quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Meu dono de estimação - "Ame e dê vexame"

Outro dia no facebook li uma mensagem que dizia que devemos viver o hoje, que só ele existe. O ontem já virou lembrança e o amanhã a gente nunca pode dizer, com certeza, que vai existir. Então, seria no "hoje" que as pessoas deveriam dizer um "eu te amo" e dar um abraço numa pessoa querida, ou perdoar, ou pedir perdão.
Confesso que gostei da mensagem e algo nela me conectou ao imediato, ao momento presente. Olhei ao meu redor e lá estavam elas: Lua Maria e Zoe Cristina. Elas corriam pela sala, escalavam os sofás na eterna brincadeira de pega-pega. Parei a correria, pedi um minuto de silêncio, e elas ficaram me olhando um pouco desconfiadas, querendo saber se eu estava disposta a oferecer uns ossinhos apetitosos, tirá-las pra uma volta pelo bairro, ou se eu ficaria apenas naquela "falação", naquele discurso sentimentalóide.
Peguei as duas, olhei bem em seus olhos... Lua tem os olhos verdes durante o dia e à noite eles ficam amarelos, cor de âmbar... Zoe tem os olhinhos de jaboticaba, bem pretinhos e sempre molhados... Olhei bem para elas, e disse o quanto as amava, o quanto elas eram importantes na minha vida e na vida daquela família, daquela casa. Disse que elas eram responsáveis por muitos momentos de alegria, de ternura, e que adorava dormir sentindo o cheirinho das patas de Zoe e ao mesmo tempo aquecendo os pés no corpo quente de Lua. Disse que desejava que elas vivessem muitos e muitos anos e que eu estaria sempre por perto, com meu amor e cuidados.
Elas perceberam que não era hora de ganhar petiscos, que o assunto era sério, e se ajeitaram pelo meu colo. Contei a elas a história de um cachorrinho chamado Leleco Leléo que era saudável, lindo, muito alegre, corria com o vento pelos parques e parecia ter toda a vida pela frente. Até que num sábado, ele passou mal, foi socorrido e em poucas horas partiu... Ele tinha um tumor no coração que nunca havia dado sintomas e por isso nunca havia sido diagnosticado. Léo passava sempre por uma bateria de exames e os resultados eram ótimos, sempre mostravam que ele tinha excelente saúde. Mas, lá no fundo de seu coração de meninão lindo, crescia a cada dia o tal do tumor que levaria sua vida embora. Quando ele morreu foi triste demais e apesar de alguns anos já se terem passado, pensar nisso ainda me deixa triste.
E eu não esperava. Ninguém esperava. Ele era saudável, não era? Mas, o "imponderável" vez ou outra mostra suas garras e nos prega peças.
Ninguém sabe o dia de amanhã. Quando penso no Léo só não fico mais triste porque sei que ele foi muito amado e viveu seus 7 anos sendo bem cuidado, com direito a bater patinhas por aí (ele adorava passear) e a comer bons pedaços de mamão (a fruta que ele mais gostava). Só não fico mais triste porque sei que aproveitei cada minuto da nossa convivência para mergulhar naqueles olhos azuis que ele tinha e transmitir a ele todo o amor que eu sentia. Só não fico mais triste porque há outras criaturas importantes nesta vida a quem eu quero me dedicar e transmitir meu amor.



Chego nesse ponto da minha conversa e Zoe Cristina vira a cabecinha para o lado como se me dissesse: "Não vai chorar, hein?". Lua Maria pula no meu rosto e me dá boas lambidas... Não choro não. Aproveito aquele instante para dar mais beijos nelas e fazer mais carinhos nessas duas pituquinhas que eu tanto amo.

É este o momento. Amanhã posso não estar aqui. Elas podem não estar aqui...
Por isso, pergunto: Já beijou seu cachorro hoje? Já cheirou as patas dele? E vamos além: Já beijou a pessoa que você ama? Já disse isso para ela? Nunca é demais... Falar de amor, vivenciar o amor... Nunca é demais fazer a conexão com o sentimento.
Não tenha medo de parecer brega ou exagerado. O amor, verdadeiro amor, é mesmo exagerado e Cazuza cantou isso em altos brados. Não dá pra amar pouquinho, pela metade, com educação, amar em dia certo, em hora combinada...
Amor bege? Pra quê? O amor é sentimento, não tem razão, não tem matemática, é puro mistério. "Ame e dê vexame", já ensinava Roberto Freire. Se o amor for comportado e se couber em um lugar definido e ficar silencioso, compenetrado, com as pernas cruzadas, elegante... tenho dúvidas de que seja amor... Talvez seja amizade, companheirismo, medo da solidão. Mas amor? O amor tem que mastigar de boca aberta sim e rasgar as roupas sim, e fazer e desfazer as malas sim e errar e pedir perdão e ser perdoado. Pelo menos é o que eu entendo e sinto do amor, desde Camões e outros poetas mais românticos, passando pelos modernistas que amaram com todas as letras, e os grandes compositores que amaram com todas as pautas e com todas as notas musicais.
Pelo menos é o que espero do amor. Do meu e dos outros. Por isso beijo e aperto minhas meninas e digo pra elas o quanto elas são amadas! Zoe Cristina me morde o nariz... ela tem um jeito "meio estúpido de ser e de viver...". Lua Maria parece querer falar que também me ama e me olha bem lá no fundo da minha pequenês humana.
Então vamos lá! Saia da frente do computador e vá declarar, em alto e bom tom, seu amor por alguém... Vá encher seu cachorro, seu gato, seu namorado, namorada, filhos, pais, irmãos, amigos e queridos de toda ordem de muitos beijos!
Amanhã pode não dar tempo de viver essa magia...'

