quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vamos mudar o discurso

Foi o tema do "A Liga" da Band e é a capa da Veja desta semana. O crack faz cada dia mais reféns. Reféns, porque uma vez experimentado, é muito difícil se livrar. Com mais de 1 milhão de viciados no Brasil, o crack tem 5 vezes mais poder que a cocaína e os efeitos duram cerca de 15 segundos.
São famílias e mais famílias destruídas por esse mal. A raiz pode estar na esquina de casa, na pracinha do centro, na casa do vizinho. Uma hora, invade o portão e seu filho pode ser a próxima vítima. Daí, somem os eletrodomésticos, a televisão, o rádio, as joias e por aí vai.
O tratamento em uma clínica de recuperação não é barato e a duração desse pode ser maior do que se imagina. Inteligentemente, a reportagem da Veja aborda essa questão. Mostra casos de pessoas que se livraram do crack e que  hoje vivem se controlando.
Isso porque ninguém é ex-viciado, apenas controlam o vício para que não anulem o trabalho nas clínicas. Diz a publicação que, se a pessoa que passa pelo tratamento tem contato com o crack novamente, um abraço. Volta a ser um dependente químico.
Outro aspecto que merece destaque é como os viciados são vistos pela sociedade. Por ser uma droga barata, atinge qualquer classe social. Os usuários são tratados como criminosos e não como doentes, o que seria o correto.
Falta, no Brasil, uma intervenção governamental para aumentar o número de clínicas públicas que tratem dos dependentes, não só de crack, mas de todas as drogas, inclusive do álcool. Por que, em vez de marcha para legalização das drogas, não fazem uma manifestação em prol da saúde pública?

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