quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vai ou fica?

A repercussão que o caso Rafinha Bastos tomou não devia ser o que a Band e, muito menos, o CQC imaginavam. Depois de falar que "comeria ela [Wanessa Camargo] e o bebê", o jornalista-comediante foi afastado do programa.
Há duas semanas longe da apresentação do semanal, Bastos pediu demissão da Band. Amigos do humorista, que possuem blogs de humor, aproveitaram a audiência que têm para defender o colega. Juntos, fizeram vídeos e notas de apoio ao nível da piada.
Acho o humor do CQC diferente do que tínhamos até então. Porém, isso não permite que o nível das piadas chegue a esse ponto. O que achei contraditório foi pessoas defendendo o Rafinha e colocando imagem de desenho animado no perfil do Facebook.
Lembrando que, inicialmente, a ideia da troca do avatar era para protestar contra a pedofilia. Fazer piada dizendo que comeria o bebê, pode?
Mas foram levantadas tantas discussões, inclusive com o próprio nome do programa: Custe o Que Custar. Bastos foi afastado por decisões internas da emissora, que viu uma possibilidade de perder investidores. Isso porque Marcus Buaiz, marido da Wanessa, é empresário e agencia grande parte dos anunciantes do CQC.
Entre perder anunciantes e afastar um dos apresentadores, optaram pelo que oferece menor risco. Aí a questão: cadê o custe o que custar?
Mas falando do Rafinha, eu acho ele muito inteligente. Porém, entre vê-lo no CQC e na Liga, eu fico com a segunda opção. Na bancada, com Marcelo Tas e Marco Luque, qualquer um dos outros pode assumir a função de ler o roteiro. Isso foi o que vimos nas duas últimas semanas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário