sexta-feira, 29 de abril de 2011

Senna

Houve uma época no Brasil, que além do futebol, o esporte nacional era o automobilismo, e isso em um país que a maior parte da população nem veículo tinha.
Uma época em que as pessoas se reuniam no domingo para ver uma corrida e fazer churrasco. A época de ouro de Ayrton Senna, o maior piloto de Fórmula 1 que este país já teve, e sem dúvida um dos maiores pilotos do mundo.
Estou falando isso, porque muita gente que nasceu no final dos anos 80 não tem idéia do que foi Senna e a importância dele para uma geração, como a minha. O homem foi tricampeão mundial e se firmou como um piloto meticuloso que era genial na chuva, namorou a Xuxa e a Adriane Galisteu, brigou contra a politicagem da Fórmula 1, ajudou as criancinhas, etc, etc e etc,
Bem, tudo isso e mais as brigas com Prost, o seu piloto arquiinimigo, que faziam os domingos sempre emocionantes, estão no documentário Senna, dirigido por Asif Kapadia, e distribuído pela Universal Pictures.
Através de imagens da época, entrevistas e depoimentos sobre o piloto, temos uma rica apresentação de como era o Senna, a época e a importância dele para a história da Fórmula 1. Para os fãs é imperdível, para quem quer conhecer ou entender este período e este homem também.
Documentários são ao meu ver grandes reportagens, investigações sobre um tema, uma pessoa, um momento, alguns beiram a ficção e outros são duros e crus, amargos como a vida, hahahah, mas muitos, muitos mesmo são obras-primas, poderia aqui citar vários, este do Senna não é um dos melhores, tem algumas falhas, mas mesmo assim rever o piloto, os momentos importantes das corridas em que foi campeão e que muitas eu vi pela televisão, me levou a nostalgia e o prazer que aquelas corridas me proporcionavam.
Então eu tenho um pouco de parcialidade ao falar do filme, mas afirmo que para quem quer conhecer a história o documentário não deixa nada a desejar.
E é curioso ver como as corridas eram completamente diferentes das de hoje, quando o homem se sobressaia sobre a máquina, as corridas eram disputadas de verdade e a morte rondava cada carro, tanto que levou Senna, em um dos domingos mais tristes que este país já teve. Foi-se o homem, mas então começou o mito....

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