quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Meu dono de estimação - Bebê Billy

Para quem acompanhou nosso encontro da semana passada e roeu as patinhas de ansiedade para saber o resultado da cirurgia do pequeno Billy Cardilho França, vamos às notícias. Boas notícias, na verdade.
Billy, que é o salsichinha que minha mãe cria como um bebê, passou por uma cirurgia na coluna depois de ficar com as patas de trás paralisadas. A cirurgia foi bem sucedida e os anjos de jaleco branco, Dr Bruno Testoni Lins e Dra Valéria Corrêa, nos deram muitas esperanças de que o pequeno Billy volte a andar.
No dia seguinte à cirurgia, Billy foi para casa e em poucos dias já começou a fazer fisioterapia e acupuntura. Ele se alimenta bem, está animado, mas ainda não recuperou os movimentos. Nem por isso deixa de se arrastar pela casa atrás da bolinha preferida, em busca de ração e água, ou choramingando um colinho aqui e outro ali.
Aliás, aí está uma questão... Billy está ficando, ou melhor já ficou, muito mimado. Dona Vilma (minha mãe) sempre que pode está com o danadinho no colo, enrolado em algum cobertor. E ele cochila, ronca e sonha. Quando acordado faz aquela carinha de "coitado de mim" e todo mundo se derrete. As vizinhas não saem do portão da casa de meus pais. Diariamente querem notícias. Mal o dia amanhece e lá vêm as perguntas na porta de casa: "O Billy dormiu bem? Ele fez xixi? Traz ele pra cá, pra tomar sol...". E o "reizinho" é levado para fora, recebe afagos, late para uns, rosna para outros, e se esparra, soberano, ao sol.
A família se sensibiliza com tantas manifestações de carinho, com tantos votos e orações para que Billy volte a andar e a correr pela casa. Por enquanto, além de muito amor, ele precisa das sessões de fisioterapia e acupuntura que faz quase todos os dias. Massagens e movimentos nas patas paralisadas, choquinhos com eletrodos colados às coxas, agulhas em pontos estratégicos. O fisioterapeuta e minha mãe andaram se estranhando...
Ele já avisou dona Vilma que lá na clínica não tem moleza não, é trabalho duro, e que ela não deve tratar e nem chamar Billy de "bebê". Corajoso esse fisioterapeuta, viu?! Minha mãe é daquelas leoas que defendem a cria com unhas, dentes e o que mais for preciso. É uma autêntica "mama italiana" que acha que seus "bambini" são maravilhosos, sem defeitos, os melhores da face da Terra e aí de quem se opor! Pedir para ela não tratar Billy como um bebê é comprar briga. Tanto que ela não entra mais para ajudar durante as sessões de fisio. O veterinário deve ter percebido os olhos azuis faiscando e agora ele chama alguém da equipe para ajudar.
Dona Vilma se revolta, chega em casa dizendo que Billy está sofrendo demais, coitadinho! E dá-lhe colo, naninha, afagos e beijinhos. Meu pai não faz por menos. É só Billy estar dormindo no sofá que ele se abaixa e fica beijando o pituco. Na verdade faz isso meio com medo, prestando atenção, porque desde a cirurgia só minha mãe consegue pegar o "bebê" sem que ele tente dar uma bocada em alguém. E o "alguém" preferido tem sido meu pai.
Eu não acho que Billy esteja sofrendo tanto quanto diz minha mãe, não. Acho que o malandrinho está aproveitando muito bem a situação de ser a atenção da casa, da família, dos vizinhos. Claro, que não mexer as patas de trás não é nada confortável mas ficar revoltado e avançar contra quem se aproxima, com exceção de minha mãe, me parece muito mais sinais de um rapazinho mimado e "bom de bico", ou de focinho.
Falei sobre isso com minhas meninas, Lua Maria e Zoe Cristina. Lua, em seu eterno otimismo, acha que Billy logo estará andando de novo, o mau humor vai passar e ele vai parar de morder as pessoas. Zoe ouviu meu relato, cerrou os dentes, e declarou: "garoto folgado... está fazendo isso só pra chamar a atenção. Vou morder ele...ah, se vou!".

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