Da torneira ou do disque entrega?

Mais uma vez venho discutir um tema apresentado em sala de aula. Hoje para falar sobre água. É Tão comum abrirmos a torneira e ela escorrer. O uso é variado e depende de cada pessoa. Eu, por exemplo, utilizo a água da torneira para tudo - banho, cozinhar, beber, lavar roupa, escovar os dentes.
Tem gente que tem certa repulsa em utilizar a água da torneira para consumo, para matar a sede. Em algumas cidades é até bom que não a utilize, mas, na maioria, deve-se dar preferência a ela.
Uma vez, conversei com o secretário de saúde de Maringá e ele me disse que a qualidade da água da rua é conferida semanalmente em diferentes pontos. Além disso, a quantidade de cloro e demais elementos são devidamente calculados.
Ou seja, não há dúvidas de que a qualidade da água da torneira está equiparada à das minas mais limpas. E é sobre isso que o vídeo que vimos em sala fala. Além de pontuar a qualidade da água que abastece a cidade, fala dos males das águas engarrafadas.
Para produzir uma garrafinha vão químicos e químicos que poluem e gastam energia. Depois de consumirmos o conteúdo, a garrafinha é descartada. E esse descarte nem sempre é correto, com a reciclagem como ponto final.
No vídeo, há uma crítica ao que é feito por empresas nos Estados Unidos. Até que ponto isso pode ser verdade, eu não sei, mas que é uma vergonha, ah isso é.
Então, na hora de ligar para o disk-água, pense um pouquinho. Não seria melhor um filtro de barro a um que é abastecido com galões de 20 litros e que têm a fonte duvidosa. Talvez, a água que enche esse recipiente seja a mesma que escorre da sua torneira. E você ainda paga frete.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Retratos da vida real

Uma dose de fuga da realidade não faz mal a ninguém, não é mesmo? Alguns minutos ou horas de novela diariamente são momento de lazer de milhões de brasileiros. E por que eu não poderia ser um desses brasileiros que faz as emissoras investirem cada vez mais na ficção?
Sou um noveleiro assumido, mas tenho as minhas prediletas. Novela das 21h é sempre garantia de sucesso, mas eu não gosto de todas. A que está no ar atualmente tem a minha aprovação. Fina Estampa estreou no embalo do sucesso da novela anterior - Insensato Coração.
Melhor do que pegar o povo acostumado com a atração no horário é chegar com novas histórias e conquistar o público em menos de uma semana. Quem ainda não ouviu falar da tal Pereirão não sabe o que está perdendo. Porém essa personagem é apenas uma de uma gama.
Ontem (27), estava assistindo à novela, depois da prova, quando surgiu a dramática história da Celeste, personagem da Dira Paes. Ela representa uma de milhares, ou milhões, de mulheres que são agredidas pelo marido. E tem o agravante, ela só tem uma filha. Ambas são o saco de pancadas do valentão.
A história está se desenvolvendo. O agressor, ontem, foi agredido. Apanhou da própria filha quando tentava estrangular a mulher. É um mero retrato do que acontece em muitos lares. Esperamos que o final não seja como o da maioria - que a mulher denuncia, mas retira a queixa assim que vê o marido algemado.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Chegou o vigésimo terceiro

Estava aqui pensando, comento uma reportagem, um fato do dia ou "o fato do dia"? É, eu vou ter de comentar o tal fato do dia. Meu aniversário. Não que eu esteja implorando por felicitações nos comentários logo abaixo.
Lembro quando a Bruna escreveu aqui que ela estava na fase de não gostar do próprio aniversário. Eu já estou nessa fase há um tempinho. O que me diverte na data é o bolo (e o deste final de semana foi bom). O tal do gordinho...
Mas cheguei aos 23 e parei para pensar: o que fiz em todos esses anos? O que vai ser de mim daqui para frente? Este ano recebo meu diploma e parto para o mercado de trabalho. Será que todos os meu planos vão dar certo? Vou realizar meus sonhos profissionais?
Aniversário é uma coisa complicada. Nas redes sociais, milhões de pessoas te desejando felicidades, abraços e beijos. Na sala da faculdade perguntam: quantos anos vai fazer? Eu já disse 19, 21, mas os 23 pesam. Mas com corpinho de 17 (risos).
Dizem: que besteira, você está no auge da juventude. Pois é, eu concordo, mas com a velocidade que o tempo está passando, ao piscar os olhos estarei com 30. Lembro quando estava fazendo autoescola, em 2006, e este ano já tenho que renovar minha habilitação.
Parece que mudei para Maringá ontem. Já se vão quase seis anos. Temos que viver intensamente, mesmo. Quando nos damos conta, já se passaram dias, meses e anos. Em um ano, espero, aqui, poder dizer que um dos meus sonhos foi realizado e que os outros estão próximos.
Mas, meu presente para hoje? Uma bela de uma prova na faculdade e o dia todo estudando para tal.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Expedição Xingu do século 21

Sabe aquele sentimento de "invejinha boa" que temos de alguém que fez alguma coisa muito legal, mas que não desejamos o mal para tal pessoa? Essa sensação descreve o que senti assistindo ao quadro "Expedição Xingu" no Fantástico.
Comandada pelo competente jornalista Rodrigo Alvarez, uma turma de universitários foi selecionada para percorrer o caminho Roncador-Xingu. Além da aula que tiveram com as histórias sobre as dificuldades e belezas encontradas no caminho pelos expedicionários pioneiros, os jovens tiveram uma experiência única.
Na série de seis episódios, eles viajaram mais de 700 quilômetros por terra, água e ar. Dentre as dificuldades encontradas, o relacionamento entre os participantes. Lembro um dos episódios em que um dos selecionados desistiu.
No último, exibido neste domingo (25), eles chegaram ao destino final - o Parque Nacional do Xingu. Ao chegar a uma aldeia indígena, os membros da expedição se misturaram aos nativos e participaram de rituais típicos, como dança e lutas.
Se a Expedição que deu origem ao diário "A marcha para o Oeste" de Orlando Villas Bôas levou 16 anos (começou em 1943) e teve o mínimo de tecnologia envolvida, a deste ano durou bem menos e foi transmitida em HD.
Como universitário, queria ter tido essa oportunidade. Viajar, conhecer pessoas diferentes, histórias diferentes e refazer a história. Com certeza foi uma aventura e tanto. Apesar de todas as dificuldades e horas de caminhada, a recompensa é o que terão para contar pelo resto da vida.

sábado, 24 de setembro de 2011

Foi só a primeira noite

Era para ser o maior festival de Rock do mundo. Mas parece que o nome Rock in Rio está um pouco desviado do foco inicial de 26 anos atrás. Na primeira noite de shows, poucos artistas lembraram o tradicional rock. Digamos que, de tudo que foi visto, apenas Titãs e Paralamas chegaram perto.
Voltando da faculdade, na sexta, estava com o rádio sintonizado na Mix FM. Como rádio oficial do evento, eles deram uma pausa na programação e entraram ao vivo da Cidade do Rock (?). Estava tocando "Homem Primata". Achei o máximo. Gosto demais dessa música.
Até aí, podemos aceitar que isso é rock. Ah, você deve ter se perguntado o que era esse ponto de interrogação após "Cidade do Rock" no parágrafo anterior. Não é Cidade do Rock? Então, cadê o rock?
Além das duas bandas nacionais, Milton Nascimento (o que ele foi fazer lá?) abriu a noite cantando "Love of my life".
Outro exemplo de o que não levar a um show de rock é a carioca, quase baiana, Cláudia Leitte. Poderiam criar um festival paralelo, algo do tipo Pop in Rio, que foi um dos tópicos mais citados no twitter, ontem. Ou então, Micareta in Rio, Axé in Rio. Ah tá, já tem o Carnaval.
Finalizando a noite, Katy Perry, Rihanna e Elton John. A partir deste sábado, a tendência é chegar mais perto do rock. Red Hot Chilli Peppers vem aí. Na mesma noite tem NX Zero.
As pessoas que me conhecem devem estar achando esse texto contraditório. Eu não gosto de rock mesmo, só concordo com a maioria na questão de que um festival de rock deve ter rock e não axé, pop ou MPB.
Porém, se quem pagou o ingresso está gostando do que está vendo, está bom. Eu não paguei um centavo, mas gostaria de estar lá para ver alguns dos shows. Quem sabe no próximo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Violência banalizada

