quarta-feira, 11 de maio de 2011

Por que não ser um doador de órgãos?

Ontem foi um dia de luto para o Brasil. Todos pudemos acompanhar o sofrimento do menino Patrick Hora Alves, de 10 anos. Ele foi a primeira criança do país a viver cerca de 30 dias com um coração artificial, até que encontraram um doador compatível.
Patrick sofria de miocardia restritiva, uma doença que deixa o coração tão fraco que não consegue bombear o sangue. Por conta de uma pneumonia e uma infecção, Patrick ficou mais frágil, permanecendo sedado. Essas complicações fizeram com que o garoto tivesse falência múltipla de órgãos.
A morte dele foi confirmada às 19h40 desta terça-feira (10) e o corpo será cremado na sexta (13), no cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. Imagino a dor dos pais que lutaram tanto para garantir uma vida saudável ao filho e não tiveram sucesso.
O caso de Patrick ganhou a mídia nacional e espero que levante uma questão que ainda é tratada de maneira tímida no Brasil: a doação de órgãos. É difícil para a família o momento da perda, mas é preciso pensar nas outras pessoas que podem ser ajudadas com os órgãos do ente.
São córneas, coração, pulmões, rins, dentre outros, que podem salvar uma vida. A escolha da doação pode ser feita pelo doador, ainda em vida, simplesmente dizendo isso à família.
Se todos dermos esse passo, muitas vidas poderão ser salvas. Por um acaso, a vida do Patrick não foi salva, mas uma doadora fez acender a luz da esperança na família, mesmo que por um momento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário