que, realmente, uma cidade precisa saber mesclar esses dois padrões de vida.
Infelizmente, Maringá ainda tem muito a aprender quando o assunto é custo de vida. As pessoas que trabalham aqui e não recebem um salário tão bom, são obrigadas a migrar para as cidades vizinhas e vir para cá para trabalhar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Um pouquinho de baboseira

Esses dias, me apresentaram uma música e me mostraram o clipe. O final do vídeo é bem inusitado e a música tem uma levada interessante. Até aí, tudo bem. Se não fosse eu digitar o nome da música no Youtube a aparecer um monte de gente criando clipes engraçadíssimos com a canção.
Aí, um artista que domina programas de edição de vídeos fez a junção dos melhores e, abaixo, você confere o resultado. Entre as celebridades, Justin Bieber, Selena Gomez e até Katy Perry.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

O final "feliz" do arrastão

Muito se falou nos últimos dias do cachorro Zeca. Em um arrastão em um condomínio residencial, em São Paulo, os assaltantes enganaram e renderam um funcionário. Entraram no prédio e encontraram um amigo do dono do cachorro saindo para passear com o bicho.
Depois de levarem os objetos que queriam, os bandidos, encantados com o cão, resolveram levá-lo também. O dono, desesperado, até cogitou pagar recompensa para quem desse alguma pista de onde estava Zeca.
Os amigos fizeram uma movimentação no Facebook para ajudar. A coisa foi tão séria que virou reportagem em telejornais da Globo. Mas, para alegria geral da nação, o Zeca foi encontrado hoje, seis dias depois do assalto.
Segundo o dono, o cachorro foi encontrado abandonado em um terreno vazio. Já os assaltantes foram presos, no sábado, em uma favela, na Zona Norte de São Paulo.
No Pânico, até iniciaram uma campanha no programa de ontem. Portanto, para o domingo que vem, não vai ter suspense. Só o desfecho de uma história que tinha tudo para ser triste.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Troca de farpas na CMM

Nunca tinha participado de uma votação polêmica na Câmara Municipal de Maringá (CMM). Caramba... Hoje a discussão pegou fogo. Votada em regime de urgência, a questão do salário dos vereadores da próxima gestão.
A salinha de imprensa estava lotada. Band, Futura, Globo, CBN, RedeTV, Record, SBT, todos lá. Claro que fomos atrás da notícia mais quentinha - a tal votação urgente.
Os vereadores haviam aprovado o salário de R$ 12 mil. A população esbravejou e os parlamentares se viram na obrigação de reduzir esse valor. Um dos vereadores bem lembrou, a Igreja, a Ordem dos Advogados e até a Associação Comercial da cidade haviam manifestado posição contrária aos 12 mil.
Na noite de quarta-feira, alguns vereadores se reuniram e decidiram por R$ 6,9 mil. Atualmente, o salário deles é de R$ 6,7, aproximadamente. Como a previsão da inflação gira em torno de 4,5 e 6,5%, o aumento seria menor do que o da própria inflação.
Todos aprovaram o novo salário. Coisa bonita de ver. Até que começou a discussão. Um acusando o outro de querer um salário maior e estar cedendo à pressão popular. Foi até bonito de ver.
Depois, em entrevista, uma vereadora falou que deve haver ordem na casa e eu perguntei: "o que importa: quem aprovou ou o resultado?". Não só essa, mas outro vereador disse que o importante é o resultado e não quem mudou de opinião.
Claro que a população sabe, ou pelo menos vai saber, quem quis salário maior e depois "arregou". Eu tenho alguns nomes na minha cabeça, mas como não voto em Maringá, deixo essa avaliação para os eleitores locais.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um pouco movimentado

O vídeo abaixo mostra a movimentação durante 70 minutos no aeroporto de Boston (informação sem confirmação). A aceleração possibilita conferir esse tempo todo em menos de 3 minutos. Vale a pena.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

De volta ao blog

O nosso blog tem ficado em segundo plano nesses últimos dias. Aproveito para me desculpar com nossos fiéis leitores. Estamos recebendo muitas visitas diariamente e isso está me animando muito. Hoje volto para falar de um programa de TV.
Desde o começo deste ano, estou com SKY em casa. No condomínio em que eu moro, a construtora fez uma parceira com a prestadora de serviço de TV por assinatura. Então, por um ano, tenho esses canais a mais de graça - pelo menos deveria ser, se eu não tivesse mudado o pacote (rs).
Mas das dezenas de canais, alguns abertos ainda muito me atraem. E a Band está com um programa divertidississíssimo (a la Patrícia Poeta). Eu não sei vocês, mas quando estou esperando o CQC começar, aprendo muito com o tal do "Quem fica em pé?". 
Tudo bem que o Datena não é o melhor apresentador desse estilo de programa, mas ele está mandando bem. Às vezes, até esqueço que ele também apresenta um programa policial um pouco mais cedo.
Se você, caro leitor, ainda não assistiu ao programa, aí vai uma breve sinopse:
Dez pessoas ficam posicionadas na lateral do palco. Um desafiante fica no centro e, de um em um, vai desafiando os oponentes. São perguntas simples, como se fosse um jogo de forca. Cada um tem 30 segundos para responder. O desafiante começa o jogo com 3 vidas. Se derrotar os dez, o jogador ganha R$ 100 mil.
Nunca vi alguém chegar a esse prêmio. Na frente dos oponentes, existe uma "moeda" com o valor que o desafiante ganha quando derruba o outro. Esse valor varia de R$ 1 a R$ 6 mil.
Os onze participantes ficam sobre uma plataforma dividida ao meio. Quem erra, cai em um buraco que só quem já caiu sabe o que tem embaixo.
Aprendi algumas coisas já com esse programa. As perguntas oscilam da mais simples até as mais complexas. 
Eu vi e gostei. Se você quer uma opção à programação dos outros canais, fica a dica.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pedestres versus motoristas

