domingo, 31 de julho de 2011

Um passeio no shopping

Neste sábado, minha mãe veio para Maringá. Para a noite, decidimos que sairíamos para jantar, eu, ela e minha irmã. Estava chovendo, mas mesmo assim não ficaríamos em casa. Pegamos o carro e fomos dar uma volta para depois irmos ao shopping.
Chegando lá, estacionamos e descemos. Já tinha parado de chover. Entramos direto na praça de alimentação e nos sentamos na primeira mesa que encontramos. Fiquei sentado enquanto as duas se serviam. Nesse meio tempo, fiquei observando o povo.
A praça estava cheia. Tinha muita gente mesmo. Um grupinho desocupava a mesa e outro já sentava. Não dava tempo nem do banco esfriar. Sentado, eu observava o estilo das pessoas. A maioria jovens casais passeando de mãos dadas.
No meio deles aparecia um senhor com a senhora e o filho. E, claro, com uma sacolinha na mão. Como no shopping tem um mercado, não raro eu via alguém empurrando um carrinho no meio da multidão. Legal ver que o shopping concentra diversos estilos.
Desde aquele que vai de chinelo e bermuda até aquele que vai de social. Da mulher pronta para a balada até a que colocou um moletom e saiu de casa. Do mais rico, que sabe falar o nome do restaurante estrangeiro, até a mais simples, que chama o Burger King de Big Burg (marca de roupas). Esta estava na mesa ao lado.
Mesmo com essa mistura, ainda falta muito para que as praças de alimentação sejam acessíveis a uma maior parcela da população. Só quem controla o orçamento de uma casa sabe quanto custa um passeio no shopping com os filhos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma questão de cultura

No meio desta semana, fui assistir, com os colegas de curso, a uma partida de beisebol. O jogo era Yankees (time americano) contro um outro, que não sei o nome e muito menos de onde era. O estádio eu já conhecia, pois fui no show do Paul McCartney, mas precisava conhecer o tal do beisebol, esporte importante para os americanos, assim como, nós brasileiros, somos com o futebol .
Fomos até ao estádio de metrô, transporte utilizado por quase todos os americanos aqui em Nova Iorque. Já no metrô, íamos percebendo o fanatismo das pessoas com este esporte, que mal conhecemos. Todos uniformizados com bonés, blusas, bandeiras, cartazes... Enfim...
Ao chegar no estádio, a quantidade de pessoas uniformizadas aumentava a cada segundo. Juro que a quantidade de gente era maior que a do show. Ao entrar no estádio, o maior que já entrei até hoje, havia todo tipo de comida para todos os gostos. E claro, todos com filas enormes...
Diferentemente do Brasil, aqui todos sentam em cadeiras. Cada qual com o seu número e isto é respeitado. Depois de subir e descer diversas rampas e escadas, encontramos nosso lugar e sentamos. A vista era perfeita. Dava para ver todo o "campo" e todo o resto da arquibancada. Era absurda a quantidade de gente.
O jogo começou e, lógico, nós brasileiros não entendemos nada! Pra ser bem sincera, não sabíamos nem qual era Yankees!! Que absurdo. A única coisa que sabíamos era gritar a hora em que todos gritavam, bater palma a hora que todos batiam e ficar em pé a hora em que todos ficavam. Assim como naquela brincadeira antiga de "Siga o mestre".
Com quase duas horas de jogo, resolvi partir. Não sabia o horário em que a partida terminava, pois nos disseram que tem jogos que podem durar até oito horas. Um absurdo!
Mesmo com comidas, cervejas e cadeiras enumeradas e um conforto que no Brasil não temos, eu ainda prefiro assistir a velha e boa partida de futebol!!




Motos, acidentes e desrespeito

É visível o constante crescimento de motocicletas nas ruas das cidades. Especialistas apontam que, em alguns anos, o número de carros será inferior ao de motos nas cidades de médio e grande porte. Quando o sinal está fechado, eles se amontoam à frente dos carros.
São milhares, milhões de motociclistas que se arriscam nas vias entre carros e caminhões. São mais econômicas, chegando a fazer 20, 30 quilômetros com um litro de combustível. E, por isso, são utilizadas pelos trabalhadores para irem da cidade dormitório até a cidade vizinha, onde trabalham.
Nessas idas e vindas, acidentes podem acontecer. Nesta semana, duas vidas foram ceifadas em uma rodovia nas proximidades de Maringá. Vi a reportagem em um programa local e fiquei enfurecido com a crueldade dos motoristas.
Provavelmente, o motociclista estava passando no corredor entre um ônibus e outros carros. A moto se enroscou no rodado de um ônibus. O condutor e o passageiro caíram na pista e os carros não puderam evitar o pior.
Alguns veículos passaram por cima dos acidentados. O agravante? O único que parou foi o motorista do ônibus. Os demais fugiram como se nada tivesse acontecido.
Vindo embora do trabalho, eu fiquei pensando em como viverão essas pessoas com o peso na consciência de ter matado outras duas. Por mais que não tivesse como evitar, parar para socorrer seria o mínimo. Realmente, as pessoas perderam o respeito e a consideração. São humanos em nível de igualdade que vivem como animais. Um absurdo!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Meu dono de estimação - Diferentes mas iguais

