sexta-feira, 11 de novembro de 2011

São os futuros profissionais

Muito se ouviu falar da rebelião dos alunos da USP contra os policiais e a invasão e depredação do patrimônio público, na semana passada. Ao ler a reportagem da Veja sobre o caso, dei risada com os termos que o repórter Marcelo Sperandio definiu os estudantes.
Desde mimados a crianças birrentas, o texto muito bem construído mostrou que a minoria dos acadêmicos aderiu à campanha. Para quem está por fora do assunto, uma breve explicação.
Policiais flagraram alguns alunos fumando maconha no campus. Para evitar que esses fossem levados para a delegacia, um grupo começou a se rebelar contra os oficiais. Invadiram um prédio e, na sequência, migraram para a reitoria.
Na reportagem, Veja expõe um dos arruaceiros. É um garoto, aparentemente de classe média-alta, com roupas de marcas famosas e dono de um carro caro.
A briga toda é porque esses jovens querem que a Polícia não esteja no campus, e que eles tenham o livre direito de fumar maconha. Lembrando que a USP é a maior universidade pública do País e quem a sustenta é o povo.
Mais um lembrete. Em maio, quando a PM ainda não era ostensiva, um jovem foi assassinado em uma tentativa de assalto na universidade. A conclusão do texto eu deixo para o Ratinho, que merece aplausos pela fala.

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