quinta-feira, 14 de julho de 2011

1 mês de falecimento

Nesta quinta-feira (14), completou um mês a morte da advogada Giovana Mathias Manzano, de 35 anos. O quadro de depressão dela se agravou desde que terminou a graduação, em 1997. A carreira profissional de Giovana nunca foi bem-sucedida.
Chegou a abrir um escritório em sociedade com uma amiga, mas uma briga entre as sócias pôs fim à parceria. Lá em 2000, conheceu o rapaz com quem se casaria anos mais tarde. Os oitos anos de casamento foram de solidão. O marido trabalhava o dia inteiro enquanto ela tinha a companhia de uma cadelinha.
Por decisão própria, nunca quis ter filho, com medo de, com a depressão, matar a criança. Mas a situação da advogada piorou com a reprovação em um concurso para polícia. Desanimada, ela quebrou a casa toda, quebrou imagens religiosas e tentou se matar com remédios.
O marido, depois desse acontecimento, pediu que os familiares fossem buscá-la. Giovana fez tratamento com dois psiquiatras, que a diagnosticaram diferentemente. Nenhum remédio, terapia ou conversa com amigos a fizeram desistir de encomendar a própria morte.
A advogada foi até a periferia e procurou alguém que pudesse ajudá-la. O acordo foi fechado por R$ 20 mil. No dia combinado, Giovana ateou fogo no próprio carro. O assassino e um comparsa dizem que estavam fugindo com o dinheiro quando a mulher os ameaçou.
Não titubearam. Giovana morreu com três tiros na cabeça. Dos R$ 20 mil combinados, receberam apenas 10%, em um envelope. Na carta de despedida, a mulher dizia que amava a família, o ex-marido e pedia desculpa pela atitude.
A reportagem completa está na Veja desta semana e choca pela descrição da história e o desfecho fatal. Às vezes, nem tudo acontece como planejamos, o sol nem sempre brilha com a mesma intensidade para todos. É nessas horas que o somatório religião, amigos e família é importante. Para a advogada, nada disso adiantou e a mente dela agravou o quadro. Deu no que deu.

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