Quem tem um cachorro, além de uma companhia alegre, tem um livro aberto, recheado de bons exemplos de como a vida pode ser mais leve e mais simples. Quem tem dois cachorros tem uma biblioteca inteira. Isso porque com dois cachorros em casa, os comportamentos caninos se acentuam e, pasmem, se diversificam. E o que manda nessa bagunça? Uma harmonia, uma dança sincronizada, que eu ainda busco a resposta de como eles conseguem ser tão iguais e tão diferentes. Tudo ao mesmo tempo.
Lua Maria, nossa sem raça definida, é uma cachorrinha de bem com a vida. Ela adora passear, brincar com outros cachorros e dormir. Já Zoe Cristina, nossa pimentinha pintscher, sem dúvida adora a vida, especialmente se ela for vivida num dia de sol, mas não gosta tanto assim de sair de casa, dorme pouco, e demonstra, com seus poderosos "dentinhos" e rosnados assustadores, que não admira seus iguais e, se possível, quer ficar bem longe deles. Ela é ela. E é mais ela.
No máximo, Zoe admite a presença de Lua Maria que, afinal, já morava na casa quando a pequena chegou tremendo num primeiro momento e botando banca no minuto seguinte.
Observo as duas e fico confusa. Elas podem ser muito diferentes no tamanho e nos detalhes de ter ou não ter uma raça, mas elas são iguais na descendência do lobo selvagem, e deveriam seguir os mesmos instintos, certo? Nem sempre.
Quando imagino que Lua vai gostar de um brinquedo ela o ignora solenemente e Zoe se apaixona pelo mesmo. Quando puxo Zoe Cristina para perto e tento fazer-lhe mil carinhos, ela se desvencilha de mim, roda, roda na cama e vai se deitar bem distante. Quer sossego. Daí faço cara de quem entendeu a lição e ofereço outro brinquedo para Lua Maria. Mas ela mudou de ideia e agora deseja o anterior, babado pela Zoe ou perdido embaixo do sofá. E quando me mantenho distante de Zoe, lendo distraída, ela se aproxima e quer colo, quer cafuné. Dá para entender?
Isso significa que dois cachorros em casa ensinam algumas lições como: não se apegue a regras definidas, troque de interesse todos os dias, em alguns momentos goste muito de comer maça na vasilha cor de rosa mas em outros tenha horror ao cheiro da fruta e transforme a vasilha em algo bom de morder, não siga rotinas e nem se deixe conhecer tão bem assim.
Ah, e deve ficar claro quem manda na relação aceitando carinho apenas, e tão somente, se você quiser, na hora e do jeito que você quiser. Caso contrário, saia de perto da pessoa pegajosa, dê umas duas voltas na cama e deite-se onde você escolheu... Epa! Mas isso não é coisa de gato? Pois é...eu também pensava que fosse mas Zoe Cristina me convenceu de que isso também é coisa de cachorro, especialmente dos menores e mais bravinhos.
Tudo bem, agora eu entendi. Só que tenho certeza de que amanhã estará tudo diferente de novo e eu não vou me surpreender se Lua Maria se recusar a passear e Zoe Cristina de repente fugir do sol. Elas querem me enlouquecer? Não, nada disso. Elas apenas são genuinamente animais e fazem o que sentem vontade de fazer. Sem convenções, regras e etiquetas sociais, sem medo do amanhã, sem drama nem ansiedade. Elas também me ensinam que não se deve ter medo de mudar, de fazer a mesma coisa de outro jeito, e que pode ser bem divertido acordar um ser diferente, renovado, a cada manhã. Entendeu? Xi, mas já mudou...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mc Light Feliz

Feliz ou nem tanto. A proposta da Arcos Dourados, empresa que administra a marca Mc Donald's, na América Latina, anunciou que vai reformular alguns ingredientes e o cardápio. Um novo tipo de salada deve cair no gosto de quem é adepto de um fast food saudável.
Folhas verdes, tomate e cenoura vão compor o prato frio. Já as crianças que gostam de um Mc Lanche Feliz terão surpresas. Uma fruta deve ser inserida na caixinha deixando o lanchinho menos feliz e mais light.
Além da fruta, haverá redução na quantidade de açúcar, sódio e calorias totais. Isso vale para batatas, condimentos, pães e queijos. O suco deve ficar menos calórico. A quantidade de açúcar não excederá o limite de 5 gramas para cada 100 ml de bebida.
De acordo com a Arcos Dourados, as novidades devem chegar ao mercado a partir de outubro. Achei muito interessante uma empresa conhecida pelos excessos de calorias nos lanches se preocupar com o futuro das crianças. Hoje, cerca de 50% da população adulta brasileira está acima do peso ideal.
Infelizmente, nem todos os fregueses do Mc vão até a lanchonete em busca de uma alimentação saudável. Não sei vocês, mas quando eu entro lá, não me preocupo muito com as calorias. Por isso minhas visitas à rede não são tão frequentes.
Agora, mudar hábitos de crianças, que já se acostumaram a abrir o box do Mc Lanche e se acabar com as guloseimas, vai ser mais complicado. Tomara que os pais ajudem e que criemos uma sociedade de gente saudável em 10 ou 20 anos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ah, o verão

Pode parecer estranho esse meu título, mas não é. Verão! Estou em pleno verão americano. Enquanto vocês aí no Brasil ficam reclamando das baixas temperaturas, de ter que andar agasalhado, entre outras coisas, o clima aqui em NY está alto até demais.
Temperaturas acima de 45 graus foram comuns na semana passada. Quem andava pela rua tinha a sensação térmmica de até 52 graus. É um calor, que não sei explicar. Chega a irritar. Em todo o EUA, 22 pessoas já morreram com as ondas de calor. Mas os americanos não se importam em passar calor e vão para as ruas e parques. Passam muito protetor solar e vão tomar um sol. Em qualquer canto onde tenha um solzinho, lá estão eles. Os parques ficam lotados... Até lembra uma praia brasileira no verão, só que sem mar e sem areia. Chega até a ser engraçado!




segunda-feira, 25 de julho de 2011

De artista a mito em 1 "passo"

Uns diriam: "Felipe, como você está atrasado. Amy morreu há quase 48 horas". Eu sei. E fiquei sabendo da notícia pelo rádio, na estrada. E nem era CBN. Mas achei necessário esse tempo até ler, ouvir e assistir as reportagens sobre a morte da cantora britânica.
Foram minutos e caracteres tentado justificar um fato previsível. Resgates de shows da Amy por todo o mundo, inclusive no Brasil, lembranças sobre escândalos, envolvimento com drogas e álcool. Tudo para chegar ao ponto final da história de uma grande cantora.
Nunca fui fã da Amy Winehouse. Ouvi algumas poucas músicas dela, mas o jeito com que ela conduzia a carreira não me chamava atenção. Acho que para um artista ser completo, deve-se começar pelas atitudes. Afinal de contas, ele é um influenciador.
Nelson Motta, no Jornal Nacional de sábado, dizia que possivelmente Amy teria se envolvido, inclusive, com crack. Lidar com a fama deve ser complicado. Desistir de uma carreira promissora pode parecer um pesadelo. Amy não fez isso. Não soube lidar com a fama e se apoiou na pior muleta que pode existir.
Ninguém confirma, mas as especulações apontam para uma overdose. A voz dela era fenomenal? Concordo. As letras originais? Sem dúvida alguma. Mas nem só de voz e letra se faz uma artista. Amy morreu quando a carreira estava em decadência. Foi na época certa para que ela se tornasse um mito.

domingo, 24 de julho de 2011

Jardim suspenso

Um bairro, antes, pouco visitado por turistas aqui em NY, o Chelsea é magnífico! Por ser um bairro antigo, andando pelas ruas, algumas ainda de paralelepípedo, observamos prédios antigos ao lado de prédios novos, galpões antigos pichados ao lado de lojas famosas e muitas fábricas. Com este cenário o Chelsea é considerado pelos moradores como um bairro "cool".
Há um tempo, o bairro vem sofrendo uma forte revitalização, para que os turistas incluam-no em seus roteiros de passeios.
Um dos projetos foi a construção do High Line Park, que é um jardim suspenso. Isso mesmo. Um jardim que foi construído onde antes existiam trilhos elevados de um trem de carga. Com uma paisagem maravilhosa e um ambiente agradável, o parque conquistou moradores e os tão desejados turistas.




sábado, 23 de julho de 2011

Difícil ver "someone like you", Adele

Muito comum ouvirmos que tal cantor escreve suas músicas inspiradas nos próprios relacionamentos. Isso acontece com pagodeiros, sertanejos, artistas do pop rock e samba. Com Adele não foi diferente. O disco "21", de acordo com a cantora, foi baseado em um antigo relacionamento.
Com um padrão estético que foge ao que nos acostumamos a ver por aí, Adele, com quilinhos a mais (assim como eu), encanta quem ouve sua voz. Não que o peso de um artista seja algo importante. O talento deve vir em primeiro lugar.
E que talento. Quando ouvi Rolling in the deep, na rádio, imaginei que fosse mais uma cantora que passaria despercebida. Mas a mídia internacional voltou os olhos para a britânica. Isso porque ela é a primeira cantora da década a atingir um milhão de cópias vendidas de uma mesma música.
Além disso, ela é a primeira pessoa a ter dois álbuns e duas músicas entre as cinco mais do Reino Unido, desde os Beatles. O disco "21" é composto de músicas melancólicas, com uma batida suave. A interpretação é única. E o melhor de tudo: Adele não é "estrelinha" e tem uma risada ótima.
Com 23 anos, Adele mostra que veio para ficar. Quando ela sobe no palco, a timidez dá espaço para que uma gigante apareça. E é isso que vemos no vídeo abaixo. A música é Someone like you. 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tudo envolve política

Você já percebeu como a política brasileira é movimentada? Nem digo no sentido de trabalho e preocupação com os anseios da população. Movimentada na mídia. Todos os dias podemos esperar surpresas com novos casos de desvio de dinheiro, dança das cadeiras, exonerações de cargos e por aí vai.
Há sete meses à frente do governo, a presidente Dilma já trocou ministros de Ministérios e teve que demitir outros. É começo de mandato e erros aconteceriam. Porém, o que entristece é saber que esses erros poderiam ser evitados.
Aprendi, durante a graduação, que uma das funções da imprensa é ser os olhos da população sobre os políticos. Imagina se cada grupo de pessoas resolve fiscalizar um político. Não daria certo. Por isso que os jornalistas têm essa missão.
Cada fraude, cada desvio de verba deve ser de conhecimento público. Recentemente, vimos Palocci sendo "demitido" do cargo de ministro-chefe da Casa Civil. Mais recente, ainda, foi o caso do Ministério dos Transportes.
Um suposto esquema de superfaturamento em obras, que envolviam servidores do Ministério, forçou a saída de Alfredo Nascimento (PR-AM) dos Transportes. A crise afetou outros funcionários envolvidos nos esquemas fraudulentos. As bombas continuam estourando a cada dia.
Triste é ver que dois grandiosos eventos se aproximam e a tendência é que nosso dinheiro suma. Estádios, aeroportos, um suposto trem-bala, infraestrutura rodoviária. Tudo isso atrasado e sem condições de receber turistas de todo o mundo.
Será que estará tudo pronto a tempo? Será que pagaremos caro pelos atrasos, como aconteceu no Pan do Rio, em 2007? É esperar para ver.
Abaixo, um vídeo sugestivo, que vi pela primeira vez na sala de aula, no cursinho pré-vestibular.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Meu dono de estimação - O osso do vizinho é melhor

