sábado, 15 de outubro de 2011

Mulheres, traficantes, presidiárias

Crime. Esta é a editoria na qual tal reportagem da Veja se enquadra. Na edição desta semana da revista, uma reportagem me chamou atenção por alguns quesitos. No texto, é apresentada a "nova face do tráfico". Não por acaso, apenas mulheres são personagens da matéria.
Uma lembrança que o texto me trouxe foi do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma amiga. Ela também está falando sobre detentas. Mas em um enfoque totalmente diferente, Veja ouviu 103 presidiárias de todo o Brasil.
Todas foram presas por envolvimento com tráfico de drogas. As histórias são diversas. Com o dinheiro que o crime rendia, algumas mulheres passavam a desfilar na alta sociedade de suas cidades. Tudo como se fossem merecedoras de tal status.
Algumas histórias repetem o início dos "trabalhos". Os maridos foram presos (por tráfico, claro) e elas assumiram os negócios, já com clientela feita. Era só administrar. Pelo que podemos ver, faltou um pouquinho de técnica para driblar a polícia.
Uma senhora de 62 anos, presa em 2009 e condenada a 14 anos de prisão passou de faxineira a rainha do tráfico. Quando começou a preparar pasta-base, ela era faxineira. Com o tempo, expandiu o negócio, contratou funcionários e conseguia pagar colégio particular para os quatro filhos.
Da família de cinco pessoas, apenas uma não teve o destino comum: cadeia ou cemitério. A mãe, como já dito, está presa, assim como outros dois filhos. O outro foi morto por traficantes.
Essas são apenas algumas páginas que retratam a dura realidade brasileira. Além, claro, do sonho do dinheiro fácil e em grande escala. Imagina ganhar 12 mil reais por mês. É tentador, mas é um crime.

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