Em cada esquina do centro tem uma pintada. Quem domina ela é o povo. Os pedestres têm, sim, o direito de atravessar a rua sobre a faixa, mas alguns abusam do direito.
O sinaleiro está aberto e os pedestres ficam na rua esperando para atravessar. Por quê não espera na calçada? Isso é uma das coisas que mais me irrita no trânsito maringaense. Para andar na rua, temos que desviar de pedestres apressados.
Em outro ponto da cidade, tem uma faixa no meio da quadra. Lá, hoje, quase atropelei um jovem. Estava descendo, no limite da via (50km/h) e o rapaz, simplesmente, "pula" na rua para atravessá-la. Fui obrigado a parar para o beleza passar.
Não acho errado ele querer atravessar na faixa, porém, não custa nada ele sinalizar que quer atravessar e esperar os carros pararem. Essa questão de ter de parar na faixa para todos os pedestres está criando um tipo de cidadão folgado.
Enquanto motorista, vejo o quão difícil é andar na cidade. E enquanto pedestre, também vejo que é mais complicado ainda. Mas o respeito deve ser de ambos os lados. Quem está de carro está mais protegido, por isso a atenção dos pedestres deve ser maior.
Aí, cheguei em casa e vi um comentário no Facebook falando que uma mulher tinha sido atropelada na esquina da Paraná com a Brasil. É bem nesse ponto que os apressados esperam o sinal fechar na rua. Enquanto não houver cooperação de motoristas e pedestres, continuarão acontecendo atropelamentos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tudo parou

Foram só algumas horas, mas suficiente para desnortear muitas pessoas e serviços. A GVT, a TIM e a Vivo ficaram fora do ar por cerca de 5 horas na tarde desta quarta-feira. Eu tinha terminado de voltar do almoço e já não tinha mais celular e nem internet.
Saí do trabalho e fui ao centro da cidade. Lá, as pessoas estavam em frente aos estabelecimentos, sem comunicação. Impressionante como somos dependentes dessas ferramentas.
O motivo da queda de conexão entre as redes de telefonia e banda larga foi justificada pelo rompimento de três cabos de fibra ótica que fazem a ligação dessas redes com o resto do País. Nesse meio tempo, apenas um cabo foi consertado.
Por isso, a conexão da banda larga ainda não está 100% nos três estados do Sul e em São Paulo. Para a telefonia móvel, as ligações ainda estão falhando.
No trabalho, o pessoal estava brincando, falando que era o fim do mundo. A internet que não funcionava e os celulares sem torre deixaram as pessoas desorientadas. Sem e-mail, sem Facebook, sem poder completar uma ligação.
Foram algumas horinhas. Já pensou se fosse um dia inteiro?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Precisa disso mesmo?

Deu o que falar a interferência do repórter do CQC durante a visita de Hillary Clinton ao Brasil, nesta semana.  O humorista Maurício Meireles, com credencial de imprensa, ao lado de muitos outros jornalistas, aproveitou a proximidade com a norte-americana e fez algumas gracinhas.
Os demais repórteres que estavam lá para conseguir uma palavra da secretária de Estado ficaram, no mínimo, frustrados. Nesses eventos, uma frase que a "celebridade" fala para a imprensa pode salvar o trabalho de horas do jornalista.
Aí chega um humorista e estraga tudo. Não sou contra o CQC. Admiro o programa, já fiz alguns texto aqui elogiando o trabalho deles, mas nessas horas eles pecam por excesso. Não acho correto entregar credencial de imprensa para humoristas.
Quer fazer algo sério? Mande um jornalista. Quer brincadeira? Não envie fanfarrões que podem atrapalhar o trabalho das outras emissoras.
Barrar o trabalho dos humoristas não é o canal. Mas existem casos e casos. Não acho que seria o caso de um humorista furar os jornalistas e fazer com que todos perdessem a sonora desejada. Em entrevistas difíceis assim, um repórter ajuda o outro. Segura dois, três microfones, faz uma pergunta ampla e que todos os jornais podem usar.
Claro que a brincadeira do CQC repercutiu no próprio local. Alguns jornalistas levantaram o tom de voz para o humorista, com razão. Na semana que vem, Marcelo Tas deve levantar a discussão do tema, ou jogar para baixo do tapete.
Entrevistar políticos em Brasília para saber se sabem dos projetos em votação é uma coisa. Entregar presentes para visitantes ilustras é outra completamente diferente e, acredito eu, totalmente desnecessária.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Tive uma ideia