Em meio a tantas atrações televisivas que incitam a violência, tornou-se comum vermos casos reais que imitam a teledramaturgia. São sequestros, assaltos e crimes que chocam pela brutalidade e ficamos com a sensação de que já vimos essa história antes.
Mas o que aconteceu nesta semana, para mim, é inédito. Uma criança de 10 anos atirar na professora e depois se matar. Em alguns pontos, pode lembrar o caso da escola do Rio de Janeiro, quando o perturbado entrou e saiu atirando nos alunos e, por fim, se matou.
Mas a diferença de idade entre os dois casos é enorme. Aos 10 anos, eu brincava de carrinho, jogava bet's na rua, brincava de esconde-esconde. A que ponto chegamos para que um menino pegue a arma do pai, escondida, e resolva tentar matar a professora e, em seguida, se matar.
Urgentemente, precisamos rever nossos conceitos de educação. É normal que um aluno pegue raiva de um professor por um acontecido. Talvez o professor, sem querer, faça algo que o aluno não gostou. Para quem fez - o professor - isso entra no esquecimento. Mas, para quem sofre, isso é um martírio.
Uma pena que nem todos os professores sejam bem preparados para enfrentar uma sala de aula. Falta, sim, qualificação para uma grande parcela que está à frente de uma turma de 20, 30 ou 40 alunos. Com o somatório de banalização da violência e despreparo dos professores, a tragédia está anunciada. Ainda há tempo para reverter a situação, mas será que há vontade por parte dos governantes?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Meu dono de estimação - "Amor meu grande amor"

Estava pensando, cá com meus óculos, porque algumas pessoas gostam tanto de ter cachorros por perto, dentro de casa, em cima da cama, com morada cativa no coração. Poderia enumerar uns cem motivos. Alguns mais comuns, como por exemplo, porque os cães fazem companhia e numa cidade como São Paulo, onde a solidão já está no DNA de seus habitantes, ter um cachorro em casa é garantia certa de que alguém vai recebê-lo, com alegria, quando você abre a porta daquele apartamento vazio, sem cortina, com pizza amanhecida dentro da geladeira. Alguém que demonstra um carinho explícito, pulando nas suas pernas, fazendo festa, festejando porque a pessoa mais importante do mundo acaba de entrar em casa. Só um cachorro recebe a gente assim. E se você sair para buscar mais pizza lá embaixo e voltar depois de meia hora vai ganhar a mesma festa, como se tivesse ficado semanas fora. Por mais que você more com alguém que te ame, essa pessoa não vai pular nas suas pernas, não vai chorar e rir ao mesmo tempo, e nem demonstrar uma alegria exagerada, só porque você abriu a porta. Quando muito você recebe um boa noite, um beijinho distraído e está tudo certo. Sem babação, que como diz Caetano Veloso "...gente é outra alegria...".
Outro motivo para ter um cão, ou vários, dentro de casa: a presença canina exige movimento, andanças, passeios diários. Xô sedentarismo! O cachorro chora, sofre, fica tomando sol no parapeito da janela, olha pra você com aqueles olhos fundos, compridos.... e ninguém resiste: é hora de calçar os tênis, pegar a guia e levar a você e a seu cachorro para um bom passeio.
Eu adoro ter cachorro dentro de casa. Não me importo que tudo cheire a cachorro, que haja pêlos por toda parte, não me importo em limpar cocô e xixi na área de serviço, trocar jornais e passar pano... não me importo nem com os sofás destruídos, onde Lua Maria começou e Zoe Cristina terminou diversos túneis... aqueles dois sofás estão parecendo mais com celas de uma cadeia de tanto que foram escavados pelas duas criaturas que latem e fazem a festa da família.
E eu adoro dormir com elas... Elas suspiram, vão se abandonando, piscam, e logo estão ajeitadas. Zoe prefere ficar enrodilhada em si mesma, Lua adora ficar de barriga pra cima. Elas roncam, se viram, se estranham, e de madrugada nos acordam porque resolvem rosnar e latir uma para a outra mas mesmo assim eu adoro dormir com elas e saber que aquele pedacinho de mundo é um porto seguro. De manhã, quando toca o despertador, elas estão molinhas, ainda sonolentas, e nessa hora é uma delícia puxá-las pra perto, fazer carinho na barriga, cheirar as patas, encher aqueles focinhos de beijos. Elas vão acordando aos poucos, se espreguiçam, se chacoalham, e pronto! Estão preparadas para um dia divertido, onde a ração será deliciosa, a água será fresquinha e saborosa, e o passeio será o melhor do mundo...onde você se sente a melhor pessoa do universo só porque é capaz de amar, e se de dedicar a essas criaturas que não falam mas gritam de tanto que nos passam emoção.
Com Lua Maria e Zoe Cristina e com todos os cães do mundo, a linguagem é uma só: amor. O rabo abanando, a boca aberta, a patinha batendo no seu braço, tentando chamar sua atenção, os latidos, sejam graves ou agudos, o xororô que muitos fazem, aquele sobe e desce nos móveis, as corridas de pega-pega pela casa... tudo isso são palavras de amor, palavras sem letras, sem sons... palavras de outro planeta, de outra dimensão... de um mundo onde o amor é incondicional. Dificilmente esse tipo de amor é conseguido entre as pessoas. A gente sempre condiciona o sentir a alguma questão. Os cães vão além. Você dá bronca, coloca de castigo, tira da boca dele aquele chinelo delicioso que ele está roendo há horas, e mesmo assim ele te ama, e mesmo assim ele vai lamber seu rosto se você chorar. Cachorro não sabe "ficar de mal", não compreende a palavra mágoa. Ele ama e sempre está pronto para aquele salto gigante assim que você virar a maçaneta. Cachorro é "olhos nos olhos", sem enganação. Cachorro é uma bênção, um aprendizado porque o ser humano tem muito que aprender sobre o amor... Como diz João Bosco: "... quem quer viver um amor mas não quer suas marcas qualquer cicatriz/a ilusão do amor não é risco na areia/ é desenho de giz..."
Quem quer viver um amor, de verdade, com marcas, pêlos, arranhões, e "para sempre", deve experimentar o amor canino. Esse dura! Uma eternidade...