Hoje cheguei a tempo de reassumir meu lugar nesta coluna e mandar aquela abelhudinha, e um tanto convencida, da dona Zoe Cristina, ciscar em outro gramado, ou melhor, bater patinhas por outro teclado.
Agora, recuperada, sem muletas, e andando normalmente, estive observando as meninas Lua e Zoe e cheguei a uma conclusão: a grama do vizinho também é mais verde para os cachorros. No caso deles: o osso alheio é mais saboroso ou o brinquedo do irmão é bem mais interessante.
É que compramos lá em casa uns brinquedos em forma de ossos, chinelos e bonequinhos, numa tentativa desesperada de convencer Zoe Cristina a parar de comer a casa. Chegamos com os pacotes, chamamos as meninas e dividimos os brinquedos por tamanho. Lua Maria ganhou os maiores e Zoe ficou com os mais delicados. Afinal, uma pesa 3 e a outra 13 quilos. Elas pegaram os brinquedos, animadas, fazendo festa, e correram com eles para o sofá, ou o que restou do sofá, né?
Mas, pouco tempo depois, elas estavam estressadas, uma rosnando para a outra. Tradução: Zoe queria o brinquedo que estava na boca da Lua e Lua já tinha tomado o outro brinquedo menor da Zoe. Demos bronca, dissemos uma meia dúzia de "não, não pode!" e, novamente, entregamos os respectivos brinquedos a cada uma. Mais um tempinho e novos sons de briga na sala. Elas estavam com os presentes invertidos e, ainda assim, brigando.
"Tá bom, tá bom... vocês querem ficar com os brinquedos assim? Trocados? Então fiquem, contato que vocês parem de comer a casa, vão comer seus brinquedinhos, vão..."
Doce ilusão... Quando Zoe tomava de Lua o osso de brinquedo amarelo, imediatamente ele se transformava no MELHOR brinquedo do mundo. E quando Lua roubava de Zoe o chinelinho azul, pronto! Zoe não tinha olhos para mais nada no mundo a não ser o chinelinho de borracha azul. E assim elas têm passado as horas: brigando porque querem o que não têm, ou brigando porque querem o que está na boca da outra.
Tenho que admitir: eu acreditava que esse comportamento, de querer o que é do outro, achar que o alheio é melhor, ou valorizar algo apenas quando ele está perdido, fosse extremamente humano. Mas, olhando as meninas nessa disputa sou obrigada a refletir se o desejo, e suas loucuras, não ultrapassa a esfera do que é humano e invade outras terras, outros universos bem mais misteriosos.
Por que é assim, afinal? E por que esse "defeito" pode ser encontrado no reino animal, entre vidas que muitas vezes guardam mais sabedoria que a humana, uma vez que seguem basicamente seus instintos?
Seria instintivo achar que a galinha do vizinho é mais gorda?
Estamos todos, humanos e animais, fadados ao desejo nunca satisfeito?
Não tenho a resposta e como se diz em Portugal, "cá, se vai andando com a cabeça entre as orelhas". Ou seja, nada a fazer. É assim porque é assim e ponto final.
Mas, antes do ponto final: acho que se a Zoe tivesse escrito, a coluna estaria melhor, né?
Afinal, ela escreve melhor que eu...

O sonho de muitos


 Para começar a postagem de hoje, uma pergunta. Quem não gosta de chocolate? Acredito que sejam poucas as pessoas que respondam esta pergunta negativamente. Pois é, o tal do chocolate é uma praga maravilhosa. Ele faz a alegria de muita gente, em muitos casos. No meu, pelo menos, faz!
Como é bom sentar em frente ao computador, ou em frente a TV e devorar uma barra de chocolate, ou uma caixa de bombom... Bom, falando em chocolate, acredito que todos já assistiram um clássico infantil chamado "A Fantástica Fabrica de Chocolates", em que um grupo de crianças conquistam o direito de passar uma tarde na fábrica de chocolates e você que assiste, pensa: Como eu queria estar com eles! Por todos os lados em que as crianças olhem, existem chocolates. São vários sabores, varios tamanhos, cores...
Entrei uma uma loja aqui em NY, que me lembrou muito este filme. A loja M&M. Todos que entram ficam fascinados... O colorido toma conta do enorme ambiente. A loja tem 3 andares... São chocolates de todos os jeitos, em vários tipos de embalagens. Além do doce, a loja vende objetos com a marca M&M. Esses objetos vão de camisetas até utensilios de cozinha.
A loja é simplesmente um sonho, assim como o filme.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Caixa de brita agora nas estradas

595 acidentes em 19 quilômetros de rodovia. Isso só de janeiro a julho deste ano. A média é de três por dia. Para diminuir esse índice e aumentar a segurança de quem trafega pela BR-376, entre Paraná e Santa Catarina, técnicos utilizaram um recurso da Fórmula 1, que ajuda a frear o carro quando se perde o controle.
É muito comum vermos pilotos da F1 saindo da pista e parando nas caixas de brita. Aquelas pedrinhas não estão lá por acaso. Pelo atrito que geram, o carro para, mesmo que os freios não estejam em perfeito funcionamento.
Outro caso comum de se ver, principalmente em descidas de serras, como essa da BR-376, são caminhoneiros que perdem o controle do veículo e causam graves acidentes. A reportagem do Jornal Nacional apresenta um desses flagras.
Com o modelo que está em teste, o caminhão para alguns metros depois de entrar na caixa de brita adaptada para a rodovia. Pode ser uma boa alternativa se instalada nos locais corretos. Mas não adianta encher as estradas com fugas se os motoristas não cooperarem.
Já passei muitas vezes por esse trecho da BR-376 e vi alguns acidentes. É uma inclinação e tanto e, se o motorista não pisar no freio, o carro dispara mesmo. Agora imagina um carro popular freando e um caminhão bi-trem carregado acelerando. Desastre à vista.
Como toda medida de segurança é bem-vinda, essa também é. Tudo para minimizar os riscos para quem tem de enfrentar horas de estrada. Afinal de contas, o preço dos pedágios só aumenta. Esperamos o retorno disso de alguma forma.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eu vi em NY!

