quarta-feira, 22 de junho de 2011

Meu dono de estimação - Palavra de cachorro

Hoje quem vai escrever esta coluna sou eu: Zoe Cristina. Ah, tá bom... não vou escrever sozinha. Minha companheira de diabruras pela casa, Lua Maria, vai ajudar. Só um pouquinho porque ela tem sono e já, já acaba cochilando.
Tenho que escrever rápido porque uma de nossas mães, a do pé quebrado, foi fazer fisioterapia e volta logo. Ela saiu pulando e reclamando da vida... Ela era mais alegrinha antes de quebrar a pata, ops, o pé. Mas, fazer o quê?
Eu e Lua Maria, não falei? Já tá aqui roncando e babando sobre o teclado... sai Lua! Onde eu estava mesmo? Ah, sim. Eu e Lua Maria tentamos animar a mãe pererê. Diante dela pulamos, rolamos, saltamos sobre a perna operada (hehehe...ela sempre grita!), e quando a folia acaba a gente tenta consolar a pobre. Eu deito sobre a perna que ela deixa o dia todinho esticada, sobre almofadas, e a Lua dorme meio em cima do ombro dela, no encosto do sofá. Nunca a deixamos sozinha. Somos solidárias.
O que custo a entender, aqui com minhas pulgas imaginárias, é porque as pessoas, de modo geral, são tão complicadas. Pra que sofrer? Quebrou a pata? Tá bom, espera melhorar, dorme, come, dorme de novo. Pra que tanto drama? Nós, de quatro patas, resolvemos tudo da forma mais simples. Comida, água fresca e um cantinho pra dormir e já temos o céu. Se ainda tiver uma meia pra roer, um chaveiro pra destruir ou uma bolinha pra acender uma boa disputa que acabe em lutinhas pela casa, ah, daí temos o paraíso.
Sempre estamos levando bolinhas babadas pra nossa mãe pererê. Pra ver se ela se anima um pouco mais, né?
Outra coisa que ela podia fazer, se tivesse a sabedoria dos cães, poderia ficar de barriga pra cima no meio da sala curtindo o sol da manhã. Um solzinho gostoso, danado de bom, e só eu e Lua aproveitamos. Ela fica lá, com aquele sorvetão (que eu sempre tento lamber e ela grita nãoooooo!) no pé e aquela cara de poucos amigos. Que chatice!
Ainda bem que na próxima semana as coisas vão mudar. Ouvi uma conversa, não que eu seja fofoqueira, de que ela vai tirar os pontos e começar a andar feito gente. Mas, parece que pra correr no parque com a gente ainda vai demorar mais um pouco.
Xiiii, ela chegou. Estou ouvindo o toc toc do andador. Vou mandar o texto para a coluna e fingir que estava dormindo. Lua nem precisa fingir, né? Claro que ela ficou de bobeira enquanto eu, Zoe Crisitina, fiz todo o serviço. Tchauzinho, hein? Uma lambida e uma boa e assustadora rosnada para todos... ZOE CRISTINA

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