segunda-feira, 25 de julho de 2011

De artista a mito em 1 "passo"

Uns diriam: "Felipe, como você está atrasado. Amy morreu há quase 48 horas". Eu sei. E fiquei sabendo da notícia pelo rádio, na estrada. E nem era CBN. Mas achei necessário esse tempo até ler, ouvir e assistir as reportagens sobre a morte da cantora britânica.
Foram minutos e caracteres tentado justificar um fato previsível. Resgates de shows da Amy por todo o mundo, inclusive no Brasil, lembranças sobre escândalos, envolvimento com drogas e álcool. Tudo para chegar ao ponto final da história de uma grande cantora.
Nunca fui fã da Amy Winehouse. Ouvi algumas poucas músicas dela, mas o jeito com que ela conduzia a carreira não me chamava atenção. Acho que para um artista ser completo, deve-se começar pelas atitudes. Afinal de contas, ele é um influenciador.
Nelson Motta, no Jornal Nacional de sábado, dizia que possivelmente Amy teria se envolvido, inclusive, com crack. Lidar com a fama deve ser complicado. Desistir de uma carreira promissora pode parecer um pesadelo. Amy não fez isso. Não soube lidar com a fama e se apoiou na pior muleta que pode existir.
Ninguém confirma, mas as especulações apontam para uma overdose. A voz dela era fenomenal? Concordo. As letras originais? Sem dúvida alguma. Mas nem só de voz e letra se faz uma artista. Amy morreu quando a carreira estava em decadência. Foi na época certa para que ela se tornasse um mito.

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