Hoje foi um dia de protesto, em Maringá. Há pouco tempo a Secretaria de Transportes resolveu criar um corredor exclusivo para ônibus na avenida Morangueira. Onde é estacionamento de carros, na beira da rua, os motoristas foram proibidos de estacionar entre 7h e 9h e entre 17h e 19h.
Claro que os comerciantes reclamaram e foram, levemente, atendidos. O horário de proibição passou a ser entre 7h e 8h30. No final do dia, nada foi alterado.
Nesta quarta-feira, 18, organizaram um protesto e foram às ruas. No caso, à rua. Fecharam as portas dos estabelecimentos e impediram o fluxo de ônibus pelos corredores exclusivos.
Chamaram atenção da imprensa e, possivelmente, das autoridades. Reclamam porque o fluxo de clientes nos estabelecimentos caiu consideravelmente. A funcionária de um açougue contou para a reportagem de O Diário que antes do corredor, ela vendia cerca de 800 espetinhos por dia. Hoje, não passa de 100.
Isso porque não há vagas para estacionar. E quem está com pressa, não vai para as ruas secundárias só para fazer um lanche rápido. Por isso o protesto. Os comerciantes estão perdendo clientes.
Vendo as reportagens e fotos do protesto, pensei: já que vão retirar - espera-se que sim - as espinhas de peixe da avenida Brasil, porque não instalar esse modelo de estacionamento na Morangueira? Assim não atrapalharia o fluxo dos coletivos e menos ainda o negócio dos comerciantes.
Pode ser uma ideia maluca, mas talvez a saída para esse impasse. Será que essa proposta foi levantada? É uma boa, não?

domingo, 15 de abril de 2012

Você apertaria o botão?


Ah se eu fosse o professor...

Nesta semana que passou, fui cobrir um evento aqui em Maringá. Era um circuito de palestras e estava cheio de alunos de Direito. Eu e o cinegrafista ficamos sentados no meio da galera, assistindo às palestras e ouvindo os comentários dos alunos ao lado.
Tudo bem que quando estamos na graduação e, principalmente, no primeiro ano, achamos tudo divertido. Quando já estamos nos últimos anos, não há mais tempo para brincadeiras.
Eis que estávamos no meio de calouros. Para eles, tudo é festa. E digo isso não apenas para os alunos de Direito. Isso acontece em todos os cursos. No primeiro ano, congresso é sinônimo de festa, matar aula, diversão.
Os calouros diziam que estavam no congresso porque ganhariam 30 horas extracurriculares. E, detalhe, pagaram R$ 40 para estarem ali. Na fila de trás, um grupo jogava stop. "Uma fruta com "i"", disse uma das meninas.
O congresso era sobre diversidade sexual e lotou o teatro. Com certeza, se os professores não tivessem "obrigado" os alunos a ir, pessoas realmente interessadas teriam vez e espaço para acompanhar as palestras, que, diga-se de passagem, foram muito boas.
Eu fiquei pensando que, se eu fosse professor, não obrigaria os alunos a ir. Mas, para que a falta fosse compensada, teriam que entregar um artigo sobre cada dia de palestra. Aí sim queria ver quem ficaria conversando durante as palestras.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mais que um prêmio de Mega Sena

Era domingo de Páscoa, tinha passado o final de semana prolongado com a família e estava voltando para Maringá. Já passava das 19h quando peguei a estrada. Nos primeiros minutos da viagem, o trânsito parecia tranquilo.
Até então, nem parecia que era volta de feriadão. Até que entrei na pista dupla. Sabe aquelas placas que avisam que o pedágio está a 2 quilômetros? A fila de carros estava começando ali. Sempre quando estamos em uma fila, que não é única, parece que a do lado sempre anda mais rápido.
Estava com essa sensação. Até que alguns minutos e músicas depois, passei para a fila ao lado. Nesse meio tempo, já arquitetava esse post. Nunca tinha visto tanto carro naquela estrada.
Realmente, a fila para qual mudei andava mais rápido. Fui indo, paguei o pedágio e escrevendo o texto na minha cabeça.
Sempre vemos reportagens apontando o crescimento na venda de carros, aumento na frota, mais carros emplacados por mês. E ali estava o resultado disso. Muitos e muitos carros passando e deixando, naquela cabine, R$ 5,80.
Multiplique pelo número de carros que passou durante todo o final de semana e teremos, aí, algo parecido com o maior prêmio já pago pela Mega Sena.

sábado, 7 de abril de 2012

Saúde - ou você tem ou você não tem

Nunca fui do tipo de me preocupar muito com a minha saúde. Se estou gripado, espero passar. Para dor de cabeça, água gelada. Para garganta inflamada, menos água gelada. Nariz escorrendo, lenço na mão. Não sou adepto dos comprimidos e xaropes.
Uma dor estranha logo passa. Bateu, doeu, machucou? O tempo se encarrega de curar. Até que uma tontura sem explicação começou a me incomodar. Algumas pessoas mais próximas eram alertadas da minha perda de rumo repentina.
Passou. Mas eu marquei uma consulta com a otorrinolaringologista - especialista que cuida do ouvido, da garganta e do nariz. Fui. Sentei, conversamos e partimos para a análise. Ela avaliou as três partes e nas três encontrou problemas.
Seria cômico se não fosse trágico. 
Primeira pergunta: Felipe, você respira bem? Eu respiro, se isso é respirar bem ou mal, eu não sei. Ela descobriu um desvio de septo. Vou ter de "encarar a faca". 
Garganta: suas cordas vocais estão perfeitas, mas sua amídala está levemente inflamada.
Ouvido: um dos ossinhos está anormal, vou solicitar uma tomografia.
Resumindo: tudo que ela poderia encontrar de errado, ela encontrou. Quanto à tontura, ainda vou fazer os devidos exames. É nessas horas que vemos o quanto é importante dar uma passadinha em um consultório e ver a nossa situação. Claro que o meu diagnóstico não tem nada de muito sério, mas tem muita gente que, assim como eu, não se preocupa com dores e sintomas e deixa o médico para último caso.
Com a internet, o Google vira um médico em casa.  Para qualquer dor, o buscador tem uma resposta. E a minha médica foi tão atenciosa que eu não me arrependo de ter rodado em busca de estacionamento, esperado na sala de espera, ter feito os exames que ela solicitou e nem de ter ficado alguns minutos falando "a", "é" e "i" com a língua para fora da boca e um cano na garganta.
O mau costume de não ir ao médico vem da minha mãe. Já quebrei os dois dedinhos do pé, trombando com a parede. Na primeira vez, ela disse: passa "vick" que não vai nem ficar roxo (risos). Da segunda vez, ela já sabia que não adiantava encher o dedo de pomada. O osso não voltaria ao lugar assim. 
Agora, qualquer sintoma estranho, corro para o pronto atendimento. Ainda mais que inauguraram uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do lado da minha casa. Antes isso do que automedicação, não é?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Desce do muro

