quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estamos estudando mais

Ou pelo menos passando mais tempo na escola. Nesta quarta-feira (2), foi divulgado o relatório da ONU com o ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 187 países. Em relação ao último, o Brasil avançou uma posição.
Para compor o IDH, a ONU utiliza três fatores básicos: educação, renda e saúde. A expectativa de vida é um desses pontos primordiais. Nunca houve tantos idosos no mundo. E a tendência é aumentar. Vi uma reportagem na semana passada que alertava para o pequeno número de trabalhadores para um grande número de aposentados.
Hoje, também, as pessoas passam mais tempo em bancos escolares. Na reportagem do Jornal Hoje sobre o assunto, abordaram a diferença da formação entre mãe e filho. A mãe estudou até os 16 anos e parou na quinta série. O filho, economista, já está na pós-graduação e não pensa em parar por aí.
Eu, por exemplo, já tenho 19 anos de estudos. A expectativa da ONU é que as pessoas que nascem hoje passem quase 14 anos estudando. Está bom, perto da média de 7 anos da população adulta.
No índice que vai de 0 a 1, em que 1 é o melhor resultado possível, o Brasil está com 0.718. Não estamos tão mal. Mas podemos melhorar muito.
Na semana passada, meu grupo apresentou um trabalho sobre IDH em uma aula. Abordamos a falta de reportagens que citem o IDH para falar dos países. Normalmente, utilizam como dado oficial o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, o que não é a melhor referência.
Somos a oitava maior economia do mundo. Não podemos ocupar a 84ª posição no ranking do IDH. A verba do nosso país não está sendo devidamente investida na qualidade de vida da população. Precisamos de uma política de incentivo ao desenvolvimento. Aí sim, quem sabe, poderemos ser referência, como a Noruega, com IDH de 0.943.

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