Pra quem queria ver o Paul McCartney em SP até que foi bom eu não ter ido. Porque estou dizendo isso? Leia o título da postagem de hoje. Vi Paul, nada mais nada menos, que no Yankee Stadium, aqui em NY, na última sexta-feira.
O show foi maravilhoso. Depois de 2 horas e meia de muita música boa, fiquei com somente um pensamento: - Paul, você é o cara! E ele é o cara, né gente?
Além de cantar muito e tocar muito, ele tem uma simpatia de causar a inveja. Conversa e brinca com seus fãs durante todo o show, levando todos às gargalhadas e gritar em couro: Paul McCartney, com palmas de três tempos... Arrepia só de lembrar.
O que me impressionou também foi a organização. Muitas pessoas foram ao show de metro, que é o transporte mais utilizado aqui em NY. Então haviam mais metros disponibilizados para que nao houvesse tumultuo. Ao chegar no estádio uma bagunça organizada. Todos respeitam fila, pedem desculpas e dizem obrigado. Uma educação de dar gosto. Ao entrar, todos sentados. Em cada ingresso, o numero da cadeira, e que todos respeitam. Ao meu lado, pessoas de várias gerações cantavam junto com Paul nos telões ao lado do palco. No total, eram quatro.
Para deixar o show melhor, efeitos no palco e fogos de artificio foram usados e levaram todos à loucura. Sao lembranças... Bons momentos que levarei para sempre!!! Quero BIS.

sábado, 16 de julho de 2011

Dia do homem, por quê?

Sabemos muito bem que dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. A postagem daquele dia lembra o motivo da data. Mas, ontem, foi comemorado o Dia do Homem, no Brasil. Aí você pergunta: e daí? No mundo machista que ainda vivemos, seria normal a mulherada se irritar e dizer que esse dia é totalmente dispensável.
Dependendo do ponto de vista, é mesmo. Mas essa data foi criada não para lembrar de alguma conquista de nós, homens, mas para que ainda conquistemos. Calma, eu explico.
Os homens estão mais participativos nas atividades domésticas. Lavam louça, ajudam a organizar a casa e cozinham. Pelo menos é isso que vejo entre amigos e parentes. Cuidamos mais da nossa aparência, mas não damos a devida atenção à nossa saúde.
Claro que me incluo nisso. É essa conquista que eu disse: melhor qualidade de vida. Milhares, talvez milhões, de homens saem de casa em um momento do dia para caminhar, fazer academia, mas poucos param para marcar uma consulta com um médico.
Esse dia 15 era para ter servido para isso, chamar atenção dos homens para os cuidados com a saúde, mas não foi bem isso que eu percebi. Poucos sabiam da existência da data e, quando ficaram sabendo, apenas estamparam um sorriso no rosto e divulgaram. Porém, sem saber o devido motivo da criação desse dia.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

1 mês de falecimento

Nesta quinta-feira (14), completou um mês a morte da advogada Giovana Mathias Manzano, de 35 anos. O quadro de depressão dela se agravou desde que terminou a graduação, em 1997. A carreira profissional de Giovana nunca foi bem-sucedida.
Chegou a abrir um escritório em sociedade com uma amiga, mas uma briga entre as sócias pôs fim à parceria. Lá em 2000, conheceu o rapaz com quem se casaria anos mais tarde. Os oitos anos de casamento foram de solidão. O marido trabalhava o dia inteiro enquanto ela tinha a companhia de uma cadelinha.
Por decisão própria, nunca quis ter filho, com medo de, com a depressão, matar a criança. Mas a situação da advogada piorou com a reprovação em um concurso para polícia. Desanimada, ela quebrou a casa toda, quebrou imagens religiosas e tentou se matar com remédios.
O marido, depois desse acontecimento, pediu que os familiares fossem buscá-la. Giovana fez tratamento com dois psiquiatras, que a diagnosticaram diferentemente. Nenhum remédio, terapia ou conversa com amigos a fizeram desistir de encomendar a própria morte.
A advogada foi até a periferia e procurou alguém que pudesse ajudá-la. O acordo foi fechado por R$ 20 mil. No dia combinado, Giovana ateou fogo no próprio carro. O assassino e um comparsa dizem que estavam fugindo com o dinheiro quando a mulher os ameaçou.
Não titubearam. Giovana morreu com três tiros na cabeça. Dos R$ 20 mil combinados, receberam apenas 10%, em um envelope. Na carta de despedida, a mulher dizia que amava a família, o ex-marido e pedia desculpa pela atitude.
A reportagem completa está na Veja desta semana e choca pela descrição da história e o desfecho fatal. Às vezes, nem tudo acontece como planejamos, o sol nem sempre brilha com a mesma intensidade para todos. É nessas horas que o somatório religião, amigos e família é importante. Para a advogada, nada disso adiantou e a mente dela agravou o quadro. Deu no que deu.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Meu dono de estimação - Resigna-cão

Eu, Zoe Cristina, hoje estou por minha conta e risco.
A mama, ex-pererê, foi à fisioterapia. Está toda metida, "se achando", só porque não usa mais o andador, caminha sobre os dois pés e usa uma muletinha básica apenas se for andar longas distâncias. Lua Maria foi passear com nossa amiga Camila e eu fiquei em casa. Estou me recuperando de uma úlcera na córnea direita que fiz, possivelmente, quando me joguei nos dentes de Lua Maria um dia desses. Já melhorei muito mas a Dra Carol não me deu alta ainda e, por isso, estou com o colar elizabetano e "quietinha". Bem, quer dizer, quietinha é modo de falar, né?
A mama deixou o computador dando sopa, fora do armário. Puxei-o pelo fio com meus dentes super poderosos até que ele se encaixasse aqui na minha cama, sob o sol. Não fui passear mas o sol da manhã eu não dispenso.
Hoje vou falar sobre a resignação que nós, cães, temos como um dom natural. Enquanto a mama, ex-pererê, se preocupa e sofre com o fato de eu estar com este colar de plástico no pescoço, eu só me lembro dele quando tento coçar minha orelha com as patas de trás e não consigo. No resto do tempo, eu não estou nem aí para o colar e ele até oferece certas vantagens na hora das lutas com minha parceira Lua Maria.
Quando me jogo sobre ela com o colar, o impacto é maior, a provocação mais intensa e ela reage de modo mais interessante. Daí pegamos fogo. Corremos da sala para os quartos, atravessamos a cozinha, nos jogamos no sofá, sobre as camas, e o cone de plástico faz uns barulhos gozados que dão a impressão de que eu sou maior, mais forte, e que estou ganhando a lutinha.
Ele não atrapalha minhas diabruras diárias e com ele consigo, ainda, roer os cantos dos sofás, as almofadas, e até mesmo as plantas. Vida normal, apesar do colar elizabetano. E mesmo assim, a mama me olha chateada, me carrega, me enche de beijos e fala assim: "Ah, Pituquinha, desculpa pelo colar... mas é pro seu bem...vai passsar, viu amorzinho?!". Ainda bem que cachorro só dá risada pra dentro e os seres humanos não percebem. Porque nessas horas, em que ela fala comigo com aquela voz de bobona chorosa, eu me mato de rir. Eita mama exagerada!
A outra mama é mais realista, racional, e acha que se tem que usar o colar então usa e pronto. Zero sofrimento. Eu me identifico bem mais com essa mama. Vamos lá, a vida continua e não será um pedaço de plástico que vai me impedir de brincar, de tomar sol, de ser feliz. Até a Lua Maria vem se divertindo com meu cone! Ela o morde pelas abas e nos fechos. Está todo mastigado.
Tudo bem, eu admito que judio um pouco da mama sentimental demais. Mas ela merece, vá! Quando ela vem com essa conversa fiada de "dózinha" de mim, eu olho pra ela com olhos lacrimejantes ( e isso tem sido fácil porque a todo tempo eles colocam colírio e pomada no meu olho direito), faço cara de cãozinho sem dono, carente, e ela se desmancha. Isso sem falar no almoço e jantar dado na boquinha aqui da princesa... Eu mereço!
Mas, deixando meus talentos manipulativos de lado, e voltando à resignação, eu não sofro por bobagem, não. Tem sol eu tomo. Não tem, eu durmo. Tem passeio eu saio e vou latindo em todas as esquinas. Não tem? Eu corro pela casa mesmo ou destruo um pedaço de rodapé, por exemplo. Tem colo quente, eu aproveito. Não tem? Eu me jogo sobre a Lua Maria, que ela é macia e quentinha.
E assim vai. Sou um ser resignado. Especialmente eu me resigno a ser feliz, a viver bem, a aproveitar o que há de bom.
Fica a lição. Tem? Aproveite! Não tem? Inventa outro jeito. Agora vou devolver o computador para o lugar onde ele estava. E vou, resignadamente, esperar Lua Maria voltar do passeio. Hoje ela não me escapa! A luta vai ser "irada"!!
ZOE CRISTINA

Não é tão ruim quanto parece

Morar em um prédio exige certos comportamentos diferentes de quando se mora em uma casa com alguma distância dos vizinhos. Com certeza, todos que moram ou já moraram em um edifício têm alguma lembrança ruim.
Seja o vizinho de baixo que curte um som alto até altas horas, a vizinha de cima que desfila de salto de madrugada, ou casos mais extremos como o ocorrido no Rio de Janeiro. O vizinho, incomodado com o barulho do outro, decidiu dividir o sentimento com os demais moradores.
Mas foi de uma maneira tão grosseira, que ele acabou condenado a pagar R$ 5.100 para o casal que fazia sexo um tanto quanto escandaloso. O desembargador considerou excessiva a atitude dele de escrever no livro do condomínio que o comportamento do casal seria normalmente aceito em "prostíbulos e motel de beira de estrada".
No meu prédio, tenho vizinhos novos a cada 6 meses ou um ano. Isso porque moro perto da Universidade e as repúblicas montam e desmontam-se frequentemente. Já passei por bons e maus momentos com os outros universitários, mas tudo civilizadamente.
Outras famílias compõem o quadro de moradores do edifício e, ultimamente, não tenho ouvido casos de desrespeito. Acredito que se todos entendermos que nosso direito vai até onde começa o do outro, podemos viver democraticamente.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Uma tarde no Museu

Tenho certeza que muitas pessoas assistiram ao filme “Uma noite no museu”, com o ator Ben Stiller, gravado no Museu de História Natural, aqui de Nova Iorque. O filme é muito engraçado e o ator passa apuros ao perceber que coisas estranhas acontecem e os animais, dinossauros e bonecos do museu começam a ganhar vida.
No domingo retrasado, não perdi tempo e fui visitar este museu. O Museu é lindo e está localizado em um lugar lindo também. Cheguei por volta das 10h30 e a fila estava enorme para comprar o ingresso. Na fila, pessoas de todas as partes do mundo e de todas as idades. E lógico, todos impressionados, assim como eu.
Já na entrada, dei de cara com 3 esqueletos de dinossauros. Na hora lembrei do filme! É fantástico. Ao entrar no museu ganhei um mapa e juro que demorei mais ou menos umas duas horas para entender realmente como andar dentro do museu e passar por todas as suas salas.
O museu é gigante. São quatro pisos enormes, que falam de toda a evolução humana, dos bichos, suas histórias, a história dos povos, um planetário maravilhoso, enfim, muita coisa. E coisas interessantes.
A cada sala que eu entrava, cenas do filme passavam em minha cabeça. Impressionante! Quem tiver a chance de vir a NY e conhecer, eu indico!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Recebeu a carta que eu mandei?

Não. Ainda não recebi a carta que a outra autora deste blog me enviou no Natal de 2010. O caminho a ser percorrido era São Paulo - Apucarana (PR). Até hoje eu aguardo a lembrancinha que receberia antes da passagem do Papai Noel.
A reportagem do UOL juntou alguns vídeos-denúncia e criou a reportagem postada abaixo. Com certeza, se você já passou por alguma situação parecida, vai ficar enfurecido ao ver a "delicadeza" com que nossas correspondências são tratadas.

domingo, 10 de julho de 2011

"Como ficou meu carro?"

Pode parecer mentira, mas essa foi a preocupação do causador do acidente da imagem ao lado. Era madrugada de sábado (9) e a motorista do Hyundai Tucson estava perto de casa, quando foi atravessar o cruzamento da rua Tabapuã com a Bandeira Paulista, no Itaim Bibi, em São Paulo, e foi atingida por um veículo importado.
A reportagem completa eu vi no Jornal da Record na noite deste sábado. A jovem que estava na SUV morreu na hora e o rapaz foi encaminhado para o hospital com ferimentos graves, mas sem risco à vida.
O outro carro envolvido era um Porsche turbinado. Segundo testemunhas, este estava em altíssima velocidade. O motorista causador do acidente também admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes de sair com o carro.
No local da batida, dizem que ele só perguntou como estava o Porsche, mostrando total desinteresse em haver ou não outras vítimas. Isso foi registrado do boletim de ocorrências e, assim que sair do hospital, o assassino será levado para a delegacia.
Apesar de testemunhas confirmarem que a jovem atravessou o sinal vermelho, o Porsche estava a cerca de 150 km/h, quando o permitido na via era de 60 km/h. O motorista será indiciado por homicídio doloso eventual. Mas, como sabemos, provavelmente ele não será preso.
Aqui no Brasil vemos, constantemente, casos como esse acabarem em nada. Nada não, uma família está chorando a perda de uma jovem que, inocente, morreu por causa de um irresponsável.

sábado, 9 de julho de 2011

Agentes do Destino

Eu li muitas críticas contra o filme Agentes do Destino, que se baseia em um conto do Philip K. Dick, o mesmo que criou o clássico livro : Andróides Sonham Com Carneiros Elétricos, que virou o roteiro de Blade Runner.
As críticas são desmerecidas. Do meu ponto de vista, o filme foi bem conduzido e a história é interessante no final de contas.
A trama gira entorno de um político interpretado pelo Matt Damon,que eu realmente acho um bom ator, apesar de alguns papéis farofas que ele pega para engordar o orçamento, hahahah. Queria eu engordar o orçamento com papéis ruins como os que existem nos EUA, mas deixa prá lá. Bom, o político quer ser senador, mas perde a eleição, mas no mesmo dia conhece uma gata, e que gata, a Emily Bunt, uma dançarina inconseqüente e fantástica.
Seria uma linda história de amor, se não tivesse no meio do caminho um fator dominante, o destino, e não só o destino, o destino representado por anjos, que aqui parecem mais agentes do FBI.
Bom, o questionamento do filme é será que temos controle do nosso destino, será que sabemos o que estamos fazendo e o que é determinado para ser, será que será. Pode parecer muito filosófico, mas não é. O filme é um grande triller de ação com cenas muito bacanas e bons efeitos especiais. E no fundo uma bela história de amor....
Vale conferir o filminho pela Emily Bunt ou pelo Matt Damon... e por todo o resto também.

Era de se esperar

Problemas acontecem em todos os lugares, todos os dias, o tempo todo! Aqui não poderia ser diferente. A cidade é linda, as pessoas super educadas, mas pessoas sacanas não existem só no Brasil!! Tudo estava indo perfeitsmente bem, até a sexta-feira passada, quando fiquei sem internet. Que coisa ruim. Percebi o quanto não vivo sem ela. Enfim…
Quando aluguei este apartamento, em que moro com um menino suíço, estudante de direito, chamado Roman, estava em seu contrato o valor do aluguel mensal, fotos do apartamento, um valor mensal de energia, água e internet. Alugamos e fechamos o negócio.
Quando cheguei em NY, estava tudo perfeito. Apartamento bonzinho, com cozinha, sala, banheiro e todos os utensílios, ar condicionado nos quartos e na sala e internet wifi. Quero mais o que? Nada!
Após um mês de alegria, fico sem internet e não consigo conectar por nada. O que será? Simplesmente pago pela internet do vizinho. Acreditem se quiser… Lógico que ele percebeu e colocou senha. Agora não consigo acesso à rede, pois todos estão bloqueados. Lógico que reclamei com a dona, uma tailandesa, que por sinal esta na Tailandia, e pedi uma solução.
Esta solução, depois de muitos e-mails trocados, não foi concretizada e nem vai se concretizar, pois no próximo dia 3 saio deste apartamento e vou para um outro, que não terei problema algum! Isso é fato!
Espero que eu não tenha problemas com mais nada sobre este apartamento. Assim seja, amém!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um sabonete pode fazer a diferença