A atual situação de algumas obras em Maringá me fez lembrar de uma música do Michel Teló, homônima do título da postagem. "E fica nesse vem, vai, desce do muro". Espinhas de peixe: estacionamento localizado no canteiro central de uma avenida no centro da cidade. No caso, a avenida Brasil.
Fizeram orçamento, pesquisa, avaliaram a viabilidade da obra, abriram licitação, divulgaram a empresa vencedora, estipularam prazo para a execução e decidiram a data de início. De quê adiantou? Nada. O prazo foi prorrogado uma vez e mais outra.
Hoje, o secretário de Obras Públicas divulgou que a obra de uma das avenidas mais movimentadas e congestionadas de Maringá só sai em 2013. Vão esperar passar a campanha política, as eleições e jogar a "bomba" nas mãos da próxima administração.
E fica a população maringaense feita de boba sem saber quando, realmente, alguma coisa vai mudar. Eu tenho as minhas dúvidas se essa obra sai ou não do papel com o novo prefeito. Ele virá com novas ideias e propostas. Seria esse um caso perdido? Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela.

sábado, 31 de março de 2012

Publicitários se superam, de novo

Baseados na propaganda de uma margarina, os publicitários inovaram e trouxeram-nos uma surpresa. É a divulgação do novo Siena, da Fiat. Apesar de brincar com a mesma música e estilo da margarina, a ideia rendeu um produto genial.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Meu dono de estimação - Separadas ao nascer

Zoe Cristina chega do passeio. Entra em casa bravinha, com um humor de cão!
Lua Maria entra atrás, ressabiada, com as orelhas meio baixas, desconfiada.
Zoe late primeiro:
- Nem olhe pra mim! Estou avisando... estou mordendo o ar!!
- Credo, baixinha! Que raiva é essa? O que eu fiz pra você?
- O que você fez? Ainda tem coragem de perguntar?
- Juro, Zoe... não fiz nada...
- Ah, é?! Quer dizer que a gente se separa durante o passeio, porque eu segui com os cães menores, e você com os maiores, e quando a gente se encontrou na porta da padaria você nem olhou na minha cara! Cheguei fazendo festa e você me deu aquele olhar de: "nem te conheço"? Aqui dentro de casa somos irmãs, você me chama de baixinha, e coisa e tal... e na rua me trata desse jeito?
- Eu fiz isso? Você bebeu Zoe Cristina?
- Você é quem deve ter bebido. Nem se lembra? Aliás, o que você estava fazendo com aquela outra pessoa? E que cachorro boxer era aquele ao seu lado?
- Tem certeza de que era eu? Olha, juro pra você que eu não me separei da matilha dos cães maiores. Fiz o passeio quietinha, na boa. Pode perguntar pra tia Camila.
- Como não era você, Lua Maria? Eram seus olhos, do mesmo jeito, da mesma cor. Eram os mesmos desenhos na cabeça, a mesma cor do pelo, você só estava uns quilos mais magras.
- Mais magra? Pituquinha, presta atenção. Pensa um pouco...vamos lá, use o seu cérebro de nóz moscada: como eu posso estar com este peso agora, um pouco "fofinha", e horas atrás, quando você acha que você me viu, estar pesando menos? Impossível, né?
- Nossa! Não tinha pensando nisso. É mesmo. Impossível. Então, quer dizer que aquela cachorra que vi na porta da padaria não era você?! Mas, era a sua cara... ou melhor, era o seu focinho...tudo igualzinho...até seus dentes branquinhos, Lua! Eu juro!!
- Calma! Eu acredito em você. E posso explicar. Você encontrou, na verdade, a cachorrinha que se chama Vida. Ela está sob os cuidados de uma pessoa muito legal, a Ana Maria que também tem um boxer. A Vida foi encontrada numa situação difícil, estava na rua, num lixão, numa cidade do litoral paulistano. Ela estava magrinha, abandonada, e a Ana Maria se encantou com ela. Fez o resgate e trouxe a Vida pra São Paulo, e agora ela mora no apartamento desse boxer que se chama Thor. Entendeu?
-Puxa!!! E ela é sua irmã gêmea, não é?
- Pois é, eu ouvi nossas mamis conversando sobre essa história. E elas acham que sim, somos irmãs. É que quando eu e meus irmãos nascemos, uma irmãzinha foi doada e a gente não sabe muito bem pra quem. Essa pessoa pode ter levado a Vida pra longe e ela pode ter fugido, ou ter sido roubada, ou até mesmo abandonada, e estava vagando pelas ruas, morando mal. Até ter a sorte de ser encontrada pela Ana Maria.
-Que coisa incrível, Lua! Vocês só podem ser irmãs... Eu juro que confundi você. Saí da porta da padaria latindo brava mesmo, falando barbaridades e a tal da Vida não deve ter entendido nada...hehehe...
- Deve ter entendido que neste bairro tem uma cachorrinha meio maluca...
- Ah, eu vou pedir desculpas e explicar tudo direitinho quando encontrá-la novamente. Mas, vocês precisam se ver...
- Nossas mamis estão arrumando esse encontro.
- Uau! Vai ser incrível. Você vai olhar para a Vida e vai achar que está se vendo num espelho...só que um pouco mais esbelta. E a Vida vai poder ver como ficará, se comer demais...hehehe...
- Cheia de piadinhas, né Zoe Cristina?!
- Eu sou assim: espirituosa, criativa. Mas, estou impressionada! Sim, porque nós cãezinhos de "raça", como pincher que sou, todos nós somos mesmo muito parecidos. Mas vocês, sem raça definida, não. Vocês, cada um tem uma cara diferente. Nunca vi dois tombas latas iguais!!
- Tomba latas? Eu vou é tombar você, sua nanica!
- Calma, olha a violência! As mamis já avisaram que não querem mais confrontos dentro de casa.
- Hum... Você tá provocando... Tá se "achando" só porque diz que tem uma "raça"...quanta bobagem!!
- É, tá certo. Você tem razão. Não temos que valorizar essas tolices de raça e sangue azul, como é o meu caso, né?
- Vou morder a sua "fuça" pra ver se sai sangue azul, ah se vou!
- Calma! Respire. Vamos fazer ioga maninha...
- Não enche Zoe.
- Lua... estava aqui pensando: vou fazer amizade com a Vida porque o dia que você não quiser brincar comigo eu corro pra ela... morder a Vida deve ter o mesmo gostinho de morder você!
- Interesseira!
- Inteligente, você quer dizer, né?! Tá com ciúme, é?
- Só me faltava essa!
- Confessa, Lua Maria: confessa que você me ama e não vive sem mim!
Nesse momento, as duas se embolam pela cama, caem da cama, correm até o sofá, se embolam pelo sofá, caem do sofá, se embolam no tapete e só não caem do tapete porque não dá pra cair no andar debaixo, na cabeça do vizinho.
Depois de muitas emboladas, as duas cochilam felizes. Lua Maria, curiosa, pensando que deseja conhecer a possível irmãzinha. Zoe, em segredo mais secreto, pensa que se uma Lua Maria já é ótima, duas então! E ela se sente feliz com a ideia de ver Lua e Vida juntas. Independente de todas as piadas, e de um jeito "meio estúpido" de ser, Zoe Cristina tem um coração enorme, que mal cabe no seu corpinho de 3 quilos. E ela ama, de paixão, Lua Maria... mesmo com mordidas e patadas diárias. Elas são as melhores amigas, as irmãs inseparáveis e ajudam a compor uma família. Família feliz!
Lua suspira. Zoe suspira. A noite vem chegando mansa pela casa. Daqui a pouco o irmão humano vai entrar, agitado, barulhento, dançando, batucando, cantando Michel Teló (ninguém é perfeito). E as mamis chegarão do trabalho, mortas de saudade da casa, dos pequenos, da vida boa que têm o privilégio de viver. Amém, amém, amém!

terça-feira, 27 de março de 2012

Um rapaz mais do que especial

Lembra da postagem em que mencionei um rapaz com paralisia cerebral que me procurou para que a TV fizesse uma reportagem com ele? Pois é, o dia da entrevista foi hoje, e nem considero essa conversa como uma entrevista, mas, sim, como uma aula.
O Ricardo chegou na emissora e eu e uma das estagiárias iríamos entrevistá-lo. Mais ela do que eu. Mas fiz questão de me apresentar pessoalmente e conhecer um pouco mais da história dele. Ele tem 35 anos e está no primeiro ano de Fonoaudiologia.
Ele nos disse que ele passou do tempo de nascer e, por isso, teve a paralisia. Em uma parte da fala, Ricardo fez questão de diferenciar paralisia cerebral de deficiência mental. Quando eu digo que essa entrevista foi uma aula, não é exagero.
A Aline, a estagiária, foi quem conduziu a entrevista. Eu fiquei de escanteio, para sanar alguma dúvida a mais. Depois que o Ricardo nasceu com a limitação, o pai dele se afastou da família. Eu pensei que ele fosse chorar na hora em que contou os insultos que o próprio pai dirigiu ao filho. Exemplo: débil mental e aleijado (palavras do Ricardo).
Depois que a entrevista terminou, me senti a pior pessoa do mundo. Com toda dificuldade que teve, com o médico dizendo que ele jamais falaria e andaria, e ver esse rapaz se virando sozinho, ficando incomodado quando uma lanchonete não quer cobrar o lanche dele e entrando em contato com uma Redação para que ele seja personagem de uma reportagem, não tem como se sentir um nada.
A minha última pergunta para ele: "Ricardo, qual é o seu sonho?". E a resposta: "Eu quero que as pessoas entendam que eu sou normal, quero me formar em Fonoaudiologia, abrir a minha clínica e ganhar o meu dinheiro". Um soco no estômago de quem desiste fácil das coisas.
Ele enfrentou médicos, pai, colegas de classe e hoje está no banco da universidade. Desistir é uma palavra que não faz parte do vocabulário do Ricardo. Se teve uma entrevista que me deixou emocionado, foi essa. Quando desligamos microfone e câmera, ele se levantou, agradeceu e foi embora. Ele saiu, mas a história e a lição que ele deixou, essas ficarão marcadas na memória.
A reportagem não está pronta. Assim que estiver editada, posto aqui.

