sexta-feira, 2 de setembro de 2011

"Estou no corredor do macarrão"

Essa frase que está no título que me deu a luz da postagem de hoje. Estava no mercado, passeando para cima e para baixo com o carrinho, quando uma mulher abriu a bolsa e tirou o celular. Aparentemente, estava falando com algum parente que a acompanhava nas compras.
Quando eu era criança e ia ao mercado com o meu pai, a gente se perdia, mas, para nos encontrarmos, era tudo na base da "pernada". Um vai com o carrinho para um lado e o outro vai atrás. Agora, até o momento de abastecer a despensa está mais sofisticado.
A família vai inteira, mas lá dentro se dispersa. Um para cada canto. De repente, toca o celular de um. É a mãe aguardando no corredor do macarrão. Mais tarde liga o pai. Esse está escolhendo as frutas, lá do outro lado. Enquanto isso, a filha mais nova escolhe o xampu.
Não foi exatamente isso que eu vi lá, mas no tempo que eu fiquei no mercado fiquei pensando neste texto. Como são as coisas, não é? Há uns anos os pais relutavam em adquirir um celular. Tão logo todos os filhos ganharam os seus, os pais se viram na obrigação de ter um.
Mesmo que seja para policiar onde vão as crianças, mandar mensagem ou tirar foto, hoje, todos os meus tios têm um aparelho. Até a minha vó ganhou um recentemente. Ela ainda hesita em usar, mas está lá.
Um "bichinho" simples, que cabe no bolso, fez a revolução na comunicação. Manda mensagem, tira foto, faz ligação, acessa a internet. Enfim, mil e uma utilidades. E sempre queremos o mais moderno. Opa, já volto. Vou atender o meu que está tocando.

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