segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Um show de ignorância

Indignação. Essa é a palavra que resume o que aconteceu nesta segunda-feira (31) durante o link da jornalista Monalisa Perrone no Jornal Hoje, da Rede Globo. Ela tinha novas informações sobre o tratamento do ex-presidente Lula, que iniciou tratamento contra um câncer.
Quando os âncoras chamaram a repórter, logo algo de estranho aconteceu. Com uma percepção apuradíssima, o cinegrafista assim que notou que o link poderia ser comprometido por algum ser à toa, deu um super close na repórter.
Porém, a atitude foi em vão. Dois arruaceiros chegaram correndo para cima da jornalista, que foi ao chão com o impacto. Ela estava apenas trabalhando.
À tarde, li o protesto de uma jornalista dizendo que ninguém invade um consultório médico para impedir o profissional de realizar seu trabalho. Isso porque a televisão é atrativa, as pessoas querem aparecer.
Mas nada justifica o que esses irresponsáveis fizeram. Monalisa, depois da agressão, não conseguiu segurar o link e passou o microfone para o colega que estava junto. Burnier assumiu o posto e terminou o trabalho que havia sido interrompido.
Abaixo, a sequência da baixaria transmitida ao vivo.


domingo, 30 de outubro de 2011

O país do futebol ou do vôlei?

Os jogos Pan-Americanos já estão chegando ao fim. Foram 15 dias de competições e entrega de medalhas. Dessa vez, a cobertura do evento ficou por conta da Rede Record e do portal Terra. A participação do Brasil surpreendeu em algumas modalidades e frustrou em outras.
Entretanto, o nosso maior orgulho pode ser considerado o vôlei, tanto de praia quanto indoor. Com aproveitamento 100%, o Brasil traz todos os ouros possíveis no esporte.
Não pude acompanhar os jogos na praia, mas vi quase todos os de quadra. As disputas não foram muito fáceis. Apesar das vitórias, os times não puderam relaxar. As demais equipes estavam muito bem preparadas, mas os nossos times estavam bem mais fortes tática e tecnicamente.
A final do naipe feminino foi emocionante. Contra as cubanas, as brasileiras fizeram por merecer o ouro, mesmo que ele quase tenha escapado. Por 3 sets a 2, a camiseta amarela ocupou o lugar mais alto do pódio. Mesmo com a saída da Jaqueline, com uma lesão que a afastou da competição logo no primeiro jogo, as meninas lembraram dela na hora do pódio e fizeram uma singela homenagem. 
Também contra o time de Cuba, os rapazes tiveram uma partida mais tranquila. Foram 3 sets a 1. E mais uma vez o hino brasileiro soou no ginásio.
Como um apaixonado por vôlei e ex-jogador amador (quiçá futuro), fiquei extremamente feliz com as conquistas. Ver os atletas "dando o sangue" em quadra, brigando ponto por ponto e comemorando ao final, foi sensacional.
E ainda tem gente que insiste em dizer que o Brasil é o país do futebol. Não tiro a razão. São milhares de times em todo o país, mas que o vôlei merece maior destaque, isso é fato. Isso porque a seleção de futebol não está nos dando as glórias que sempre tivemos.
Já no vôlei, é ouro seguido de ouro. Acho que está na hora de tratarmos vôlei e futebol de igual para igual. Aliás, como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, temos que tratar todos os esportes a nível de igualdade. Não queremos passar vergonha, não é?

sábado, 29 de outubro de 2011

O preconceito musical

Que Zezé di Camargo e Luciano "bombaram" na mídia nesta sexta-feira (28), acredito que ninguém duvida. Sites e mais sites, jornais, telejornais e radiojornais. As notícias eram atualizadas e sempre repetiam o que havia ocorrido na noite anterior.
Em um show, na quinta-feira (27), em Curitiba, Zezé disse que faria o show sozinho por conta de uma desentendimento com o irmão. Luciano, por sua vez, que já tinha saído do local do espetáculo, voltou ao palco e disse que a dupla acabaria ao final do ano.
Após as palavras dos dois, o show continuou. Não normalmente, porque ambos nem trocaram olhares durante a apresentação. Depois, no hotel, Luciano se encheu de remédios e foi parar no hospital. Durante o dia, além de voltar atrás com a decisão de se separarem, Zezé passou no hospital para saber sobre o quadro de saúde do outro filho de Francisco. Até a rainha dos baixinhos apareceu por lá.
Nas redes sociais, o assunto foi unanimidade. Mas o que mais me revoltou foi ver o pessoal dando graças por mais uma dupla sertaneja acabar. O que não aconteceu. Além disso, a piada mais infame: Curitiba é ótima para separar lixo.
Lembro de quando eu era apenas uma criança e tenho a imagem clara na minha mente: eu, minha irmã e meus pais indo para a praia ao som da dupla recém-formada. Eles marcaram uma geração e eu faço parte dessa geração e desse público.
De todas as duplas, essa é uma das mais sólidas e mais respeitadas. O que falta é respeito por parte de muita gente, que não entende a riqueza cultural que o nosso País possui.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Meu dono de estimação - O amor ideal

