quarta-feira, 29 de junho de 2011

Meu dono de estimação - Sem drama

Eu, Zoe Cristina, roubarei a coluna mais uma vez. Só que hoje não vou digitar porque estou super ocupada, roendo a alça da bolsa preta da mamis pererê. Eita alça gostosa! Estou até babando...
Sendo assim, minha fiel escudeira, Lua Maria, vai digitar meus sábios e profundos pensamentos. Tudo bem que ela é meio lerdinha e se perde com tantas teclas... É que nós, da raça Pintcher, somos naturalmente mais rápidos... e mais barulhentos também, devo acrescentar... além de mais lindinhos...hehehe...
Mas vamos lá, secretária Lua Maria:
Enquanto degusto esta deliciosa alça de couro ecológico, da bolsa que foi esquecida fora do armário, imagino que hoje a mamis pererê vai demorar mais que o normal para chegar da fisioterapia. Isso porque ontem o ortopedista deu sinal verde para que ela ande sobre as duas patas, ops, dois pés (grande coisa, né? nós cães andamos sobre as quatro patas desde que nascemos), e ela trocou aquele trambolho de andador por duas muletas canadenses, de alumínio, bem leves, com pontas de borracha que, se eu tiver uma chance, prometo roer.
Só por causa disso, ela está "se achando", como diz meu irmão humano. Saiu feliz da vida e eu sei que depois da fisioterapia ela vai atravessar a rua, na faixa de pedestres evidentemente, e tomar um café na padaria da esquina. Com o andador, e pulando com a perna direita, não dava para atravessar rua nenhuma e ela passou várias manhãs na calçada, olhando para a padaria, sentindo o cheiro bom do café, mas sem coragem de ir até lá de andador.
Que bom que ela vai demorar. Terei mais tempo com esta delícia gastronômica que tenho aqui, entre meus afiados dentes.
Eu e Lua Maria temos conversado muito sobre esta fase aqui em casa, sabe? Tirando a complicação normal dos seres humanos (vocês são difíceis, viu?!), espero que todo mundo por aqui tenha aprendido uma lição. Tudo muda a todo instante e temos que acompanhar, seguir o fluxo.
Nós cachorros percebemos no ar as mudanças quando elas ainda nem dobraram o quarteirão mais próximo. E não sofremos com isso. Nossa adaptação é, digamos, automática.
Choveu a manhã inteira? Não tem passeio? Tudo bem, a gente inventa correrias pelos sofás e dobra o número de lutinhas pela cama. Gastamos nossa energia do mesmo jeito, e sem sofrer.
Eu e Lua Maria só choramos pra fazer manha, quando nos prendem na cozinha ou quando nossas mães inventam que temos que dormir em nossas respectivas caminhas. Daí a gente chora, faz cara de cachorro sem dono, sofredor, e o portão acaba sendo aberto ou subimos na cama das mamis de madrugada, quando elas estão em sono profundo, só pra mostrar quem manda aqui e de quem é, afinal, a última palavra. Sem drama.
- Captou a mensagem Lua Maria?
- Ah, não sei não... Será que eu perdi alguma parte?
- Deixou bem claro que os seres humanos complicam muito as coisas e que tudo é, relativamente, simples?
- Rela o quê?
- Relativamente... vai, tenta, digita devagar.
- Ah, não sei não mas... acho que deu.
- Isso Lua Maria. Agora assina aí Zoe Crisitina e coloca meu nome em letras maiúsculas, tá?
- Cê é metidinha, isso sim.
- Não minha amiga. Eu sou é centrada, equilibrada e ciente do meu valor e do meu papel neste mundo.
- O quê? Você comeu todo o papel do mundo?
- Ai, senhor dos cães mimados, socorrei-me!
- Tá bom, eu assino, pronto:
ZOE CRISTINA MIMADA DA SILVA (vingancinha!)

Tudo não passou de uma brincadeira

Tudo aconteceu de forma muito rápida. Logo pela manhã a notícia da morte de Amin Khader se espalhou. Começou com a sobrinha do Amin, que disse ao David Brazil que o tio havia falecido. Logo, David postou no twitter.
Aí a coisa foi viral. Mais tarde, até o Hoje em Dia, da Record, exibia o texto sobre a morte do humorista e promoter. Depois de ir até a casa de Amin e constatar o clima, David passou pela orla do Rio de Janeiro e viu o suposto defunto caminhando.
Diz que a amizade dos dois acabou naquele momento.
Famosos comentaram no twitter, mostrando-se chocados com a morte dele. Mal sabiam que mais tarde a farsa seria descoberta. Suzana Werner até tirou uma foto com Amin ajudando a desmentir a história. Consultado pela reportagem do EGO, Amin disse que não sabia o que estava acontecendo.
Ele disse, ainda, que nunca leva o celular quando vai caminhar e que não sabia como o boato começou, defendendo a família.
Independente de quem começou a lorota, foi algo de muito mal gosto. Por um momento, os sites noticiosos davam a notícia como verdadeira. Após algum tempo, tudo começou a ser desmentido. Além de mostrar o mau caráter de algumas pessoas, esse caso mostrou como a mídia é frágil.
Como fonte, os portais tinham David Brazil, que até então acreditava na morte do ex-amigo. Depois, com a ajuda do twitter, tudo foi esclarecido e os mesmos famosos se revoltaram com tudo o que havia acontecido e sido noticiado. Como diz Boris Casoy, "isso é uma vergonha".

terça-feira, 28 de junho de 2011

Qual o melhor programa de humor da década?

Zorra Total, Pânico na TV, Legendários, CQC, A Praça é Nossa e por aí vai. Já postei um texto aqui, uma vez, falando sobre os programas de humor da atualidade e da qualidade de alguns desses. Mas, na semana passada, vi esse vídeo que faz uma retrospectiva da década.
Sob a ótica de especialistas, os melhores programas, de 2001 a 2010, são CQC e Pânico. Têm mais alguns detalhes escondidos nesses pouco mais de cinco minutos. Confira e opine: qual é o melhor para você?

video

domingo, 26 de junho de 2011

Pride Gay NY

Ontem aconteceu, aqui em Nova Iorque, assim como em São Paulo, a Parada Gay. Aqui, Pride Gay!
Eu fui conferir esta grande festa com mais dois amigos brasileiros, o Marcos e a Luciana. O ambiente super descontraído anima todas as pessoas presentes.
Diferentemente de SP, aqui a organização separa público e participantes com grades, e todos respeitam. Todos interagem de forma civilizada e sem constrangimentos com atos e cenas impróprias para crianças e até mesmo para adultos.
O colorido com as cores GLS: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo, estavam por todas as partes da 14 street de Manhattan.
A comemoração deles também foi pela liberação do casamento para casais do mesmo sexo. Parabéns a eles e a todas as pessoas que os respeitam, assim como nós do MN!

Reflexões sobre o Cisne Negro

Na madrugada deste sábado, assisti ao filme Cisne Negro. Há um certo tempo, lia comentário sobre ele em revistas, blogs e facebooks alheios. As pessoas diziam que o filme era maravilhoso e que valia a pena a compra da entrada do cinema.
Não sou um cinéfilo e nem tenho propriedade para falar sobre aspectos técnicos da sétima arte. Não cresci com a cultura de assistir a um bom filme todos os finais de semana. Sempre fui refém dos canais abertos e do gosto dos programadores.
Mas, de um tempo para cá, venho prestando mais atenção nos filme e selecionando melhor a minha lista. Dos últimos que assisti, Cisne Negro é o único que faz o espectador pensar. Na companhia de uma prima e da minha irmã, às vezes, discutíamos o rumo da história.
Durante toda a trama, acontece um misto de suspense com uma certa aflição, resultando em agonia. Como o filme não é lançamento, a não ser nas locadoras, acredito que a maioria já saiba do que se trata - uma bailarina que tem de lidar com as próprias limitações.
E é isso que faz o filme interessante. Porque qualquer um de nós pode se colocar no lugar da Nina (a personagem principal). A nossa perfeição depende apenas de nós mesmos. Quem nos limita e impede de conquistarmos nossos objetivos não são os concorrentes, somos nós.
Se você ainda não viu e gosta de filmes inteligentes, loque Cisne Negro. Depois, pense sobre o roteiro, assim como fiz hoje. Aproveite a sessão.

sábado, 25 de junho de 2011

O curso de inglês

Quando comecei o inglês, minha turma era pequna. Éramos em 8 pessoas. Ao passar dos dias a turma foi aumentando e ficamos em 16 alunos. Homens, mulheres, meninos e meninas… Digo assim pela diferença de idade dos alunos. Pessoas de todos os cantos do mundo. Brasil, Turquia, Rússia, Colômbia, Japão, Coreia, Emirados Árabes… Enfim, gente de todos os tipos.
Com a chegada e a convivência com essas pessoas, aprendemos coisas novas e muito curiosas. Morei três anos em uma república, em Maringá e conheci pessoas de todos os tipos e de todos os cantos do nosso Brasil. A mistura de culturas me trouxeram muitos conhecimentos. Com pessoas de diversos países, então, nem preciso dizer né?
Estou aprendendo inglês,espanhol, árabe, turco, até algumas coisas eu arrisquei em japonês. E claro, também ensino o nosso português. Escuto músicas diferentes, como coisas diferentes… E isso só tem a me acrescentar.
Hoje, infelizmente, algumas pessoas da classe já foram embora. Assim como algumas pessoas passam um ano estudando inglês, algumas vêm apenas por 15 dias, ou um mês… Fizemos um café da manhã durante a aula de sexta-feira para a despedida de 4 alunos. Memi, do Japão, Hatice, da Turquia, e Karla e Elizabeth, brasileiras. Uma de Barretos e a outra de Campinas.
Não houve choro e nem tristeza… Mas uma sensação de que a turma não ficara a mesma. Na próxima sexta-feira outras pessoas também se vão… Ficaremos em poucos, mas não sei por quanto tempo… Mas vou deixando vocês informados. Afinal, eu continuo.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Almas à Venda

A alma faz parte do corpo humano, ela é uma glândula que se encontra dentro do cérebro e por isso mesmo pode ser extraída. Este é o mote do filme Almas à Venda, se você está cansado das suas angústias, dúvidas, de você, e só extrair a sua alma, ou até mesmo fazer um implante de outra alma, vai de quanto dinheiro você tem.
Eu gosto muito de Paul Giamanti, ele é um ator regular, um comediante sem ser, que escolhe muito bem os papéis que quer fazer e consegue passar aquela imagem de loser que tem um bom coração, foi excelente em Sideways ou em o Anti-herói Americano e está muito bem neste filme, fazendo o papel dele mesmo, com o mesmo nome e tudo.
A história é simples, e complexa, hahahah, ele precisa interpretar uma peça russa, mas está sofrendo demais para entrar no papel ( os personagens russos são assim, densos , complexos, intensos, difíceis mesmo de fazer), então ele decide extrair sua alma,para tentar sem emoções fazer o papel. Tudo seria perfeito, mas como todo bom filme, a uma trama, e neste caso é o fato de como pano de fundo existir um mercado negro de venda de almas que vem, justamente, da Rússia. . A direção de Sophie Barthes é perfeita, a edição é fotografia do filme também.
O filme é divertido e questionador, coloca em xeque a questão de “ será que você consegue viver sem a sua? qual a importância dela para você ? o que ela contêm? e o melhor, não é um questionamento religioso, já que a alma é apenas mais uma parte do corpo, segundo o filme.
E até onde você iria para reaver sua alma, se você a perdesse. Dá para dar boas risadas com certeza, não aquelas risadas de comédias pastelões, mas boas risadas, um filme intrigante, para dizer o mínimo.

Dia de festa e trabalho

Este é o mês das famosas festas caipiras. Fogueira, quentão, canjica, pinhão, quadrilha. São costumes e pratos que todo ano voltam à tona neste período. Desde criança, sempre participei dessas festas, seja na escola, em uma chácara de algum conhecido ou no clube.
Para esse feriado, eu e mais dois colegas da sala programamos fazer uma reportagem para nossa disciplina de Telejornalismo. Iríamos a uma festa junina tradicional de Maringá. O "arraiá do seo Zico" seria em uma escola bem afastada do centro da cidade, em uma estrada rural.
O evento foi noticiado em diversos veículos de comunicação, mas não imaginava encontrar equipes de outras três emissoras lá. Era tudo gratuito, desde o estacionamento na beira do carreador até o copinho de quentão. Tudo começou com uma procissão, que seguiu por cerca de dois quilômetros, até chegar ao local da festa. 
No ano passado, a mesma festa reuniu cerca de duas mil pessoas. Era visível que, neste ano, tinha muito mais. Conversamos com algumas pessoas, com o seo Zico, participamos da missa, vimos os noivos chegando de charrete, demos muitas risadas e até nos perdemos no meio da multidão.
Estou no último ano do curso e vejo que momentos como esses, que passamos hoje, podem ser raros depois que nos formarmos. Ainda podemos levar tudo numa boa. Ninguém nos obrigou a trabalhar no feriado. Mas sabe que foi tudo tão bom que eu não trocaria por um simples passeio no parque.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Vamos mudar o discurso

