sexta-feira, 29 de julho de 2011

Motos, acidentes e desrespeito

É visível o constante crescimento de motocicletas nas ruas das cidades. Especialistas apontam que, em alguns anos, o número de carros será inferior ao de motos nas cidades de médio e grande porte. Quando o sinal está fechado, eles se amontoam à frente dos carros.
São milhares, milhões de motociclistas que se arriscam nas vias entre carros e caminhões. São mais econômicas, chegando a fazer 20, 30 quilômetros com um litro de combustível. E, por isso, são utilizadas pelos trabalhadores para irem da cidade dormitório até a cidade vizinha, onde trabalham.
Nessas idas e vindas, acidentes podem acontecer. Nesta semana, duas vidas foram ceifadas em uma rodovia nas proximidades de Maringá. Vi a reportagem em um programa local e fiquei enfurecido com a crueldade dos motoristas.
Provavelmente, o motociclista estava passando no corredor entre um ônibus e outros carros. A moto se enroscou no rodado de um ônibus. O condutor e o passageiro caíram na pista e os carros não puderam evitar o pior.
Alguns veículos passaram por cima dos acidentados. O agravante? O único que parou foi o motorista do ônibus. Os demais fugiram como se nada tivesse acontecido.
Vindo embora do trabalho, eu fiquei pensando em como viverão essas pessoas com o peso na consciência de ter matado outras duas. Por mais que não tivesse como evitar, parar para socorrer seria o mínimo. Realmente, as pessoas perderam o respeito e a consideração. São humanos em nível de igualdade que vivem como animais. Um absurdo!

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