Mais uma vez, o computador ficou aqui no sofá, dando sopa, e eu vou mandar o texto da coluna de hoje no lugar da minha mami distraída... Ela reclama mas, no fundo, adora quando eu, Zoe Cristina, e Lua Maria escrevemos porque simplesmente damos mais Ibope que ela... Temos mais leitores, atraimos mais público, damos mais cartaz. Coitada, nossa mami se esforça para escrever, busca inspirações, lê bastante, é dedicada. Mas, eu e Lua Maria temos esse talento natural para simplificar as coisas, afinal somos cachorro, né?
Hoje queremos falar sobre o que é um dono, ou tutor, ideal. Outro dia nossas mamis estavam vendo um programa na TV que falava sobre cachorros. Eu estava roendo a ponta do edredom quando ouvi um monte de latidos e fui prestar atenção. A reportagem falava sobre o cão ideal para cada família. Muito bom mas fiquei pensando que também precisamos dizer que, nós cães e gatos, temos nossas definições do que seriam os tutores ideais para nós.
Vamos à lista:
Em primeiro lugar, um dono, ou tutor, para ser ideal precisa ser aquele que não vai nos abandonar na doença ou na velhice. Todo filhote é lindinho, charmoso. Mas quando temos algum problema de saúde é que vemos quem é quem. Muita gente por aí simplesmente desiste de cuidar, abandona o animal na rua, na porta de uma clínica veterinária, numa praça... Já soube de muitos casos assim. Não sei como alguém consegue tomar essa atitude, o ser humano é um mistério para meu cérebro canino. Não quero julgar os motivos de ninguém mas um cachorro não abandona o dono se ele envelhecer ou ficar doente. Muitos cães, inclusive, ficam ao lado do dono até quando esse morre...
Outra característica de um tutor ideal é que precisamos de cuidados básicos como ração, ou comida saudável, água fresca, vacinas, e melhor ainda se tivermos uma cama limpinha, confortável, alguns ossinhos de vez em quando e umas bolinhas pela casa. Não precisa ser nada caro, não. Cães são seres simples, se divertem com pouco e acham tudo muito especial.
Ah, e o dono ideal também precisa nos dar carinho, coçar nossa barriga, deixar que a gente lhe dê algumas lambidas, né Lua Maria? E no meu caso, que sou uma Pintcher, preciso dar umas "mordidinhas" também (risos com cara de sapeca).
E por fim, precisamos de caminhadas, passeios, sol, cheiros diferentes nas ruas.
Bom, o risco do abandono, tenho certeza de que eu e Lua não corremos. Mais do que eu já aprontamos com nossas mães? Acabei com o sofá cavando nele um túnel, roemos pedaços do rodapé da sala, destripei vários bonecos de pelúcia de nosso irmão humano, fiz buracos no meio do edredom novinho em folha, e mesmo assim somos tratadas como princesas. Temos sorte, né? E tomara que nossos companheiros de jornada canina consigam ganhar não somente uma casa mas sim um lar. Onde todo dia haja sol, festa e alegria.
- E aí, Lua Maria? me ajuda a achar um final legal para este texto?
- Zoe, coloca aí: nosso tutor ideal é aquele que tenha o amor como ideal...
 - Forçou, hein Lua?!
- Vai por mim, escreve isso...
- Tá bom, escrevi... Agora, disfarça que a mami está chegando... Vou lamber suas orelhas pra ela achar que a gente não estava mexendo no computador.
- Banho nas minhas orelhinhas de novo?
- Não reclama, que eu sei que você adora...
- Me dá cócegas.
- Vai reclamilda, faz cara de quem está adorando meu carinho.
- Tá, mas não arranca a pele, hein?!
- Psiuuuuuu.... quietinha...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O desenrolar da história

Em um dos últimos dias do mês de setembro, postei aqui um texto que falava sobre a história de Celeste, a personagem de Dira Paes. Ela representa uma em milhões de mulheres que sofrem com violência doméstica. No texto do mês passado, falei que tinha esperança de ver solução para o caso.
À época, a filha do casal Celeste e Baltazar, Solange, tinha agredido o pai, que caiu desacordado, enquanto ele agredia a mulher. Quando acordou, Baltazar não lembrava de mais nada.
Só que esta semana ele recuperou a memória e tentou terminar o que ele havia começado naquele dia. Trancou a porta do quarto e estava estrangulando a esposa, quando um vizinho e a polícia chegaram. Apesar do flagrante, a prisão definitiva dependia de uma queixa da agredida.
Vemos, na mídia, casos de mulheres que não registram queixa por medo da vingança do marido. Em outro momento na novela, duas personagens conversavam sobre esse receio e esclareceram: depois que sai da prisão, o agressor é proibido de se aproximar da denunciante.
Falou-se da Lei Maria da Penha e sua importância na defesa das mulheres. No caso da novela, Celeste registrou a queixa e agora está livre do covarde. Essa é uma história que não acabará aqui. A comparação com a realidade existe, mas, fora da ficção, dificilmente a mulher agredida terá uma amiga que ganhou na Mega-Sena para ajudá-la a se manter.

Profissão caminhoneiro

Nesta terça-feira (25), chego da aula e ligo a TV. Vejo a chamada para o programa que logo começaria. O Profissão Repórter da noite seria sobre a rotina de caminhoneiros. Enquanto O Astro dava o ar da graça na telinha, fui ler algumas notícias.
Facebook, twitter, G1 e Uol abertos. São abas e abas que eu logo abro quando o computador é ligado. Já com o assunto do programa na cabeça, achei uma reportagem relacionada no site da Globo. No Jornal Nacional do mesmo dia, o tema já havia sido trabalhado.
Logo pensei se foi proposital ou não. Mas não deu tempo de ler a reportagem antes do programa do Caco Barecllos ir ao ar. Acompanhei o trabalho dos repórteres na boleia dos caminhões.
Uma equipe foi para o Pará e outra para Santa Catarina, partindo de São Paulo. Os jornalistas foram em busca da notícia. Desde o buraco na estrada até a hora da visita aos pais. Os caminhoneiros abriram a intimidade para a câmera.
Os caminhões dos profissionais não eram os melhores. Um deles ainda nem havia sido pago e o motorista já demonstrou que não cuida muito bem da máquina - estava com excesso de peso.
Em contrapartida, na outra reportagem, foram apresentadas as novidades dos fabricantes de caminhões. É um mais bonito e moderno que o outro. Camas enormes, geladeira, fogão, pia. Tudo que o caminhoneiro precisa para se sentir em casa.
A sustentabilidade também invadiu essas máquinas. No teto, placas que absorvem a energia solar e fazem o painel funcionar. Há também a tecnologia da Fórmula 1, que transforma a força dos freios em energia para abastecer a bateria.
Nesse conforto e pensamentos ecológicos, o que vai ter de gente querendo virar caminhoneiro... Será que teremos estradas para todos esses novos motoristas?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Isso sim que é diversão

Há uns dias postei um texto questionando os métodos utilizados por alguns jovens paranaenses para se divertir. Eles preferem roubar pessoas na rua e, com o dinheiro furtado, comprar lanches. Eu gosto de passear em diversos blogs de humor. Em um desses, encontrei esse vídeo abaixo. É o original do quadro "Maratoma", do Faustão.
No programa brasileiro, as provas já são violentas, mas, no programa americano, são muito melhores. Eu não sei como as pessoas não se quebram. Em alguns tombos, parece que o concorrente quebra a coluna. É perigoso, mas é muito divertido.
Antes que me critiquem por gostar de tal tipo de competição, lembro que ninguém é forçado a se inscrever. E quem se inscreve sabe das condições. Se você também gosta, se delicie.

