quarta-feira, 30 de novembro de 2011

5 anos de atraso

Eu não sei você, leitor, mas eu sou um apaixonado por tecnologia. O que me falta é dinheiro para acompanhar os lançamentos. Quem em dera ter um celular de última geração, um Ipad, uma TV de LED 3D e por aí vai. Mesmo não tendo esses produtos todos, acompanho algumas notícias.
Nesta semana, a Veja apresenta aos leitores um concorrente para o Iphone. O smartphone criado pela Apple em 2007 é líder de mercado e de desejo. Mas, a Samsung está correndo atrás desse público da empresa americana.
O novo Galaxy Nexus vem com sistema operacional Android - do Google - e com uma série de ajustes que tentam deixá-lo próximo do celular criado pela equipe de Steve Jobs. A tela do Galaxy é um pouco maior do que do Iphone e tem a função de multitarefas.
Um problema: como vencer a sedução que o Iphone provoca nas pessoas? Eu acho que nesse quesito a Samsung vai falhar. Não importa o aplicativo, a funcionalidade e o tamanho da tela. O Iphone foi quem popularizou a linha de smartphones e deu o "start" nessa linha de touchscreen.
Como disse Jobs, o smartphone criado pela marca dele estava cinco anos à frente da concorrência. E como disse Veja, realmente está, porque só agora os concorrentes estão chegando ao patamar do Iphone.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Apagão em Limoeiro de Anadia (AL)

Sempre que uma reportagem do Fantástico é muito interessante ou rende continuação durante a semana, os demais telejornais da casa (leia-se Rede Globo) fazem o acompanhamento. Hoje foi a vez do Jornal Nacional repercutir algo que foi apresentado ontem.
Recapitulando... No domingo, no Fantástico, foi apresentada uma matéria falando do desvio de verbas de prefeituras. Normal isso em nosso País, infelizmente. Mas as atrizes principais dessa novela é que são diferentes. Quem faz a farra são as primeiras-damas.
O dinheiro que elas roubavam era utilizado para benefício próprio. Até wisky as moças compravam. Até aí, tudo bem (não, nada bem). O Fantástico fez a denúncia, deu nome aos bois e pronto. Aí no dia seguinte aparecem as bombas.
Em Alagoas, em Limoeiro de Anadia, a luz acabou ontem à noite. A companhia de energia do estado afirma que foi por conta de uma sabotagem. Coincidentemente, a cidade era apresentada no programa dominical e ninguém do município estava com a TV ligada.
Lá, o prefeito e a mulher são acusados de fazer compras particulares com dinheiro público. Abordada pela reportagem, a primeira-dama chorou, na reportagem que foi apresentada no domingo. Na da segunda, o prefeito disse que não tem nada a ver com o caso do apagão e quer mais que o caso seja resolvido.
A liberdade de imprensa existe. A população tem o direito de se informar. Os jornalistas têm a função social de mostrar o trabalho e os escândalos políticos. Mas no Brasil, todo mundo dá um "jeitinho". E para esconder um escândalo, criam outro. Onde vamos parar?

sábado, 26 de novembro de 2011

Ah, ele dirige direitinho

Eu estava tranquilo, esparramado no sofá, com o computador no colo e vendo os links do final de semana nos blogs que eu normalmente visito. Eis que vejo o seguinte link: "Jovem admite que bebe, foge das blitz e não tá nem aí para regras".
Curioso, não? Cliquei e fui ver o que o vídeo me reservava. Eis que caio em uma reportagem da Band sobre jovens que saem à noite, bebem e dirigem como se nada tivesse acontecido. Normalmente, vemos as pessoas alegando que não fazem isso, ou que bebem apenas o limite aceito pelas leis brasileiras.
Mas esse caso é um pouco diferente. O jovem assume que bebe o tanto que quiser, pega o carro, desvia das blitzes com a ajuda do Twitter e vai embora sem ter de pagar táxi.
A entrevista dele é tão ridícula. Ele chega a falar que dirige "direitinho" e atribui a atitude dele às leis brasileiras. Ele diz que as leis são frouxas e que ninguém se preocupa com nada. Além disso, afirma que caso ele atropele alguém, paga a fiança e vai para casa.
A que ponto chegamos, hein? Dizer que as leis são frouxas não é mentir. Já postei um texto apontando a rigidez com que operam as Leis-Secas na Europa. Se não dermos um passinho à frente e chegarmos perto das leis de Primeiro Mundo, sempre seremos um país em desenvolvimento.
Abaixo o vídeo mencionado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Meu dono de estimação - Por que ter um cachorro?

