quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Meu dono de estimação - Feriado pra que te quero!

Ah, um feriado no meio da semana! Perfeito pra gente acordar tarde, tomar café da manhã ao meio dia, não fazer nada, ficar de pijama na cama, deixar a preguiça tomar conta do dia, certo? Errado, se você tiver em casa duas criaturinhas como Lua Maria, 2 anos, sem raça definida ou boto cor de rosa, e Zoe Cristina, 1 ano, pintcher ou morceguinho sem asas.
Pois bem, no último feriado, nós em família nos preparamos para descansar, dormir. Desligamos os alarmes de despertador e de celular, afofamos os travesseiros e, hum que bom, soninho lá vamos nós...
Tudo corria bem até às sete da manhã quando fui despertada por uma Lua Maria inquieta andando de um lado para o outro entre o quarto e o corredor que dá para a sala. Lua queria sair, usar o banheiro, na área de serviço, sobre as folhas de jornal. Respirei fundo e me levantei, cambaleando, zonza de sono. Mas, não podia ignorar. Eu tinha que abrir a porta que temos mantido fechada justamente porque dona Lua Maria andou ignorando os jornais na área de serviço e fazendo de espaços na sala, como atrás do sofá, seu banheirinho particular.
Abri a porta, ela passou zunindo. Eu fiquei no corredor, em pé, descalça, com sono e frio. E nada da Lua voltar. Esperei um pouco mais. De olhos fechados pra não perder a conexão com a cama aconchegante que eu havia deixado no quarto. E Lua que não volta? Fui atrás. A peça rara estava cochilando, bem tranquila, num colchonete que fica na cozinha. "Bora, Lua! Já para o quarto, vamos!". Ela me acompanhou, escolheu entrar embaixo da cama e eu ocupei meu lugar que ainda estava quente.
Ah, que delícia. Feriado! Nada de horário fixo... Quando estava quase dormindo, sinto uma patinha me arranhando o rosto e ouço uns barulhinhos... Zoe Cristina! Era a vez dela. A pequena também queria ir ao banheiro e a porta estava fechada... "Ah, Zoe... por que você não foi agora a pouco com a Lua? Vou ter que levantar de novo?" Mais patinhas na minha cara e agora sons aflitos entrecortados por rosnados. Tá bom, eu vou abrir a porta... E outra uma vez fiquei em pé no corredor, agora mais desperta. Zoe não demorou, logo estava de volta se sacudindo. Todos no quarto, e eu decidi: agora vou dormir pra valer!
Olhos fechados, tudo escuro, feriado. O que mais eu queria? Bom, queria que Lua Maria não resolvesse pular de repente para cima da cama e isso provocasse uma reação imediata de medo e raiva em Zoe Cristina e as duas não começassem a fazer aquela perfomance de "nós somos animais irracionais e, apesar de brincarmos o dia inteirinho, neste momento vamos rosnar, vamos nos morder e guerrear até a morte". Falei meia dúzia de "não!", peguei Zoe no ar pulando para morder Lua e, enfim, eu tinha perdido o sono. Fui para o banho e avisei meu amor de que faria o café em casa.
Enquanto preparava uma bela salada de frutas, aguentava Zoe pulando nas minhas pernas, desesperada, atraída pelo cheiro do mamão, e ouvia os choramingos de Lua Maria que me olhava com aqueles olhos de: "eu não como faz uma semana...".
Café da manhã pronto, também dei frutas para as meninas, e estava tudo bem... afinal, era feriado. Elas comeram felizes da vida e logo foram se ajeitar para um cochilo pós mamão e maçã. Os humanos da casa sairam para resolver coisas de humanos no shopping mais próximo de casa. Isso porque sabemos que Zoe tem latido demais e incomodado a vizinha. Também sabemos que as duas estavam de olho nos tapetes que foram colocados na sala. Com essa preocupação, fomos num pé e voltamos no outro.
Quando chegamos em casa, lá estavam as duas: Lua e Zoe tinham derrubado o portãozinho que deixamos fechado para impedir que elas saissem da cozinha. A sala estava revirada e uma borda do tapete, devidamente mastigada.
Mostramos a elas o nosso descontentamento. Colocamos o portão no lugar, dissemos mais uns duzentos "Não, não pode, feio!" e elas foram colocadas na cozinha. De castigo.
Detestamos fazer isso mas elas não podem achar que mandam na casa, né? Temos que ser líderes dessa matilha.
Elas ficaram na cozinha com aquela cara de "como vocês são maldosas, não fizemos nada além de derrubar o portão, revirar a sala e comer o tapete...o que é que tem?".
Bom, tarde de feriado, tempo nublado, tudo isso combina com um filminho bobo na tv e um bom cochilo, certo? Errado de novo. O castigo não durou nem meia hora e ouvimos do quarto os sonhos de que o portão estava sendo derrubado. Fui espiar. Lua Maria segura o portão com os dentes, dá um chacoalhão e tira as laterais do lugar. Zoe, que é pequenina, passa com facilidade, e Lua quase se entala mas acaba passando. Mais broncas, mais "feio, muito feio", e de novo colocamos o portão no lugar. Voltamos para o quarto, ligamos o dvd, respiramos fundo... será que agora elas entenderam? Silêncio vindo da cozinha. Parece que sim...
Começamos a cochilar. E de repente tomo um susto, ouço patinhas batendo no chão e zapt, elas pulam para a cama felizes da vida... "Eba! Escapamos patetas...".
Nossa! Eu e meu amor não acreditávamos! Como elas fizeram isso? E de novo?
Vão voltar para o castigo. Arrumamos o portão pela terceira vez, ou teria sido a quarta? Dissemos só dois "Não pode, feio", já que não estava adiantando nada mesmo dar bronca e voltamos para o quarto.
Adivinha só? Isso mesmo... elas derrubaram o portão de novo. O que fazer? Ficar nesse arruma o portão, derruba o portão até que horas? Trancar as duas no quarto de tv? Mas, lá elas comeriam o sofá. Trancar no quarto do irmão humano? Mas, lá elas comeriam os bonecos de pelúcia. Deixar as duas soltas pela sala? Mas, lá elas terminariam de roer o tapete... Ai, ai, ai... O que fazer?
Pensamos, ponderamos, e para o bem e felicidade de todos, colocamos as duas na cama. Bem quentinhas, aconchegadas. Elas suspiraram, se ajeitaram, esticaram uma pata aqui, outra ali, deram umas rosnadinhas uma para a outra, só pra não perder o hábito, e dormiram... profundamente.
Não é ótimo ter um feriado no meio da semana pra gente descansar? Lua Maria e Zoe Cristina que o digam... se é!

Nenhum comentário:

Postar um comentário