domingo, 23 de outubro de 2011

Covarde na balada

Rômulo Manoel Lemos do Nascimento. Esse é o nome do jovem que quebrou o braço de uma mulher que não quis ceder aos seus encantos em uma balada, em Natal (RN). O vídeo que mostra o exato momento da abordagem se espalhou na web e virou uma revolta contra Rômulo.
Rhanna Diógenes curtia a noite com alguns amigos quanto o valentão chegou segurando-a e tentando beijá-la. As investidas grosseiras não encantaram Rhanna, que tentava se esquivar do "charmosão". O último recurso da jovem de 19 anos foi jogar a bebida na cara dele.
Nesse momento, ele fica enfurecido, torce e quebra o braço da garota, deixando-a jogada no chão. Então, alguns rapazes tentam ajudá-la enquanto o rapaz foge da casa.
Em entrevista ao Fantástico deste domingo (23), Rhanna contou que o caso dela virou a causa dela. Com os dois ossos do braço quebrado, ela teve de passar por cirurgia para implantar duas placas de titânio. Além disso, ela corre o risco de perder alguns movimentos da mão.
A vítima disse que a pior parte daquele dia foi contar a história para os pais dela. Embora a dor fosse grande, ela sofreu mais para relatar o ocorrido às pessoas que mais a amam. "A minha dor eu controlo. A dos meus pais, não", disse emocionada.
O caso está na Delegacia da Mulher, que deve ouvir o agressor até o final do mês. Engraçado foi ouvir a entrevista dele ao repórter. Ao ser questionado se ele é agressivo, disse que não. Além dessa, Rômulo responde a outra ação penal por agressão, movida pela ex-mulher.
Esse é o rapaz tranquilo que está solto por aí. Covarde.

sábado, 22 de outubro de 2011

A Saúde pede socorro

Em um dos lugares mais quentes do Brasil, os pacientes de um Pronto-Socorro precisam se virar como podem. Em Várzea Grande (MT), quem precisa do serviço público de saúde dá um jeitinho. Para combater o calor, alguns levaram ventilador para os corredores.
Além dos leitos, os corredores do local estão cheios. Para complicar ainda mais a situação, o PS de Cuiabá está com as portas fechadas para urgências e emergências. Uma forte chuva fez parte do gesso de uma das alas desmoronar.
Aqui em Maringá, quando a temperatura passa um pouco dos 30 graus, eu já fico sufocado com o calor. Nos corredores em que os pacientes estão sendo atendidos, no Mato Grosso, a temperatura fica próxima dos 40 graus. Haja ventilador.
Como se não bastasse a falta de leitos, quem precisa de socorro deve contar com a boa vontade de parentes e amigos. Na reportagem do G1, a equipe encontrou um caso de uma mulher que levou uma cadeira de casa para o hospital e ainda teve de segurar o soro para o filho.
Para tentar amenizar a péssima condição dos pacientes, um juiz de Várzea Grande determinou que o Pronto-Socorro não receba mais os atendimentos de urgência e emergência. Esses casos serão destinados a hospitais da região, mesmo que não sejam conveniados ao SUS.
Será que quando existia a CPMF acontecia isso? Porque a justificativa do governo é que falta um imposto que destine a verba para a saúde pública. De certo as taxas escondidas em tudo o que compramos não dá conta. É hora de rever o orçamento e dar a atenção necessária à população que tanto trabalha e paga imposto e não vê o retorno desse investimento.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Meu dono de estimação - Oração para o Billy voltar a andar

Até que enfim, a mami pateta se distraiu e estou de volta, batendo patinhas neste teclado. Estava com saudade de meus fiéis leitores e seguidores. Mas, hoje não vou falar sobre minha inteligência, astúcia, beleza, e de que faço juz aos títulos que ganhei ultimamente como: "Poderosa Chefinha" ou "Tas, o demônio da Tasmânia".
Hoje tenho outro assunto, né Lua Maria?!
Lua Maria?? Ih, dormiu... Esses dias gelados em São Paulo aumentam nosso sono e Lua adora cochilar no meio da tarde. Mas, tudo bem, vou escrever sozinha e sei que Lua divide comigo a preocupação pelo nosso primo Billy.
Há quase 2 meses, Billy, um dachshund preto, de 4 anos, que vive com os pais de uma das minhas mamis, enfrentou uma cirurgia na coluna. Os salsichas têm um tronco muito comprido e isso aumenta a propensão para lesões na coluna.
Billy havia perdido os movimentos das patas traseiras e precisava ser operado para ter alguma chance de voltar a andar. Por enquanto, ele faz sessões de acupuntura e fisioterapia, além das massagens e exercícios que recebe em casa.
Ele ainda não se sustenta sobre as patas de trás. Mas, outro dia, por um instante, como se ele tivesse se esquecido da cirurgia, Billy ficou em pé sobre as quatro patas. Foi um momento rápido, logo ele arriou novamente. Mas, foi um momento que aumentou nossas esperanças de que ele volte a andar. Especialmente agora que ele conta com os cuidados de uma "anja", a veterinária e fisioterapeuta, dra Carol Mazzei.
E é aqui que entra a minha oração...
Eu sei que, apesar de destruir a casa, morder as visitas, latir amolando a vizinha e roubar brinquedos de meu irmão humano, eu ainda tenho alguns pontinhos no céu. Afinal, sou cachorro e nós caninos somos como anjos que trocaram as asas pelas patas. Pensando nesses créditos junto ao Mestre lá em cima, ou junto ao Chiquinho de Assis, quero fazer esta oração para que o Billy volte a andar. Que ele melhore, que recupere os movimentos, que possa correr pela casa como fazia antigamente. Que o Billy tenha saúde e vitalidade. E se não for possível atender esta prece, então que o Billy ganhe do Papai Noel uma cadeira de rodinhas e de alguma forma recupere a independência para se movimentar. Por enquanto ele ainda se arrasta como foquinha e às vezes fica amuado, só quer colo ou sofá. Meus avós, Vilma e França, cercam o Billy de cuidados, atenção 24 horas por dia, e muito amor. Ele está com a melhor família que poderia. E estamos todos rezando para ele tenha saúde.
Eu, particularmente, acredito na força desse cãozinho. Nós pequenos podemos parecer frágeis mas somos gigantes no quesito "força". Inclusive, pesquisadores divulgaram recentemente que os cães da raça dachshund são os mais "ferozes" de todos. Com isso, junto minhas patas em oração e confiança de que o Billy ficará muito bem. Andando ou não, ele tem um lar, muitos colos e, sobre quatro ou duas patas, ele é muito amado.
- "AMÉM!"...
Ah, acordou Lua Maria? Pois se prepare, pode largar a preguiça cabeluda que te acompanha, porque vou desligar este computador e agora nós vamos rolar pelo que restou do sofá destruído.
- "Bora, Zoe! Demorou..."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Isso é diversão?

Na hora do almoço, às vezes, alguma coisa não nos desce bem. Nesta quarta-feira, o que ficou engasgada foi um crime de quatro jovens de Londrina. A história foi apresentada no ParanáTV e, com certeza, deixou muitas pessoas descrentes do que ouviam.
Os quatro estavam em um carro popular modelo 2011 do pai de um deles. Para assaltar as vítimas, os bandidos de mentirinha utilizaram armas de brinquedo e disseram que cometeram o crime por diversão. A que ponto chegamos.
Na entrevista com um psicólogo, ficou claro que até os "filhinhos de papai", que têm tudo que desejam, possuem ambições. E a ambição deles é de roubar para se divertir. O dinheiro que fosse conseguido nos roubos seria utilizado para comer um lanche.
Vale citar que entre as profissões dos pais estão médico, advogado e empresários. Os rapazes estão presos e serão julgados. Por receio de extorsão por parte dos outros presos, os jovens estão em uma cela dividida dos demais.
Os pais que se veem sem norte. Após uma ascensão social, não querem que os filhos sofram o mesmo que sofreram. Nesse impasse, dão tudo do bom e do melhor. E nessa vida cheia de "sim", os adolescentes se perdem por falta de "não".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Basta dar sequência

A meta é para 2030, mas São Paulo já cantou a bola: vão investir na valorização do professor para melhorar o ensino público. A reportagem é da revista Veja desta semana (19/10/2011). A repórter Renata Betti escreveu: "Caso fosse um país, São Paulo estaria no grupo das 20% piores em sala de aula, ao lado de Trinidad Tobago, na 53a posição no ranking da OCDE".
A situação é crítica. Mas o governador Geraldo Alckmin afirma que, em 20 anos, as escolas paulistas estarão entre as 25 melhores do mundo, a exemplo do que foi feito pela Coreia do Sul. Hoje, o país asiático é exemplo de excelência educacional.
Mas tem um problema. Aliás, diversos, mas vou focar em um deles. Em alguns anos, o governo do estado não estará mais na mão do tucano e ninguém sabe quem assumirá o cargo. Ficará sob responsabilidade dos próximos governadores tocar o projeto.
Como já estamos cansados de ver, entra governante e sai governante, os planos modificam-se e os investimentos que estavam previstos pelo anterior podem ser destinados a outros pontos. Pior ainda quando há corrupção.
Para que a profissão de professor volte a ser desejada pelos estudantes, pretende-se criar um teto salarial que seria mais do que o dobro do que é hoje. A meta é alcançar os R$ 10 mil. O estudo sobre a situação foi elaborado por especialistas com a consultoria McKinsey.
O secretário de Educação de São Paulo profetizou: "Está claro que os melhores cérebros só serão atraídos para a docência se tiverem seu talento reconhecido". Isso porque a ideia é fazer do professor uma das dez carreiras mais procuradas pelos jovens.
Acho difícil, mas não impossível. O caminho é esse, não podem haver desvios e nem o motor pifar. Um pneu furado vai acontecer uma hora ou outra. O que precisa é saber substituir pelo step e não abortar a viagem.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Incentivar é um bom começo

Na última sexta-feira, dia 14 de outubro, aconteceu em Guadalajara, no México, a abertura dos Jogos Pan-Americos 2011. Infelizmente muitas pessoas ainda não sabem disso. O motivo? Não é a Rede Globo a emissora oficial do evento, e sim a Rede Record, que está trabalhando muito bem na cobertura deste grande evento.
Em apenas três dias de competições, já que na sexta aconteceu somente a abertura, o Brasil vem se destacando  no quadro de medalhas, perdendo apenas para os Estados Unidos.
Os atletas brasileiros já conquistaram ao todo 21 medalhas, sendo nove de ouro. Seis delas da Natação, duas da Ginástica Ritmica e uma do Tenis de Mesa. Esportes divulgados? Não!
Desde pequena eu pratico esportes e acompanho o noticiário esportivo em TV, jornal e rádio. Pouco se fala desses três esportes. A natação é a mais conhecida das três, mas apenas se fala deste esporte quando estão acontecendo grandes competições, e mesmo assim, a reportagem é pequena. Por que?
Agora, paro e penso. Se sem incentivo nós estamos indo tão bem, imaginem se nosso país incentivasse a prática de esportes? Por que ao invés de roubar dinheiro, os políticos não fazem um programa como nos EUA, que alunos do ensino médio com destaque no esporte, ganhem bolsas nas faculdades, por exemplo? Pode ter certeza que se assim fosse, nem os Estados Unidos ganharia do Brasil.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tente não travar a sua língua

"Num ninho de mafagafos tem seis mafagafinhos. Quem os desmafagafizar bom desmafagafizador será." Quem nunca ouviu um trava-línguas e tentou repeti-lo não teve infância. Um dos programas que incentivava esse tipo de brincadeira é o Castelo Rá-Tim-Bum.
E eu, como era fã desse programa, sempre me divertia com os três tigres listrados ou com "pinga a pia apara o prato, pia o pinto e mia o gato". No meu livro de inglês tem um monte de trava-línguas. Um exemplo: Elizabeth's birthday is on the third Thursday of this month.
Pode parecer bobeira, algo infantil, mas que poucas brincadeiras divertem crianças e adultos, isso é verdade. Nessa lógica das brincadeiras, surgem até músicas. A que está no vídeo abaixo tem até a ver com o nome do blog.
E para ser sincero, eu ainda não consegui cantar a parte do trava-línguas. Tente você também ao som de um carimbó.



A letra:


É macaco caco macaco
Macaco, macaco au
Macaco ó do macaco
Macaco do macacau
Eu conheço um macaquinho
Que é filho do macacão
Neto do macaco velho
Que mora lá no sertão...

domingo, 16 de outubro de 2011

Retorno inconformado

Olá para todos que acompanham o MN. Há mais de 30 dias que não escrevia para o blog por falta de tempo. Mas, estou de volta! Hoje fiquei muito indignada após ver o quadro "Lata Velha", do programa Caldeirão do Huck. Simplificando a história para quem não viu, um professor de biologia, que há meses perdeu uma filha que nasceu com síndrome de down, fez um vídeo mostrando o ônibus da APAE que faz o transporte das crianças da cidade de Montes Claros, de Minas Gerais, para a APAE.