Zoe Cristina chega bem perto de Lua Maria e diz: "Escuta bem, que vou te contar um segredo..."
Lua, desconfiada, responde: "Sei não, baixinha, você falando sério?"
Zoe: "Eu sempre falo sério. É da minha raça."
Lua: "Tá bom, mas não vem me morder, não. Estou com as pernas de trás bem arranhadas por causa dos seus dentes de agulha, dona folgada..."
Zoe rindo: "Bem legal moder sua canela... é durinha, como os ossos que eu gosto. Mas, não esquenta que eu não vou te morder. Não neste exato momento...talvez mais tarde."
Lua: "Eu sabia. Vai acabar sobrando mordida pra mim..."
Zoe: "Essa frase não é sua. É da mami pateta que sempre leva mordidas minhas. Mas, também, hein?! Por que ela tem que estar por perto quando eu me enfureço? Dá nisso, acabo brincando de "roxinho" com ela... É roxinho na perna, nas mãos, no braço... Divertido."
Lua: "Você é muito nervosinha... mas, diga lá, qual é o segredo?"
Zoe: "Vem cá, chega mais perto... não posso falar alto... e enquanto te conto o segredo posso limpar sua orelha com boas lambridas, tá certo?"
Lua: "Tá bom, eu gosto...dá um soninho!"
Zoe: "Eu estive pensando muito profundamente, nós pintchers temos uma inteligência avançada, você sabe..."
Lua: "Sei nada. O que sei sobre você é que seus dentes doem um bocado!"
Zoe: "Não atrapalha o fluxo do meu pensamento... Mas, eu estive pensando e descobri por que estamos aqui, entende?"
Lua: "Ai, São Chiquinho, dai-me paciência... Nós estamos aqui porque fomos adotadas, simples assim."
Zoe: "Nã, nã, nina, não. Nós estamos aqui porque NÓS adotamos nossas mamis e o irmão humano."
Luz: "O quê? Você é dodinha mesmo..."
Zoe: "Pensa um pouco Lua Maria. Coloca esses neurônios seus, que só sabem pensar em cochilos no sofá, pra trabalhar. Eles podem ter ido lá nos buscar, onde nascemos. Mas, nós é que adotamos esta família, nós é os escolhemos primeiro. Eles apenas estavam cumprindo uma ordem que já estava no universo. Nós escolhemos esta família porque eles precisam de nós!"
Lua: "Não tô entendendo nada, pensei que fosse ao contrário, que a gente precisasse deles pra ganhar ração, água, passeios e carinhos."
Zoe: "Engano seu. Essas coisas nos são dadas porque merecemos, uma vez que estamos cumprindo nossa missão junto a esta família. Entendeu?"
Lua: "Missão?"
Zoe suspirando, impaciente: "Eles precisam da nossa existência pela casa, precisam da nossa atenção, da nossa sabedoria. Nossas mamis estão apredendo conosco importantes lições sobre cuidados e responsabilidades. Nosso irmão humano aprende sobre ternura e limites. E todos aprendem sobre respeito para com as diferenças de personalidade e humor. Nós estamos melhorando esta família."
Lua rindo: "Sei, dona Zoe, sei... E o que eles aprendem com os sapatos roídos, com o sofá rasgado, com bolsas destruídas?"
Zoe: "Desapego do material!"
Lua gargalhando: "E o que eles aprendem com as reclamações da vizinha sobre o barulho absurdo que você faz latindo sem parar?"
Zoe: "Convivência pacífica com seres ignorantes."
Lua parando de rir: "E o que eles aprendem com as mordidas que você distribui, principalmente na mami pateta?"
Zoe: "Eles aprendem a ultrapassar a dor física, a amar apesar dos problemas. E isso se chama amor incondicional. Nós estamos ensinando a esta família, a estes seres humanos, que o amor, pra ser amor mesmo, tem que ser incondicional."
Lua séria, pensando: "Hum... acho que entendi... É, tem lá sua lógica!"
Zoe: "E além de amor incondicional, ensinamos a estas pessoas que eles precisam resgatar alguns pontos importantes como: simplicidade, desapego, tolerância..."
Lua surpresa: " Tolerância, você?"
Zoe impaciente: "Tem razão... tolerância não é o meu forte... por isso acabou minha paciência e vou cravar os dentes na sua orelhinha limpa, tá"
Lua rosnando brava: "Olha meus dentes, olha só o tamanho deles, não folga, não!!"
As duas rolam pela casa, emboladas, dando mordias aqui e ali. Mas, ninguém se machuca pra valer. Nesse momento mais uma lição: como dar limite ao outro, mostrar um pouco os dentes até, mas sem ferir de verdade...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A esperança de um pai

Desacreditado pelos médicos, um pai recebeu o diagnóstico de que o filho jamais andaria. Com muita força de vontade e empenho, o homem desenvolveu um aparelho que ajudasse o filho. Como um aparelho de fisioterapia, o mecânico criou um protótipo.
E não é que o esforço deu resultado. O garoto consegue caminhar sozinho, mesmo com um pouco de dificuldade. O sucesso do pai foi divulgado e outras crianças estão utilizando do invento do mecânico.
Não duvide da capacidade de um pai que vê o filho sofrer. Não confie 100% em diagnósticos negativistas. Essa história simples é uma lição de moral para nós. O pai simplesmente poderia acreditar nos médicos e deixar o filho dependente de uma cadeira de rodas para o resto da vida. Mas não. Fez a história ter um final um pouco mais feliz.

domingo, 20 de novembro de 2011

A confusão da Grande Família

Fiquei devendo uma postagem, né?! Pois cá estou para suprir essa falta. Como disse no último post, estou com algo na minha cabeça há alguns dias e preciso dividir isso. É sobre o último episódio da Grande Família, aquele seriado da Rede Globo.
Nunca fui muito fã de Dona Nenê e companhia, mas este ano, no segundo semestre, passei a não ter mais aulas nas quintas-feiras. Então a televisão do quarto é um refúgio para o dia e o horário. Passei a assistir o programa.
Alguns dias até me divirto com as situações apresentadas. Fatos do cotidiano são inseridos no roteiro para dar mais realidade. Até os boeiros voadores do Rio de Janeiro já apareceram por lá. Mas, no último, o que foi destacado foram farmacêuticos que vendem remédio sem receita e pessoas que se automedicam.
Dona Nenê era quem indicava o melhor medicamento para os parentes e amigos. Sabia quais eram bons e para quê servem. Pior de tudo era o farmacêutico. Ele simplesmente acatava a indicação da dona de casa e vendia o remédio sem a receita.
Claro que o assunto ia dar o que falar. O Conselho de Farmácia repudiou a encenação do ator. Mas é apenas uma representação. Assim como nas novelas retratam jornalistas de todos os tipos, os outros profissionais também podem entrar na dança. É questão de entender que seriados e novelas não têm necessariamente que ser uma cópia da realidade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mais uma mobilização online

Eu estava com um texto quase escrito mentalmente quando me deparei com um vídeo. E quem acompanha o Macacos Novos sabe da minha paixão por vídeos. Eu já tinha visto o link no Facebook, mas fiz de conta que não vi e rolei a barra lateral.
Você já ouviu falar da Usina de Belo Monte? É com essa pergunta que o vídeo abaixo começa. Um movimento iniciado pelas redes sociais está ganhando destaque entre os usuários. É uma tentativa de barrar a construção de uma hidrelétrica no estado do Pará.
Muito já se falou sobre essa obra, mas não tinham criado um movimento para barrá-la. Achei a iniciativa interessante e válida. É algo pacífico e que pode gerar o resultado esperado. Basta esperar para ver no que vai dar.

Para quem ficou curioso sobre o assunto que eu já tinha esquematizado mentalmente, amanhã eu o publico.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Meu dono de estimação - Andar ou não andar, eis a questão!

Hoje não estou boa, não. É melhor me deixar quieta, no meu canto. Caso contrário, posso dar uma boa mordida em quem não respeitar o aviso de que hoje não quero graça. Lua Maria já saiu zunindo de perto de mim. Foi bater patas e papo com nossa amiga, Fiona. Lua também não amanheceu bem. É que soubemos que nosso primo, Billy, o salsicha que vive na casa dos pais de uma de nossas mamis, talvez não volte a andar...
Há 3 meses ele passou por uma cirurgia delicada na coluna depois que, da noite para o dia, ficou com as patinhas de trás paralisadas. A cirurgia foi feita com os melhores e no melhor lugar, mas... a vida às vezes é caprichosa. Billy está forte, saudável, come e dorme bem, mas ainda não consegue se manter em pé e muito menos andar. Ele não parece nenhum pouco infeliz. Ele se arrasta pela casa toda, atrás de bolinhas e guloseimas. Mas, a gente sabe que a mãe da nossa mami está muito triste com a notícia de que Billy talvez fique assim para sempre.
Segundo o veterinário que fez a cirurgia, Billy já poderia ter mostrado uma resposta melhor, mantendo-se em pé, recuperando os movimentos. E essa demora pode significar que o quadro dele não venha a mudar muito mais. Com 3 sessões de fisioterapia por semana e exercícios diários que os pais de minha mami fazem no pequeno Billy, ele ganhou força muscular e isso é bom para evitar novas lesões. Billy, assim com vários outros salsichas, tem uma predisposição genética para essas lesões na coluna. Tadinho do meu primo... Antes da cirurgia, ele corria como um maluco pela casa. Agora, passa muito tempo no sofá, no colo, ou brincando de ser foquinha.
As sessões de fisioterapia vão continuar. Os pais de minha mami amam Billy de paixão e ele recebe muito amor, muitos dengos. Quem sabe, né? Dizem que para Deus nada é impossível, então fazer um cachorro tão pequeno andar não deve ser nenhum milagre especial.
Aqui em casa estamos rezando. Eu sei que não tenho cara de quem reza muito, né? Pareço um pouco brava, eu sei... Mas, mesmo rosnando, mostrando os dentes, e cravando meus caninos na perna da minha mami, eu rezo sim. É que rezo por dentro, sem um texto decorado. Rezo com minha intuição que me faz acordar, todos os dias, achando que a vida é boa, que as pessoas valem a pena, e que amanhã vai ser ainda melhor.
É só hoje que quero ficar quietinha... pensando no Billy... na minha avó com aqueles olhos azuis que vez ou outra escorrem de pena de todos os animais que sofrem.
Enquanto Lua Maria conta pra Fiona sobre nosso primo, eu aqui estou pensando num jeito de fazer minha vovó entender que se o Billy não andar mais não tem problema, que ele está bem, que ele não pensa como ser humano, e nem se lembra das patinhas paralisadas. Quero que ela pense que o Billy é um lindo anjo pretinho e que anjos não precisam de pernas. Eles têm asas, eles podem voar...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Bandido, mas bonzinho