Hoje vou utilizar esse espaço para fazer algumas considerações sobre dois projetos em que eu e mais alguns colegas estamos trabalhando. Os projetos já aconteciam sob realização do SESI Maringá, (SESI Atleta do Futuro) mas, para uma "competição", as professoras pediram ajuda aos alunos do Cesumar.
Teríamos que produzir um documentário sobre os projetos. Abraçamos a causa. Fomos desbravando as temáticas e nos deparamos com uma situação que não esperávamos, em um dos projetos. Crianças de Sarandi, cidade vizinha de Maringá, estavam envolvidas em um dos trabalhos.
No PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil), nos deparamos com a tal "condição de extrema pobreza". Meninos e meninas, que não tiram o sorriso do rosto, mas não têm uma escova de dentes, uma pasta de dentes, um sabonete e nem sequer uma escova de cabelo.
Além do documentário, seria produzida uma campanha publicitária, tudo feito pelos alunos de Comunicação Social. A proposta é arrecadar o máximo de produtos de higiene para essas crianças. A divulgação na mídia foi e está sendo fundamental.
Programas televisivos, radiofônicos e jornais impressos e online estão ajudando na campanha. São produtos básicos, que são deixados de lado para usar o pouco dinheiro que têm para se alimentar. No dia 27 deste mês, serão apresentados os resultados e os documentários.
As doações podem ser feitas no SESI de Maringá.
A experiência pela qual estamos passando é única. Fortes emoções deixadas para o último ano do curso. Além disso, o trabalho está provando que alunos de Jornalismo e Publicidade podem, sim, ser grandes parceiros.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Meu dono de estimação - Trombada no olho

Aviso aos fãs de Zoe Cristina: hoje ela não vai escrever, ou ditar um texto para que Lua Maria digite. Zoe está de molho, quietinha, cochilando na penumbra. Ela machucou o olho direito. Está com uma úlcera na córnea e tem que usar o colar elizabetano que é um trambolho, os animais detestam, mas é necessário para proteger o olho ferido das unhas sempre prontas para uma boa coçadinha.
Como ela se machucou? Muito provavelmente durante suas lutas com Lua Maria. Zoe não aprende. Esta é a terceira vez que ela sai ferida dos embates que ela mesma começa. A baixinha não leva a sério os dentes muito maiores que Lua Maria tem e a diferença de 10 quilos entre as duas.
O primeiro machucado de Zoe Cristina foi um furinho sobre o nariz feito, sem querer, pelo canino de Lua. Sangrou muito e, num domingo à noite, tivemos que correr para o hospital veterinário. Lua Maria se assustou tanto com o episódio que depois dele toma o maior cuidado quando brinca com a pequena pestinha. Zoe, por sua vez, não se comoveu e voa sobre Lua com seus dentinhos à mostra, sempre querendo um embate que pode acabar mal.
O segundo ferimento foi justamente a perda de um dente da frente. Ela avançou sobre o corpo da Lua com tanta força que conseguiu quebrar um dente na raiz. Virou Zoe Cristina Banguela. Era um dente permanente e lá está o buraquinho lembrando a ela, todo o tempo, que deveria ter cuidado e respeitar tamanho e peso da amiga...mas que nada! Zoe Cristina é arrojada, , maluca, uma kamikase canina!
E agora, o terceiro machucado com esse arranhão no olho direito.
Vai ficar uns dias sem passear na rua, vai usar o colar, colírio e pomada. E mesmo com o colar elizabetano hoje tive que gritar meia dúzia de "nãos" para impedir Zoe de começar uma sessão de luta livre. Eita menina danada!
Ficamos com o coração apertado ao ver a pequena endiabrada sem abrir direito o olho, lacrimejando como se estivesse chorando. Eu sei que ela se aproveita da situação para ficar no colo o tempo inteiro, comer com as mamis dando ração na boca para ela, e dormindo mais perto ainda, bem quentinha, no meio da cama, mas... O que fazer? O amor tem dessas coisas, ainda mais um amor gigante dedicado a uma cachorra tão pequena, meiga e frágil...
- Epa! Espera um pouquinho... pequena, ela é, sem dúvida. Agora, meiga e frágil? Você "forçou", hein Ana Cardilho?
A frase acima é do Tio Chico, ou mais formalmente o Francisco, aquele sabe? De assis. É que ele estava de malas na mão, pronto para embarcar rumo à Amazônia, para uns dias de férias, quando ouviu minhas preces pela Zoe Cristina Banguela e, momentaneamente, Caolha, e voltou correndo para ajudar.
Eu sei que sob as bênçãos do Tio Chico e sob os cuidados da Dra Carol Mazzei, nossa pituquinha vai melhorar e logo estará pulando de sofá em sofá na sala, roendo as plantas e, infelizmente, puxando briga com Lua Maria.
Respiro fundo. Desejo boa viagem ao Tio Chico que vai tentar embarcar hoje sem falta e sigo a vida. Tento acreditar que esta foi a última vez que Zoe Cristina se machucou. Para isso, lanço mão de uma crendice popular que minha vó costumava dizer: que uma coisa que aconteceu duas vezes tem muita chance de acontecer pela terceira e se já aconteceu três vezes, então fechou o ciclo, acabou.
Vamos lá, Zoe Cristina Banguela! Agora chega, hein?!