O estado do ônibus era vergonhoso, tanto que não conseguiram reformá-lo, tiveram que comprar outro. Muito inteligente o professor, que fez uma mobilização via mídia social dar certo, e cair nas mãos de Luciano Huck. Mas onde estão os Órgãos Públicos desta e de muitas outras cidades brasileiras que devem passar pelo mesmo problema? Muito bonito para o Prefeito de Montes Claros! Nas próximas eleições já sei para quem os cidadãos de Monte Claro devem votar: Luciano Huck.
Após ver essa e tantas outras histórias que envolvem os Órgãos Públicos, paro e me pergunto: Como o Brasil quer trazer Copa do Mundo e Olimpíadas se não faz nem o dever de casa? Isso me assusta.
Que o Caldeirão, com o Luciano, e tantos outros programas, que trabalham da mesma forma, continuem ajudando os brasileiros como fazem, porque depender do governo é piada em nosso país.

sábado, 15 de outubro de 2011

Mulheres, traficantes, presidiárias

Crime. Esta é a editoria na qual tal reportagem da Veja se enquadra. Na edição desta semana da revista, uma reportagem me chamou atenção por alguns quesitos. No texto, é apresentada a "nova face do tráfico". Não por acaso, apenas mulheres são personagens da matéria.
Uma lembrança que o texto me trouxe foi do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma amiga. Ela também está falando sobre detentas. Mas em um enfoque totalmente diferente, Veja ouviu 103 presidiárias de todo o Brasil.
Todas foram presas por envolvimento com tráfico de drogas. As histórias são diversas. Com o dinheiro que o crime rendia, algumas mulheres passavam a desfilar na alta sociedade de suas cidades. Tudo como se fossem merecedoras de tal status.
Algumas histórias repetem o início dos "trabalhos". Os maridos foram presos (por tráfico, claro) e elas assumiram os negócios, já com clientela feita. Era só administrar. Pelo que podemos ver, faltou um pouquinho de técnica para driblar a polícia.
Uma senhora de 62 anos, presa em 2009 e condenada a 14 anos de prisão passou de faxineira a rainha do tráfico. Quando começou a preparar pasta-base, ela era faxineira. Com o tempo, expandiu o negócio, contratou funcionários e conseguia pagar colégio particular para os quatro filhos.
Da família de cinco pessoas, apenas uma não teve o destino comum: cadeia ou cemitério. A mãe, como já dito, está presa, assim como outros dois filhos. O outro foi morto por traficantes.
Essas são apenas algumas páginas que retratam a dura realidade brasileira. Além, claro, do sonho do dinheiro fácil e em grande escala. Imagina ganhar 12 mil reais por mês. É tentador, mas é um crime.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Meu dono de estimação - Vizinha carola: reza de um lado, xinga de outro

Sabe quando acontece alguma coisa e você conta até mil, respira, enche a boca de água, vai tomar um banho frio, soca a parede, senta na posição de lótus no meio da sala, respira mais um pouco, entope a boca com mais água e volta a contar até mil?
Pois eu tenho feito isso cada vez que ouço a voz, simpática e nada irritante, da senhora nossa vizinha de andar.
Eu não tinha nada contra ela. Parecia uma vizinha bem típica, dessas que a gente se obriga a dar bom dia e boa noite mas nem sabe a cor dos olhos. Quando nos mudamos para lá, ela foi até gentil: ofereceu flores. Eu dei minha parcela de contribuição à boa convivência entre vizinhos segurando a porta do elevador algumas vezes e esboçando um sorriso e meio entre o térreo e o décimo quarto andar.
Mas a senhora dona vizinha extrapolou. Não tiro a razão dela quando reclamou que as cachorras estava latindo à noite. Depois das dez da noite, realmente ninguém pode deixar os cachorros latindo e após a última reclamação da fofa da vizinha, que foi feita com aquele tom entre o extremamente irritado e o "estou me segurando pra não te bater", sabe? Aquele tom bem falso, de pessoa calma, e educada que ela tenta ser, nós tomamos as devidas providências. Durante o dia, Lua Maria e Zoe Cristina são "toureadas" com um jornal bem enrolado e barulhento, o que as impede de avançar nos latidos. À noite, inclusive, estamos sem sair. Evitamos deixá-las sozinhas e aguardamos a chegada de uma porta que vai mantê-las na cozinha. Assim, elas não vão latir na sala e "atrapalhar" os pensamentos preciosos que a dona vizinha tem enquanto aguarda o elevador. Até a coleira que emite um ruído desagradável a Zoe ganhou. O que não deu em nada porque ela pouco se importa com o ruído desagradável que a coleira promete fazer e late com gosto. Quando mais a coleira apita, mais Zoe late.
Tenho cá pra mim que podemos tomar ainda outras medidas para impedir que as cachorras fiquem latindo mas...
Tem detalhes dessa, que deveria ser uma boa convivência entre vizinhos e não é, que não dependem de nós. Nem das cachorras.
Por exemplo:
A senhora dona vizinha, e os dois filhos adultos, educados por ela evidentemente, não sabem "fechar" gentilmente uma porta. Todas as vezes que eles saem, seja pela porta social ou da cozinha, eles "socam" literalmente as portas. Fazem um barulho que incomoda. A mim e às cachorras. E elas latem. Creio que nesse caso, qualquer cachorro latiria. Até eu tenho vontade de latir. Afinal, está tudo calmo, em paz, e de repente um BAM na porta, que estremece a parede da sala... Passado o susto, fico curiosa e já pensei até em chamar um chaveiro, pra ele dar uma olhada nas portas da vizinha, e saber se o problema está nas fechaduras, nas maçanetas, ou no cérebro dessas três pessoas que se acham tão civilizadas, tão educadas e gentis... E se assim são, mãe e filhos, por que eles não conseguem apenas fechar a porta? Por que saem de casa, ou chegam, sempre com tanta raiva e socam, batem as portas? Coisa estranha, gente esquisita...
Mas, o que me faz querer morrer e reencarnar monge zen budista é o fato de que a senhora simpática vizinha sempre que sai e mete a mão na porta, se coloca no "direito" de ficar no hall do elevador, que apenas metade é dela porque a outra metade não é, mandando que as minhas meninas "calem a boca"...
Pois é... a doce velhinha, enquanto aguarda o elevador, fica gritando frases como: "Cala a boca!"... "Fica quieta!" e "Essas cachorras só enchem o %$@#%&... Piiiiii.... sinal sonoro que suprime a palavra de baixo calão da senhora dona educada vizinha...
Não é uma fofa? Não é um amor?
Nessas horas, eu realmente tenho que apelar a todos os santos, pedir para que meu anjo da guarda me segure, enfim... Porque minha vontade é abrir a porta e dizer a ela que:
Se ela continuar a bater a porta como vem fazendo, além de causar rachaduras pelas paredes do hall ou dos apartamentos, ela vai continuar a ouvir latidos... Por que, os cães reagem assim, latem diante de barulhos assustadores e o que eles fazem nas portas é, simplesmente, assustador.
A santa família parece que vive nos tempos dos Flinstones, usando a força do BamBam para fechar uma porta simples, de madeira. Ou será que o apartamento da vizinha é de pedra e eu nunca notei?
Também tenho vontade de sugerir a ela que ela se olhe no espelho e mande a si mesma "calar a boca e ficar quieta...". Quem lhe deu liberdade, direito e intimidade para que ela se refira desse modo, desrespeitoso, às nossas cachorras? Sim, Lua e Zoe são cachorras, mas são da família, são como filhas... e eu aprendi com minha mãe que filhos a gente defende com unhas e dentes, feito leoa ferida e muito brava.
Por fim, gostaria de dizer à dona vizinha que Lua e Zoe não enchem o Piiiiii, de ninguém. Ao contrário. Elas são grande parcela da alegria e da harmonia da casa. Elas são seres bem mais evoluídos e gentis que a senhora do apartamento ao lado, e elas não socam portas, não gritam no hall, e não se portam de modo deselegante. Cachorras sim...Mas, bem mais inteligentes e queridas que algumas pessoas que ficam nessa zona negativa de energia como fica a vizinha cricri.
Quem sabe se ela, e os filhos fofinhos, parassem de socar as portas, Lua e Zoe parassem de latir, hein?
Quem sabe se ela saisse em silêncio no hall e parasse de gritar "cala a boca" diante da porta da NOSSA casa, as cachorras nem notassem a presença dessa pessoa tão legal e por quem tento nutrir sentimentos positivos?
Quem sabe se ela parasse de mandar energia ruim, nem as cachorras e nem eu notássemos que temos vizinhos, né?
Seria ótimo! Muito bom para todos. Eu e minhas meninas nos esqueceríamos dela e ela não ouviria latidos.
Bem, enquanto a vizinha pseudo educada e seus filhos pseudo elegantes não evoluem, por via das dúvidas, tenho pedido que um anjo bem fortão, sarado e poderoso, fique ali na porta de casa, protegendo Lua e Zoe e protegendo nossa família. A vizinha reza bem, adora promover novenas no condomínio...que lindo, amém! E quem sabe eu apareça em alguma dessas novenas e leve para a vizinha a oração de São Francisco... e conte a ela sobre a vida do homem santo que amava os animais...
Eu não compreendo certas coisas... vizinhas beatas, carolas, que rezam e xingam animais... padres que dizem que não gostam de gatos porque eles são "traiçoeiros"... Esse povo está maluco ou é assim mesmo? Reza de um lado e apedreja de outro?
Sei não... Está faltando alguma peça nesse quebra cabeça. E tenho a leve impressão de que essa peça se chama "amor".

