sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fãs de Woody Allen

Woody Allen é, sem dúvida, um dos diretores de cinema mais importantes do mundo. Você pode gostar ou não dos filmes dele, mas ele tem um público cativo. E, além disso é um diretor coeso e constante, em média faz um a dois filmes por ano.
Para os fãs, como eu, um Woody Allen ruim é muito melhor do que milhares de filmes blockbusters americanos.
Outro ponto importante é que ele dirige, atua, escreve e produz os filmes, geralmente com baixos orçamentos, e todos os atores bacanas querem fazer um filme com ele com cachês no chinelo, só para poder aprender com o mestre.
E ele consegue mesmo salvar atores medianos como uma Scarlett Jonhson ou um Jason Biggs, dando vida aos personagens.
Os filmes do diretor tem toda uma série de leis que são quase sempre seguidas por ele, todos tem um alterego dele (sendo com ele mesmo atuando ou outro ator que ele coloque no papel), sempre tem músicas de jazz da década de 50, muitos tem um narrador em off, ou coro para os gregos, uma musa lindíssima que dura uma a dois filmes e depois muda, etc, etc, etc. E atualmente uma cidade charmosa do planeta terra (Londres, Barcelona, Paris, etc). E os temas, ah, os temas, são sempre um humor mordaz sobre o cotidiano, as dúvidas da vida, o chamado humor judeu.
Tudo isso para dizer o seguinte: “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”, o último filme que vi dele, não é de longe um dos melhores, mas tem todas as características acima e é sim, é muito agradável de ver.
A trama gira em torno de dois casais que estão em crise. Um deles, um casal de meia idade, onde o marido, interpretado por um ótimo Antonhy Hopkins, abandona a esposa para tentar fugir da morte e voltar a viver o bom da vida, o típico homem de meia idade em crise. A esposa abandonada que tenta o suicídio e respostas em um vidente, interpretado brilhantemente por Gemma Jones.
O outro, uma mulher que trabalha em uma galeria de arte e está no momento que quer ter estabilidade financeira e um filho, feito por uma Naomi Watts belíssima, e que tem como chefe um Antonio Bandeiras sedutor, e o marido (Josh Brolin), outro ótimo ator, fazendo o papel de um escritor em crise (o alterego) que quer fugir de tudo isso e procura a fuga de seus problemas nos braços de outra mulher, e vamos dizer que mulher, Freida Pinto, que mora no prédio ao lado e ele a admira através da janela.
Bom, a trama é ótima, vale a pena assistir e se você não gosta do autor, tente , ele realmente vai te surpreender. Voltando no ponto de que do meu ponto de vista um fraco Allen sempre será melhor do que outros filmes com muito mais grana e pouco enredo que os EUA fazem hoje em dia.

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