domingo, 25 de março de 2012

Inacreditável - racismo no esporte

Domingo de manhã, geralmente, é um momento em que eu estou curtindo lençóis, travesseiro e colchão. Mas este foi um dia atípico. Acordei cedo, em Maringá, e algum tempo depois partia para Apucarana para almoçar com a família.
Cheguei na cidade natal e estava cedo. Então, sentei no sofá e fiquei assistindo ao Esporte Espetacular, da Rede Globo. Glenda e Tande anunciaram que na volta do intervalo acompanharíamos uma reportagem sobre racismo no esporte.
O assunto foi discutido em mais de dez minutos de reportagem. As histórias de jogadores humilhados em campo ou quadra eram surpreendentes. Impossível ver que em 2012 os torcedores ainda agridem jogadores de times adversários com xingamentos preconceituosos.
Um dos nomes mais comuns ouvidos durante as partidas é "macaco". O trecho da reportagem que mais me marcou foi quando um jogador de vôlei foi agredido verbalmente por uma torcedora do time adversário na hora em que ele estava atacando.
Com o ponto marcado, o jogador ficou procurando na arquibancada a autora dos insultos.
Eu fico inconformado com a ignorância das pessoas humilhando profissionais nos seus locais de trabalho e com xingamentos tão infantis e, ao mesmo tempo, tão feios. Discriminar alguém pela cor da pele é algo tão ultrapassado. Ouvimos e vemos tantas campanhas contra o preconceito, mas parece que alguns ignorantes continuam insistindo no erro.
E não é só no Brasil que isso acontece. Na Rússia, Roberto Carlos foi humilhado enquanto jogava. Na peneira, durante o campeonato russo, um torcedor ofereceu banana para o jogador. Mais tarde, a fruta foi arremessada no campo.
E o pior, os jogadores adversários se xingam em campo. Os ânimos estão à flor da pele e eles não controlam a língua.
Racismo, no Brasil, é um crime inafiançável e pode dar até 5 anos de prisão. As punições existem, mas até hoje nenhum jogador foi punido por racismo. E olha que a lei existe desde 2006.
Impressionante que em um país que mistura tantas raças ainda exista esse tipo de preconceito. A tolerância à diferença deve vir de berço. Se isso não acontece, no mínimo, a pessoa tem de ter consciência e educação para entender porque as pessoas são diferentes uma das outras. Respeitar não custa nada.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Qual é o seu primeiro conceito?

Quando você ouve dizer que uma pessoa tem paralisia cerebral, qual a primeira imagem que vem à sua cabeça? Provavelmente, algo parecido com a imagem acima, certo? Pois é, para mim também é assim. Até que hoje toca o telefone na Redação.
" -Oi Felipe, meu nome é Ricardo e eu vou falar bem devagar pra você me entender."
O que eu ouvi a partir disso foi uma tremenda surpresa, misturada com uma felicidade imensurável.
O Ricardo é aluno de Fonoaudiologia do Cesumar e me ligou para sugerir uma pauta em que ele seria um dos possíveis personagens. Ele começou a explicar que ele tem paralisia cerebral e que gostaria de ajudar a compor uma reportagem sobre dificuldades que um deficiente físico enfrenta.
Eu fiquei em choque com a sabedoria que o garoto demonstrou e completamente feliz em saber que eu estaria ajudando uma pessoa tão determinada.
Falei que segunda-feira eu ligo para ele já para agendar a entrevista. Estou muito ansioso com o possível resultado que conseguiremos nessa reportagem. Depois posto aqui a continuação e, com certeza, a reportagem completa.

terça-feira, 20 de março de 2012

O sorriso do dia

Por que somos tão bobos para não reparar em coisas simples da vida?
Hoje foi um dia corrido no trabalho. Cheguei cedo, corri para um evento, fiz o meu trabalho e, lá, eu e o cinegrafista ganhamos uma sacola com sucos e leites. Os sucos seriam colocados na geladeira da TV e divididos com os demais funcionários.
Os leites seriam doados a quem interessasse. No caminho de volta, o motorista foi um dos beneficiados com um dos litros de leite. Na chegada ao prédio da TV, fui levar os sucos para a geladeira. Eis que na cozinha encontro a nossa zeladora.
- Dona Lina, a senhora gosta de leite de soja?
E não é que ela gosta. Quando levei o litro para ela, ela abriu um sorriso que valeu por aquela manhã inteira de trabalho. Para armazenar os produtos, a empresa forneceu uma sacola laranjada e transparente.
- Dona Lina, a senhora gostou dessa sacola?
Com a resposta positiva dela, ficou com a sacola de presente. Ela não acreditava que estava recebendo os presentes. Ela transpareceu uma alegria que poucas vezes vi em outra pessoa. E a alegria dela me contagiou. Mais tarde, algumas pessoas perguntaram onde estava a sacola que ganhamos.
- Eu dei para a dona Lina, e ela ficou muito mais feliz do que qualquer pessoa que recebesse aquele presente.
Foi algo tão simples, tão singelo e que fez a alegria de, pelo menos, duas pessoas naquela manhã: eu e a dona Lina.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Meu dono de estimação - Focinho de Madeira

