segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A vergonha brasileira

Que atire a primeira pedra quem nunca bebeu um copo de cerveja e foi dirigindo para casa (que fique claro que eu não gosto de cerveja). Mas antes de nos escondermos da chuva de pedras dos mentirosos (ou abstêmicos), vamos falar da forma como a Lei brasileira trata tal ato.
Na revista Veja da semana de 2 de novembro, uma reportagem aponta a falha no sistema de punição da Lei Seca e compara o que é feito aqui com o rigor com que países da Europa punem quem bebe e dirige.
Não por acaso, nosso país ostenta o título de um dos maiores índices de mortes no trânsito. Bebeu, pegou o carro, é parado em uma blitz, faz o teste do bafômetro se quiser. Afinal, ninguém é obrigado a produzir provas contra si.
Vai se negar a fazer o bafômetro na Espanha. Lá, só de se negar o aparelho, a punição é com cadeia, de seis meses a um ano. Em Portugal, também vai preso. Na Inglaterra, se negou, paga multa de mil libras e perde o direito de dirigir por até três anos.
Isso sim que é Lei Seca, não o que temos no Brasil. Além do mais, são reportagens e reportagens que mostram a falta de fiscalização nas noites. Aqui em Maringá, vi algumas no primeiro ano da ação. Depois, nunca mais.
Mas não adianta ter uma blitz em cada ponto estratégico se o condutor pode se negar a fazer o teste, pagar fiança e ter o carro de volta em alguns dias. O primeiro passo para reformular esse sistema que cria cada vez mais vítimas é punir quem se negar a fazer o teste do nível de álcool no organismo. Aí sim pode-se pensar em espalhar fiscalização nas saídas de baladas.
Se queremos ser país de Primeiro Mundo, vamos atuar como tais.

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