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vai ou fica?

A repercussão que o caso Rafinha Bastos tomou não devia ser o que a Band e, muito menos, o CQC imaginavam. Depois de falar que "comeria ela [Wanessa Camargo] e o bebê", o jornalista-comediante foi afastado do programa.
Há duas semanas longe da apresentação do semanal, Bastos pediu demissão da Band. Amigos do humorista, que possuem blogs de humor, aproveitaram a audiência que têm para defender o colega. Juntos, fizeram vídeos e notas de apoio ao nível da piada.
Acho o humor do CQC diferente do que tínhamos até então. Porém, isso não permite que o nível das piadas chegue a esse ponto. O que achei contraditório foi pessoas defendendo o Rafinha e colocando imagem de desenho animado no perfil do Facebook.
Lembrando que, inicialmente, a ideia da troca do avatar era para protestar contra a pedofilia. Fazer piada dizendo que comeria o bebê, pode?
Mas foram levantadas tantas discussões, inclusive com o próprio nome do programa: Custe o Que Custar. Bastos foi afastado por decisões internas da emissora, que viu uma possibilidade de perder investidores. Isso porque Marcus Buaiz, marido da Wanessa, é empresário e agencia grande parte dos anunciantes do CQC.
Entre perder anunciantes e afastar um dos apresentadores, optaram pelo que oferece menor risco. Aí a questão: cadê o custe o que custar?
Mas falando do Rafinha, eu acho ele muito inteligente. Porém, entre vê-lo no CQC e na Liga, eu fico com a segunda opção. Na bancada, com Marcelo Tas e Marco Luque, qualquer um dos outros pode assumir a função de ler o roteiro. Isso foi o que vimos nas duas últimas semanas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Com certeza, seria um caos

Hoje eu estava assistindo ao PRTV primeira edição e uma reportagem, em especial, me chamou atenção. Pais que formam filas enormes nos ginásios das escolas públicas para matricular os filhos. Mesmo os filhos que já estudam no mesmo local, precisam passar por isso.
Na escola que mostraram na reportagem, disponibilizam mais de um turno para as turmas. Então, a escolha será por ordem de chegada. Uma maneira que nem sempre ajuda quem precisa ser ajudado.
Mas o que a matéria mais gritou ao meu ouvido é: os governantes devem gostar desse negócio de desigualdade social. Já imaginou se um terço dos alunos que estudam em escolas particulares precisassem migrar para as escolas públicas?
E se os planos de saúde acabassem e todo esse pessoal fosse obrigado a recorrer à saúde pública? Com certeza, seria um caos.
Aí eu fiquei pensando: ainda bem que tem bastante gente que pode pagar por esses serviços que deveriam ser garantidos pelo Estado. Mas, depois pensei no sofrimento que é ter de depender da boa vontade dos governantes para ter esses serviços.
O que falta para que esses problemas se extinguam, eu não sei. Só sei que se não houver vontade dos políticos e destinação correta das verbas arrecadas, nada vai melhorar. Eu não pago imposto para que político compre apartamento novo todo ano. E você?

domingo, 9 de outubro de 2011

Jornalistas antenados ao Facebook

Acho que essa é a terceira vez, em quatro dias, que eu cito o Facebook em minhas postagens. E não é à toa. No Fantástico deste domingo (9), a rede social foi primordial para uma das reportagens exibidas. Com narração de Tadeu Schmidt, resgataram a história de Emmanuel.
Não foi nenhuma reportagem que levou muito mais do que meia hora para ser feita. Apenas utilizaram o vídeo que bombou na web na semana anterior e fizeram tradução na locução.
Porém, assim que vi a chamada dos âncoras, me lembrei do tanto de vezes que vi amigos no Facebook linkando o vídeo. Emmanuel é um cantor amador, que nasceu no Iraque, e que foi adotado por uma mulher inglesa.
No Fantástico, começaram a reportagem pela parte mais triste. O rapaz não sabe bem ao certo a sua idade, porque, na época da adoção, ele não tinha certidão de nascimento nem passaporte. Só com a fala do candidato, antes da audição, os jurados ficaram chocados.
Quando o jovem abriu a boca e seguiu cantando Imagine, as lágrimas rolaram soltas. Confesso que a primeira vez que assisti ao vídeo, fiquei levemente emocionado, não ao ponto de chorar. Sou durão. Mas as palavras dos jurados, ao final do vídeo, fazem-nos refletir sobre a vida.
Às vezes, aborrecemo-nos com problemas tão mesquinhos. E a história da vida de Emmanuel é uma lição. Voltando ao começo do texto, a apresentação do vídeo no jornalístico global só reforça a importância das redes sociais para a definição do que merece ou não estar em destaque na mídia.
Prova-se que os jornalistas estão cada vez mais antenados ao que acontece na web. E ai de quem ficar para trás.
Se, por acaso, você ainda não assistiu ao vídeo, ele está aqui.

sábado, 8 de outubro de 2011

Tô que não caibo em mim...

