quarta-feira, 13 de julho de 2011

Não é tão ruim quanto parece

Morar em um prédio exige certos comportamentos diferentes de quando se mora em uma casa com alguma distância dos vizinhos. Com certeza, todos que moram ou já moraram em um edifício têm alguma lembrança ruim.
Seja o vizinho de baixo que curte um som alto até altas horas, a vizinha de cima que desfila de salto de madrugada, ou casos mais extremos como o ocorrido no Rio de Janeiro. O vizinho, incomodado com o barulho do outro, decidiu dividir o sentimento com os demais moradores.
Mas foi de uma maneira tão grosseira, que ele acabou condenado a pagar R$ 5.100 para o casal que fazia sexo um tanto quanto escandaloso. O desembargador considerou excessiva a atitude dele de escrever no livro do condomínio que o comportamento do casal seria normalmente aceito em "prostíbulos e motel de beira de estrada".
No meu prédio, tenho vizinhos novos a cada 6 meses ou um ano. Isso porque moro perto da Universidade e as repúblicas montam e desmontam-se frequentemente. Já passei por bons e maus momentos com os outros universitários, mas tudo civilizadamente.
Outras famílias compõem o quadro de moradores do edifício e, ultimamente, não tenho ouvido casos de desrespeito. Acredito que se todos entendermos que nosso direito vai até onde começa o do outro, podemos viver democraticamente.

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