quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meu dono de estimação - "Ame e dê vexame"

Outro dia no facebook li uma mensagem que dizia que devemos viver o hoje, que só ele existe. O ontem já virou lembrança e o amanhã a gente nunca pode dizer, com certeza, que vai existir. Então, seria no "hoje" que as pessoas deveriam dizer um "eu te amo" e dar um abraço numa pessoa querida, ou perdoar, ou pedir perdão.
Confesso que gostei da mensagem e algo nela me conectou ao imediato, ao momento presente. Olhei ao meu redor e lá estavam elas: Lua Maria e Zoe Cristina. Elas corriam pela sala, escalavam os sofás na eterna brincadeira de pega-pega. Parei a correria, pedi um minuto de silêncio, e elas ficaram me olhando um pouco desconfiadas, querendo saber se eu estava disposta a oferecer uns ossinhos apetitosos, tirá-las pra uma volta pelo bairro, ou se eu ficaria apenas naquela "falação", naquele discurso sentimentalóide.
Peguei as duas, olhei bem em seus olhos... Lua tem os olhos verdes durante o dia e à noite eles ficam amarelos, cor de âmbar... Zoe tem os olhinhos de jaboticaba, bem pretinhos e sempre molhados... Olhei bem para elas, e disse o quanto as amava, o quanto elas eram importantes na minha vida e na vida daquela família, daquela casa. Disse que elas eram responsáveis por muitos momentos de alegria, de ternura, e que adorava dormir sentindo o cheirinho das patas de Zoe e ao mesmo tempo aquecendo os pés no corpo quente de Lua. Disse que desejava que elas vivessem muitos e muitos anos e que eu estaria sempre por perto, com meu amor e cuidados.
Elas perceberam que não era hora de ganhar petiscos, que o assunto era sério, e se ajeitaram pelo meu colo. Contei a elas a história de um cachorrinho chamado Leleco Leléo que era saudável, lindo, muito alegre, corria com o vento pelos parques e parecia ter toda a vida pela frente. Até que num sábado, ele passou mal, foi socorrido e em poucas horas partiu... Ele tinha um tumor no coração que nunca havia dado sintomas e por isso nunca havia sido diagnosticado. Léo passava sempre por uma bateria de exames e os resultados eram ótimos, sempre mostravam que ele tinha excelente saúde. Mas, lá no fundo de seu coração de meninão lindo, crescia a cada dia o tal do tumor que levaria sua vida embora. Quando ele morreu foi triste demais e apesar de alguns anos já se terem passado, pensar nisso ainda me deixa triste.
E eu não esperava. Ninguém esperava. Ele era saudável, não era? Mas, o "imponderável" vez ou outra mostra suas garras e nos prega peças.
Ninguém sabe o dia de amanhã. Quando penso no Léo só não fico mais triste porque sei que ele foi muito amado e viveu seus 7 anos sendo bem cuidado, com direito a bater patinhas por aí (ele adorava passear) e a comer bons pedaços de mamão (a fruta que ele mais gostava). Só não fico mais triste porque sei que aproveitei cada minuto da nossa convivência para mergulhar naqueles olhos azuis que ele tinha e transmitir a ele todo o amor que eu sentia. Só não fico mais triste porque há outras criaturas importantes nesta vida a quem eu quero me dedicar e transmitir meu amor.



Chego nesse ponto da minha conversa e Zoe Cristina vira a cabecinha para o lado como se me dissesse: "Não vai chorar, hein?". Lua Maria pula no meu rosto e me dá boas lambidas... Não choro não. Aproveito aquele instante para dar mais beijos nelas e fazer mais carinhos nessas duas pituquinhas que eu tanto amo.

É este o momento. Amanhã posso não estar aqui. Elas podem não estar aqui...
Por isso, pergunto: Já beijou seu cachorro hoje? Já cheirou as patas dele? E vamos além: Já beijou a pessoa que você ama? Já disse isso para ela? Nunca é demais... Falar de amor, vivenciar o amor... Nunca é demais fazer a conexão com o sentimento.
Não tenha medo de parecer brega ou exagerado. O amor, verdadeiro amor, é mesmo exagerado e Cazuza cantou isso em altos brados. Não dá pra amar pouquinho, pela metade, com educação, amar em dia certo, em hora combinada...
Amor bege? Pra quê? O amor é sentimento, não tem razão, não tem matemática, é puro mistério. "Ame e dê vexame", já ensinava Roberto Freire. Se o amor for comportado e se couber em um lugar definido e ficar silencioso, compenetrado, com as pernas cruzadas, elegante... tenho dúvidas de que seja amor... Talvez seja amizade, companheirismo, medo da solidão. Mas amor? O amor tem que mastigar de boca aberta sim e rasgar as roupas sim, e fazer e desfazer as malas sim e errar e pedir perdão e ser perdoado. Pelo menos é o que eu entendo e sinto do amor, desde Camões e outros poetas mais românticos, passando pelos modernistas que amaram com todas as letras, e os grandes compositores que amaram com todas as pautas e com todas as notas musicais.
Pelo menos é o que espero do amor. Do meu e dos outros. Por isso beijo e aperto minhas meninas e digo pra elas o quanto elas são amadas! Zoe Cristina me morde o nariz... ela tem um jeito "meio estúpido de ser e de viver...". Lua Maria parece querer falar que também me ama e me olha bem lá no fundo da minha pequenês humana.
Então vamos lá! Saia da frente do computador e vá declarar, em alto e bom tom, seu amor por alguém... Vá encher seu cachorro, seu gato, seu namorado, namorada, filhos, pais, irmãos, amigos e queridos de toda ordem de muitos beijos!
Amanhã pode não dar tempo de viver essa magia...'

Um comentário:

  1. PUTA Q PARIU, Q NOJOOO Q NOJOO
    VAI TOMA NO CU ..... ODEIO QUEM TRATA ANIMAL Q NEM GENTE, AAAHH DA O CU PRO CACHORRO VADIA, O ANIMAL MAIS PORCO, BARULHENTO E NOJENTO DESSE MUNDO CREDOO, PUTA Q PARIU, É EXAGERO DE MAIS NÉ , MUITO NOJO

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