quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O desenrolar da história

Em um dos últimos dias do mês de setembro, postei aqui um texto que falava sobre a história de Celeste, a personagem de Dira Paes. Ela representa uma em milhões de mulheres que sofrem com violência doméstica. No texto do mês passado, falei que tinha esperança de ver solução para o caso.
À época, a filha do casal Celeste e Baltazar, Solange, tinha agredido o pai, que caiu desacordado, enquanto ele agredia a mulher. Quando acordou, Baltazar não lembrava de mais nada.
Só que esta semana ele recuperou a memória e tentou terminar o que ele havia começado naquele dia. Trancou a porta do quarto e estava estrangulando a esposa, quando um vizinho e a polícia chegaram. Apesar do flagrante, a prisão definitiva dependia de uma queixa da agredida.
Vemos, na mídia, casos de mulheres que não registram queixa por medo da vingança do marido. Em outro momento na novela, duas personagens conversavam sobre esse receio e esclareceram: depois que sai da prisão, o agressor é proibido de se aproximar da denunciante.
Falou-se da Lei Maria da Penha e sua importância na defesa das mulheres. No caso da novela, Celeste registrou a queixa e agora está livre do covarde. Essa é uma história que não acabará aqui. A comparação com a realidade existe, mas, fora da ficção, dificilmente a mulher agredida terá uma amiga que ganhou na Mega-Sena para ajudá-la a se manter.

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