sábado, 7 de maio de 2011

Até onde vai a loucura de um fã?

Imagem: Felipe Bacarin
O show pode acontecer na cidade que for. 100, 200, 300 quilômetros longe de casa, ou até mais. Os fãs vão onde o artista estiver. Correm riscos, gritam, cantam, se descabelam por um tchauzinho, uma foto ou, simplesmente, para entregar um ursinho.
Nesta sexta-feira (6), estava acompanhando a Feira Industrial e Agropecuária de Maringá (Expoingá) e pude presenciar algumas dessas cenas. Não vi, mas disseram que quando Luan Santana chegou ao camarim do show, as fãs batiam no carro, à espera de um aceno.
Mais tarde, pude ver e ouvir - e como - os gritos desesperados das fãs de 12 a 18 anos, aparentemente. As meninas chamavam pelo cantor e cantavam músicas dele. Até quando acompanhei, tudo foi em vão. A produção ríspida enrolou até a imprensa por alguns minutos, imagina as fãs.
Algumas tinham faixas na cabeça e outras maiores para que o cantor pudesse ver quando estivesse no palco. Quando eu e as demais equipes de reportagens entramos em um espaço reservado, vi algumas meninas com diversos ursinhos de pelúcia para entregar ao astro.
Essas atitudes são aceitáveis e, provavelmente, incentivam o ídolo. Mas não são poucos os casos que vemos de fãs que invadem o hotel, se escondem no guarda-roupa, agarram a celebridade, beijam... Não sei até onde vai essa obsessão por uma pessoa que, para mim, é tão normal quanto você e eu.
Toda demonstração de carinho é válida, desde que não extrapole os limites toleráveis. Outra coisa: a fama é passageira, astros, aproveitem enquanto algumas pessoas gritam seu nome. Dê atenção, sorria para as fotos e  mande beijos. Uma hora, isso pode fazer falta.

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