Foi o tema do "A Liga" da Band e é a capa da Veja desta semana. O crack faz cada dia mais reféns. Reféns, porque uma vez experimentado, é muito difícil se livrar. Com mais de 1 milhão de viciados no Brasil, o crack tem 5 vezes mais poder que a cocaína e os efeitos duram cerca de 15 segundos.
São famílias e mais famílias destruídas por esse mal. A raiz pode estar na esquina de casa, na pracinha do centro, na casa do vizinho. Uma hora, invade o portão e seu filho pode ser a próxima vítima. Daí, somem os eletrodomésticos, a televisão, o rádio, as joias e por aí vai.
O tratamento em uma clínica de recuperação não é barato e a duração desse pode ser maior do que se imagina. Inteligentemente, a reportagem da Veja aborda essa questão. Mostra casos de pessoas que se livraram do crack e que  hoje vivem se controlando.
Isso porque ninguém é ex-viciado, apenas controlam o vício para que não anulem o trabalho nas clínicas. Diz a publicação que, se a pessoa que passa pelo tratamento tem contato com o crack novamente, um abraço. Volta a ser um dependente químico.
Outro aspecto que merece destaque é como os viciados são vistos pela sociedade. Por ser uma droga barata, atinge qualquer classe social. Os usuários são tratados como criminosos e não como doentes, o que seria o correto.
Falta, no Brasil, uma intervenção governamental para aumentar o número de clínicas públicas que tratem dos dependentes, não só de crack, mas de todas as drogas, inclusive do álcool. Por que, em vez de marcha para legalização das drogas, não fazem uma manifestação em prol da saúde pública?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Meu dono de estimação - Palavra de cachorro

Hoje quem vai escrever esta coluna sou eu: Zoe Cristina. Ah, tá bom... não vou escrever sozinha. Minha companheira de diabruras pela casa, Lua Maria, vai ajudar. Só um pouquinho porque ela tem sono e já, já acaba cochilando.
Tenho que escrever rápido porque uma de nossas mães, a do pé quebrado, foi fazer fisioterapia e volta logo. Ela saiu pulando e reclamando da vida... Ela era mais alegrinha antes de quebrar a pata, ops, o pé. Mas, fazer o quê?
Eu e Lua Maria, não falei? Já tá aqui roncando e babando sobre o teclado... sai Lua! Onde eu estava mesmo? Ah, sim. Eu e Lua Maria tentamos animar a mãe pererê. Diante dela pulamos, rolamos, saltamos sobre a perna operada (hehehe...ela sempre grita!), e quando a folia acaba a gente tenta consolar a pobre. Eu deito sobre a perna que ela deixa o dia todinho esticada, sobre almofadas, e a Lua dorme meio em cima do ombro dela, no encosto do sofá. Nunca a deixamos sozinha. Somos solidárias.
O que custo a entender, aqui com minhas pulgas imaginárias, é porque as pessoas, de modo geral, são tão complicadas. Pra que sofrer? Quebrou a pata? Tá bom, espera melhorar, dorme, come, dorme de novo. Pra que tanto drama? Nós, de quatro patas, resolvemos tudo da forma mais simples. Comida, água fresca e um cantinho pra dormir e já temos o céu. Se ainda tiver uma meia pra roer, um chaveiro pra destruir ou uma bolinha pra acender uma boa disputa que acabe em lutinhas pela casa, ah, daí temos o paraíso.
Sempre estamos levando bolinhas babadas pra nossa mãe pererê. Pra ver se ela se anima um pouco mais, né?
Outra coisa que ela podia fazer, se tivesse a sabedoria dos cães, poderia ficar de barriga pra cima no meio da sala curtindo o sol da manhã. Um solzinho gostoso, danado de bom, e só eu e Lua aproveitamos. Ela fica lá, com aquele sorvetão (que eu sempre tento lamber e ela grita nãoooooo!) no pé e aquela cara de poucos amigos. Que chatice!
Ainda bem que na próxima semana as coisas vão mudar. Ouvi uma conversa, não que eu seja fofoqueira, de que ela vai tirar os pontos e começar a andar feito gente. Mas, parece que pra correr no parque com a gente ainda vai demorar mais um pouco.
Xiiii, ela chegou. Estou ouvindo o toc toc do andador. Vou mandar o texto para a coluna e fingir que estava dormindo. Lua nem precisa fingir, né? Claro que ela ficou de bobeira enquanto eu, Zoe Crisitina, fiz todo o serviço. Tchauzinho, hein? Uma lambida e uma boa e assustadora rosnada para todos... ZOE CRISTINA

Tic-tac

Hoje, 22 de junho, completo 20 dias em NY. Fantástico! Como o tempo voa!!! Parece que cheguei aqui ontem…. Já fiz varios amigos e já descobri e aprendi muitas coisas que em São Paulo eu nunca aprenderia ou viveria.
Mesmo morando sozinha por três anos em Maringá, eu nunca havia passado por momentos como estou passando aqui. Acredito que porque aqui é tudo muito diferente, começando pela língua. Como é dificil você querer falar e não conseguir. Muitas vezes quero dizer algo que não sei como se fala em inglês. Isso é horrível. Em 20 dias, 15 de curso de inglês, já sinto uma melhora extraordinária.
Aqui em casa, moro com um suiço. Nada tão ruim que nao possa piorar…hahahahha… Brincadeira. Ele é um amor de pessoa. Se chama Roman. Esta semana estou me socializando mais com ele. Antes nem dirigia a palavra ao menino. Acredito que ele me achava um pouco louca, ou algo parecido. Agora, sem tanta vergonha, arrisco conversar, mesmo que errado. Aí ele ri, me ensina, repete o que falar devagar, quando há necessidade.
Ontem depois de dias tentando acender o fogão elétrico, não é o mesmo que nos usamos ai no Brasil, consegui e preparei uma bela macarronada. Lógico que separei um prato para Roman que comeu um monte e, claro, amou a minha comida. Modéstia à parte, cozinho muito bem!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Colegas de trabalho, ou nem tanto