Imagem meramente ilustrativa
...de felicidade. Acho que todos já ouvimos essa expressão que está no título do post de hoje, não é? Mas essa é a sensação que me descreve hoje. Pode parecer besteira eu contar o meu dia, mas foi um dos dias de maior crescimento profissional para mim.
Neste sábado seria a inauguração de seis construções no Cesumar, inclusive a TV. Para a cobertura do evento, foram convidados os alunos de Jornalismo. Alguns apareceram para fazer os links direto do espaço onde seria a cerimônia.
Até então, os links que havia feito eram ensaios, na aula, não tinham público, exceto os da Rádio. Hoje seria diferente. Tava valendo. O cinegrafista era profissional e estava com um ponto para nos dar o sinal de "no ar". Antes da TV, fiz um link para a Rádio Cesumar, que também estava transmitindo tudo.
Quando jogaram o microfone na minha mão e falaram: "o próximo é você", fiquei bobo. Era um político mega influente, que eu nem lembro o nome, tamanho nervosismo. Respirei fundo, olhei para a câmera e fui embora. Acho que nem gaguejei.
Depois desse, foram mais uns três. Eram senador, pioneiro e prefeito. Mas o máximo foi quando uma veterana chegou ao evento e falou: eu vi você entrevistando o prefeito. Alguém tinha visto e elogiado. Depois disso, o que viesse seria lucro.
Posso parecer um bobo contando isso, mas eu precisava dividir a sensação aqui. Sou só um aluno do quarto ano que ainda se diverte com o jornalismo. E espero me divertir assim pelo resto da minha vida.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Já trocou a foto do seu perfil?

É, Steve Jobs morreu. Ah, mas não é disso que vou falar hoje. Vou falar de uma "modinha" que está tomando conta dos perfis do Facebook. De repente uma pessoa mudou a foto do perfil. Do nada, 50% dos meus amigos "se transformaram" em personagens de desenho animado.
Legal? Claro. Cada um é dono do seu perfil. Aí apareceu a justificativa: um protesto contra a violência infantil. Que linda manifestação. Como se isso fosse, realmente, mudar algo no mundo. Para responder a quem fala isso, criaram uma outra imagem. Algo como se a pessoa soubesse disso, mas aderiu porque achou bonitinho o gesto.
Vi algumas pessoas mudando a foto do perfil e depois perguntando o por quê disso. Pensaram no dia das crianças, fizeram associação ao passado, mas só depois ficaram sabendo de que se tratava. Curioso, não é?
Uma outra postagem falava para que parassem com essa atitude, porque quem inventou isso, no ano passado, foi um grupo de pedófilos. Com as fotos de desenhos animados no perfil, eles conseguiam chegar mais facilmente às crianças.
Ontem, conversando com uma colega, ela disse que isso é uma modinha. Outro dia, vendo o perfil de uma prima, ela colou algo do tipo: coloque a imagem de um cadáver até o dia de finados para protestar contra a necrofilia. Eu ri muito com essa piadinha. Inclusive, no perfil dela está a foto do Freddie Mercury. No de uma amiga dela, o Mussum.
Como disse, cada um é dono de sua conta. Se querem protestar e fazer uma mobilização nacional, estão livres. A questão dos pedófilos que se escondem na imagem agradável de um desenho animado pode ser real, como pode ser a maior mentira.
Perfil no Facebook é que nem nariz, cada um tem o seu. Eu prefiro a minha foto do que a de qualquer desenho animado. Mas, a título de curiosidade, o desenho que mais remete à minha infância é Doug Funny.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Meu dono de estimação - Passo a passo

Diz a sabedoria popular que só valorizamos algo diante da possibilidade de uma perda. Senti isso na pele recentemente. Os ventos mudaram, trouxeram uma tempestade com raios e trovoadas e minha vida virou do avesso. Passei vários dias perdida, lamentando, até conseguir forças para me reorganizar, levantar, e ir à luta. Avaliei os estragos, toda a louça quebrada. Varri, peguei o lixo e botei pra fora o que não me servia mais. Comportamentos desgastantes e desgastados, modelos de atitudes que implodiram.
Ninguém volta a ser o mesmo depois de um forte estresse. Eu quero ser melhor. Quero me sentir melhor e oferecer o melhor para as pessoas com as quais convivo.
Estou tentando.
Nos dias de tormenta senti falta de coisas bem básicas, como o cheiro do lençol, o perfume do meu amor, o aroma do café  de manhãzinha. Sentia falta de um som de criança pela casa, os passos pequenos, as risadinhas... E senti muita falta de abraçar, de coçar a barriga, de cheirar as patas e domir junto com minhas meninas, Lua Maria e Zoe Cristina. Os lambidos que as duas me dão quando acordo são imperdíveis. As corridas delas pela cama, o pega-pega que elas fazem pela sala, os latidos, aquela cara de quem sabe se divertir com tão pouco... Senti muita falta de estar ali, naquele núcleo familiar, de ter um lugar ao sol dividido com Zoe e Lua.
Agora que o céu voltou a se abrir, as nuvens pesadas já vão distantes e parou de chover... penso que é hora de render graças por tudo que eu tinha mas que, diante de dores pessoais que precisavam ser curadas, não estavam recebendo o devido valor.
Agora é hora de reconhecer como é preciosa a paz e como ela deve ser cultivada a todos os instantes. Hora de "vigiar e orar".
Tudo vai voltar ao que era antes? De jeito nenhum... As relações como vinham sendo conduzidas explodiram. Precisamos de novos modelos, novos caminhos e mais acertos para construir o desenho perfeito do que é uma relação familiar, de amor, de amizade, de cumplicidade.
Vai fazer sol todo dia? Não vai não... Mas o sol tem que brilhar na maior parte do tempo e quando for chover temos que nos proteger, cuidando para que as mágoas sejam vencidas.
Hoje podemos brincar novamente de fazer uma foto da "família completa".
Hoje, ela está muito mais próxima de ser, de verdade, uma família completa e isso implica em existir o lugar de cada um, individualmente, mas também de existir um lugar coletivo onde só o amor tem vez.
Estamos tentando. Empenhados. Os adultos ouvindo e falando mais. O pequeno aprendendo que todo dia é dia de perdoar e acertar. E as meninas, Lua e Zoe, dando shows de ensinamentos diários e básicos de como viver bem, de forma leve, brincando mais, dormindo mais, vivendo um dia de cada vez.
E hoje é dia de... viver bem, viver em paz!
Passo a passo...

