quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um minuto de silêncio

Esta terça-feira foi um dia um pouco incomum para mim. Fui cedo para a faculdade para fazer um trabalho e sobrou um tempo entre o final da atividade acadêmica e o começo da minha jornada de trabalho diária. Então, aproveitei o tempo livre e fui almoçar em um restaurante.
Cheguei, lavei as mãos e fui me servir. O regime me forçou a pular alguns alimentos com caras ótimas, mas me senti muito melhor enchendo o prato de salada. Não vem ao caso as calorias consumidas, mas, depois que sentei em um cantinho, comecei a reparar nas pessoas.
Não. Não fiquei controlando o que cada um estava comendo - nem me preocupo com isso. Fiquei reparando que a maioria das pessoas que estava ali estava sozinha em uma mesa de quatro lugares. Pensava: se as pessoas que estão sozinhas sentassem juntas, sobrariam mais mesas. 
Nisso, imaginei que, com as ferramentas de relacionamento social, as pessoas podem se juntar facilmente e montar um grupinho para almoçar junto, perto do local de trabalho. Eu olhava para as mesas ao lado e imaginava os engravatados dividindo a mesa com pessoas que tinham saído do cursinho e com aquela empresária solteira.
Aí me toquei que, talvez, o horário do almoço deve ser o momento de silêncio dessas pessoas e que uma companhia não seria bem-vinda. Nesse momento, um dos personagens atendeu o celular, a menina do cursinho pegou os cadernos e foi pagar a conta e a empresária continuava almoçando.
Limpei minha boca, terminei a Coca Zero e fui trabalhar. Por que somos tão individualistas, não é?

Um comentário:

  1. Pela descrição você almoçou no Tempero Manero, certo? rs

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