sexta-feira, 13 de maio de 2011

Resenha do filme Biutiful

Biutiful é um filme triste, um filme tão verdadeiro em sua demonstração do mundo como ele é que dói.
Eu gosto muito do diretor mexicano Alejando Iñarritu, desde Amores Perros e o fantástico 21 gramas. Ele gosta de mostrar o universo interior dos personagens, seus dramas, suas contradições, suas humanidades.
Não é diferente em Biutiful, e não é preciso muito para explorar o tema que o diretor quer com um ator fenomenal que é o ganhador do Oscar, Javier Bardem. O cara é incrível tem um enorme potencial dramático sempre, um ator maravilhoso para dizer o mínimo. e ele toma conta da dela em todas as cenas que aparece, na verdade é praticamente um filme para ele, você quase se esquece dos outros personagens, tirando talvez a emprega senegales que ele "ajuda".
Bem, de fundo uma Barcelona cinza, triste, Iñarritu consegue transformar uma das cidades mais agradáveis e lindas do planeta em um lugar desolador.
A trama, um homem que consegue falar com os mortos descobre que vai morrer e tem que acertar algumas coisas antes de partir.
Simples assim, mas não tão simples. O filme mostra a exploração humana, a decadência humana, a corrida diária e angustiante pela sobrevivência, a vida, a vida como ela para muitas pessoas, árida, cheia de dor e contradição, mas que sempre tem a sua delicadeza, beleza. A bondade que aparece onde se menos espera, a traição também,e no final nenhuma explicação coesa do que se deve ou não fazer.
Filme muito bom mesmo este Biutiful, daqueles que a gente fica matutando muito tempo depois e que tem imagens que não são fáceis de apagar, um filme para ser lembrado. A minha recomendação desta semana e que realmente vale ser assistido, não é um filme de arte, cabeça, não, e uma história humana bem contada, bem contada mesmo.

Um comentário: