segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um assunto para horas de conversa

Ontem, uma reportagem do Fantástico me deixou revoltado de uma forma que eu nunca havia ficado ao assistir um programa jornalístico. O assunto é polêmico e, com certeza, vai dar muito pano para manga: obesidade infantil.
Acontece que alguns pesquisadores defendem um ponto questionável: os pais devem perder a guarda dos filhos obesos? Minha humilde opinião é de que há casos e casos e cada um deve ser estudado isoladamente, antes que sejam traçados caminhos a seguir.
Que pai não quer o melhor para o seu filho? Portanto, querem vê-los felizes. Para isso, compram um sorvetinho no final de semana, uma bolacha recheada, um kinder ovo e por aí vai. Com esses mimos, a barriguinha vai crescendo, é óbvio.
Chega-se ao ponto em que a criança fica "viciada" em comer, vira um compulsivo alimentar. A partir disso, o tratamento se faz necessário. Porém, colocar ou não o filho em tratamento é uma decisão dos pais, que, desinformados, não optam por esta saída. Muitas vezes, os filhos ficam como estão e crescem obesos. 
Até esse momento, os pais queriam ver os filhos felizes, mas tornaram-os números para a estatística que mais "engorda" nos dias de hoje. Voltando à reportagem do Fantástico, uma doutora em nutrição da USP disse tudo: deve-se investir em formação para a população.
Em vez de tirar os filhos do lar, por que não investir em campanhas nacionais que estimulem o emagrecimento saudável e disponibilizar recursos para que todos tenham uma rotina saudável, por mais corrida que seja? A conscientização deve partir dos pais e atingir os filhos e não ao contrário.
Já passou da hora de as autoridades pensarem nisso. Enquanto isso, em países como Estados Unidos, Espanha, Canadá e Inglaterra, pais perdem os filhos por causa de hábitos alimentares incorretos. Se isso vai se tornar uma realidade no Brasil, como costumo dizer, só Deus...

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