Foi assunto para mídia nacional e internacional. A polícia ocupou a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e prendeu o líder do tráfico local. Nem, de 34 anos, foi preso enquanto fugia, no porta-malas de um carro. Dessa vez, o suborno aos policiais não deu certo e ele foi para o xilindró.
Mas, antes de ser preso, Nem deu entrevista a uma repórter da Revistá Época. Ela foi recebida como uma estranha, uma invasora. Todo cuidado era pouco para que não descobrissem onde estava o chefe local. Depois de driblar os carros na garupa de uma moto ela chegou ao local da entrevista.
Era um campo de futebol, onde o traficante participaria de uma partida. Ele diz na entrevista que os demais jogadores nem o respeitam tanto, em campo, porque ele está com um dos pés machucados.
A reportagem foi tema da última aula de uma das disciplinas da graduação. Analisamos a fala da repórter no sentido de ter protegido o bandido pelo modo com o qual ela foi recebida. Nada de escoltas armadas até os dentes. Era ela e ele.
A reportagem está disponível aqui. Leia e me diga o que acha.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

"Conselho de Classe"

O Fantástico está com mais uma série que promete ser um dos grandes atrativos do programa dominical. Quatro professores foram acompanhados pelas câmeras da Globo durante o ano letivo de 2011 e mostram os desafios da profissão.
Logo no primeiro episódio, já nos surpreendemos com a forma com que os quatro tratam os alunos e na maneira com que os alunos os tratam.
Em uma família repleta de tias e primos professores, sei um pouco dessa realidade. Mas, agora, um dos programas jornalísticos mais respeitados da casa vai mostrar o cenário de algumas escolas do nosso País.
Enquanto aguardamos as cenas dos próximos capítulos, recapitulamos o último.

sábado, 12 de novembro de 2011

Tarefa de casa

Já disse o quanto a internet é rica em vídeos interessantes, não é? Pois o de hoje é a lição de casa. Será que as crianças não têm nada a ensinar para os adultos? O vídeo abaixo responde esta pergunta.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

São os futuros profissionais

Muito se ouviu falar da rebelião dos alunos da USP contra os policiais e a invasão e depredação do patrimônio público, na semana passada. Ao ler a reportagem da Veja sobre o caso, dei risada com os termos que o repórter Marcelo Sperandio definiu os estudantes.
Desde mimados a crianças birrentas, o texto muito bem construído mostrou que a minoria dos acadêmicos aderiu à campanha. Para quem está por fora do assunto, uma breve explicação.
Policiais flagraram alguns alunos fumando maconha no campus. Para evitar que esses fossem levados para a delegacia, um grupo começou a se rebelar contra os oficiais. Invadiram um prédio e, na sequência, migraram para a reitoria.
Na reportagem, Veja expõe um dos arruaceiros. É um garoto, aparentemente de classe média-alta, com roupas de marcas famosas e dono de um carro caro.
A briga toda é porque esses jovens querem que a Polícia não esteja no campus, e que eles tenham o livre direito de fumar maconha. Lembrando que a USP é a maior universidade pública do País e quem a sustenta é o povo.
Mais um lembrete. Em maio, quando a PM ainda não era ostensiva, um jovem foi assassinado em uma tentativa de assalto na universidade. A conclusão do texto eu deixo para o Ratinho, que merece aplausos pela fala.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Meu dono de estimação - Noite de lua cheia

MINHA VERSÃO:
Eram duas e vinte da manhã quando acordei com uma luminosidade linda no quarto. Tínhamos deixado a janela aberta porque fazia muito calor e naquele instante havia uma lua super cheia no céu. Ela havia entrado e dominado todo o quarto com sua luz. Lindo!
Nem tive coragem de fechar a janela. Ajeitei o travesseiro, segurei a mão de meu amor, e suspirei feliz da vida: ah, que bom... voltar a dormir, lua cheia lá fora, quarto fresquinho, as meninas dormindo...
Dormindo? Mais ou menos. Assim que fechei os olhos ouvi os rosnados de Zoe Cristina. Ela havia acordado também com a luz da lua e pelo visto estava incomodada. Talvez com a luminosidade no quarto ou simplesmente queria fazer xixi? Disfarcei, tentei não dar atenção embora ela andasse pela cama resmugando.
Zoe não sossegou. Por mais sono que eu sentisse me forcei a levantar para abrir a porta do corredor. Os jornais das meninas ficam na área de serviço e como Lua Maria gosta de esquecer o caminho certo e vez ou outra, de madrugada, fazer xixi atrás do sofá na sala, mantemos a porta do corredor fechada à noite.
Levantei, Lua Maria também acordou e me seguiu. Fiquei no meu lugar de sempre: no corredor, segurando a porta. As garotas foram ao jornal, ouvi seus barulhinhos e Lua Maria voltou rápido, com cara de sono, correndo para o quarto. Dona Zoe, nada de voltar. Ai, ai, ai... ela sempre apronta dessas.
Fui para a sala que também estava cheia da luz da lua e vi Zoe Cristina correndo de um sofá para o outro, feliz da vida.
"Zoe, aqui, vem já pra cá." Ela parou de correr. Olhou pra mim e virou a cabeça para a direita, como sempre faz quando tem alguma dúvida.
"Vem Zoe, tô com sono, hora de nana..." E ela nada. Ficou ali, no meio da sala, paradinha. Ora olhando pra mim, ora olhando pra lua lá fora. Fui em direção a ela decidida. Pegaria no colo aqueles três quilos de pura travessura. Mas quando estava bem perto, Zoe disparou. Saiu correndo e entrou embaixo da mesa de jantar.
"Ah, não Zoe... agora não é hora de brincar. Vem aqui!" Claro que ela não me obedeceu e saiu correndo em direção à cozinha. Eu atrás, tentando pegá-la, descalsa, de pijama, sono, cabelo em pé. "Zoe, eu vou te matar!" E ela corria, animada, pela sala e pela cozinha, se enfiando embaixo da mesa e embaixo da pia, se escondendo de mim.
Foi quando me dei conta: o que é que eu estou fazendo às duas e meia da manhã correndo atrás de uma cachorrinha? Tenho que ser mais forte e mais inteligente que ela, não tenho? Quem manda nessa casa, afinal?
Fui até a cozinha, ela estava embaixo do armário da pia, bem encolhidinha lá. "Chega de brincar de pega-pega e esconde-esconde, dona Zoe Cristina. Já pra cama!". Peguei-a na marra, puxando-a pelas patinhas e ela tentando me morder.
Cama! Porta fechada. Lua Maria dormindo perto de meu amor. Zoe ainda bufando e rosnando e agora correndo pela cama toda, fazendo de nós, seres deitados, uns obstáculos para ela pular. Que agitação! Foi então que desisti da luz da lua cheia, fechei as janelas e como o quarto ficou bem escuro Zoe foi se acalmando e, finalmente, dormiu. Ufa!!
VERSÃO DE ZOE CRISTINA:
Eu estava dormindo quando a pateta de uma das minhas mamis acordou. Ela se mexeu na cama, sentou, e ficou olhando pela janela a lua lá fora, e eu despertei. Ela tinha que me acordar? Puxa vida, tenho o sono leve e depois é difícil voltar a dormir. Fiquei invocada, viu? Mas, daí notei que realmente a lua estava linda, bem gordinha, e o quarto estava claro, como se o dia já estivesse nascendo e fosse mesmo hora de acordar e brincar! Então, já tinha mesmo acordado, quis brincar, claro. Passeia daqui e dali e nada da mami me dar atenção. Eu sabia que a saída era fazer com que ela acreditasse que eu queria fazer xixi. Hahaha, ela dorme com a consciência pesada porque fecha a porta. Tolinha, não sabe ela que tenho um absoluto controle sobre meu xixi. Deixo ela acreditar que estou sofrendo e pioro a situação dando uns gemidos, uns rosnados. Ela não resiste. Levantou, abriu a porta e ficou ali no corredor. Minha irmã, Lua Maria, realmente foi usar os jornais e voltou pra cama. Mas, eu queria correr e brincar. Uma lua cheia linda daquelas no céu e eu ia dormir? nem pensar! Demorou pra mami pateta entender que ela tinha que ficar correndo atrás de mim, que a brincadeira era essa. Até que ela entendeu e eu me esbaldei. Ela diz que corre no parque e no clube mas eu corro muito mais. Sou veloz, ágil. Dei uns bons "olés" na mami que ficava me chamando pra "nana"...olha que coisa mais infantil pra ela falar pra mim? Patético. E ela só me pegou quando eu deixei que pegasse. Não sem antes dar-lhe umas mordidas nos dedos das mãos. Voltamos para o quarto e ela acablou com minha animação desligando a luz da lua. Chatinha minha mami pateta. Dormi.
VERSÃO DE LUA MARIA:
Ai, que soninho... Estava sonhando com um pacote de ossinhos quando vi a mami olhando a lua cheia. Pensei comigo: "Xi, ela vai acordar a Zoe e daí acabou o sossego..." Dito e feito. Fechei bem os olhos, fingi que dormia profundamente, enquanto Zoe ia pra lá e pra cá e, falsinha, dava uns chorinhos como se quisesse fazer xixi. Ela e a mami ficaram nessa novela durante uns minutos até Zoe vencer. "Por que é assim, hein? Ela sempre ganha esses embates..." Mami levantou, abriu a porta e eu aproveitei para usar os jornais já que tinha acordado mesmo. Vi que a sala estava tão iluminada quanto o quarto pela luaz da lua cheia. Achei bem legal mas tinha sono e a outra mami estava dormindo, quentinha. Voltei, me ajeitei perto dela e mesmo com a claridade da luz da lua eu comecei a dormir. Queria voltar para o meu sonho com um pacote de ossinhos. Ouvi lá de longe a mami pateta chamando a Zoe, a correria delas pela sala e cozinha... Dei risada. Zoe só apronta. Até que elas voltaram para o quarto, a janela foi fechada, ainda bem, e todos pudemos dormir em paz.
VERSÃO DA LUA CHEIA:
Eu estava ali no céu, grávida, linda, quando percebi que uma cachorrinha, bem pequena, sentiu os efeitos da minha magia. Minha luz falou aos ancestrais de lobo que ela ainda tem. A cachorrinha acordou e ficou me olhando. Coitada, ela não sabe uivar. Seus antepassados quando me viam assim, tão grande, tão cheia, uivavam sem parar. Mas essa pequena apenas me olhava e virava a cabecinha de um lado para o outro. Ela se agitou, acordou quem dormia naquele quarto, e depois percebi que ela corria muito feliz em outro cômodo do apartamento. Mandei mais luz para a cachorrinha. Energia. Até que alguém a pegou e deu fim na brincadeira. Que pena, fecharam a janela. Voltei para meu cochilo de lua cheia. Mas, à noite tem mais. Vou procurar essa cachorrinha danada e deixá-la ainda mais agitada do que ela é. Vai ser engraçado vê-la correndo pela casa. Pode deixar, vou caprichar. Palavra de lua cheia!
VERSÃO DA OUTRA MAMI:
Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz..

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

É um detalhe

Quem não gosta de estar na rua e, ao mesmo tempo, ouvir uma música que goste? O problema é como ouvir esse som. No carro, cada um coloca na estação que quiser, no estilo musical que mais lhe agrada. Mas quando estamos em um transporte coletivo...
A coisa muda de figura. Os celulares e aparelhos que reproduzem músicas se multiplicaram. Difícil ver alguém que não os tenha.
Então, o ônibus para no ponto e entra aquele jovem com o celular na mão e o som alto. O que algumas pessoas não percebem, ou percebem e fazem para incomodar, é que nem todos que estão no coletivo estão com vontade de ouvir música - ou aquela música.
Em uma viagem recente, um senhor estava com o celular ligado em uma rádio de música brega. Ele estava quase dormindo, quando um dos passageiros do banco da frente chamou a atenção dele: "senhor, por favor, desligue o rádio ou coloque o fone".
Nisso a outra pessoa emenda: "ninguém é obrigado a ficar ouvindo a música que o senhor quer". A tensão logo se resolveu, porque o senhor voltou a dormir. Mas isso me fez refletir. Como existe gente sem noção nesse mundo, não é?
Se quer ouvir uma música, coloque o fone. Já diz o título dessa postagem, é só um detalhe, mas faz uma diferença enorme. Além, claro, de evitar constrangimentos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A vergonha brasileira

Que atire a primeira pedra quem nunca bebeu um copo de cerveja e foi dirigindo para casa (que fique claro que eu não gosto de cerveja). Mas antes de nos escondermos da chuva de pedras dos mentirosos (ou abstêmicos), vamos falar da forma como a Lei brasileira trata tal ato.
Na revista Veja da semana de 2 de novembro, uma reportagem aponta a falha no sistema de punição da Lei Seca e compara o que é feito aqui com o rigor com que países da Europa punem quem bebe e dirige.
Não por acaso, nosso país ostenta o título de um dos maiores índices de mortes no trânsito. Bebeu, pegou o carro, é parado em uma blitz, faz o teste do bafômetro se quiser. Afinal, ninguém é obrigado a produzir provas contra si.
Vai se negar a fazer o bafômetro na Espanha. Lá, só de se negar o aparelho, a punição é com cadeia, de seis meses a um ano. Em Portugal, também vai preso. Na Inglaterra, se negou, paga multa de mil libras e perde o direito de dirigir por até três anos.
Isso sim que é Lei Seca, não o que temos no Brasil. Além do mais, são reportagens e reportagens que mostram a falta de fiscalização nas noites. Aqui em Maringá, vi algumas no primeiro ano da ação. Depois, nunca mais.
Mas não adianta ter uma blitz em cada ponto estratégico se o condutor pode se negar a fazer o teste, pagar fiança e ter o carro de volta em alguns dias. O primeiro passo para reformular esse sistema que cria cada vez mais vítimas é punir quem se negar a fazer o teste do nível de álcool no organismo. Aí sim pode-se pensar em espalhar fiscalização nas saídas de baladas.
Se queremos ser país de Primeiro Mundo, vamos atuar como tais.

sábado, 5 de novembro de 2011

Vale a pena ver

Poucas vezes encontrei um vídeo tão bom na internet como o que está abaixo. De vez em quando, é bom ouvirmos palavras como as que compõem o roteiro deste vídeo. E faz bem sabermos de tais detalhes. Acompanhe!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Meu dono de estimação - Feriado pra que te quero!

Ah, um feriado no meio da semana! Perfeito pra gente acordar tarde, tomar café da manhã ao meio dia, não fazer nada, ficar de pijama na cama, deixar a preguiça tomar conta do dia, certo? Errado, se você tiver em casa duas criaturinhas como Lua Maria, 2 anos, sem raça definida ou boto cor de rosa, e Zoe Cristina, 1 ano, pintcher ou morceguinho sem asas.
Pois bem, no último feriado, nós em família nos preparamos para descansar, dormir. Desligamos os alarmes de despertador e de celular, afofamos os travesseiros e, hum que bom, soninho lá vamos nós...
Tudo corria bem até às sete da manhã quando fui despertada por uma Lua Maria inquieta andando de um lado para o outro entre o quarto e o corredor que dá para a sala. Lua queria sair, usar o banheiro, na área de serviço, sobre as folhas de jornal. Respirei fundo e me levantei, cambaleando, zonza de sono. Mas, não podia ignorar. Eu tinha que abrir a porta que temos mantido fechada justamente porque dona Lua Maria andou ignorando os jornais na área de serviço e fazendo de espaços na sala, como atrás do sofá, seu banheirinho particular.
Abri a porta, ela passou zunindo. Eu fiquei no corredor, em pé, descalça, com sono e frio. E nada da Lua voltar. Esperei um pouco mais. De olhos fechados pra não perder a conexão com a cama aconchegante que eu havia deixado no quarto. E Lua que não volta? Fui atrás. A peça rara estava cochilando, bem tranquila, num colchonete que fica na cozinha. "Bora, Lua! Já para o quarto, vamos!". Ela me acompanhou, escolheu entrar embaixo da cama e eu ocupei meu lugar que ainda estava quente.
Ah, que delícia. Feriado! Nada de horário fixo... Quando estava quase dormindo, sinto uma patinha me arranhando o rosto e ouço uns barulhinhos... Zoe Cristina! Era a vez dela. A pequena também queria ir ao banheiro e a porta estava fechada... "Ah, Zoe... por que você não foi agora a pouco com a Lua? Vou ter que levantar de novo?" Mais patinhas na minha cara e agora sons aflitos entrecortados por rosnados. Tá bom, eu vou abrir a porta... E outra uma vez fiquei em pé no corredor, agora mais desperta. Zoe não demorou, logo estava de volta se sacudindo. Todos no quarto, e eu decidi: agora vou dormir pra valer!
Olhos fechados, tudo escuro, feriado. O que mais eu queria? Bom, queria que Lua Maria não resolvesse pular de repente para cima da cama e isso provocasse uma reação imediata de medo e raiva em Zoe Cristina e as duas não começassem a fazer aquela perfomance de "nós somos animais irracionais e, apesar de brincarmos o dia inteirinho, neste momento vamos rosnar, vamos nos morder e guerrear até a morte". Falei meia dúzia de "não!", peguei Zoe no ar pulando para morder Lua e, enfim, eu tinha perdido o sono. Fui para o banho e avisei meu amor de que faria o café em casa.
Enquanto preparava uma bela salada de frutas, aguentava Zoe pulando nas minhas pernas, desesperada, atraída pelo cheiro do mamão, e ouvia os choramingos de Lua Maria que me olhava com aqueles olhos de: "eu não como faz uma semana...".
Café da manhã pronto, também dei frutas para as meninas, e estava tudo bem... afinal, era feriado. Elas comeram felizes da vida e logo foram se ajeitar para um cochilo pós mamão e maçã. Os humanos da casa sairam para resolver coisas de humanos no shopping mais próximo de casa. Isso porque sabemos que Zoe tem latido demais e incomodado a vizinha. Também sabemos que as duas estavam de olho nos tapetes que foram colocados na sala. Com essa preocupação, fomos num pé e voltamos no outro.
Quando chegamos em casa, lá estavam as duas: Lua e Zoe tinham derrubado o portãozinho que deixamos fechado para impedir que elas saissem da cozinha. A sala estava revirada e uma borda do tapete, devidamente mastigada.
Mostramos a elas o nosso descontentamento. Colocamos o portão no lugar, dissemos mais uns duzentos "Não, não pode, feio!" e elas foram colocadas na cozinha. De castigo.
Detestamos fazer isso mas elas não podem achar que mandam na casa, né? Temos que ser líderes dessa matilha.
Elas ficaram na cozinha com aquela cara de "como vocês são maldosas, não fizemos nada além de derrubar o portão, revirar a sala e comer o tapete...o que é que tem?".
Bom, tarde de feriado, tempo nublado, tudo isso combina com um filminho bobo na tv e um bom cochilo, certo? Errado de novo. O castigo não durou nem meia hora e ouvimos do quarto os sonhos de que o portão estava sendo derrubado. Fui espiar. Lua Maria segura o portão com os dentes, dá um chacoalhão e tira as laterais do lugar. Zoe, que é pequenina, passa com facilidade, e Lua quase se entala mas acaba passando. Mais broncas, mais "feio, muito feio", e de novo colocamos o portão no lugar. Voltamos para o quarto, ligamos o dvd, respiramos fundo... será que agora elas entenderam? Silêncio vindo da cozinha. Parece que sim...
Começamos a cochilar. E de repente tomo um susto, ouço patinhas batendo no chão e zapt, elas pulam para a cama felizes da vida... "Eba! Escapamos patetas...".
Nossa! Eu e meu amor não acreditávamos! Como elas fizeram isso? E de novo?
Vão voltar para o castigo. Arrumamos o portão pela terceira vez, ou teria sido a quarta? Dissemos só dois "Não pode, feio", já que não estava adiantando nada mesmo dar bronca e voltamos para o quarto.
Adivinha só? Isso mesmo... elas derrubaram o portão de novo. O que fazer? Ficar nesse arruma o portão, derruba o portão até que horas? Trancar as duas no quarto de tv? Mas, lá elas comeriam o sofá. Trancar no quarto do irmão humano? Mas, lá elas comeriam os bonecos de pelúcia. Deixar as duas soltas pela sala? Mas, lá elas terminariam de roer o tapete... Ai, ai, ai... O que fazer?
Pensamos, ponderamos, e para o bem e felicidade de todos, colocamos as duas na cama. Bem quentinhas, aconchegadas. Elas suspiraram, se ajeitaram, esticaram uma pata aqui, outra ali, deram umas rosnadinhas uma para a outra, só pra não perder o hábito, e dormiram... profundamente.
Não é ótimo ter um feriado no meio da semana pra gente descansar? Lua Maria e Zoe Cristina que o digam... se é!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estamos estudando mais

Ou pelo menos passando mais tempo na escola. Nesta quarta-feira (2), foi divulgado o relatório da ONU com o ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 187 países. Em relação ao último, o Brasil avançou uma posição.
Para compor o IDH, a ONU utiliza três fatores básicos: educação, renda e saúde. A expectativa de vida é um desses pontos primordiais. Nunca houve tantos idosos no mundo. E a tendência é aumentar. Vi uma reportagem na semana passada que alertava para o pequeno número de trabalhadores para um grande número de aposentados.
Hoje, também, as pessoas passam mais tempo em bancos escolares. Na reportagem do Jornal Hoje sobre o assunto, abordaram a diferença da formação entre mãe e filho. A mãe estudou até os 16 anos e parou na quinta série. O filho, economista, já está na pós-graduação e não pensa em parar por aí.
Eu, por exemplo, já tenho 19 anos de estudos. A expectativa da ONU é que as pessoas que nascem hoje passem quase 14 anos estudando. Está bom, perto da média de 7 anos da população adulta.
No índice que vai de 0 a 1, em que 1 é o melhor resultado possível, o Brasil está com 0.718. Não estamos tão mal. Mas podemos melhorar muito.
Na semana passada, meu grupo apresentou um trabalho sobre IDH em uma aula. Abordamos a falta de reportagens que citem o IDH para falar dos países. Normalmente, utilizam como dado oficial o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, o que não é a melhor referência.
Somos a oitava maior economia do mundo. Não podemos ocupar a 84ª posição no ranking do IDH. A verba do nosso país não está sendo devidamente investida na qualidade de vida da população. Precisamos de uma política de incentivo ao desenvolvimento. Aí sim, quem sabe, poderemos ser referência, como a Noruega, com IDH de 0.943.