Balanço da viagem a JP

A partir de amanhã, voltarei às postagens "normais" do blog. Mas hoje ainda preciso comentar algumas coisas que aprendi em João Pessoa, tanto quanto aos costumes, gírias e manias do povo.
Lidar com pessoas é difícil. Lidar com pessoas de diferentes regiões é mais complicado ainda. Estar em um evento nacional, que reúne pessoas de todos os estados foi incrível. Na hora das entrevistas, as pessoas percebiam que eu não era de lá. O sotaque sul-interiorano entregava minha origem: made in Paraná.
No café da manhã, algumas surpresas. Nunca imaginei encontrar mandioca cozida, salsicha frita e ovo mexido na mesa entre 7h e 9h. E o pessoal se acabava de comer. Eu gosto muito do meu pão com presunto e queijo. Um achocolatado acompanha. Ainda tinha a opção da tapioca. Eu provei alguns dias. Tudo bem, esse passa.
O almoço não pendia para as comidas da região, já que tinha que agradar ao maior número de pessoas, no caso, os atletas. Para o jantar, o mesmo. Mas, de noite, quando estávamos no período de descanso, resolvi experimentar o açaí que alguns comiam com gosto.
Não me arrependi nem um pouco. Muito diferente do que já havia provado no Paraná. Fora que o preço de lá é bem mais agradável que o daqui. Era dia sim, dia não. Ainda mais que o lugar que vendia o produto ficava na mesma rua que o hotel, na quadra do lado.
As músicas são totalmente diferentes das que tocam nas rádios aqui. Em Maringá, o sertanejo domina nas rádios mais flexíveis. Lá, o forró. Eu não tenho preconceito com músicas. Ouvia sem reclamar, até gostei de algumas. Mas, um dos motoristas da imprensa tentou me deixar mais confortável e comprou um CD sertanejo. Gostei da ideia, mas foi em um dos últimos dias. Já estava "afetado" pelo forró.
A simpatia das pessoas de lá é algo fora do normal. Mas, com certeza, algo que deveria ser o normal. Até as pessoas mais tímidas eram muito amigáveis. Esse foi o quesito que eu mais gostei de lá. Aliar paisagem a pessoas do bem é uma combinação perfeita.
Na hora de ir embora, não tinha uma lembrancinha ainda. No aeroporto vi uma lojinha e entrei. Tudo muito barato. Eu me surpreendi. Achei que encontraria produtos com preços superfaturados, mas não. Mesmo assim, não comprei mais porque não tinha como trazer. Dos 23 quilos que temos direito no bagageiro, usei 22,9.
Como disse ontem, agora restam as lembranças e, claro, algumas músicas que fiz questão de tê-las no computador.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Acabou. Já quero mais

Mal cheguei ao Paraná e já estou morrendo de saudade de João Pessoa. Das pessoas, especialmente. De chegar depois de um dia de trabalho e juntar a galera para comer um açaí, assistir novela, conversar, sair para passear na orla e dar risada.
Eu acho que nunca dei tanta risada em tão pouco tempo. Devo isso às pessoas mais do que especiais que conheci lá. São amigos que quero levar para o resto da vida.
Em uma das noite, na cama, fiquei pensando que é possível sim, entrar no Big Brother, por exemplo, e criar amizades verdadeiras. Lá, eles passam 24 horas juntos. Eu passava metade disso com os outros voluntários e senti uma dor no peito em ter de dar tchau para eles.
Foram 15 dias intensos, que não tenho palavras para descrever. Cobrir um evento esportivo com adolescentes foi uma experiência e tanto. Em cada jogo, buscar uma história diferente, uma nova maneira de narrar um resultado.
Não sei se vou em mais alguma Olimpíada Escolar este ano. Mas, passar duas semanas longe do meu TCC, da minha casa e da minha cama foi melhor do que eu imaginava. Dividir o quarto de um hotel com mais três pessoas não foi nem um pouco chato. Não preciso de muito luxo para me contentar.
Fica, das olimpíadas Escolares, etapa de 12 a 14 anos, em João Pessoa, todas as coisas positivas, as brincadeiras, as lembranças e as fotos. O meu muito obrigado a todos que fizeram parte desses dias.



sábado, 17 de setembro de 2011

Só mais um dia, infelizmente

Amanhã é o último dia de competição aqui em João Pessoa. Depois de todos os compromissos, pego meu voo e volto para Maringá. Foi e está sendo muito bom ter vindo para cá. Não me arrependo pelo dinheiro da passagem, pelas aulas perdidas ou por qualquer outra coisa.
Sinto que cumpri a minha missão de produzir os melhores textos para a Assessoria de Imprensa do COB. Hoje, fiz mais dois textos que me deixaram orgulhosos. Ontem, conheci a Valeskinha, do vôlei, e o Bruno Souza, do handebol.
Os dois são muito comédia. Encontrei a Valeska no jogo de vôlei da manhã de hoje e ficamos comentando o jogo e os fatos do dia anterior. Fiz uma entrevista com ela e me diverti demais. À tarde, encontrei o bruno no handebol. Também o entrevistei.
No mesmo texto do Bruno, coloquei os resultados dos jogos e a história do time catarinense. A história dos meninos é emocionante. Enquanto a professora me falava, ela não continha as lágrimas. Fiquei muito feliz por eles, apesar de o Paraná ter sido eliminado.
Amanhã é dia de final e decisão de terceiro e quarto lugares. Boa sorte a todos e boa volta para casa.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

JP na semifinal do futsal masculino

E não é que os meninos de João Pessoa ganharam dos alagoanos. Amanhã eles jogam a semifinal. Ainda não sabem quem será o adversário, mas estão animados. O refeitório já começou a esvaziar. Os times que não se classificaram já estão dando tchau para João Pessoa.
Eu ainda tenho mais dois dias de trabalho. Estou mega-cansado, mas não queria ir embora nunca mais. Essa rotina de acordar cedo, tomar café, trabalhar, almoçar, trabalhar, jantar e lazer está sendo fantástica. Fora a experiência e oportunidade de conhecer e rever pessoas maravilhosas.
Vou sentir muita falta de ficar assistindo jogos, esperando o resultado, torcendo em silêncio para o time que me renderia a melhor pauta, das conversas com os atletas, das histórias. Amanhã só teremos semifinais. A equipe ainda não está distribuída.
Hoje, fui para o handebol e para o vôlei. Gostei muito da atuação do time curitibano do colégio Dom Bosco. Ganharam de virada dos catarinenses, que são bicampeões.
Outra coisa me deixou mega-feliz hoje. Os dois textos que eu fiz foram publicados sem alteração alguma. Sinal que estou no caminho certo. Aqui está o texto do handebol e aqui o do vôlei. Amanhã eu volto.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Na torcida pelo futsal de João Pessoa

Entramos nos últimos dias de competições. Amanhã, conheceremos os times que vão avançar para as semifinais. A criançada está toda animada, pelo menos os que estão bem na disputa. No mesmo hotel em que estamos, tem a equipe de futsal de João Pessoa. Os meninos são muito simpáticos.
Na chegada do trabalho, hoje, eles estavam todos na escada. Ficamos conversando com eles, sobre o jogo de hoje. Uma das voluntárias está na equipe médica. Um deles falou: pô, me machuquei cinco vezes no jogo na esperança que você ia me salvar.
São uns malandros. Eu achei eles um barato. No café da manhã, todos fazem questão de ir nos dar bom dia. Amanhã eles têm um jogo decisivo. Se perderem, estão fora. Vou torcer por eles a distância, porque estou escalado para o vôlei, à tarde.
Hoje acompanhei o futsal e o basquete masculino. Rendeu três textos para o site das Olimpíadas Escolares. O melhor disso tudo é ver que o Globoesporte.com está aproveitando nossos releases. É muito bom ver um texto lá. Ainda mais para um acadêmico na porta de saída da faculdade.
Então é isso. Amanhã eu volto com novidades.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Meu dono de estimação - Amor secreto