Noticiado desde sexta-feira (17), quando o corpo foi encontrado, o caso da universitária morta supostamente por ex-colegas de trabalho levantou algumas discussões. Louise Maeda desapareceu no dia 31 de maio depois de ter saído do shopping em que trabalhava, em Curitiba.
As investigações apontam que os envolvidos no crime são pessoas com quem Louise passava grande parte do dia. Isso porque a vítima era supervisora da lanchonete e teria descoberto desvio de dinheiro do caixa.
Junto com uma das acusadas, a polícia encontrou mais de R$ 2 mil, o que seria incompatível com o salário dela. Apesar de assumir ser usuária de drogas, a hipótese de tráfico foi descartada. Ou seja, as provas comprovaram os indícios.
Em depoimento, uma jovem de 20 anos contou como foi o assassinato e incluiu uma colega de 21 e o namorado, de 20 anos, como mentores do crime. Na casa do rapaz, que está foragido, foi encontrada a mochila de Louise. 
Na aula, um professor comentou o caso e citou a importância de conhecermos os colegas de trabalho. Concordo, porém, talvez a questão do envolvimento com drogas tenha sido um agravante. Não há, até o momento, comprovações de que os assassinos estivessem drogados na hora do crime.
Nas aulas de Filosofia, o professor comentava, lá em 2008, do estado de barbárie que a sociedade está. Esse caso comprova isso e alerta para que tenhamos cuidado com as pessoas que estão ao nosso redor.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dia dos pais

Diferentemente de nós brasileiros, os americanos comemoram os dias dos pais dia 19 de junho. Meu pai está em São Paulo e tem seu dia celebrado em agosto, como todos os outros pais brasileiros. Nesta minha estadia por três meses, estou com um pai postiço. Ele tem toda a paciência comigo, todos os dias, e me trata tão bem com a sua familia, que até me sinto em casa.
Ontem saí para comprar uma lembrança e escrevi um bilhetinho, na folha do meu caderno mesmo. Foi o bastante para deixá-lo completamente sem jeito. Tomamos café da manhã, e saímos para um passeio no Central Parque.
Assim como nós, milhares de familias estavam passeando. O dia hoje foi maravilhoso. Um céu muito azul e um sol maravilhoso. Dia típico de uma praia. Mas para quê praia? Os americanos se esticam sobre qualquer pano, em qualquer espacinho que esteja com sol. Isso mesmo. Quando vi a cena da fotografia ao lado, fiquei um pouco chocada.
Como assim, estão tomando sol de biquini e tudo em pleno parque? Para mim, uma coisa impossível. Mas são muitas pessoas. O que boa parte do ano, com frio e neve, não faz com as pessoas né?
Na mesma hora fiquei imaginando os parques no Brasil com pessoas de biquini tomando sol. Parque do Ibirapuera, Parque do Ingá, ou qualquer outro. Que loucura! Enfim, nosso passeio foi bom e conheci algumas partes do grande Central Parque. A semana que vem eu volto lá e posto fotos sobre ele.

domingo, 19 de junho de 2011

Quer melhorar o humor? Vá caminhar

Você já percebeu como a mídia de modo geral está se preocupando com a saúde dos espectadores? A Globo lançou, no começo deste ano, o "Bem Estar". A cada dia a pauta muda, e sempre focando na melhora da qualidade de vida da população.
Há um pouco menos de tempo, a Record colocou na grade o "E aí, Doutor?". Também com pautas variadas, mas em um formato um pouco diferenciado. Este sob direitos de uma produtora internacional.
Não raro, outros programas jornalísticos focam nesses assuntos, como o SBT Repórter, Globo Repórter e Repórter Record. Sem contar os programas semanais, como o Fantástico e o Domingo Espetacular. Vamos entrar na onda.
Dando uma "zapeada" pelos sites de notícias, me deparei com uma reportagem que mostra que estar em contato com a natureza melhora não só a saúde física, mas, também, a mental. A pesquisa foi feita no Reino Unido, por pesquisadores da Universidade de Essex, com mais de 1,2 mil pessoas, de diferentes gêneros, idades e status mental.
Os resultados apontaram que as pessoas que se envolviam em alguma atividade ao ar livre, mesmo que por poucos minutos diários, apresentaram melhoras significativas em relação ao humor e à autoestima. Eu assino embaixo.
Em Maringá, as opções de locais para caminhada são diversas. E todos lotam. Pensa na cidade de gente bem-humorada. Então, se você está triste, desanimado, cansado do trabalho, dê uma passadinha em uma praça, saia para andar com o cachorro, com os filhos, com o (a) namorado (a). Quem sabe isso não te anime!?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Mágico

Atualmente, as grandes animações que tem chegado ao cinema estão em 3D. São histórias fantásticas, com muitos efeitos, feitas para agradar em cheio a criançada e alguns adultos. Mas existem outras animações que não são apenas entretenimento, são verdadeiras obras de artes, este é o caso de O Mágico, feito ainda no mais antigo esquema do mundo, o 2D, que consagrou Walt Disney e tantos outros animadores.
Do mesmo diretor de Bicicletas de Beneville ( Sylvain Chomet), outra obra de arte, a história acompanha um mágico em fim de carreira, mostrando uma transição triste do mundo antigo para o moderno, um mundo que não tem mais espaço para o circo tradicional e seus artistas.
Ele retrata isto através dos olhos do mágico, que é uma clara homenagem ao ator e diretor francês Jacques Tati, um ícone do cinema francês.
Este mágico conhece uma menina e ela se encanta e acredita na magia dele, a história é amarrada na relação dos dois, no novo e no antigo, e na tentativa do mágico de dar a menina uma vida melhor.
Infelizmente ele não vai conseguir isso só com magia. A animação, assim como Bicicletas, e praticamente muda, um filme mudo, com ligações fortes ao universo fantástico de Chaplin e a forma de humor da pantomima, com uma trilha sonora muito boa.
Além dos dois personagens principais, a história também tem personagens marcantes e tristes, como o palhaço e o ventríloquo e é interessante ver como o universo do circo está cheio destes personagens ricos e sim, tristes, um paradoxo, já que o mote principal do circo é levar alegria para as pessoas.
No fim, a gente sente um nó no peito, com esta historia maravilhosa. Uma animação, que como Persepólis, não foi feito para crianças, um filme para adultos e somente para adultos.
Lindo...

Há vagas! Paga-se bem

A remuneração vai depender do seu trabalho. É algo como comissão - recebe pelo tanto que trabalha. Detalhe: não tem carteira assinada, não paga imposto e não tem direito a aposentadoria pelo INSS. Tem mais um probleminha, se não trabalhar certinho, corre o risco de virar presidiário.
A "profissão" em questão é de criminoso. Assustou? Pois é, continue a leitura que você verá que a situação é pior do que parece.
Foi noticiado nacionalmente o caso do estudante morto dentro do campus da USP, em maio, quando ele se dirigia até o carro blindado recém-comprado. Um dos assaltantes se entregou. O nome do criminoso é Irlan Graciano Santiago, que, segundo ele mesmo, não foi quem atirou contra o universitário.
Irlan não revelou o nome do comparsa, que supostamente matou Felipe de Paiva. O advogado, em entrevista coletiva, defendeu o cliente com as seguintes palavras: "Uma regra de quem é do crime, nunca entrega parceiro. Todo bandido tem ética. [...] Em todas as profissões têm ética."
O nome do advogado é Jeferson Badan. A reportagem foi ao ar no Bom Dia Brasil, da Rede Globo, na semana passada, mas a vi esses dias. Um advogado exposto em rede nacional com essas palavras só carimba a posição dele de "chave de cadeia".
E quer saber o pior? Irlan está solto, porque ele é réu primário, tem residência fixa e se entregou.
A reportagem está disponível no YouTube e já teve mais de 200 mil acessos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Educação nota 10

Não estou escrevendo sempre porque está sendo bem corrido para mim aqui. O tempo voa e o período vago que tenho, uso para converser um pouquinho com minha familia e meu namorado. E também para fazer meu homework, a lição de casa do inglês.
O assunto postado hoje faz bem a qualquer pessoa: educação. Como é bom convivermos com pessoas educadas não é mesmo? Eu adoro pessoas que dão bom dia, boa tarde, boa noite, que dizem por favor, com licença, obrigado e algumas outras palavras que, durante nossa infância, são chamadas de “palavrinhas mágicas”.
No Brasil, nem todas as pessoas são educadas. Algumas nem olham na sua cara, até mesmo pessoas que você vê todos os dias. Aqui em Nova Iorque a educação me chamou bastante a atenção. Todas as pessoas, conhecidas ou não, passam por você e te comprimentam. Seja na rua, no ônibus ou no metrô. Quando precisam passar por um corridor cheio de gente, a palavra com licença é dita, e o obrigado em seguida. Isso acontece com pessoas de 80 anos a crianças de dois ou três.
No trânsito, os motoristas param o carro para que os pedestres possam atravessar. Ninguém atravessa fora da faixa de pedestres. Quem o faz é turista que, após a negligência, leva um pequeno sermão dos guardinhas espalhados pela cidade.
Esta educação, vista aqui, deveria fazer parte da rotina de todos os países. No Brasil, quando será que consiguiremos atigir este nível?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Meu dono de estimação - A poderosa chefinha

Zoe Cristina Primeira, do país das Cristinas, já perdeu um dente da frente e já saiu sangrando dos embates que provoca com Lua Maria Branquela. Lua é da paz. Só morde pessoas falsas. No geral, ela quer bater patinhas por aí, tomar sol sobre o sofá de manhã e dormir o resto do dia. Mas, Zoe Cristina não deixa.
É só perceber que Lua Maria se ajeitou gostoso no sofá que a pequena ranzinza se prepara, levanta o rabicó, raspa as patas de trás no chão, feito touro bravo, e se joga sobre a amiga, mordendo-lhe especialmente as orelhas.
Essas lutinhas acontecem o tempo todo. Não pela vontade de Lua Maria que bem que tenta fugir. E sim pela clara provocação de Zoe Cristina que quando fica quietinha podemos ir atrás correndo porque ela está aprontando alguma coisa.
Uma de suas "artes" preferidas é comer pedaços do edredon, os cantos das fronhas dos travesseiros e atacar as pantufas de sapo de seu irmão humano. Esses sapinhos andando pela casa são para ela uma visão de caça. Zoe Cristina se prepara, levanta o rabicó, raspa as patas de trás no chão, e zapt! Se agarra a um dos sapos quase derrubando o irmão.
Depois que ela quebrou um dente, e teve que enfrentar cirurgia para retirar a raiz, pensei aqui com meu tornozelo quebrado, que ela tomaria jeito, que teria mais medo ou respeito pelo tamanho da Lua Maria. Mas que nada! No dia da cirurgia, horas depois de ter voltado da anestesia, e com um pontinho na gengiva banguela, Zoe chegou em casa e qual foi a primeira coisa que fez? Claro, avançar contra Lua Maria e começar a lutinha da hora.
Eu, que ainda tenho algumas semanas de molho em casa, com o pé pra cima, e sem poder andar direito, me distraio com as lutinhas e as brincadeiras das duas pequenas. Elas são companheiras, me seguem pela casa, tentando derrubar meu andador, tentando comer minha bota imobilizadora e dormem enquanto assisto a um filme atrás do outro.
Tudo bem que de vez em quando eu grito uns sonoros "nãos!" durante algumas lutinhas, e elas me olham bem sérias. Em seguida, me ignorarem solenemente, e passam para o próximo round. Mas sem essas duas deliciosas "pestinhas" em casa, este período de imobilidade forçada certamente seria bem mais entediante.
Agora preciso ir... Lua Maria está adormecida sobre o sofá, ao sol... Mas tem uns dez minutos que Zoe Cristina está em silêncio, pela casa, e eu aposto como vou encontrar alguma coisa mastigada. A poderosa "chefinha" só pode estar aprontando!

É hora de voltar para casa

Há alguns anos era o sonho de muitas pessoas. Hoje, parece que o caso é o contrário. Quem foi para os Estados Unidos já planeja a volta. Pelo menos é isso que mostra a reportagem do Flávio Fachel.
Acredito que muitos de nós já sonhamos em morar em outro país, com outros costumes, outro idioma e pessoas diferentes. Além disso tudo, tem o diferencial: dinheiro fácil. É, nem tão fácil assim. Às vezes o pessoal se submete a trabalhos braçais, mesmo sendo graduado em algo totalmente sem ligação.
Mas com a crise financeira mundial, os empregos foram se tornando mais escassos. Hoje, o índice de desemprego nos Estados Unidos beira os 10%. No Brasil, sobram vagas na construção civil, nas indústrias e nas fábricas têxteis.
A reportagem do correspondente da Globo mostra um pedreiro que já planeja a volta. Ele faz bico como empacotador de móveis. As agências de viagem estão lucrando, também. O "problema" é que as pessoas só estão comprando a passagem de ida - no caso, volta.
Analisando toda essa situação, têm uns pontos positivos. Entre eles, a experiência conquistada fora da terra-natal, os móveis comprados lá e o pouco dinheiro que sobrou. É complicado largar tudo que foi conquistado e voltar embora. Mas, nada como estar com a família e seguro financeiramente falando.

terça-feira, 14 de junho de 2011

De jaleco na rua, para quê?