Eu presto muita atenção no dia a dia das minhas princesas: Lua Maria e Zoe Cristina. Muita gente pode achar que é bobagem mas eu acredito que os cães, e os animais de um modo geral, podem nos trazer um modo diferente de olhar o mundo, um jeito mais leve de pensar a vida.
Eles não choram de barriga cheia, não ficam tristes nem sentem raiva sem um bom motivo, não guardam rancores, não fazem fofoca, não sofrem de insônia e não passam anos e anos, em terapia, tentando curar aquela depressão "básica". Eles nascem, crescem, se divertem e morrem. Infelizmente, eles morrem. Mas, esse é um assunto que não vou abordar aqui porque está muito além da minha capacidade emocional.
Voltando à leveza: acho uma graça como Lua e Zoe vivem a vidinha delas. Ao que parece, são muito felizes. Por volta das seis da manhã, começam os latidos. Zoe primeiro, Lua vai na esteira da irmã que, como Pincher que é, late bem mais alto, estridente. Antes que a vizinha, salve, salve, mande interfonar, eu me levanto. Tropeço em alguma bolinha deixada no quarto, quase caio, de novo, no corredor porque piso em falso num ossinho que sobrou da noite passada. Quando elas percebem que estou ali, abrindo o portão do paraíso, para que elas saltem e corram enlouquecidas da cozinha para a cama das mamis, elas latem bem mais. Como se fizessem uns 3 anos que não nos vemos. Eu digo: "Não! Silêncio!! Parem!!! Quietas!!!!"... Tudo inútil. Ela latem com vigor, latidos felizes de bom dia! E correm, claro! Sobem na cama aos tropeções, uma rosnando para a outra, como se nunca tivessem se visto, muito menos passado a noite dormindo juntinhas na cozinha. 
Isso é um ritual. Faça sol ou chuva, de segunda a segunda. "Todo dia, ela faz tudo sempre igual..." E é Zoe Cristina quem sempre começa. A latir, a correr, a destruir alguma coisa. Se Lua Maria vivesse sozinha seria uma cachorra bem queita, mansa, bonachona. Mas, a energia da irmã nanica faz com que ela acabe "se ligando" também, e já que a caminha está sendo estraçalhada pela Zoe, por que não se divertir também, não é mesmo? Afinal, na hora da bronca, todas vão parar na cozinha. O castigo é democrático.
Eu bem que tento dar castigos diferenciados. Mas, quando chegamos de algum lugar, e a casa está de pernas para o ar, fica difícil saber quem fez o quê. Embora eu tenha certeza de quem deu a primeira mordida no sofá. "Cozinha! Já!! As duas!"
Lua Maria se ressente, fica chateada. Ela olha bem dentro dos olhos da gente, dá suspiros fundos, sai com o rabinho, literalmente, entre as pernas e vai por si mesma para baixo do armário da cozinha, para o lugar onde ela mesma convencionou que é o "castigo".
Zoe, nem pensar! Ela faz aquela cara de "não é comigo o babado" e ainda é capaz de latir pra gente, dar bronca, dá pulinhos de indignação. Costumo dizer que Zoe Cristina já passou da fase de ser "cara de pau". Ela é dona de um autêntico focinho de madeira!
Exemplos de flagrantes:
Zoe Cristina com vários bonecos de pelúcia roubados do quarto do irmão humano. Eu me aproximo, ela olha para o lado, mastiga um pouco mais o pedaço do boneco que está na boca e pergunta: "Boneco de pelúcia? Onde?".
Zoe Cristina comendo pedaço da nossa planta felicidade. Ela rouba os brotinhos, os galhinhos bebês, sobe no sofá, e vai comer sua salada ao sol. Chego, vejo a cena, olho bem para ela. Você pensa que ela para de comer, que foge? Nada disso. Só falta me pedir um coquetel de frutas, bem gelado, para acompanhar.
Outro dia eu perdi um pé do meu chinelo no quarto. Claro, imaginei que ele não tinha saído andando pelo apartamento. Só em Pernambuco é que existe a lenda da "perna cabeluda" que anda sozinha. Bom, se meu chinelo não anda sozinho, logo ele andou na boca de algum cachorro de 3 quilos. Bingo! Lá estava ela, sobre o sofá, ao sol novamente (ela adora tomar sol de manhã), roendo a borracha cor de rosa de meu chinelo predileto. Cheguei espumando, ela olhou para o lado, com aquele olhar vago, indefinido, como se me dissesse: "Chinelo? O seu? Aquele azul e rosa? Não vi, não."
Zoe Cristina tem uma obsessão. Ela ama um "frufru" que a mami loirinha usa para prender o cabelo. Onde o frufru estiver, está Zoe Cristina atrás. Invariavelmente, ela consegue pegá-lo. Outro dia, sai do banho e ela estava comendo o frufru em cima da cama. "Zoe, o que é isso?" Ela me olhou, quis rosnar mas desistiu, e ficou com aquela carinha de: "Olha só o que eu achei no chão? Lua Maria estava comendo o frufru e eu o salvei!".
Mais uma: Zoe rouba, sempre que pode, as escovas de dentes do armário. Dela e de Lua. Ela adora mascar as escovas. A dela é só de borracha e a da Lua Maria é uma escova tradicional. Dou um grito e ela parece que grita também: "Nossa! Precisa desse escândalo? Vocês não vivem mandando meu irmão humano escovar os dentes? Então, estou apenas fazendo minha higiene bucal!".
A essa altura, Lua já saiu de perto. Ela vê que a irmã está aprontando e foge. Toda vez que eu encontro Zoe destruindo a caminha ou comendo coisas indevidas, posso procurar Lua Maria na cozinha, embaixo do armário. A pequena faz as "artes" e Lua se impõe logo um castigo.
Eu queria ter esse focinho de madeira que Zoe Cristina tem, viu? É tanta preocupação, tanta culpa, tanta vontade de acertar e medo de errar que estou sempre correndo pra debaixo do armário também. Zoe não parece nennhum pouco preocupada com as broncas repetidas ou com o castigo na cozinha. Foi para lá? Ela arruma algo para roer. Ou dorme.
A preocupação que sobra em Lua falta totalmente em Zoe. E quem está certa? Lua sofre, Zoe se diverte. Lua sente medo, Zoe se diverte. Lua se preocupa, Zoe se diverte ainda mais.
Será que com mais de 40 anos, perto de chegar aos 50, a gente pode mudar esse "jeito Lua Maria" de ser?
Queria roubar os chinelos, comer as plantinhas, roer os bonecos de pelúcia, ou a colcha nova da cama da vida, sem tanta culpa, sem tanta preocupação. Afinal, o que vale mais? Objetos que vão se perder com o tempo, ou os olhinhos brilhando da minha pequena, com aquela carinha sapeca, de: "não estou fazendo nada, mami..."?
Estou tentando aprender. Estamos. Todos. Abaixo a preocupação! Queremos o "frufru" da vida!  

