sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Um livro ou um estádio?

Ontem foi divulgado o resultado de uma pesquisa sobre o ensino no Brasil. É impactante o resultado, mas, infelizmente, previsível. Nossos alunos não estão sendo bem preparados. De acordo com os pesquisadores, pouco mais da metade das crianças do terceiro ano do ensino fundamental conseguem escrever uma redação compreensível.
É preocupante! Quando o assunto é matemática, o resultado é um pouco pior. Cerca de 42% das crianças avaliadas conseguem compreender a disciplina. E há uma disparidade entre o nível dos alunos de escolas pública e privada.
Nas escolas públicas, os resultados são piores. Os alunos avançam de ano letivo sem ter adquirido todo conteúdo. Nas escolas particulares isso também acontece, mas em menor grau. Em suma, quem pode pagar recebe melhor qualificação. 
Que educação deve ser prioridade, todos deveríamos saber. Uma sociedade educada corretamente desencadeia uma sequência de benefícios para o país. Teríamos, por exemplo, políticos mais dignos, porque as pessoas saberiam a função deles e haveria cobrança.
Enquanto nossos governantes estão preocupados com a verba que será destinada aos Jogos Olímpicos e à Copa, nossa educação fica de lado. São livros didáticos, professores e estrutura física trocados por estádios, rodovias e aeroportos.
Não acho ruim esses eventos esportivos no Brasil. Acredito que a geração de empregos será muito benéfica. Mas, quantas reportagens mostram que o País está importando mão-de-obra por não tê-las aqui preparadas?
Antes de nos exibirmos para o mundo, precisamos qualificar os profissionais. E isso se faz investindo em educação. Melhorar os aeroportos e estradas é ruim? Não. Mas a iniciativa privada deve agir nesses casos, também, não só na educação.

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