Nesta segunda-feira (13), pela manhã, assisti a uma reportagem no Hoje em Dia, da Record, que fala da lei que proíbe profissionais da saúde de usar o jaleco fora do hospital, em São Paulo. A lei foi sancionada na quinta-feira (9) pelo governador do estado, Geraldo Alckimin.
A partir disso, os profissionais que forem flagrados com a vestimenta fora do ambiente hospitalar serão multados em R$ 174,50. Na segunda vez, o valor cobrado será o dobro.
Infectologistas e alguns profissionais são contra a medida. Dizem que não é um jaleco que vai aumentar ou não a quantidade de bactérias que os médicos carregam. Que nos sapatos, calça, camisa e, até mesmo, na caneta presa ao bolso existem muitos microorganismos.
Essa lei, que foi aprovada na semana passada, segundo o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), apenas reforça uma exigência do Ministério da Saúde, que fala que roupas utilizadas dentro dos hospitais devem permanecer lá.
A preocupação é com a saúde dos pacientes e todo cuidado é pouco. Não vejo necessidade de tais profissionais saírem às ruas com o jaleco. É o uniforme de trabalho e não precisa ser utilizado nas ruas, ônibus e metrôs.
Quanto à multa, acho exagero. Uma campanha e advertências já seriam eficazes. A questão é de conscientização e não punição.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Apenas uma dica de filme

Como na sexta-feira (10) o Andy não pôde publicar a coluna dele sobre cinema, venho hoje sugerir um filme. Não falo com o mesmo conhecimento dele, quero apenas compartilhar um trailer de um filme nacional. É sempre bom vermos que o cinema nacional está se desenvolvendo, e o melhor disso é que estamos sendo presenteados com bons produtos.
Um exemplo disso é o "Qualquer gato vira lata", que conta com a belíssima atuação de Cleo Pires. O filme aborda... Ah, deixa para lá. Veja o trailer e sinta-se convidado a ir à sala de cinema mais próxima.

domingo, 12 de junho de 2011

Igual nos fimes


Diabo Veste Prada. Amo tanto este filme que já o assisti umas 6 vezes. O seriado Sex and The City sempre foi o meu preferido e me divertia com as 4 amigas em Manhattan. Hoje estou aqui, e não há uma televisão me separando das imagens que vejo e sons que escuto.
Desde que cheguei aqui em Nova Iorque me sinto em filme ou seriado. As ruas movimentadas, pessoas de todas as partes do mundo, lojas caras e baratas, camelôs, muitos cafés e muita comida.
A movimentação é intensa! Meus olhos percorrem por todos os lados, perdidos. São tantos os lugares pra olhar e o que pensar que até me confundo.
Estou com um livro que emprestei da Sonia, chamado Guia New York, da jornalista Katia Zero. Ele explica muitas coisas e dentre elas a principal para muitas pessoas que chegam em NY: compras!
Neste Guia as lojas são detalhadas com endereços e tudo mais que precisamos para ter sucesso em nossa caçada aos melhores preços. Já estou lendo ele há dois dias e fazendo mil anotações. Hoje fui a um outlet citado no guia, que fica bem próximo ao apartamento em que estou morando. Century 21 é o nome.
A loja é simplesmente gigante. Roupas de todas as marcas, sexo, tamanho. Tem para todos os gostos e para todos os bolsos. A minha vontade era de trazer tudo embora. A sorte é que meu cartão tem um limite pequeno. Sorte!
Passei cinco horas andando entre corredores e araras de roupa. Acredito que ainda não vi tudo o que tinha para ser visto. Minha próxima parada será em outro local que ainda será resolvido durante a semana. Fica a dica da Century 21 para quem vier ate aqui. Por hoje é só!

sábado, 11 de junho de 2011

A saga da tal "Eu tenho futebol"

Peço desculpa, agora, caso o texto fique um pouco grande, mas hoje é dia de festa.
Tudo começou em fevereiro de 2010. Escolhemos o tema, definimos as pautas, dividimos os trabalhos e os editores foram escolhidos. O trabalho começou. Foi um texto atrás do outro, fotos e, depois, a diagramação e edição.
Assim foi surgindo a primeira revista colorida do curso de Jornalismo do Cesumar. Era a "Eu tenho futebol", que nascia para contar histórias que envolviam, de alguma forma, os gramados e campos de futebol. Foram dias e dias de conversa, discussão e brigas.
A maratona da maioria da turma seguiu até julho. Depois disso, os editores se viravam para encaixar textos e fotos nas páginas. No final do ano, a alegria. O material impresso e pronto para distribuirmos para nossos entrevistados, parentes e amigos.
Digna de elogios, em 2011 inscrevemos o produto no Prêmio Sangue Novo de Jornalismo. A premiação é organizada pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná e  já está na décima sexta edição. Dentre os trabalhos finalistas da categoria Projeto em Jornalismo Impresso, estava lá a "Eu tenho futebol", que concorreu com trabalhos de universidades de todo o estado.
Estar entre os finalistas já deu um ânimo pra galera. Melhor ainda foi saber que a faculdade nos ajudaria com os gastos da viagem até Curitiba. Partimos na manhã de quinta-feira (9). O evento estava programado para as 19h30 - e foi pontual.
Começa a entrega dos troféus. Estávamos confiantes. De repente, os apresentadores anunciam a categoria, a revista e o nome de todos os alunos. Subimos no palco e, nervosos, ouvimos chamarem o terceiro lugar. "Segundo lugar: Eu tenho futebol." Foi um misto de sentimentos.
Claro, queríamos o primeiro lugar. Mas, para uma revista que foi feita para uma disciplina, quando nem tínhamos a intenção de ganhar algum prêmio, está ótimo. Recebemos nosso certificado, posamos para a foto e descemos do palco.
Foi tudo muito bom. Desde quando decidimos as pautas até às 4h da madrugada, quando chegamos de volta a Maringá, naquele frio. O Cesumar concorreu com mais 4 trabalhos. 1 primeiro lugar, 1 segundo e 2 terceiros.
Parabenizo a todos os envolvidos. Todos da minha sala, ao pessoal dos outros projetos, à toda direção e coordenação que nos "levou" a Curitiba e, principalmente, à professora Rosane, que aguentou nossa turma por três anos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Meu dono de estimação - Morde e assopra

Manquitolando pela casa, em plena recuperação de fratura seguida de cirurgia no tornozelo, tenho ainda mais tempo para observar minhas fiéis escudeiras: Lua Maria Branquela e Zoe Cristina, do país das Cristinas. É curioso como elas se relacionam.
Quando Zoe, a menorzinha, chegou, Lua Maria tinha um ano e era a dona da casa. Zoe chegou devastando: comendo sofás e armários, plantas e o que encontrar pela frente e, claro, disputando a liderança com Lua Maria. Já ouvi dizer que entre os cães não há dois líderes e que o cachorro que cede à liderança de outro não sofre crises existenciais por isso. É apenas a natureza agindo com suas leis perfeitas.
Mas, olhando essas duas, ainda tenho dúvida: quem é a líder?
Lua Maria é o tipo que não ladra mas morde... Morde de bote, de tocaia. Zoe Crisitina late como uma maluca e... morde também. Durante o dia, elas cultivam o hábito de lutar. Sempre é Zoe Cristina quem começa a provocação.
Percebo, durante as lutinhas sobre a cama e/ou o sofá, que Lua Maria poderia acabar com a raça da pequena numa bocada só. Mas, não. Ela se deixa morder pela anãzinha, sai arranhada das pendengas, e quando fecha a boca sobre a outra, para meu alívio, nunca aperta muito os dentes.
Outro dia peguei um flagrante: Ela se esqueceram da minha presença no quarto. Fingi que dormia. Da lutinha básica, elas evoluiram para uns beijos de língua... Zoe se deitou de barriga pra cima e ganhou, literalmente, um banho da Lua. Depois inverteram: Zoe ficou lambendo, por dentro, as orelhas da dona Lua Maria e esta com uma cara danada de: "ai, que delícia!".
Chego à conclusão de que essas lutinhas são jogo de cena. Elas devem ter combinado isso: "Olha, a gente luta de vez em quando, e de vez em quando a gente sangra um pouco, tá? Mas só pra impressionar nossas duas mães e nosso irmão humano...Assim, a gente ganha mais colo, hehehe...".
E no fim das contas, quando não tem duas mães e um irmão olhando, as duas boas de bico, ou boas de focinho, ficam aos beijos e lambidas.
É o amor... com suas garras e dentes... com seus dias bons e dias binho...

Aula

Amigos, voces vao reaparar nesta postagem a quantidade de palavras nao acentuadas como deveriam ser. O motivo e simples. Aqui nos Estados Unidos nao existem acentos, entao os teclados nao sao configurados para a utilizacao dos mesmos.
Como o Felipe hoje nao vai entrar na Internet para arrumar a acentuacao o texto sera publicado assim mesmo.
Como todos sabem ja comecei meu curso de ingles. A sala e pequena. Somos em 15 alunos de varias partes do mundo e Joel, nosso profesor.
As aulas comecam as 8h20 e terminam as 11h30. Sao tres horas de muito aprendizado e muitas risadas. Junto comigo, estudam 5 brasileiros. (Sim, os brasileiro estao dominando a Kaplan, nome da escola).
Nos seis, tentamos conversar o menos possivel em portugues, mas uma hora ou outra sempre acabamos fazendo uma piadinha aqui,outra ali. A turma em si e bem animada. Ja combinamos alguns programas para fazer apos o horario de aula.
Espero que essas amizades continuem apos o meu periodo aqui enm NYC.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O comentário da ascensão

Desde o comentário sobre o carnaval, Rachel Sheherazade ficou nacionalmente famosa, com direito a posto no Trend Topics do twitter. No telejornal em que ela trabalhava, era livre para fazer comentários, como se fosse um artigo.
Mas, depois desse ocorrido, às vésperas do maior evento cultural do país, outras emissoras colocaram os olhos sobre a jornalista. O SBT a contratou e a colocou à frente do jornal mais importante da emissora - o SBT Brasil.
Há pouco mais de uma semana na bancada, Rachel parece estar agradando os telespectadores, junto com Joseval Peixoto. Um parêntese: Carlos Nascimento e Karyn Bravo estão no Jornal do SBT Noite.
Eu assisti ao telejornal algumas vezes e vi que a jornalista está livre para continuar com os comentários, algumas vezes ferrenhos, sobre fatos que são mostrados nas reportagens.
Um dos gêneros jornalísticos é o artigo. Com base em fatos noticiados, o jornalista critica e comenta dando a opinião sobre tal. Também encontrado em veículos impressos, às vezes é feito por pessoas de diferentes áreas e formação.
Porém, Rachel é, sim, jornalista e tem propriedade para tecer seus comentários. Caso contrário, não estaria no topo da carreira, como está hoje.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Falta polícia nas fronteiras do Brasil

Maços e mais maços de cigarros. Não é só isso que é contrabandeado dos países vizinhos para o Brasil. Na reportagem do César Tralli, que foi exibida no Bom Dia Brasil, nesta terça-feira (7), podemos ver que junto com o cigarro, armas e demais drogas vêm junto.
Aqui no Paraná é muito comum ouvir as pessoas falando que vão ao Paraguai no próximo feriado prolongado. Eu já fui ao Paraguai e à Argentina. Nessas duas viagens, percebi que a fiscalização nas fronteira é muito deficitária. Não fui parado, assim como os demais carros que estavam no mesmo trajeto.
Na reportagem da Rede Globo, mostraram, também, que muitos caminhões carregados de produtos contrabandeados são apreendidos em território brasileiro. Porém, grande parte deles passa despercebida e chega ao destino final sem complicações.
O país é grande? Tem muitos quilômetros de fronteira? Sim. Mas pagamos altas taxas de impostos, o governo tem verba e distribui de forma errada a ponto de não termos uma polícia competente na fronteira e sobrevivermos com o mínimo de fiscalização.
Como bem diz o texto do BDBR, os estados têm de agir juntamente com o governo federal. O que falta é sentar e discutir as políticas a serem adotadas. Será que falta tempo para isso?
Enquanto nada acontece, drogas, armas e demais mercadorias entram no país, a receita perde impostos e a criminalidade só aumenta.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Estátua da Liberdade

Gente, muita coisa para contar em pouquíssimo tempo! Já disse, na postagem que fiz ontem, que parece que estou aqui há muito tempo já. Pois bem…
Hoje, segunda-feira, foi meu primeiro dia de aula aqui no curso de inglês. Assim como eu, muitos começaram hoje e tivemos um dia de “calouros” para saber tudo sobre a escola, o método de ensino e, o principal, fazer uma prova para saber em qual nível entrar… Mas não vou falar disso hoje. O único comentário que vou fazer: acho que tem mais brasileiro aqui do que na minha cidade natal, Ourinhos, interior de São Paulo. Mas, tudo bem.
Hoje, o post será sobre um símbolo americano. A estátua da liberdade. Quem não tem o sonho de conhecer? Acredito que todos, assim como o Cristo, no Rio de Janeiro. Este passeio era o que eu mais queria fazer. E já foi feito.
Assim como eu, milhares de turistas estavam conhecendo o símbolo da liberdade no mundo todo. O preço é consideravelmente acessível, 13 dolares por pessoa. A vista da Bedloe’s Island, ilha em que a estátua está localizada, é maravilhosa. A única imagem que falta e, infelizmente, não presenciei, é a imagem das torres gêmeas. Mas os outros prédios altos e lindos compõem uma bela imagem de cartão postal. A estátua é linda mas, em minha opinião, o Cristo, em nosso país, é muito mais bonito.
Mas, quem ainda nao teve a oportunidade de conhecer, não deveperder tempo. Vale muito a pena! Vou dormir que amanha o dia promote. Amanhã conto mais.

Dê a sua opinião

Você lembra desse comissário de bordo? Pois é, ele está de volta ao Macacos Novos. Na reportagem abaixo, produzida pelo UOL Notícias, ele fala sobre o jeito diferente de conquistar os passageiros. Particularmente, eu acho um pouco exagerado, mas tem quem goste.
E você, o que acha da "animação" proporcionada pelo Ronald nos voos?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Vida nova

Enfim, estou em Nova York. O nervosismo foi embora e a ansiedade também. Agora, permanence a alegria e a sensação do slogan americano: yes, I can! Desde o momento em que entrei no avião, trago comigo um mantra que a Mari, minha prima, me ensinou uma semana antes da viagem: eu quero, eu posso e eu consigo!
Pois bem, aqui estou. Sentada na minha nova cama, em meu novo quarto, em uma nova cidade, em um novo país. O íncrivel é que estou me sentindo em casa. Parece que já vivo aqui há anos. Coincidência? Não sei, mas me traz uma sensação boa, de alívio. Desde minha chegada a Nova York os dias foram intensos. Estou aqui há apenas 3 dias e já fiz tudo e mais um pouco. Já visitei muitos lugares, aprendi muitas coisas.
Sinto que esta viagem será apenas o começo de uma longa caminhada pela vida jornalística. Amanhã começo meu curso intensivo de inglês e o meu estágio na maior organização mundial, a ONU. Espero que lá todos gostem de mim, assim como em todos os estágios por onde já passei.
A cidade é maravilhosa, o Queens, bairro em que estou morando é uma delícia. Tem lojas, shopping, mercados, muitos restaurantes, pessoas educadas e um metrô próximo.
Minhas aventuras estão apenas começando e vocês do MN vão viver comigo esta nova emoção. Vamos aprender juntos muitas coisas e ter muitas conquistas. Amanhã posto sobre os lugares que já visitei e minhas impressões sobre a cidade.

domingo, 5 de junho de 2011

Se isolar ou não do mundo

Pelo que pude acompanhar no twitter, na noite de sexta-feira (3), o Globo Repórter teve uma boa audiência. Muitas pessoas comentando o tema do programa e se identificando com os casos. A repórter Beatriz Thielmann foi quem conduziu as reportagens sobre solidão.
Viver isolado das pessoas é bom ou ruim? Passar um mês velejando no Atlântico parece ser interessante, mas uma mulher fazer isso sozinha? Izabel Pimentel já fez, e não foi uma vez só. Foram três. Para ela, a combinação solidão e mar harmoniza o corpo.
Outro caso interessante apresentado no programa da Rede Globo é de um casal que mora na mesma casa e pouco se fala. O homem, um bancário aposentado, passa horas e horas em um quarto fazendo artesanato. A mulher, no outro cômodo, se dedica ao crochê.
Estranho que o senhor disse que se sente bem ficando isolado o dia inteiro. Mas quando ele se reúne com as colegas de arte, diverte-se. Além disso, mostrou-se emocionado ao citar a importância das reuniões semanais, do outro lado da cidade.
Acredito que todo mundo precisa de um momento de solidão, para reflexão e descanso da mente. Depois de um dia agitado, não tem nada melhor do que chegar em casa e descansar, aproveitando a solidão do quarto. O problema é quando isso vira uma doença.
Tem de haver um meio termo. Nem se isolar demais e nem esquecer de reservar um momento para si. Então, você que é do sul e do sudeste, aproveite o frio e descanse. Reserve um tempinho só para você. Vai fazer bem. Depois, volte à rotina. Bom domingo e ótima semana!

sábado, 4 de junho de 2011

Cômico e trágico ao mesmo tempo

Imagine que um ladrão vai assaltar um estabelecimento comercial pelo telhado e fica preso na chaminé. Esse caso é verídico, apesar de engraçado. As fotos mostram que foi preciso um guindaste para que o criminoso fosse solto do tubo.
Assistindo ao Jornal Hoje desta sexta-feira (3), gargalhei vendo a situação a qual alguns ladrões se submetem. Na maioria dessas, os assaltantes saíram de mãos vazias. O prejuízo foi para eles mesmos: o vexame.
"Todo mundo rolando de dar risada." É assim que o repórter fotográfico João Rosan define o cenário do resgate do ladrão preso na chaminé, em Bauru (SP). É dele a foto que ilustra este texto.
O excesso de barulho também foi fundamental para que a polícia pegasse no flagra dois homens que assaltavam uma escola. Mas o show de talentos não acaba aqui.
Um outro rapaz invadiu uma chácara e, na fuga, deixou que a identidade caísse do bolso. Com o documento, não foi muito difícil para que os policiais o encontrassem.
Esses e outros casos podem ser vistos na reportagem no site do JH. Todos eles têm um ponto positivo e um negativo, a meu ver. Positivo porque a polícia chega rápido aos criminosos e negativo porque é triste ver que mais e mais pessoas estão passando a cometer assaltos que começam simples e cheios de erros, mas que, mais tarde, podem virar casos mais complicados e de difícil solução.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quem "paga o pato" é o trabalhador

Bom, a Bruna já embarcou rumo aos Estados Unidos e, enquanto ela narra as novas experiências de lá, eu continuo as postagens daqui.
Esta semana, pudemos acompanhar a dificuldade de muitos paulistanos ao pegar o rumo do trabalho. Os funcionários da Companhia Paulistana de Trens Metropolitanos (CPTM) entraram em greve e deixaram a capital paulista mais caótica do que já é.
Diversos telejornais abordaram o tema e mostraram a dificuldade das pessoas, que ligavam para os patrões informando o atraso. Em alguns casos, desistiam e voltavam para casa.
Com a falta de trens, o metrô e os ônibus foram os pontos de fuga. Era visível a superlotação. Filas e mais filas para, simplesmente, ir trabalhar. Pior ainda quem tem de ir ou sair de Santo André, São Bernardo e São Caetano (ABC).
Isso porque os funcionários da empresa de ônibus pararam. A CPTM anunciou que os trens voltarão a circular nesta sexta-feira (03), porém, os metroviários se reuniram à meia-noite de hoje, para decidir se entram em greve ou não.
Toda essa movimentação é por aumento salarial. As companhias oferecem uma porcentagem e o sindicato pede mais. Quem "paga o pato" é o trabalhador brasileiro, que acorda cedo, reserva o dinheiro para o transporte, enfrenta fila e aperto, chega atrasado e leva bronca do chefe.