quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Basta dar sequência

A meta é para 2030, mas São Paulo já cantou a bola: vão investir na valorização do professor para melhorar o ensino público. A reportagem é da revista Veja desta semana (19/10/2011). A repórter Renata Betti escreveu: "Caso fosse um país, São Paulo estaria no grupo das 20% piores em sala de aula, ao lado de Trinidad Tobago, na 53a posição no ranking da OCDE".
A situação é crítica. Mas o governador Geraldo Alckmin afirma que, em 20 anos, as escolas paulistas estarão entre as 25 melhores do mundo, a exemplo do que foi feito pela Coreia do Sul. Hoje, o país asiático é exemplo de excelência educacional.
Mas tem um problema. Aliás, diversos, mas vou focar em um deles. Em alguns anos, o governo do estado não estará mais na mão do tucano e ninguém sabe quem assumirá o cargo. Ficará sob responsabilidade dos próximos governadores tocar o projeto.
Como já estamos cansados de ver, entra governante e sai governante, os planos modificam-se e os investimentos que estavam previstos pelo anterior podem ser destinados a outros pontos. Pior ainda quando há corrupção.
Para que a profissão de professor volte a ser desejada pelos estudantes, pretende-se criar um teto salarial que seria mais do que o dobro do que é hoje. A meta é alcançar os R$ 10 mil. O estudo sobre a situação foi elaborado por especialistas com a consultoria McKinsey.
O secretário de Educação de São Paulo profetizou: "Está claro que os melhores cérebros só serão atraídos para a docência se tiverem seu talento reconhecido". Isso porque a ideia é fazer do professor uma das dez carreiras mais procuradas pelos jovens.
Acho difícil, mas não impossível. O caminho é esse, não podem haver desvios e nem o motor pifar. Um pneu furado vai acontecer uma hora ou outra. O que precisa é saber substituir pelo step e não abortar a viagem.

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