sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Mágico

Atualmente, as grandes animações que tem chegado ao cinema estão em 3D. São histórias fantásticas, com muitos efeitos, feitas para agradar em cheio a criançada e alguns adultos. Mas existem outras animações que não são apenas entretenimento, são verdadeiras obras de artes, este é o caso de O Mágico, feito ainda no mais antigo esquema do mundo, o 2D, que consagrou Walt Disney e tantos outros animadores.
Do mesmo diretor de Bicicletas de Beneville ( Sylvain Chomet), outra obra de arte, a história acompanha um mágico em fim de carreira, mostrando uma transição triste do mundo antigo para o moderno, um mundo que não tem mais espaço para o circo tradicional e seus artistas.
Ele retrata isto através dos olhos do mágico, que é uma clara homenagem ao ator e diretor francês Jacques Tati, um ícone do cinema francês.
Este mágico conhece uma menina e ela se encanta e acredita na magia dele, a história é amarrada na relação dos dois, no novo e no antigo, e na tentativa do mágico de dar a menina uma vida melhor.
Infelizmente ele não vai conseguir isso só com magia. A animação, assim como Bicicletas, e praticamente muda, um filme mudo, com ligações fortes ao universo fantástico de Chaplin e a forma de humor da pantomima, com uma trilha sonora muito boa.
Além dos dois personagens principais, a história também tem personagens marcantes e tristes, como o palhaço e o ventríloquo e é interessante ver como o universo do circo está cheio destes personagens ricos e sim, tristes, um paradoxo, já que o mote principal do circo é levar alegria para as pessoas.
No fim, a gente sente um nó no peito, com esta historia maravilhosa. Uma animação, que como Persepólis, não foi feito para crianças, um filme para adultos e somente para adultos.
Lindo...

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