sábado, 22 de outubro de 2011

A Saúde pede socorro

Em um dos lugares mais quentes do Brasil, os pacientes de um Pronto-Socorro precisam se virar como podem. Em Várzea Grande (MT), quem precisa do serviço público de saúde dá um jeitinho. Para combater o calor, alguns levaram ventilador para os corredores.
Além dos leitos, os corredores do local estão cheios. Para complicar ainda mais a situação, o PS de Cuiabá está com as portas fechadas para urgências e emergências. Uma forte chuva fez parte do gesso de uma das alas desmoronar.
Aqui em Maringá, quando a temperatura passa um pouco dos 30 graus, eu já fico sufocado com o calor. Nos corredores em que os pacientes estão sendo atendidos, no Mato Grosso, a temperatura fica próxima dos 40 graus. Haja ventilador.
Como se não bastasse a falta de leitos, quem precisa de socorro deve contar com a boa vontade de parentes e amigos. Na reportagem do G1, a equipe encontrou um caso de uma mulher que levou uma cadeira de casa para o hospital e ainda teve de segurar o soro para o filho.
Para tentar amenizar a péssima condição dos pacientes, um juiz de Várzea Grande determinou que o Pronto-Socorro não receba mais os atendimentos de urgência e emergência. Esses casos serão destinados a hospitais da região, mesmo que não sejam conveniados ao SUS.
Será que quando existia a CPMF acontecia isso? Porque a justificativa do governo é que falta um imposto que destine a verba para a saúde pública. De certo as taxas escondidas em tudo o que compramos não dá conta. É hora de rever o orçamento e dar a atenção necessária à população que tanto trabalha e paga imposto e não vê o retorno desse investimento.

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