Vou fazer uma confissão: eu dormi com outro.
Assumo, e nem estou sob tortura. Faço essa confissão por livre e espontânea vontade.
Dormi. E gostei.
Simplesmente, aconteceu. Eu já o conhecia de longa data mas não tinha experimentando, ainda, uma aproximação. Não sabia o quanto ele poderia ser carinhoso e envolvente. Pela primeira impressão, o que percebemos de cara é a força que ele tem. Músculos à vista, dentes fortes e lindos, um andar de quem conhece muito bem e preserva seu lugar no mundo. Ele transmite segurança, ele se impõe em qualquer ambiente. Impossível não notá-lo, difícil esquecê-lo. Especialmente depois que ele baixa aqueles olhos cor de mel nos olhos da gente. Daí a força, antes até bruta, se transforma em doçura líquida, pura, quente. Olhos de menino carente, olhos de quem pede amor e garante que sabe amar. E como sabe!
Não foi nada planejado. A surpresa me pegou num vento nordeste. Eu não esperava por aquele encontro e muito menos por aquela noite em seus braços. Mas, não pude escapar. Estava fragilizada, sentia frio na alma, solidão... E ele me deu toda a atenção do mundo. Pude falar durante horas e ele nem se mexeu. Ficou ali, todo atento, ouvindo cada palavra, me consolando com sua presença marcante. Depois que falei e chorei tudo que podia, ele me encheu de beijos. Beijos molhados. Nos abraçamos e ele me colocou pra dormir. Abraçada a ele senti uma pontinha de alívio numa das piores noites da minha vida. Apesar de toda a tristeza que me envolvia, ele estava ali: Pompom, o lindo pitbull, com quem eu dormi.
Tudo bem que ele roncou um pouco e, no meio da noite, tomou quase toda a cama. Tudo bem que acordei algumas vezes com o peso de seus 40 quilos sobre mim. Tudo bem que ele desceu da cama algumas vezes pra tomar água e voltou com o focinho molhado. Sua companhia foi decisiva pra que eu não ficasse, ainda mais, desesperada.
Eu pensei muito em vocês naquela noite, abraçada a Pompom. Eu sei que nós já dormimos juntas muitas vezes e que vocês devem estar sentindo ciúmes. Mas tentem entender... eu estava muito sozinha. Vocês estavam tão distantes, inacessíveis...
Não pensem que isso vai virar um hábito. Pompom tem outros amores e eu tenho vocês. Foi uma noite apenas. Uma noite com um pitbull. E para quem tem preconceito sobre essa raça, eu posso dizer que Pompom é o mais doce de todos os cachorros que já conheci. Ele é como um bebezão, um menino que cresceu e engordou um bocadinho a mais. Pompom é dono de uma ternura infinita. Sensível, amigo, presente.
Não fiquem tristes meninas... Vocês duas, Lua Maria e Zoe Cristina, ainda são as donas de meu coração. Mas, sou um ser múltiplo e posso amar a muitos sem deixar ninguém de lado. Afinal, o amor nos liberta, nos renova e nos fortalece. E depois daquela noite entre as patas de Pompom, se eu sobrevivi, é porque a tristeza não pode ser mais forte que eu. É porque a desesperança tem que ser combatida a mordidas violentas. É porque posso parecer "fraquinha", magra demais, tola demais... mas, no fundo, tenho uma alma de pitbull. E, aconteça o que acontecer, eu não vou desistir.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quero voltar logo a JP

Hoje o dia foi perfeito. Se melhorasse, estragava. A maioria dos 20 voluntários de fora tinha recebido folga para hoje. Estava combinado que iríamos a uma cidade vizinha, em Cabedelo, na Areia Vermelha. Acordamos, tomamos café e logo pegamos a van que nos levaria.
Ao chegar lá, embarcamos e fomos até o banco de areia no meio do mar. Sensacional. Como está em baixa temporada, não estava cheio. Estávamos em 9, e pagamos 100 reais, no total, para irmos e voltarmos da ilha temporária.
Chegamos lá às 10h30 e fomos avisados que às 12h30 sairia o barco de volta. A maré logo subiria e encobriria o espaço. Aproveitamos ao máximo. Sol, mar, bebidas e muitas risadas, para variar um pouco.
Passamos o resto da tarde na praia. O pôr do sol seria na Praia do Jacaré, um lugar muito famoso aqui em João Pessoa pelo lindo entardecer. Pode-se ver pelas fotos.
À noite, juntamos uma turminha e fomos jantar. Encerra-se mais um dia. Amanhã, voltamos todos ao trabalho. Começam os jogos das modalidades coletivas, e vamos até domingo nesse ritmo.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Terça-feira de folga!!!

