sábado, 2 de julho de 2011

Cara de pau ou golpista

Maringá não é uma cidade tão grande. São pouco mais de 350 mil habitantes, mas o número de pessoas que vêm de outras cidades para trabalhar aqui, diariamente, é enorme. Mesmo com essa galera que passa pela cidade, é fácil detectar alguns "rostinhos".
Certa vez, estava eu passeando pela night maringaense, eis que um rapaz, formalmente vestido, me aborda no sinaleiro da JK com a Anchieta, pedindo R$ 2 para ele abastecer o carro, que estava sem álcool. A princípio, a cara e a voz dele me fizeram crer que era verdade, mas eu estava sem dinheiro.
Até aí tudo bem, não é?! Sim, até que vi o mesmo rapaz outra vez, e mais outra e mais uma. Mudando o ponto, para não chamar muito a atenção. Quando fala da suposta situação, ele aponta para um carro estacionado. Para mim, ele mostrou um monza bordô.
Depois que o vi em diferentes semáforos, pensei: esse não me pega mais. Aí ontem, enquanto voltava da faculdade, na esquina da Tiradentes com a Duque de Caxias, lá estava ele. Debaixo de chuva, com uma blusa azul, calça social e sapato preto.
O motorista do gol, que estava parado à minha frente, deu atenção para ele. E eu ri alto dentro do carro a hora que o "malandrinho" apontou para um corsa modelo antigo, do outro lado da rua. Inocente, o condutor deu algum dinheiro para ele.
De duas uma: ou ele tem diversos carros, ou o carro dele está com vazamento. Possivelmente nenhuma dessas. Acredito mais na possibilidade de um aproveitador da boa índole alheia. Portanto, atente-se, maringaense. Se um rapaz, de uns 40 anos, bem vestido, lhe abordar pedindo R$ 2 para abastecer o carro, lembre-se desse post.

Um comentário:

  1. Pior fui eu. Que estava saindo de casa, um rapaz novo (no máximo 25 anos) mal vestido, perguntou se ele não podia limpar meu quintal, pois precisava de roupas novas pra poder viajar de volta para a cidade dele horas mais tarde. Eu disse que não, ele insistiu, dizendo que ia comprar as roupas em um brechó. Meu namorado perguntou de quanto ele precisava, ele disse que de uns 12 reias e começou a chorar, explicando a situação. Eu fiquei tão comovida, que acabamos dando os 12 reais a ele. Ele agradeceu tanto e fez uma cara de felicidade inexplicável. Até comentei com meu namorado: "Ou esse cara tá realmente precisando, ou ele é um ótimo ator"

    Fiquei alguns dias pensando no que aquele rapaz estava passando.. Me sentindo mal, porque eu estava numa situação financeira péssima mas ele estava pior do que eu.. aquelas coisas que a gente sente quando vê uma criança abandonada, um cachorro de rua com cara de coitadinho.

    Qual não foi minha surpresa, uma semana depois estávamos passando pela BR e vejo o mesmo rapaz, com as mesmas roupas, tentando atravessar.

    Posso estar muito errada, mas o que ele estava fazendo ali se nos disse que estava de partida? Me senti uma idiota, porque fiquei morrendo de pena, e dei 12 reais que me fizeram falta aquela semana pra um mentiroso descarado.

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