domingo, 15 de maio de 2011

A boa e velha Língua Portuguesa

Nenhum de nós tem o dever de dominar todas as regras da nossa gramática. São infinitas, diversos tempos verbais, plural, singular, palavras estranhas. Tem gente que reclama do inglês, que é difícil de aprender. Mas você já imaginou o contrário? Você é inglês e tem de aprender o português.
Acredito que esse sentido seria muito mais complicado do que o que nós, brasileiros, enfrentamos.
Não sou um merecedor de cadeira na Academia Brasileira de Letras, passo longe dos gênios que merecem tal cargo. Porém, desde o ensino fundamental, que eu me lembre, passei a me policiar mais sobre alguns deslizes que algumas pessoas insistem em cometer.
Gerúndio. Isso é uma coisa que deveríamos abolir da fala. Ainda hoje, encontro pessoas graduadas ou graduandas que vez ou outra dizem: "eu vou estar enviando". Como dizem por aí, é de doer. O agravante é quando é dito por um mestre de cerimônias. É triste.
"Seje". Eu acho muito mais difícil flexionar o seja para o masculino do que deixá-lo como realmente é. Pior é ouvir relatos de que professores cometem tal gafe. Claro, como disse, ninguém é obrigado a saber tudo de nosso idioma.
Outra dica importante. Lembre-se sempre que MIM não conjuga verbo. Já dizia aquela professora de português: "mim não faz nada".
Além desses encontrados na oralidade, existem inúmeros errinhos que podem alterar o sentido de uma frase, quando presentes em um texto escrito. Há, a, à, afim de, a fim de, onde, aonde, meia cansada, menas. Muitos outros exemplos poderiam ser citados, mas eu "vou estar parando" por aqui para que o texto não "seje" tão longo e "menas" pessoas o leiam.
Um pouco de leitura pode ajudar qualquer um a se adequar às normas. A revista no consultório do dentista, o jornal na casa do parente, um livro perdido na gaveta, tudo isso é uma forma de manter-se atento às novas - e não tão novas - regras.

Um comentário:

  1. Eu já acho que a gente tem obrigação de saber a própria língua. Os erros que vc citou são terríveis....mas, o que mais me dói é ouvir: "quer que eu faço?", "quer que eu como?", "quer que eu visto?"...

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