sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Violência banalizada

Em meio a tantas atrações televisivas que incitam a violência, tornou-se comum vermos casos reais que imitam a teledramaturgia. São sequestros, assaltos e crimes que chocam pela brutalidade e ficamos com a sensação de que já vimos essa história antes.
Mas o que aconteceu nesta semana, para mim, é inédito. Uma criança de 10 anos atirar na professora e depois se matar. Em alguns pontos, pode lembrar o caso da escola do Rio de Janeiro, quando o perturbado entrou e saiu atirando nos alunos e, por fim, se matou.
Mas a diferença de idade entre os dois casos é enorme. Aos 10 anos, eu brincava de carrinho, jogava bet's na rua, brincava de esconde-esconde. A que ponto chegamos para que um menino pegue a arma do pai, escondida, e resolva tentar matar a professora e, em seguida, se matar.
Urgentemente, precisamos rever nossos conceitos de educação. É normal que um aluno pegue raiva de um professor por um acontecido. Talvez o professor, sem querer, faça algo que o aluno não gostou. Para quem fez - o professor - isso entra no esquecimento. Mas, para quem sofre, isso é um martírio.
Uma pena que nem todos os professores sejam bem preparados para enfrentar uma sala de aula. Falta, sim, qualificação para uma grande parcela que está à frente de uma turma de 20, 30 ou 40 alunos. Com o somatório de banalização da violência e despreparo dos professores, a tragédia está anunciada. Ainda há tempo para reverter a situação, mas será que há vontade por parte dos governantes?

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