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Bom-Bril da internet

A Veja desta semana conta as vantagens da maior rede social da atualidade. Com quase 800 milhões de usuários, o Facebook cresce sem parar. As ferramentas disponíveis na rede social ultrapassam o que foi apresentado pelo Orkut.
Além de poder encontrar amigos de escola e trabalho, o Facebook possibilita a exportação de dados, a criação de listas inteligentes e a utilização de um e-mail @facebook.com.
Com essas ferramentas e um mundo de gente utilizando a rede, as pessoas viram no Facebook a oportunidade de expandir seus negócios. Um clássico exemplo disso é Luciano Huck e sua página, em que ele divulga sua rotina, com fotos e textos.
Mas não são só celebridades que podem crescer na rede. Huck tem quase dois milhões de fãs no Facebook, mas, com um pouco menos, uma ONG de animais abandonados, mobilização para trazer uma banda ao Brasil, lojas virtuais e grupos contra corrupção cresceram.
O Facebook ainda não está na Bolsa de Valores, mas esse já é um plano. Para concorrer com o Google, a empresa de Zuckerberg quer implantar, ainda, um campo de buscas e se tornar referência na área. Em valor estimado de mercado, o Facebook alcança os 100 bilhões de dólares.
Nada mal para algo que surgiu em um quarto de universitários que queriam apenas ver as fotos das mulheres da universidade de Harvard.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

É tempo de reforma

Eu não pesquisei, mas os materiais para construção devem estar com preços mais baixos. Aqui em Maringá o que tem de prédio começando e terminando é algo assustador. Será que tem tanta gente na cidade para habitar tudo isso?
Além das novas edificações, muitas pessoas estão reformando suas casas. Na rua da minha casa, que tem só uma quadra, vira e mexe aparece uma caçamba com entulhos de construção e pedreiros trabalhando na residência.
No prédio não está diferente. Há alguns meses, minha vizinha de porta reformou a cozinha dela. Era uma barulheira tremenda quando estavam substituindo os pisos. Agora é a vez do sétimo andar. O vizinho está fazendo uma reforma geral.
Na vaga da garagem dele não tem carro, mas o que tem e tinha de tijolos, pisos, portas, batentes... Será que os preços dos materiais estão realmente mais barato, houve um planejamento prévio ou o poder de consumo aumentou?
E falando nisso, a Veja desta semana apresenta dicas de tintas no Guia. Já contei aqui que sou fã desta coluna, não é?! E quando eles apresentam temas como esses, só aumenta minha admiração. Lá tem dicas de tintas para diversos casos. Uma, por exemplo, que imita madeira, outra que imita camurça e outra que pode ser utilizada sobre azulejos.
Vai reformar? Pesquise um pouquinho, antes. Existem avanços tecnológicos que podem ser a salvação da sua obra.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um assunto para horas de conversa

Ontem, uma reportagem do Fantástico me deixou revoltado de uma forma que eu nunca havia ficado ao assistir um programa jornalístico. O assunto é polêmico e, com certeza, vai dar muito pano para manga: obesidade infantil.
Acontece que alguns pesquisadores defendem um ponto questionável: os pais devem perder a guarda dos filhos obesos? Minha humilde opinião é de que há casos e casos e cada um deve ser estudado isoladamente, antes que sejam traçados caminhos a seguir.
Que pai não quer o melhor para o seu filho? Portanto, querem vê-los felizes. Para isso, compram um sorvetinho no final de semana, uma bolacha recheada, um kinder ovo e por aí vai. Com esses mimos, a barriguinha vai crescendo, é óbvio.
Chega-se ao ponto em que a criança fica "viciada" em comer, vira um compulsivo alimentar. A partir disso, o tratamento se faz necessário. Porém, colocar ou não o filho em tratamento é uma decisão dos pais, que, desinformados, não optam por esta saída. Muitas vezes, os filhos ficam como estão e crescem obesos. 
Até esse momento, os pais queriam ver os filhos felizes, mas tornaram-os números para a estatística que mais "engorda" nos dias de hoje. Voltando à reportagem do Fantástico, uma doutora em nutrição da USP disse tudo: deve-se investir em formação para a população.
Em vez de tirar os filhos do lar, por que não investir em campanhas nacionais que estimulem o emagrecimento saudável e disponibilizar recursos para que todos tenham uma rotina saudável, por mais corrida que seja? A conscientização deve partir dos pais e atingir os filhos e não ao contrário.
Já passou da hora de as autoridades pensarem nisso. Enquanto isso, em países como Estados Unidos, Espanha, Canadá e Inglaterra, pais perdem os filhos por causa de hábitos alimentares incorretos. Se isso vai se tornar uma realidade no Brasil, como costumo dizer, só Deus...

sábado, 1 de outubro de 2011

"Tira a camisa, pô!"

Mais uma vez, nessa semana, Maringá foi parar nos blogs de humor. Além de falta de decoro, uma falta de respeito por parte do vereador John Alves. Ele havia solicitado urgência na votação de um projeto sobre casas geminadas, mas foi à Câmara pedir o adiamento.
Porém, o vereador apareceu na casa de camiseta e calça jeans. Esse seria um ótimo traje para ele passear no shopping, ir tomar um sorvete com a família ou ir a um churrasco na casa de um amigo. O presidente da Câmara pediu que John se retirasse do recinto ou, então, vestisse o terno.
Em repúdio ao pedido, depois de momentos de discussão, o vereador tirou a camiseta na frente dos demais políticos e da população que acompanhava a votação. Quem estava na plateia ficou de costas para a bancada, em sinal de protesto.
Uma vergonha uma figura pública e que representa o povo fazer um papelão desse. Estudam a possibilidade de punição ao "fanfarrão". Os mais fervorosos sugerem que ele perca o mandato. A votação foi adiada, porque a maioria dos vereadores deixou o Plenário.
Se essa era a intenção de John, ele conseguiu. Não à toa, o blog Kibe Loko sugere: "Você é político, quer adiar (ou suspender) uma votação e não sabe como? Tira a camisa, pô!". A reportagem da RPC TV está disponível aqui.