domingo, 8 de maio de 2011

Antes de embarcar, é bom rezar

Você planeja uma data, combina com os parentes o destino do passeio e compra sua passagem. Chega o dia da viagem. Arruma as malas, sem esquecer dos presentes para os familiares que lhe darão hospedagem, roupas, perfume, produtos de higiene pessoal e por aí vai.
Chega na rodoviária, espera alguns minutos e logo embarca. Eis que no meio do caminho uma falsa blitze obriga o motorista a encostar. Os assaltantes rendem ele e começa a confusão. São computadores, celulares, carteiras, dinheiro, cartões de crédito. Tudo levado.
Os passageiros, além de terem os pertences roubados, são obrigados a ficar semi-nus e trancados no bagageiro. O ônibus é levado para uma estrada alternativa e de pouco movimento. Horas depois, quem estava preso, consegue escapar do compartimento de bagagem e de alguma forma tenta avisar a polícia.
Essa cena está se tornando frequente no lado oeste do Paraná. Desde o começo deste ano, foram 15 viagens interrompidas por bandidos. A rota do perigo começa depois da divisa com São Paulo, passa por Maringá, Campo Mourão e Cascavel.
As companhias estão atuando em conjunto para aumentar a segurança aos passageiros. Ao parar para o lanche, os motoristas combinam de saírem juntos, para tentar intimidar os assaltantes.
Aí vem o confronto de ideias: as companhias tentam oferecer tanto conforto aos passageiros, com internet a bordo, água e café, e se vêem reféns de criminosos. Em vez de levar um computador para agilizar algum trabalho, quem viaja nesse trecho tem de se contentar com a paisagem e a companhia de quem está no banco ao lado.

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