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ela não queria tristeza. Vamos celebrar a vida!

Foi uma quarta-feira tão estranha. Depois de uma noite bem dormida, acordei tarde, tomei café e fui para o centro comprar algumas coisas para a festa da formatura. Cheguei ao trabalho, passei por todas as salas dando "bom dia" e fui para a minha mesa.
Ligo o computador e, ao abrir o Facebook, vejo a notícia que tornaria aquele o dia mais difícil de se trabalhar do ano. Em questão de segundos, estava eu sozinho, no silêncio da Redação deixando lágrimas rolarem no meu rosto.
Não acreditava que aquela menina guerreira, que aparece sorrindo em todas as fotos, tinha sido levada embora. Há um tempo pudemos acompanhar a história da Suellen contada por ela mesma em seu blog. Com as postagens, compreendi o real significado de "vontade de viver".
A luta dessa jornalista começou cedo. O maldito câncer venceu a batalha e levou para o céu uma das pessoas mais simpáticas e sorridentes que eu já conheci. Tive o prazer de estudar com a Suellen por dois anos no colegial.
Em uma turma de 150 alunos, éramos os únicos apaixonados pelo Jornalismo. Na orientação vocacional, brincávamos que futuramente seríamos o novo casal do Jornal Nacional. Ela se formou dois anos antes de mim e já estava fazendo mestrado.
Não era um tumor aqui ou ali que faria com que ela desistisse do sonho. Já na faculdade, ela teve de enfrentar alguns tratamentos. As histórias estão contadas no blog que ela tanto comemorava o número de acessos. Até na Gazeta do Povo ela ganhou destaque. E ela fazia questão de divulgar isso nas redes sociais.
Com tudo o que li, que ouvi e que soube dessa menina, ficar sabendo que ela havia perdido a batalha foi um choque. Mais tarde, naquela quarta-feira, no programa ao vivo na Rádio Cesumar, dediquei uma música pra ela: "Os bons morrem jovens". Falei, também, da vontade que ela tinha de viver, da esperança que ela demonstrava em suas postagens. Saber que ela lutou até o último minuto e foi nocauteada.
Trabalhei até as 20h e corri para Apucarana. Tinha que me despedir da minha colega de profissão, que sonhava alto e que, quem sabe, seria, sim, minha parceira de bancada. Vê-la deitada, de olhos fechados, com muita gente ao redor, aumentou ainda mais a minha tristeza.
As pessoas não paravam de chegar. Muitas coroas de flores coloriam o espaço tão obscuro. O sorriso da foto ao lado em nada lembrava o semblante dela dormindo. Ali, não chorei. Lembrava das postagens em que ela dizia que não gostava que as pessoas tivessem pena dela. Eu estava ali para dizer um "até logo". Com certeza, para onde ela foi, está iluminando o espaço com o sorriso dela.
Suellen, descanse em paz. A sua batalha aqui na Terra acabou, mas o seu exemplo de força de vontade será lembrado para sempre. Fica a tristeza da perda, mas a certeza de que agora você descansa.
Abaixo, um dos textos que mais me marcaram.


O que eu penso sobre a morte? (Suellen Vieira - 15/08/2011)

"Morte: um assuntinho sobre o qual ninguém gosta de falar (e que, muito provavelmente, tenha causado um certo estranhamento a quem leu o título acima). Mas, pera aí. Todo mundo morre, confere? Eu, como todo mundo, não sou imortal. A diferença é que, convivendo com a sombra e com o peso de uma doença que, para muitos, é sentença de morte, acabo descobrindo o verdadeiro significado da vida. Clichê, né? Pois é, toda essa coisa de "Aproveite a vida como se fosse o último dia", "Viva um dia de cada vez", "Dê valor às coisas simples" e outros blábláblás fazem todo sentido, no fim das contas. Afinal, hoje eu estou viva e, nesse mesmo hoje, muitos morreram de acidente de trânsito, de infarte, vítimas da violência urbana, ou com uma picada de cobra. E muitas dessas pessoas, que não tinham câncer, não souberam aproveitar a vida, não puderam dizer "Eu te amo" a quem elas amaram, não puderam dizer "Desaprovo" a muitas coisas que elas não gostaram, não puderam se despedir, enfim. Não que minha vida seja uma constante despedida, pelo contrário, acho que se eu viver 30, 40, 90 ou 105, vão ser anos muito bem vividos. Terei feito tudo o que me deu na telha, sem pensar no futuro. Porque a vida é aqui, agora, já. Imortal é essa essência, imortal é a lembrança que você deixa aos que conviveram com você, imortal é a diferença que você pode fazer neste mundo. Mas você, você não é imortal, tendo ou não câncer! Ah, tem mais, quando eu morrer não quero velório. Não quero ninguém chorando a minha morte. Mas convido todos, sim, a  celebrarem a vida... Tim-tim?"