Hoje o dia foi menos puxado. Só fiz cobertura de manhã, na ginástica rítmica. Eu que pedi para ir para lá. Nunca tinha visto uma competição da modalidade. Me apaixonei. As meninas parecem de borracha. O que elas fazem com uma bola e uma fita de 5 metros impressiona.
Logo que cheguei, vi as meninas aquecendo. Investi minhas fichas em uma gaúcha. Em uma conversa com a ex-atleta olímpica Marcela Menezes, ela abriu meus olhos para uma paranaense, também. Fiquei feliz, uma conterrânea com chances de medalha.
Na hora H, a gaúcha teve algumas falhas e a paranaense teve notas superiores. Depois das apresentações dela, a plateia toda aplaudiu. Foi muito bom. Eu estava anotando todos os resultados e vi que ela tinha conseguido a melhor nota na fita e no geral. Faltava a bola. E não é que a menina ganhou 3 ouros.
Ela é sensacional. Já ganhou diversas medalhas em Portugal e na Bulgária, em campeonatos grandes. Com 14, essa é uma das pupilas para 2016. Bruna da Silva. Guardem esse nome.
Amanhã, grande parte dos voluntários ganhou folga, já que não haverá competição. Os atletas das modalidades individuais vão embora e chegam os das coletivas. Depois, de quarta-feira até domingo é só basquete, vôlei, fustal e handebol.
Na próxima postagem conto como foi a folga merecida. Na foto principal, a Bruna da Silva. E parabéns, garota. As fotos do tênis de mesa, são de domingo.




domingo, 11 de setembro de 2011

Amanhã tem ginástica rítmica

Mais um dia se vai. Aqui, perdemos a noção dos dias da semana. Lembro que dia é para colocar nos textos, mas depois me desligo e esqueço. Hoje, diferentemente dos domingos normais, acordei 7h. Pulei cedo, já que o carro passaria para levar eu e mais um voluntário da imprensa para as competições.
Fui logo para o tênis de mesa. Os atletas estavam no aquecimento. Eram semifinais e finais por equipe. Enquanto o repórter fotográfico fazia o trabalho dele, eu descobria alguns detalhes da modalidade. Fim das disputas, entrevistas feitas. Hora de voltar para o QG e produzir o texto. Depois, almoço.
Para a tarde, iria para o badminton. Nunca tinha visto um jogo. Foi uma experiência e tanto. Estava em busca de histórias. Conversei com atletas de uns 12 estados. Por fim, apenas relatei os resultados das seletivas e coloquei aspas de um catarinense, que foi ouro no dia anterior, em dupla.
Para amanhã, ginástica rítmica. Vou conhecer, também. A experiência está sendo formidável. Hoje não vai ter álbum de fotos. Prometo que amanhã eu recompenso com as belas apresentações da GR.

sábado, 10 de setembro de 2011

Dando um Ippon no calor

João Pessoa é linda, mas está um calor... Hoje dei uma passada rápida, à tarde, no espaço onde estão sendo realizadas as competições de xadrez. O lugar é o da foto ao lado e a vista do terraço está mais abaixo. O espaço emana cultura.
No gramado, caixinhas de som protegidas do sol e da chuva ambientalizam a chegada dos visitantes. Senti uma paz no local que logo vi que não teria lugar melhor para abrigar tal modalidade esportiva.
Mas de manhã dei um pulinho no ginásio da Unipê para acompanhar o judô. É muito legal ver a criançada no tatame. Eles lutam, choram e comemoram muito mais do que os atletas universitários. Nas entrevistas, me surpreendi.
Achei que as respostas deles seriam curtas, como sim e não. Mas os atletas que entrevistei deram um show de media trainig. Sabem responder à imprensa perfeitamente. Outro destaque é o tratamento que o COB dá à imprensa. Todos são muito bem tratados e devidamente orientados.
À tarde, após o xadrez, voltei ao judô. Mais uma vez, muita emoção. E outra coisa, São Paulo abocanhou 5 das 8 medalhas de ouro em disputa. Alguns estão automaticamente selecionados para o sul-americano escolar.
Parabéns a eles e que amanhã haja mais emoção. E, hoje, nada de açaí.




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Agora é pra valer

Ricardo, do vôlei de praia, é um dos embaixadores das OEs
Hoje vou ser breve, porque quero correr comprar meu açaí. É bom demais. Então vamos ao que interessa. hoje aconteceu a abertura oficial das Olimpíadas Escolares 2011 de 12 a 14 anos. É muito engraçado ver a alegria nos olhos dessas crianças.
Longas viagens, mas a emoção de estar em uma competição nacional supera tudo. Além disso, para incentivar os atletas mirins, existem os embaixadores. São atletas olímpicos e paraolímpicos que transmitem um pouco da vivência no esporte para os que estão apenas começando.
De manhã, teve a coletiva de imprensa. É uma das melhores partes do trabalho do assessor de imprensa. Mesmo que eu tenha ficado com funções básicas, foi sensacional.
No final do dia, às 18h, teve a abertura. Apresentação das delegações, fala das autoridades, inclusive o Ministro do Esporte esteve aqui, apresentação cultural e encerramento.
Foi fenomenal o trabalho de hoje. A tendência é melhorar, já que amanhã começam as competições das modalidades individuais. De manhã estarei no judô. Agora é bloquinho e caneta na mão e escrever. Estamos com poucos voluntários na imprensa, por isso o trabalho vai ser mais puxado ainda.
Agora, vou repor um pouco das energias e me afogar na tigela do açaí. Fui!