sexta-feira, 8 de abril de 2011

Paralisação dos médicos foi consciente

Quando acordei, não imaginei que o dia seria tão cheio de informações quanto foi. Ligo a TV e vejo a cobertura ao vivo da Record, ainda no Hoje em Dia, da chacina no Rio de Janeiro. Um pouco depois, enquanto me arrumava para ir trabalhar, o Paraná TV me fez lembrar que também era o dia da paralisação dos médicos.
Chego ao trabalho e vejo que tinham acontecido tremores no México e, novamente, no Japão. Acesso o twitter e lembro que também era Dia dos Jornalistas.
Mas o que eu programei para comentar aqui é a paralisação dos médicos. Apoio a "greve" da classe. As empresas de planos de saúde tiveram um aumento de 129% na arrecadação, de 2003 a 2009, e isso não foi repassado aos médicos, que viram-se obrigados a agir de alguma forma.
As operadoras dos planos recebem "rios de dinheiro". Os contratos com essas empresas são extremamente caros, sugando boa parte do orçamento familiar.
Algumas empresas oferecem desconto ou bancam todo o plano para os funcionários. Mas, infelizmente, essa não é a realidade da maioria dos empregadores tendo, os colaboradores, que arcar com as despesas médicas ou, na pior das hipóteses, utilizar o SUS.
As consultas ou operações de urgência foram mantidas. De acordo com a Associação Médica Brasileira, cerca de 70% dos médicos não atenderam por convênios. Na região de Maringá (PR), estima-se que mais de 300 clínicas paralisaram. O atendimento público foi mantido.
A classe entende a necessidade de estarem ativos. Os atendimentos serão retomados normalmente, mas, com a grande adesão, acredito que deu para mostrar a força e requerer melhores repasses. Parabéns a todos os médicos pela mobilização e consciência de que não podem parar por mais de um dia.

Um comentário:

  1. "ou, na pior das hipóteses, utilizar o SUS". Como eu gostaria de trocar esse "pior" para melhor. O que eu consigo ver e sentir na pele (tenho usado muito meu plano de saúde ultimamente) é que na maioria dos casos os planos são caros, mas garantem que você tenha no mínimo um atendimento decente. Por outro lado, também percebo que os grandes consultórios e médicos de renome não se afiliam aos planos de saúde e ficam nas consultas particulares, justamente para ganhar mais. Confesso que seria muito mais amistoso se visse uma paralisação dos médicos em prol de um sistema de saúde melhor e não pensando no próprio bolso. Mas, em contrapartida entendendo que nosso país é precário na área da saúde, é de se aceitar que o pensamento capitalista seja aceito como tal ato. Quem dera não houvesse a necessidade de nenhum plano de saúde particular e que todos pudessem usufruir da saúde com decência como em Cuba, no Canadá, na França, etc.. talvez a consciência seja dentro desse nosso cenário de terceiro mundo. Enfim.

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