domingo, 28 de agosto de 2011

Universitários: um "mal" necessário

Assunto muito debatido em Maringá é a presença dos universitários na cidade. Para quem é de fora, vou contextualizar. Zona 7 é um bairro em Maringá que cresceu ao redor da Universidade. A UEM (Universidade Estadual de Maringá) já tem mais de 40 anos.
No Jardim Universitário, que fica colado à UEM, novos prédios e casas foram construídas. Pela proximidade, os alunos tomaram conta do bairro. Normal, certo? Porém, muitas famílias compraram imóveis ali e estão até hoje.
Universitário gosta de uma festinha, música, reunir a galera. Famílias querem sossego. Uma hora essa combinação ia dar choque. Está dando e faz muito tempo. Alguns chegam a um nível de ignorância a ponto de dizer que os universitários devem ser "exterminados".
Como se a cidade não dependesse de nós, acadêmicos, para sobreviver. São cerca de 10 instituições de ensino superior em Maringá. Com o período de recesso, os estudantes de fora vão para casa e há um vazio demográfico.
É chato acordar de madrugada com um carro passando na rua com o som alto? É, concordo. Mas dizer que universitário é vagabundo e não faz nada da vida é generalizar casos isolados. Existem cursos e cursos, alunos e alunos.
Desde que mudei para Maringá, em 2006, percebi uma melhora significativa na balbúrdia. Em época de vestibular nem parece que tem algo acontecendo. Antes, as ruas eram impedidas e os candidatos e acadêmicos festavam por três dias.
Hoje, depois de alguns bares terem fechado as portas, com a presença da polícia para reprimir os excessos, está melhor. Existem, sim, alguns focos de bagunça, mas são jovens e isso é normal. Acho que uma convivência pacífica se faz em uma via de mão dupla. Os festeiros colaboram de um lado e as famílias de outro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário